A Hora do Pesadelo
Freddy Kruger, um dos melhores vilões do cinema dos anos 80, está de volta, e agora “sob nova direção”!
Trata-se da refilmagem do primeiro filme da famosa franquia. Só que, desta vez, Wes Craven, criador de Kruger e diretor de dois dos filmes da franquia, não teve nada a ver com isso. Aliás, ele declarou que nem queria saber da refilmagem…
Também temos uma ausência ainda mais marcante: Robert Englund, o próprio Freddy Kruger. Englund interpretou o vilão em todos os filmes da série, no “crossover” Freddy vs Jason e ainda na série de tv que rolou em 1998.
A história todos conhecem, né? Jovens começam a ter o mesmo pesadelo, onde são perseguidos e ameaçados por um cara queimado que usa uma luva com uma faca em cada dedo. Mas o detalhe é que, se a pessoa morre no sonho, o mesmo acontece na vida real.
Preciso confessar que sempre fui um grande fã do Freddy Kruger. Diferente de vilões-estrelas de slashers como Michael Myers (Halloween) ou Jason Vorhees (Sexta Feira 13), que simplesmente são mortos-vivos que saem matando os outros e nunca morrem, Freddy Kruger me parece mais legal. Ele é meio um fantasma, ele está dentro dos sonhos. E, dentro dos sonhos, ele faz o que quiser. Mas se a pessoa estiver acordada, ele não pode agir.
Dirigido pelo especialista em videoclipes Samuel Bayer, o novo A Hora do Pesadelo tem virtudes e defeitos. Um dos acertos deste novo filme é o uso comedido de cgi. O fato da trama falar de sonhos e ambientes oníricos poderia resultar num uso excessivo de efeitos de computador. Mas não, felizmente eles se atrelaram à história original, que funcionava perfeitamente com efeitos especiais “analógicos”.
A trama não traz novidades, afinal, trata-se de uma refilmagem de uma história que todo mundo conhece, e todos nós sabemos que se a bilheteria for boa, teremos continuações. Mesmo assim, o roteiro é bem escrito e traz alguns sustos interessantes em momentos pouco óbvios.
No elenco, só um nome chama atenção, justamente o novo Freddy E faz-se necessária uma comparação entre os dois Freddys. Admiro muito Jackie Earle Haley, mas acho que foi uma escolha ruim. O cara é bom ator, foi indicado ao Oscar por Pecados Íntimos, fez um excelente trabalho como o Roschach em Watchmen, esteve num papel chave no último Scorsese, Ilha do Medo… Mas não precisa de tudo isso pra ser Freddy Kruger. Robert Englund é o oposto disso, um ator fraco e caricato. Mas é “o” Freddy Kruger… Faltou ao novo Freddy um pouco mais de ironia e sarcasmo nas piadinhas constantes.
No fim, fica a pergunta: vale a pena? Olha, achei este filme mais fraco que o original. Mas preciso admitir que é melhor que a maior parte das continuações!
p.s.: Tive show ontem, e fui dormir muito tarde. E tive que acordar muito cedo hoje pra ir trabalhar. Dormi umas três horas só. Aí, a vida imitou a arte: heu estava cheio de sono, vendo um filme onde os personagens estavam cheios de sono!
UUUUUUuuu FRED vai te pegaaaaar, UUUUUUuuu FRED vai te pegaaaaar !!
hahahaha
Muito bom Helvecio, vou conferir.
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eu estou somhando com ele
Achei essa ultima versão do freddy bem melhor.. o filme tmb é melhor q os outros
O FILME MTO DOIDO