Chefes de Estado

Crítica – Chefes de Estado

Sinopse (imdb): O presidente americano e o primeiro-ministro britânico, alvos de uma ameaça externa, devem colaborar contra uma conspiração global.

Outro dia vi que tinha filme novo do John Cena e Idris Elba na Prime, e fui ler mais sobre. Quando vi quem era o diretor, furou a fila!

Conheci o trabalho do Ilya Naishuller quando vi um videoclipe da banda Biting Elbows, onde a câmera estava no capacete do dublê, então víamos as cenas como se estivéssemos dentro da ação. Aí o cara levou isso para um longa metragem, Hardcore Henry (2015), uma hora e meia de ação ininterrupta com a câmera POV (point of view), um filme insano e divertido. Em 2021 Naishuller fez o ótimo Anônimo, mais bem construído que seu primeiro filme, e com algumas excelentes cenas de ação.

Ilya Naishuller na direção, mais John Cena e Idris Elba liderando o elenco – Chefes de Estado (Heads of State, no original) tinha tudo pra ser um filme no estilo que heu gosto. E felizmente heu estava certo: o filme é divertidíssimo!

Chefes de Estado traz o equilíbrio perfeito entre ação e comédia. Digo mais: as cenas de ação são muito boas, e a parte da comédia é engraçadíssima! Várias sequências são antológicas. Adorei como Naishuler conta um flashback do que aconteceu com determinado personagem até aquele ponto do filme. E a curta cena do Jack Quaid, ao som de Beastie Boys, é sensacional!

Outro ponto positivo é a química entre John Cena e Idris Elba (que já tinham trabalhado juntos em O Esquadrão Suicida), os dois parecem estar se divertindo muito. O roteiro é cheio de alfinetadas entre os estilos dos personagens, um americano e outro inglês, isso traz várias boas piadas. O resto do elenco também está bem, com Priyanka Chopra Jonas, Paddy Considine, Carla Gugino, Sharlto Copley (que aparece bem rápido), além do já citado Jack Quaid.

A parte técnica é muito boa. Deu pena de ser um filme para o streaming, heu preferia ver um filme desses na telona. A trilha sonora usando músicas pop também foi muito bem escolhida.

Agora, precisamos reconhecer que o roteiro é bem forçado. Tem várias coisas que não fazem muito sentido. Entre uma gargalhada e outra, se a gente parar pra pensar no roteiro, vai achar um monte de coisas forçadas.

Mesmo com o roteiro forçado, reconheço que me diverti. Provavelmente estará na minha lista de melhores de 2025.

Ah, tem uma cena extra no meio dos créditos. Pode ser um gancho pra continuação, quem sabe?

Crimes Ocultos

crimes ocultosCrítica – Crimes Ocultos

Na União Soviética pós Segunda Guerra Mundial, o policial Leo Demidov desobedece ordens superiores e investiga uma série de assassinatos de crianças.

Sabe quando um filme te atrai com um elenco legal, mas a história é tão mal conduzida que põe tudo a perder?

Dirigido por Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo), Crimes Ocultos (Child 44, no original) não chega a ser exatamente ruim. Mas a trama é mal construída, e os personagens, mal desenvolvidos. Ouvi um papo que o filme originalmente teria mais de cinco horas (!), e foi editado para ter “apenas” 137 minutos. Assim, várias sequências ficam sem sentido (como, por exemplo, as trocas de olhares entre os personagens de Joel Kinnaman e Noomi Rapace no início do filme), e alguns personagens são desperdiçados, como o General Nesterov de Gary Oldman. E, mesmo com os cortes, o resultado ficou cansativo.

Teve outra coisa que me incomodou, mas é um detalhe. O filme é falado em inglês. Mas como se passa na Rússia, todos os atores estão falando com sotaques. Não gostei, achei que ficou forçado. Na minha humilde opinião, ou fala em russo, ou esquece esse sotaque forçado…

Se algo se salva, é o elenco. O filme é confuso, mas é sempre legal ver gente como Tom Hardy, Gary Oldman, Noomi Rapace, Joel Kinnaman, Paddy Considine, Vincent Cassel, Jason Clarke e Charles Dance em ação.

Crimes Ocultos é baseado no livro Criança 44, de Tom Rob Smith, primeiro livro de uma trilogia com o personagem Leo Demidov. Ou seja, devemos ter outros dois filmes…