Frozen II

Crítica – Frozen II

Sinopse (imdb) – Anna, Elsa, Kristoff, Olaf e Sven deixam Arendelle para viajar para uma floresta antiga, de uma terra encantada. Eles partiram para encontrar a origem dos poderes de Elsa para salvar seu reino.

O primeiro Frozen foi um sucesso absoluto. Claro que uma continuação estaria nos planos.

Dirigido pelos mesmos Chris Buck e Jennifer Lee do primeiro filme, Frozen II (idem no original) é aquilo que se espera: eficiente, mas sem nada de novo. Se o primeiro filme trazia mudanças na estrutura clássica das “histórias de princesas” e ainda fazia o espectador sair do cinema cantando as músicas, aqui o efeito não será tão forte.

Por outro lado, estamos falando de Disney. E, felizmente, a Disney sabe fazer entretenimento. Se Frozen II não é um “clássico instantâneo” como seu antecessor, pelo menos vai divertir o seu público. O visual é bem cuidado, os personagens são carismáticos, e tem alguns momentos muito engraçados. Aliás, heu veria uma série de filmes com os “resumos do Olaf”!

Por fim, uma coisa que me tirou do filme, mas é algo pessoal. Ninguém mais reparou que a  melodia que a Elsa ouvia é um trecho de Stairway to Heaven? Elsa, não é um chamado da floresta! É um vizinho ouvindo Led Zeppelin alto! 😛

O Rei Leão (2019)

Crítica – O Rei Leão (2019)

Sinopse (imdb): Após o assassinato de seu pai, um jovem príncipe leão foge de seu reino apenas para aprender o verdadeiro significado de responsabilidade e bravura.

A Disney descobriu uma nova fonte de bilheterias milionárias: versões live action dos seus desenhos clássicos. Só este ano já tivemos Dumbo e Aladdin (e parece que o próximo vai ser A Dama e o Vagabundo). Apesar de não ser exatamente live action, O Rei Leão é mais um dessa lista.

(Uma produção live action deveria ter atores. Este Rei Leão é todo em cgi. É outro tipo de animação, tem cara de real, mas continua sendo animação.)

Dirigido por Jon Favreau (que, além de ser uma pessoa importante para o MCU, já tinha dirigido um outro live action, o Mogli), O Rei Leão (The Lion King, no original) tem um problema óbvio: é igual ao desenho.

Ok, a gente entende que a garotada de hoje não vai querer ver um desenho animado feito 25 anos atrás, então esta nova versão sem dúvida vai vender muitos ingressos. Mas, para quem viu o original recentemente, o filme novo é muito sem graça.

(E ainda tem outra coisa que me incomodou (apesar de não ter lido nada sobre isso por aí). Ter um filme com o visual mais “national geographic” atrapalha a suspensão de descrença. Por exemplo, é mais fácil ver um desenho animado onde um filhote de leão só come insetos e larvas e apesar disso cresce saudável, do que ver a mesma coisa com um leão que parece de verdade.)

Bem, pelo menos temos que reconhecer que a qualidade da animação é um absurdo. Fica difícil imaginar se existe algo mais perfeito que isso. Ouvi gente reclamando que os animais têm poucas expressões, mas, justamente, são animais, e animais têm poucas expressões. E a piada com a referência a A Bela e a Fera foi muito boa.

O elenco tem um monte de gente legal, como Chiwetel Ejiofor, Donald Glover, Beyoncé, Seth Rogen e Alfre Woodard. Mas a maioria do público vai ver dublado, então tanto faz. Acho que James Earl Jones é a única voz do desenho que volta, ele dublou o Mufasa nos anos 90 e repete aqui. Pena que não chamaram Matthew Broderick pra ser o Simba de novo…

O Rei Leão vai ter uma grande bilheteria. Mas, continua sendo um filme desnecessário.

Aladdin (2019)

Crítica – Aladdin

Sinopse (imdb): Um moleque de rua de bom coração e um famigerado Grão-Vizir disputam uma lâmpada mágica que tem o poder de realizar seus mais profundos desejos.

E vamos a mais uma adaptação live action de um desenho clássico da Disney.

Quando surgiram imagens de Will Smith como o gênio, muita gente chiou “pelas internetes”, reclamando da caracterização do novo gênio. Não fiz coro, isso não me incomodou. Na minha humilde opinião, o problema não era a caracterização, e sim, o desafio de se fazer um gênio tão bom quanto o gênio do desenho, que trazia uma interpretação sensacional e muito marcante do Robin Williams. Bem, Will Smith pode não ser tão bom quanto Robin Williams, mas pelo menos seu gênio ficou muito bom.

Aladdin (idem, no original) segue os passos da animação de 1992. Alguns pontos da trama foram atualizados para se encaixarem melhor nos dias de hoje, tipo um Jafar com ambições políticas e uma Jasmine empoderada – mas basicamente, a história é a mesma.

Às vezes a gente nem se dá conta, mas boa parte das animações da Disney são musicais. No live action isso fica mais claro, é um musical assumido. As músicas que todo mundo conhece estão lá, além, claro, de algumas novidades para o Oscar ano que vem (para ser indicada ao Oscar de melhor canção, a música precisa ser composta para o filme – arrisco a dizer que aquela música da Jasmine cantando “ninguém me cala” será a bola da vez no Oscar do ano que vem).

Preciso falar sobre a direção. Não, não vou falar mal, o filme é bem dirigido. Mas… O diretor é Guy Ritchie!!! Sim, o mesmo de Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes, Snatch, RocknRolla, O Agente da UNCLE – quase toda a sua filmografia tem violência e personagens de moral duvidosa. Por que diabos ele foi escolhido para Aladdin??? Bem, ele está bem, mas não vemos nada do seu estilo neste filme.

Sobre o elenco, o único nome a ser citado é Will Smith, que, como falei lá em cima, está bem. Já Marwan Kenzari, que faz o Jafar, está caricato – no mau sentido. Também no elenco, Mena Massoud, Naomi Scott, Nasim Pedrad e Navid Negahban.

No fim fica aquele mesmo comentário das outras vezes: não precisava de uma versão live action tão parecida com o desenho original. Mas pelo menos o trabalho foi bem feito.

Dumbo (2019)

Crítica – Dumbo (2019)

Sinopse (imdb): Um elefante jovem, cujas orelhas exageradas lhe permitem voar, ajuda a salvar um circo em dificuldades, mas quando o circo planeja um novo empreendimento, Dumbo e seus amigos descobrem segredos obscuros sob sua brilhante fachada.

E continuamos com as versões live action dos clássicos da Disney. Depois de Cinderela, Mogli e A Bela e a Fera, é a hora de Dumbo.

Dumbo (idem no original) foi dirigido por Tim Burton (que já tinha um Disney live action no currículo, Alice). Mas o resultado ficou mais próximo da mais Disney do que do Tim Burton, vemos pouco do tradicional estilo dark do diretor.

Comecemos pelos pontos fracos. O conceito inicial de Dumbo não funciona mais nos dias de hoje. Dumbo é “feio”, e era pra ser ridicularizado por isso. Mas, na boa, hoje em dia quem acharia feio um filhote de elefante? “Ah, mas ele tem orelhas grandes!” Ora, é um FILHOTE DE ELEFANTE!!! Duvido que exista algum cinema no Brasil onde a plateia não faça um “ohhh…” quando aparecer o Dumbo a primeira vez.

Mas aceito esse lance do Dumbo ser “feio” porque isso está na premissa básica do desenho original. Agora, o filme segue com inconsistências. Cito um exemplo: na primeira noite no grande circo, Dumbo voa por cima da plateia, e depois foge. Por que a plateia reclamou? Pagaram pra ver um elefante voando, o elefante voou. Se o dono do circo queria mais, isso é um problema interno, a plateia nunca ficaria sabendo.

Dumbo segue acumulando essas inconsistências, principalmente na parte final – detestei o ataque caricato do vilão na torre. Some a isso o fato que o Dumbo é um coadjuvante no seu próprio filme, o foco principal é a família.

Por outro lado, o cgi do elefante é impressionante. Chegamos a um estágio onde a animação é tão perfeita que se colocarem um animal real ao lado do cgi a gente não vai saber qual é qual. Além disso, Dumbo é um filme para crianças, e estas não vão reparar nas inconsistências citadas acima.

O elenco está ok. Colin Farrell, Eva Green, Michael Keaton, Danny DeVito e Alan Arker, nenhum destaque positivo, nenhum destaque negativo.

Agora aguardemos Aladdin e Rei Leão

WiFi Ralph: Quebrando a Internet

Crítica – WiFi Ralph: Quebrando a Internet

Sinopse (imdb): Seis anos após os eventos de Detona Ralph, Ralph e Vanellope, agora amigos, descobrem um roteador wi-fi em seu fliperama, levando-os a uma nova aventura.

Gosto muito de Detona Ralph, um desenho cheio de referências que mostra um outro lado dos videogames, e além disso é muito engraçado. E foi uma guinada pra cima da Disney, que nos anos anteriores tinha lançado A Princesa e o Sapo, EnroladosUrsinho Pooh – de lá pra cá, a Disney só acertou: Frozen, Operação Big Hero, ZootopiaMoana.

Agora vem a continuação. A boa notícia é que é tão bom quanto o primeiro!

Detona Ralph inovou ao mostrar os “bastidores” de um videogame numa loja de arcades. WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet, no original) resolve mostrar os “bastidores” da internet. E as ideias apresentadas são ótimas! Vemos soluções criativas, como uma árvore do Twitter, janelas popup com propagandas, o google tentando adivinhar o que você vai digitar, um site igual ao youtube com vídeos bobos viralizando – tem até a deep web! Também gostei muito de como os usuários – pessoas normais – são mostrados dentro da internet (e ri muito quando “cai a conexão”).

Claro que temos muitas referências – não chega a ser um Jogador N° 1, mas dá vontade de rever pausando em algumas cenas. E, como é Disney, vemos referências a Star Wars, Marvel, Pixar e às princesas – que protagonizam alguns dos melhores momentos do filme (uma das cenas mais engraçadas está no trailer, mas tem bem mais!). E o momento musical é sensacional!

Não gostei muito do final, mas não vou entrar em detalhes por causa de spoilers. Mas digo que achei a ameaça final ruim, assim como achei a solução para a ameaça igualmente ruim. Sorte que não chegou a estragar a boa experiência que tive até lá.

Vi a versão dublada, onde a dupla principal é interpretada por Tiago Abravanel e MariMoon. John C. Reilly e Sarah Silverman voltam ao elenco original, que traz Gal Gadot e Taraji P. Henson como novidades.

Por fim, são duas cenas pós créditos, uma no meio, outra lá no fim. Não saia da sala de cinema antes do fim!

p.s.: Esta crítica deveria estar aqui no heuvi na quinta, dia da estreia. Mas a Disney resolveu não fazer sessão de imprensa aqui no Rio, então houve este atraso. Peço desculpas aos leitores…

 

A Bela e a Fera

a-bela-e-a-feraCrítica – A Bela e a Fera

(Antes de tudo, preciso falar que não gosto desta história. Numa sociedade que briga pelos direitos das mulheres, acho um retrocesso uma princesa que só gosta do príncipe porque ele é rico. Estamos ensinando nossas filhas a serem interesseiras? Isso porque não estou falando da Síndrome de Estocolmo! Mas, vamos ao filme…)

Adaptação do conto de fadas onde uma jovem e um príncipe monstro se apaixonam.

A Disney é especialista na arte de fazer dinheiro. A novidade (de uns anos pra cá) é criar versões live action (com atores) dos desenhos clássicos. Já tivemos Malévola, Cinderela e Mogli. Agora chegou a vez de A Bela e a Fera.

O risco de adaptar A Bela e a Fera era um pouco maior. Não só é mais recente (1991), como é um filme historicamente importante na linha do tempo da Disney – depois de uma década de 80 com pouco sucesso artístico e comercial (época de O Cão e a Raposa, O Caldeirão Mágico e As Peripécias do Ratinho Detetive), A Bela e a Fera não só foi um grande sucesso de bilheteria como também concorreu a seis Oscar (incluindo melhor filme – a primeira vez que uma animação concorreu ao prêmio principal) e ganhou as estatuetas de trilha sonora e canção. E ainda ajudou a firmar a Disney no topo novamente (logo antes tivemos A Pequena Sereia, logo depois, Alladin e O Rei Leão). Ou seja, um marco.

Bem, acredito que quem gostou do desenho não vai se decepcionar. Todas as músicas estão lá e algumas sequências foram recriadas fielmente. Aposto como vai ter fã chorando de emoção. Porém… o grande mérito é, ao mesmo tempo, um problema. Porque, na comparação, o filme perde para o desenho.

O filme é muito mais longo que o desenho (45 minutos!). Como era previsível, temos músicas novas (uma música só concorre ao Oscar se for feita para o filme, por isso adaptações sempre trazem pelo menos uma música inédita). E essas músicas novas não são tão cativantes quanto as do filme dos anos 90.

Outro problema do filme é a caracterização da Fera. Em vez de maquiagem, a produção optou por captura de movimentos. Mas o resultado ficou bem artificial. E pensar que há mais de 30 anos o Michael Jackson usou maquiagem no videoclipe de Thriller e ficou infinitamente melhor…

Os efeitos especiais são muito bons. Os coadjuvantes Lumiere (o candelabro) e Cogsworth (o relógio) são perfeitos! Já o bule Ms. Potts ficou esquisito, porque tem olhos e bocas desenhados, foge ao padrão que todos os outros objetos usam.

A direção ficou com Bill Condon, que tem um Oscar pelo roteiro de Deuses e Monstros, mas já trabalhou com musicais: escreveu o roteiro de Chicago e dirigiu Dreamgirls. Mas não podemos nos esquecer que o cara também dirigiu dois CrepúsculosA Bela e a Fera se aproxima mais destes últimos…

O elenco é muito bom. Mas o destaque não está com os protagonistas. Sempre canastrão, Luke Evans está ótimo como Gaston, e digo o mesmo sobre o LeFou de Josh Gad, aqui abertamente assumindo ser gay (fato que irritou alguns fãs xiitas, mas não me incomodou). Os coadjuvantes / objetos (Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson, Stanley Tucci e Gugu Mbatha-Raw), que só mostram a cara no fim, também estão bem. Emma Hermione Watson está bem, mas nada demais (ela não tem uma grande voz, mas não atrapalha); Dan Stevens (quem?) fecha o elenco principal, interpretando a Fera.

Enfim, como disse lá em cima, quem curtiu a versão dos anos 90 vai se divertir. Mas ainda acho melhor rever o desenho.

Cinderela

CinderelaCrítica – Cinderela

E a onda dos remakes continua!

Quando seu pai morre inesperadamente, a jovem Ella passa a viver sob as garras da sua cruel madrasta e suas filhas. Sem nunca desistir, sua sorte pode mudar depois que ela encontra um estranho.

Ano passado tivemos Malévola, uma releitura da história da Bela Adormecida, mas vista sob outro ângulo, o ponto de vista da vilã. A dúvida agora era: será que a Disney também iria mudar a história da Cinderela? Não podemos nos esquecer que estamos diante de um ícone tão forte, que o castelo e a trilha do desenho original viraram a vinheta da Disney!

Para os fãs, fiquem tranquilos. Toda a mitologia da Cinderela foi respeitada. Agora, para os não fãs… Toda a mitologia é respeitada – demais.

Cinderela não é ruim, longe disso. É um filme “correto”, tudo está no lugar esperado. E aí está o seu problema: todo mundo já conhece essa história. Será que era necessário fazer uma versão live action tão igual ao desenho?

(Os fãs vão apontar uma diferença aqui e outra acolá, mas é basicamente a mesma coisa.)

Em defesa do filme: é uma boa adaptação live action. Boa ambientação, bons efeitos especiais, etc. Mas me pareceu um desperdício ter um diretor com o talento de Kenneth Branagh para um filme tão careta, qualquer diretor meia boca faria um filme igual.

O elenco é ok. Cinderela (Lilly James) e o Príncipe (Richard Madden) vêm de séries de tv (Downtown AbbeyGame of Thrones). O destaque fica com Cate Blanchett, ótima como a madrasta. Ainda no elenco, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Stellan Skarsgard, Ben Chaplin, Hayley Atwell, Holliday Grainger, Sophie McShera e Nonso Anozie. Ah, nos créditos a gente ouve a Helena Bonham Carter cantando Bibidi Bobidi Boo – me questionei pra que a atriz gravou a música, já que não aparece no filme.

Por fim, antes do filme passou o curta Frozen – Febre Congelante, que traz de volta Anna, Elsa, Olaf, Kristoff e Sven. Curtinho, engraçado, cantado (claro), foi mais divertido que o longa que passou depois…

Operação Big Hero

OperaçãoBigHeroCrítica – Operação Big Hero

Novo longa de animação da Disney!

Depois de estranhos acontecimentos que atingem a cidade de San Fransokyo, o jovem gênio da informática Hiro se une ao robô Baymax e aos seus amigos nerds, Go Go Tomago, Wasabi, Honey Lemon e Fred. Determinados a solucionar o mistério e com ajuda da tecnologia eles iniciam os treinamentos para se tornarem os novos heróis da cidade.

A Disney acertou mais uma vez. Depois de Detona Ralph (2012) e Frozen (2013), a Disney mostra mais uma vez que está ao lado da Pixar e da Dreamworks na ponta da briga pelos longas de animação!

Parceria entre a Disney e a Marvel, Operação Big Hero (Big Hero 6, no original) tem tudo o que um grande filme precisa: uma história cativante, ação, humor, personagens carismáticos e uma qualidade técnica de animação top de linha.

Operação Big Hero não é musical como Frozen – o filme está mais próximo de Detona Ralph, que é quase uma comédia. Aliás gostei muito do humor presente aqui, o robô Baymax tem algumas tiradas sensacionais com seu humor peculiar. E aquele robozinho da cena inicial é genial!

Ah, a parte técnica… Hoje em dia é complicado surpreender, já que estamos acostumados com um padrão elevadíssimo. E mesmo assim, sequências como o voo de Baymax ainda nos deixam de queixo caído.

Como defeito, a gente pode citar que várias coisas a gente já viu em outros filmes, tipo o download de artes marciais de Matrix. Ah, e o Baymax descontrolado ficou igualzinho ao Hulk perseguindo a Viúva Negra em Os Vingadores, assim como os patins de Go Go lembram muito as motos de Tron. Isso porque não vou falar que o símbolo do vilão é igual ao tordo de Jogos Vorazes.

(Claro, existe outro problema, que é o “padrão Disney”: a gente sabe que todo o filme carrega uma grande dose de sentimentalismo. Mas isso todo mundo que vai ver já sabe, né?)

Diferente do que acontece com a maioria dos longas de animação contemporâneos, Operação Big Hero não tem vozes de atores muito famosos. Por exemplo, Baymax, no original, é dublado por Scott Adsit, que fazia o Pete Hornberger, coadjuvante da série 30 Rock. Ainda no elenco, James Cromwell, Ryan Potter, Genesis Rodriguez, Damon Wayans, Jamie Chung, Maya Rudolph e Alan Tudyk.

No fim do filme temos um gancho para novas aventuras com os mesmos personagens. Se vierem, tomara que mantenham a qualidade. E não podemos nos esquecer que Operação Big Hero é um filme da Marvel. Então, tem cameo do Stan Lee, e tem cena pós créditos…

Frozen – Uma Aventura Congelante

Crítica – Frozen – Uma Aventura Congelante

Desenho novo da Disney!

Baseado no conto A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, Frozen – Uma Aventura Congelante conta a história de uma futura rainha que nasceu com a capacidade mágica de criar gelo e neve, mas escondeu isso de todos, até de sua irmã mais nova. Após um acidente onde a rainha condena o reino a um inverno eterno, ela foge e auto-exila-se num castelo de gelo. Agora cabe a sua irmã partir em uma jornada para trazer a rainha de volta e reverter o inverno em verão.

Antes de tudo, é bom avisar: Frozen é um “desenho de princesas”. A propaganda maciça no canal Disney Jr não avisa isso, e os diretores vêm de desenhos mais ligados à comédia – Chris Buck dirigiu Tá Dando Onda e Tarzan e Jennifer Lee foi roteirista de Detona Ralph. Meu filho de 4 anos queria ver, fomos a cinema sem saber que se trata de um filme “de menina”… Bem, pelo menos o filme é muito bom.

Com relação à parte técnica, Frozen é um assombro. Depois de uma época meia bomba, uns anos atrás, a Disney voltou a ser sinônimo de altíssima qualidade quando se fala em longas de animação (viva a concorrência, a Disney, a Pixar e a Dreamworks precisam se reiventar a cada ano pra não ficarem para trás). Frozen mostra a neve e o gelo de uma maneira nunca antes vista em desenhos animados!

Como nos longas da Disney de anos atrás (época de A Bela e a Fera e Alladin), Frozen é um musical. São vários os números musicais – o que nem sempre funciona com plateias infantis. Na minha humilde opinião, o filme fica cansativo, mas sei que tem gente que gosta.

Os personagens são bem construídos, conseguimos compreender as motivações das duas princesas – aliás, é interessante notar que a “vilã” não é má. Mas, sem dúvidas, o melhor personagem é o boneco de neve Olaf, um excelente alívio cômico. Pena que ele aparece pouco.

No elenco original, as princesas são dubladas por Kristen Bell e Idina Menzel. Na versão dublada em português, Fabio Porchat faz um bom trabalho dublando o divertido Olaf, e Taryn Szpilman mostra o vozeirão como a rainha Elsa.

Ah, antes da sessão para a imprensa rolou um curta muito legal, onde pela primeira vez em um bom tempo achei que o 3D valeu a pena. Vemos um filminho do Mickey em preto e branco, com cara de ter sido feito na época do Steamboat Willie. Até que a tela se rasga e os personagens começam a sair e interagir – em cores e em 3D. Tomara que este curta acompanhe todas as sessões por aí.

Por fim, não se esqueçam de ficar até o fim dos créditos. Tem cena extra!

p.s.: no canal Disney Jr toca o tempo todo a versão em espanhol da música Let it go. Por que não a versão original em inglês (cantada pela popstar teen Demi Lovato) ou a traduzida em português (com a Taryn Szpilman), ambas presentes no filme?

Detona Ralph

Crítica – Detona Ralph

Nova animação da Disney!

Depois de trinta anos no videogame “Conserta Felix Jr”, o vilão Detona Ralph cansa de fazer a mesma coisa sempre e quer mostrar para todos que pode ser uma boa pessoa. Para isso, ele infiltra-se em um jogo de tiro em primeira pessoa, para tentar conquistar uma medalha e virar um herói

Em 2012 parece que a Disney e a Pixar trocaram de lugar. Se Valente tinha “cara de Disney”, Detona Ralph (Wreck-It Ralph, no original) lembra Toy Story (personagens que ganham vida própria enquanto ninguém está vendo) e Monstros S.A. (visão corporativa de algo imaginário).

O espectador só ganha com isso. Detona Ralph é divertidíssimo! Vemos o mundo dos videogames de um ângulo nunca antes visto! Vivemos basicamente três jogos diferentes. O primeiro é o “Conserta Felix Jr”, o jogo de onde saiu o protagonista Detona Ralph, um jogo que parece uma cópia do velho Donkey Kong (um “mocinho” é atrapalhado por um grandalhão). Depois, passamos por “Missão de Heroi”, um jogo “fps” (first person shooter), estilo bem comum hoje em dia. E terminamos em “Sugar Rush”, um jogo de corrida a lá Mario Kart.

Claro que a parte técnica é absurdamente bem feita. Rolam detalhes geniais como os personagens do jogo antigo se movimentarem com “falhas” (jogos da era Atari não tinham gráficos muito bem feitos, né?). E Detona Ralph tem um atrativo a mais. Em um certo aspecto, Detona Ralph lembra Uma Cilada Para Roger Rabbit – se lá a gente tinha um monte de participações especiais de personagens de outros desenhos animados, aqui as participações são de personagens de outros games. A cena dos “vilões anônimos” é sensacional! E adorei a participação do Q-Bert (heu tinha esse jogo no meu Odissey!).

Vi a versão dublada em português (o “Tim Maia” Tiago Abravanel faz o Ralph brasileiro), não posso julgar o trabalho dos atores originais. Achei curiosa a dupla John C. Reilly (Boogie Nights) e Jack McBrayer (o Keneth de 30 Rock) – o Conserta Felix é a cara de McBrayer! Ainda no elenco, Sarah Silverman, Jane Lynch, Ed O’Neill, Alan Tudyk e Dennis Haysbert.

Detona Ralph é muito divertido, mas infelizmente o nível de exigência hoje é muito alto. Vai agradar adultos e crianças, mas não sei se vai ficar pra história como os dois exemplos da Pixar citados lá em cima…

(Mas por outro lado, os três jogos devem aparecer no mercado de videogames!)