Lobisomem na Noite

Crítica – Lobisomem na Noite

Sinopse (Disney+): Em uma noite escura e sombria, uma cabala de monstros emerge das sombras e se reúne no templo de Bloodstone após a sua morte. Em um estranho e macabro memorial à vida de seu líder, os participantes são lançados em uma misteriosa e mortal competição por uma poderosa relíquia – uma caçada que acabará por colocá-los cara a cara com um monstro perigoso.

Recebi uma mensagem de um amigo sobre um novo Marvel, fui ver direto sem ler absolutamente nada do que se tratava. Olha, que surpresa boa!

Inicialmente achei que seria o primeiro episódio de uma nova série – caramba, tem muita coisa pra ver, estou acompanhando Andor, She-Hulk, Anéis de Poder, estou atrasado com House of the Dragon, acabou de estrear O Clube da Meia Noite, e ainda me recomendaram Dahmer. E ainda preciso ver filmes pra produzir conteúdo pro site! Precisamos de uma nova greve de roteiristas…

Mas, não, Lobisomem na Noite não é uma nova série, é um especial de Halloween. Um filme média metragem, de 54 minutos, que, a princípio, não terá continuação. Taí, gostei da proposta. Só achei um pouco cedo pra Halloween, será que não seria melhor mais perto do fim do mês?

Antes de tudo, preciso falar que Lobisomem na Noite não tem NADA de super heróis. Ok, algum leitor das HQs pode até dizer “mas o personagem tal aparece no gibi” – mas, pra mim, o que vale é o que está na tela, tanto nos filmes quanto nas séries. E nada aqui se conecta a nenhum dos filmes ou séries. Se vai se conectar no futuro? Provavelmente. Mas, por enquanto é algo independente.

Lobisomem na Noite (Werewolf by Night, no original) é uma grande homenagem a filmes clássicos de terror, como Drácula, Frankenstein, A Múmia, etc. Reconheço que não sou um grande conhecedor dessa fase, mas a gente pode sentir o clima. Não só o fato de ser em preto e branco, como os enquadramentos, cenários, trilha sonora, tudo lembra filmes daquela época. Tem até aquelas “marcas de cigarro”, aquelas bolas pretas que aparecem no canto da tela pra avisar pro projecionista que é a hora de trocar de projetor (se você é novo, talvez nunca tenha visto isso, mas até os anos 80 ou 90 era bem comum, tinha em todos os filmes que passavam no cinema).

Quando vi, desconfiei de uma coisa que confirmei depois no imdb: aproveitaram o P&B para “esconder” o sangue. Tem algumas cenas bem violentas, com muito sangue jorrando, mas vemos muito pouco porque o sangue não é vermelho.

Quando acabou o filme, uma agradável surpresa. A direção é de Michael Giacchino, ele mesmo, o compositor das trilhas sonoras de metade dos blockbusters que a gente viu nos últimos anos – só este ano, ele fez Batman, Jurassic World, Lightyear e Thor. O cara que já mostrou que é um grande compositor, ele já tinha trabalhado em trilhas que originalmente eram de outros compositores – tipo quando fez as trilhas dos Jurassic World (que nos filmes anteriores eram do John Williams) ou dos novos Star Trek (trabalhando em cima da trilha original de Jerry Goldsmith). Como diretor, ao fazer uma homenagem aos clássicos do terror, gostei de ver que ele mostra o mesmo carinho que ele tem para trabalhar em cima de outras trilhas. Já quero ver mais filmes dirigidos por ele!

Tenho uma crítica com relação ao nome. O filme se chama “Lobisomem na noite”. E tratam isso como se fosse um grande mistério a ser revelado num plot twist. Ora, se você vai ver um filme chamado “Lobisomem”, você sabe que o personagem central vai virar lobisomem! Que plot twist fajuto!

Mas não reclamo porque adorei a transformação. Vemos o olhar de medo da outra personagem, enquanto vemos suas sombras se transformando. Ficou muito bom!

Outra coisa que achei bem legal: a vinheta da Marvel foi alterada. Começa normal, mas aí é como se uma garra de lobisomem rasgasse (me lembrou o poster de Um Grito de Horror), aí fica preto e branco e o tom muda para menor. Muito legal!

No elenco, Gael Garcia Bernal e Laura Donnelly são os principais. Se este filme se conectar ao MCU, deve ser com um deles (ou ambos).

No fim, fica a sensação de que poderia ter sido um longa. Gostei do clima, gostei dos personagens, pena que acabou rápido. Pelo menos é melhor do que uma série longa.

Sandman

Crítica – Sandman

Sinopse (imdb): Após anos aprisionado, Morpheus, o Rei dos Sonhos, embarca em uma jornada entre mundos para recuperar o que lhe foi roubado e restaurar seu poder.

Gostei de Sandman, mas algumas coisas me incomodaram. Vou primeiro falar das coisas boas, depois falo mal.

Sei que Sandman é uma das graphic novelas mais famosas de todos os tempos, mas nunca li. Meus comentários serão apenas em cima da obra audiovisual – lembrando que uma boa adaptação serve tanto para os iniciados quanto para aqueles que nunca ouviram falar da obra.

O visual é bem legal. Talvez fosse ainda melhor se os sonhos pirassem um pouco mais (pelo menos os meus sonhos são bem mais malucos, e pessoas e lugares mudam num piscar de olhos). Mas a HQ deve ser assim, então ok, a gente aceita do jeito que foi apresentado. Pelo menos temos várias cenas onde daria pra pausar e fazer belos quadros.

A história começa apresentando o protagonista Dream, que é um personagem poderoso que é capturado por um zé mané qualquer – a série deixa claro que o cara não era importante. Mas ok, ele é capturado e roubam três coisas importantes dele. Quando ele consegue escapar, ele vai atrás dos seus três objetos, e aí a história acaba. E ainda estamos no quinto episódio de uma série de dez (ou onze). E se a série já era lenta nessa primeira metade, depois fica ainda mais lenta.

Ouvi comentários sobre o sexto episódio ser o melhor da série. O sexto é bom sim (a série cai a partir do sétimo), mas preferi o quinto, o do restaurante. Se a série mantivesse o ritmo e o clima daquele episódio, seria outra série, muito melhor!

A série foi lançada como se tivesse dez episódios. Mas depois de alguns dias, lançaram um episódio extra, com duas historinhas independentes. Melhor do que os episódios sete a dez, mas mesmo assim, foi bem fuén.

Vamos para a parte ruim? Sandman, como quase todo produto audiovisual, tem altos e baixos. Agora, tem 3 pontos que foram bem ruins, e preciso falar aqui:

– O ator principal, Tom Sturridge, é muito ruim. Não sei se a culpa é dele ou se teve alguma falha na direção de atores. Mas ele passa a série inteira fazendo biquinho com a boca. Dez episódios com o cara fazendo a mesma cara. Talvez isso funcione numa HQ, onde o personagem é estático. Mas uma adaptação é necessária quando sai de uma página de revista e vira uma tela de tv / cinema.

– Achei a personagem da Gwendoline Christie, Lúcifer Morningstar, uma personagem muito ruim. Todo mundo lembra dela como a Brienne de Game of Thrones, mas acho que ela estava melhor como a Capitã Phasma de Star Wars, onde ela pouco aparece e não dá pra ver como ela é limitada como atriz. E aquele duelo foi péssimo. Ninguém viu A Espada era a Lei? A Madame Min vira um dragão, o Merlin vira um micróbio! A gente já viu isso antes!

– São dez episódios (que viraram onze). Os seis primeiros são bons e contam uma história. Essa história acaba, a temporada deveria acabar junto, mas resolveram contar outra história. E essa nova história é bem inferior, e os quatro últimos episódios são muito mais fracos. Tem cenas que são arrastaaaadas… E o episódio extra não é ruim, mas é bem fuén.

Sei que tem gente que ficou incomodada com John Constantine virar Johanna Constantine. Mas, não li as HQs, isso não me incomodou. A atriz Jenna Coleman mandou bem.

Também tem gente reclamando dos números musicais do John Cameron Mitchel (Hedwig). Concordo que foi muita coisa, mas não me incomodou.

A HQ tem muito mais material além do que foi mostrado aqui, então devemos ter outras temporadas. Será que vão ser como a primeira parte, ou como a segunda?

She Hulk

Crítica – She Hulk

Sinopse (imdb): Jennifer Walters navega na vida complicada de uma advogada solteira de 30 e poucos anos que também é uma Hulk verde de 6 pés e 7 polegadas com superpoderes.

Não leio HQs de super heróis, nunca tinha ouvido falar da She Hulk. Mas, olhando só sob a “ótica MCU”, a série começa bem. Não precisamos perder tempo explicando quem é ela. Advogada, prima do Bruce Banner, sofreu um acidente e teve seu sangue misturado com o dele, ok, temos mais uma pessoa com raios gama.

Este primeiro episódio (curtinho, pouco mais de meia hora) mostra como ela virou Hulk e consegue sintetizar tudo o que precisamos saber para acompanhar a nova personagem.

Existia um certo receio quando aos efeitos especiais, porque quando saiu o primeiro trailer, muita gente reclamou do cgi da personagem título. Deram uma melhorada, não achei nenhuma cena ruim.

Tem uma coisa que gostei: o Bruce Banner virou Hulk porque foi exposto à radiação gama, e isso nunca tinha acontecido com outra pessoa. Na série, Bruce acha que tudo o que aconteceu com ele vai se repetir com Jennifer, mas as reações e “efeitos colaterais” não são iguais, então temos uma personagem que tem alguma semelhança com o Hulk que a gente acompanha há mais de dez anos no MCU, mas não é exatamente igual. Em alguns aspectos ela é até melhor que o Bruce. Será que isso vai incomodar a galera que não gosta de personagens femininas fortes? Heu gostei.

A série é leve e divertida, tem algumas boas piadas, e inclui até o recurso de quebra da quarta parede em algumas cenas. Isso ajuda a trazer o espectador logo para o lado desta nova personagem.

O papel título é de Tatiana Maslani, da série Orphan Black. Mark Ruffalo, o Bruce Banner dos cinemas, está em quase todo o episódio, mas não sei se continuará aparecendo na série – seu personagem foi inserido de um modo que não precisamos mais da presença dele – pode ter ou não, depende do que acontecerá na história.

Serão 9 episódios ao todo. Aguardemos o desenrolar. Mas podemos dizer que começou bem.

Eu Sou Groot

Crítica – Eu Sou Groot

Sinopse (imdb): Uma série de curtas-metragens estrelados por Groot e outros personagens novos e incomuns.

Heu sabia que ia ter uma série do Groot, mas não sabia de nada sobre ela. Aí, no grupo dos apoiadores do Podcrast, alguém avisou “estreou Groot”, e fui lá no Disney+ pra ver. Achei que ia ser como as outras séries da Marvel na plataforma, com episódios de 30 a 40 minutos, um por semana. Que nada, todos os episódios já estão lá, e são curtinhos, têm 5 minutos cada, e, na verdade são tipo 3 minutos e meio cada, por causa dos créditos.

Antes de comentar, uma crítica à plataforma Disney+: são 5 episódios, e estão soltos. Depois de ver todos, descobri que vi na ordem errada. Por que não colocar na ordem, como as outras séries da Marvel?

Os episódios são muito curtos. 3 minutos e meio cada, não sei se vale entrar em detalhes sobre cada episódio. O primeiro traz o Groot ainda ainda uma mudinha, num vaso que nem no fim do primeiro Guardiões da Galáxia, “contracenando” com um bonsai. Os quatro seguintes devem ter uma ordem, mas a Disney+ não me deixou saber qual é. Um deles traz Groot às voltas com crescimento das folhas no seu corpo, como se fosse cabelo; outro tem o Groot conhecendo seres bem menores (acho que foi o mais engraçado); outro tem o Groot criando um desenho como se estivesse no jardim de infância; por fim temos um episódio onde o Groot encontra um metamorfo que parece feito de água.

São episódios muito curtos, então não têm muito desenvolvimento. Mesmo assim, tem umas piadas muito boas – ri alto em alguns momentos. E a qualidade da animação é muito boa.

Deve ter easter eggs espalhados, mas não revi pra procurá-los. Mas sei de uma coisa: assim como nos longas, Vin Diesel faz a voz do Groot e Bradley Cooper faz a voz do Rocket Racoon, que aparece em um dos episódios.

É uma bobagem? Sim, é. Mas é uma bobagem divertidíssima! Em tempos com séries de capítulos de mais de duas horas, que venham mais séries curtinhas assim! 20 minutos dá pra ver a temporada inteira!

Thor: Amor e Trovão

Crítica – Thor: Amor e Trovão

Sinopse (imdb): A aposentadoria de Thor é interrompida por um assassino galáctico conhecido como Gorr, o Carniceiro dos Deuses, que busca a extinção dos deuses. Para combater a ameaça, Thor pede a ajuda da Valquíria, do Korg e da sua ex-namorada Jane Foster, que – para surpresa de Thor – inexplicavelmente empunha seu martelo mágico, Mjolnir, como Poderoso Thor. Juntos, eles embarcam em uma angustiante aventura cósmica para descobrir o mistério da vingança do Carniceiro dos Deuses e detê-lo antes que seja tarde demais.

E a Marvel continua desenvolvendo o seu cada vez mais complexo universo cinematográfico. A boa notícia aqui é que, se Doutor Fantástico precisava de pré requisitos (quem não viu a série Wandavision deve ter ficado um pouco perdido), este Thor: Amor e Trovão (Thor Love and Thunder, no original) funciona como filme solto – o que o espectador não lembra, aparece o Korg (interpretado pelo diretor Taika) contando.

A direção mais uma vez ficou nas mãos de Taika Waititi, o mesmo do anterior Thor Ragnarok. Taika tem uma pegada forte no humor, todos sabiam que este quarto filme do Thor seria mais uma comédia. Mas a comédia é intercalada por momentos sérios. A história tem algo de drama, temos alguns temas sérios, temos personagem de luto porque perdeu filho, temos personagem com câncer. Conversei com alguns críticos que não gostaram da mistura, mas, na minha humilde opinião, o filme tem um bom equilíbrio entre o drama e a comédia escrachada.

Falei humor escrachado, né? Assim como Ragnarok, Thor: Amor e Trovão é muito engraçado. Traz umas cenas hilárias com o Stormbreaker, o machado do Thor, com ciúmes do Mjolnir. E tem uns bodes que são o alívio cômico perfeito, e que protagonizam a melhor piada do ano no cinema até agora.

Uma coisa me intrigava, que era a Jane Foster como Thor. O roteiro explica o que aconteceu. Se é uma boa explicação, aí não sei. Achei forçada. Mas, pelo menos explica.

Sobre a trilha sonora, queria fazer uma crítica. A trilha sonora é do quase onipresente Michael Giacchino (só este ano, ele já esteve em Batman, Jurassic World e Lightyear), mas nenhum tema dele me chamou a atenção. O que chama a atenção são as músicas de hard rock usadas em algumas cenas impactantes. Todas são boas músicas, todas engrandecem a cena, mas… São QUATRO músicas do Guns’n’Roses! Ok, entendo usar o Guns, tem uma piada envolvendo um dos personagens, mas me pareceu um exagero. Taika não conhece outras bandas de rock? Rainbow in the Dark, do Dio, aparece só nos créditos…

O visual do filme é fantástico, como era de se esperar. Mas teve um detalhe que achei genial. Em um filme muito colorido, determinado momento o filme perde a cor. Fica quase tudo preto e branco, com exceção de alguns detalhes aqui e ali.

Temos um novo vilão, Gorr, o Carniceiro dos Deuses. É um bom vilão, com uma boa motivação, interpretado por um grande ator, Christian Bale (sim, o Batman). Mas, achei ele mal aproveitado, e não gostei do fim que deram a ele. Me pareceu uma oportunidade desperdiçada.

Já que falamos do Christian Bale, bora falar do elenco. Chris Hemsworth parece muito à vontade com o personagem, até perdi a conta de quantos filmes ele já fez como Thor. Temos a volta de Natalie Portman como Jane Foster e Tessa Thompson como Valquíria, mas ambas parecem estar no piloto automático – sorte que o filme não pede muito delas. O diretor Taika Waititi faz a voz do Korg, personagem que tem uma importância grande (afinal, é direção e roteiro dele, né?). Temos participação da galera dos Guardiões da Galáxia: Chris Pratt, Dave Bautista, Karen Gillan, Pom Klementieff e Sean Gunn, e as vozes de Vin Diesel e Bradley Cooper. Russel Crowe faz um Zeus engraçado. Matt Damon, Luke Hemsworth e Sam Neill estavam no Thor Ragnarok, como atores teatrais interpretando Loki, Thor e Odin. Aqui eles voltam, e também temos Melissa Macarthy como Hela. E Elsa Pataky, esposa do Chris Hemsworth, aparece muito rápido como a mulher loba.

Por fim, o tradicional da Marvel: duas cena pós créditos, uma com um gancho para uma provável continuação, outra com uma homenagem bonitinha.

Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura

Crítica – Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura

Sinopse (google): O aguardado filme trata da jornada do Doutor Estranho rumo ao desconhecido. Além de receber ajuda de novos aliados místicos e outros já conhecidos do público, o personagem atravessa as realidades alternativas incompreensíveis e perigosas do Multiverso para enfrentar um novo e misterioso adversário.

Finalmente estreou o aguardado Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, que tinha deixado fãs em polvorosa com o trailer. Mas, para mim, a dúvida era outra: daria certo um filme do MCU dirigido por Sam Raimi?

Sou muito fã do Sam Raimi, e a gente precisa reconhecer que ele é um nome importante quando o assunto é “filme de super herói”. Se hoje a gente tem vários filmes de super herói por ano, a gente tem que lembrar que o primeiro Homem Aranha de 2002, dirigido por ele, (ao lado do primeiro X-Men de 2000, dirigido por Bryan Singer) são filmes que dizem “quando a gente chegou aqui, tudo isso era mato!”.

Mas a gente sabe que no MCU nem sempre o diretor tem espaço criativo. Um bom exemplo é com o primeiro filme do Doutor Estranho, dirigido por Scott Derrickson, que praticamente só tinha feito terror até então (O Exorcismo de Emily Rose, A Entidade, Livrai-nos do Mal). Alguns casos a gente sente o diretor, como o James Gunn em Guardiões da Galáxia ou o Taika Waititi em Thor Ragnarok, mas quase sempre os filmes do MCU têm cara de “filme de produtor”.

Felizmente Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura tem um bom equilíbrio. Continua sendo um “filme da Marvel”, mas tem várias coisas que são a cara do diretor: ângulos de câmera, alguns movimentos de câmera, alguns elementos de terror – tem até uma mão saindo de uma cova, lembrando o poster de Evil Dead! Só faltou o travelling pela floresta…

(Acho que este deve ser um filme mais violento da Marvel. Tem uma morte bem violenta, e ainda tem alguns jump scares!)

Aliás, é bom lembrar, este é se não me engano o 28º filme do MCU. Se antes os filmes eram independentes, agora precisam de “pré requisitos”. Para ver este Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura nem precisa ver o primeiro Doutor Estranho antes, mas precisa saber o que aconteceu com a série Wandavision.

Já que falamos de Wandavision, bora falar do elenco. É um filme do Doutor Estranho, ninguém vai discutir que ele é o principal aqui. Mas a Wanda quase divide o protagonismo com ele. E se todos sabem que o Benedict Cumberbatch é um grande ator e seu Stephen Strange é um ótimo personagem, aqui em Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura tem outro personagem que rouba a cena. Elizabeth Olsen está sensacional, e sua Wanda é uma das melhores coisas do MCU. É que Doutor Estranho não tem perfil de premiação para atuação, senão diria que a Elizabeth Olsen deveria ser indicada ao Oscar. Fechando o elenco principal, a novata Xochitl Gomez está bem como a nova personagem America Chavez, que deve ter importância no futuro do MCU. Também no elenco, Benedict Wong, Chiwetel Ejiofor e Rachel MacAdams, e mais uns nomes que não vale a pena mencionar por motivos de spoiler. Ah, claro, é Sam Raimi, tem participação especial do Bruce Campbell, num papel bem bobo, mas, como é o Bruce Campbell, heu ri alto.

Sim, tem uma cena no meio do filme onde tem algumas participações especiais que vão explodir a cabeça dos fãs. Não vou entrar em detalhes por causa de spoilers, mas posso dizer que achei a cena muito boa e a conclusão dela também.

O ritmo do filme é alucinante (e isso não é um trocadilho com Uma Noite Alucinante do mesmo diretor). O filme já começa a 100 km/h, e são poucos os momentos mais calmos para respirar. E tem um duelo usando música que é SEN-SA-CIO-NAL!!!

Claro, é Marvel, tem duas cenas pós créditos. A primeira com um gancho para uma continuação, que não tenho ideia do que seja, mas tem a Charlize Theron, então quero muito ver. E lá no fim dos créditos uma piadinha.

A Marvel continua em forma! Aguardemos o novo Thor!

Morbius

Crítica – Morbius

Sinopse (imdb): O bioquímico Michael Morbius tenta curar-se de uma doença rara no sangue, mas sem perceber, ele fica infectado com uma forma de vampirismo.

Se o MCU é coeso e com mais de 20 longas e algumas séries, e que todos se passam no mesmo universo, o resto da Marvel meio bagunçado. Mas, aqui aparentemente estamos no mesmo universo do Homem Aranha, temos o jornal Clarim Diário / Daily Bugle e uma divertida citação ao Venom. Mas o importante é saber que não precisa ver ou rever nenhum outro filme antes deste Morbius.

Dirigido por Daniel Espinosa (Vida), Morbius tem um roteiro preguiçoso. Existe uma função em grandes produções chamada script doctor, cuja função é analisar inconsistências no roteiro. E era uma função necessária aqui. Vou citar alguns exemplos de como o roteiro melhoraria facilmente. Um é logo no início, na cena do navio – por que as pessoas no navio estavam com as metralhadoras na mão, se os dois cientistas não ofereciam nenhum risco? Outra é a cena do corredor, uma cena cinematograficamente bonita, mas que não faz sentido porque quando ela anda mais rápido, o timer do sensor de movimento também anda mais rápido. Por que? Mais um exemplo: o Morbius faz origamis, e deixa um numa cena de crime. Aí vem o policial e diz “sabemos que você faz origamis!”. Oi? E impressão digital? Ou, ainda mais um: se o Morbius fica tão nervoso com uma única gota de sangue, como ajudou o médico com a barriga aberta se esvaindo em sangue?

(Depois da sessão de imprensa, conversando com alguns críticos, ouvi um outro comentário negativo. O Morbius ganha seus poderes ao misturar seu dna com o dna de um morcego. Isso daria a ele características de um morcego, e não super poderes como super velocidade ou voar sem asas. Mas… Isso é filme de super herói. A gente aceita um monte de suspensões de descrença em filmes de super herói. Então, pra mim, isso é algo aceitável.)

Ouvi reclamações sobre os efeitos especiais, mas, de um modo geral, não me incomodaram. Mas, preciso fazer o comentário “menos é mais”. A caracterização do “monstro”, quando Morbius vira o morcego / vampiro, não me pareceu ser maquiagem, apenas cgi. Quando eram pequenas alterações no rosto, apenas olhos, boca ou nariz, ficava melhor do que quando era o rosto inteiro. Quando aparecia o rosto completo, parecia um cospobre de Evil Dead.

Ainda nos efeitos especiais, preciso dizer que gostei de algumas sequências de movimentação do Morbius, tudo muito rápido, aí a imagem congela no meio, e volta tudo rápido. Nada de muito inovador – inclusive a movimentação lembra o Noturno dos X-Men – mas, ficou bonito na tela. Também gostei da citação a F.W. Murnau, diretor do clássico Nosferatu de 100 anos atrás.

Sobre o elenco, tenho pena do Jared Leto. Ele não está ruim, mas ele escolhe mal os projetos – não podemos esquecer que ele fez aquele Coringa horroroso. Matt Smith abraça a canastrice, e achei engraçado ele fazer um vilão tão caricato. Mas não sei se isso é um elogio. Adria Arjona e Jared Harris estão ok, e Tyrese Gibson e Al Madrigal fazem uma dupla de policiais que até agora não entendi pra que servem no roteiro. E recomendo não ler elenco por aí por causa de spoilers.

Acredito que o Morbius era pra ser um vilão. Mas, pra quem nunca leu os quadrinhos, Morbius é um herói. E aparentemente vão usá-lo em algum filme futuro como vilão do Homem Aranha. Vão precisar mudar alguma coisa aí, porque esse cara apresentado pelo filme não tem nada de vilão.

Por fim, são duas cenas pós créditos, ambas depois dos créditos principais, nenhuma cena no fim de tudo. A primeira é até legal, traz um bom personagem de outro filme que estará numa provável continuação. Já a segunda é péssima, porque não só não acrescenta nada (é o mesmo personagem da primeira cena) como levanta vários furos de roteiro…

Batman

Crítica – Batman

Sinopse (imdb): Quando o Charada, um serial killer sádico, começa a assassinar figuras políticas importantes em Gotham, Batman é forçado a investigar a corrupção oculta da cidade e questionar o envolvimento de sua família.

Tinha uma galera reclamando “nas internetes’ sobre este novo Batman. As críticas sempre eram quase sempre relacionadas ao novo protagonista, Robert Pattinson, que parece que sempre será lembrado como o “vampiro purpurina” da saga Crepúsculo. Heu não tenho nada contra ele, sei que é um bom ator. Minha dúvida com este filme era “mas será que a gente já precisa de um novo Batman?” Afinal, “anteontem” ainda era o Ben Affleck, que, na minha humilde opinião, fez um bom trabalho como o homem morcego, e ano passado teve filme com ele no papel.

Mas, Hollywood é assim, eles vão fazer novos filmes não importa se é a hora certa ou não. Pelo menos, a boa notícia: este novo Batman é muito bom!

Ok, quase 3 horas, não precisava de tanto, podia cortar algumas gordurinhas aqui e ali e fazer um filme mais enxuto. Mas algumas cenas são tão boas que entrariam facilmente numa lista de momentos mais icônicos de todos os filmes do Batman, como a cena no corredor escuro onde só vemos alguma coisa quando os vilões atiram; ou a cena de cabeça para baixo do Batman vindo até o carro capotado, na chuva e com a explosão ao fundo.

Dirigido por Matt Reeves, que já tinha mostrado competência na franquia Planeta dos Macacos, Batman (The Batman, no original) é um belo espetáculo visual. A fotografia de Greig Fraser (que está concorrendo ao Oscar por Duna) é um espetáculo, muitas cenas escuras, muitas cenas com chuva, muito contra luz. E não é só isso, a cenografia também enche os olhos – Gotham é uma cidade suja e decadente. Também gostei de como os vilões aparecem mais reais – o Pinguim parece mais um líder mafioso do que um freak (como era o Danny De Vito do filme de 1992); e o Charada é um louco com seguidores pela internet.

Vamos ao elenco. Robert Pattinson já mostrou que é um bom ator, e ele está muito bem como o Batman. Mas… Não curti muito ele como Bruce Wayne. Enquanto o novo Batman me convenceu, o Bruce Wayne do Christian Bale vinha à minha cabeça cada vez que aquele jovem emo aparecia na tela. Zoë Kravitz está ótima como a Selina Kyle, e a relação dela com o Batman é perfeita. Paul Dano está impressionante como o Charada, e Colin Farrell, irreconhecível como o Pinguim. Também no elenco, Peter Sarsgaard, John Turturro, Andy Serkis e Jeffrey Wright.

Tem uma perseguição de carro que me causou sensações opostas. Por um lado, é uma cena plasticamente muito bonita. Muitas luzes, muita água, a cena eleva a adrenalina lá no alto. Mas, por outro lado, as imagens são muito entrecortadas. Nem consegui ver a cara do novo Batmóvel. Vão me xingar, mas deu saudade de Velozes e Furiosos

Tenho um comentário negativo sobre a trilha sonora de Michael Giacchino. O tema que fica tocando repetidamente é muito igual à marcha imperial de Guerra nas Estrelas. Ok, boa trilha, mas preferia um tema diferente.

A sessão de imprensa foi na segunda de carnaval, não fui porque estava viajando com a família, e o filme ia estrear no dia seguinte. Fui então terça em uma sessão dublada com meus filhos. Dois comentários, um geral e um pessoal. O primeiro comentário é que não só a dublagem é muito boa, como o filme tem várias coisas escritas na tela, e quase tudo estava em português – conseguiram alterar os textos! O comentário pessoal é que o Charada foi dublado pelo meu amigo Philippe Maia, que fez um trabalho excelente!
Claro que o filme tem espaço para continuações. Que mantenham a qualidade!

Ah, tem uma cena pós créditos com uma piada bem cretina. Ri alto na sala de cinema, não pela piada, e sim pela quantidade de gente que ficou esperando para ver aquilo!

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

Crítica – Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

Sinopse (imdb): Com a identidade do Homem-Aranha revelada, Peter pede ajuda ao Doutor Estranho. Quando um feitiço corre mal, inimigos perigosos de outros mundos começam a aparecer, forçando Peter a descobrir o que realmente significa ser o Homem-Aranha.

Se existe um filme que pode ser chamado de “o filme mais aguardado de 2021”, é este novo Homem Aranha. Desde que saiu o primeiro trailer, que mostrou o Dr Octopus do Alfred Molina, repetindo o papel do do filme de 2004, quando era outro ator fazendo o Homem Aranha, os nerds estão pirando pela internet. Afinal, há poucos anos tivemos o desenho do Aranhaverso, que trazia diferentes Homens Aranhas – será que isso seria possível num filme live action? Outros vilões apareceram nos trailers seguintes, mas…

Mas, não vou entrar em spoilers. Aqui neste texto o limite do spoiler é o trailer: trabalharei apenas com a informação que já temos: existem vilões dos outros dois Homens Aranha.

Mais uma vez dirigido por John Watts, Homem Aranha: Sem Volta Para Casa (Spider-Man: No Way Home, no original), este novo filme continua e redireciona a história deste Peter Parker dentro do MCU, por um caminho que acho que ninguém poderia imaginar. E arrisco dizer: os fãs do Aranha sairão do cinema emocionados.

Para a surpresa de ninguém a parte técnica enche os olhos. Os efeitos especiais são perfeitos. Em determinado momento do filme eles entram no mundo espelhado do Dr Estranho, onde cidades se dobram parecendo um grande caleidoscópio. E não são só os efeitos: logo no início, a gente é apresentado a toda a situação do Peter Parker num bem sacado plano sequência dentro do apartamento.

É complicado de falar sobre o elenco porque entramos na área cinza dos spoilers. Mas, combinei que o que está no trailer pode ser comentado, né? Então queria elogiar o Willem Dafoe, que consegue convencer com todas as nuances do Norman Osborne / Duende Verde.

Se tem um ponto negativo, heu diria que é a participação do Doutor Estranho. Nada contra o ator, mas o personagem convenientemente sai de cena por um bom tempo, e volta só na hora que o roteiro precisa. Estragou o filme? Não. Mas forçou a barra.

Queria comentar a trilha sonora, mas posso cair no mesmo problema dos spoilers. Só digo que o Michael Giacchino mandou bem mais uma vez.

Recentemente tivemos a notícia que este Home Aranha do Tom Holland terá mais três filmes. O fim de Homem Aranha: Sem Volta Para Casa encaminha para este quase reboot. Teremos o mesmo ator, mas o Aranha será diferente no futuro do MCU.

Como acontece tradicionalmente nos filmes do MCU, são duas cenas pós créditos, uma depois dos créditos principais, com uma cena que será importante para o futuro do MCU; e, no fim de tudo, em vez de uma cena pós créditos, temos quase um trailer do vindouro filme do Doutor Estranho. Meio frustrante, preferia ver uma cena pós créditos do que uma propaganda.

Eternos

Crítica – Eternos

Sinopse (imdb): A saga dos Eternos, uma raça de seres imortais que viveram na Terra e transformaram sua historia e civilização.

Antes de entrar no filme, uma breve contextualização. Ao longo de 11 anos e mais de 20 filmes, a Marvel construiu um sólido universo cinematográfico, que culminou no Vingadores Ultimato, filme que trouxe todos os personagens apresentados anteriormente.

E agora? Agora é hora de olhar pra frente: novos filmes com novos personagens – que devem se unir em breve a personagens antigos em novo grande filme a ser produzido.

Este ano tivemos Shang Chi, dirigido pelo quase desconhecido Destin Daniel Cretton, que é exatamente isso: um filme mostrando um novo universo de personagens e super poderes. Um filme bonito e empolgante, que deixa o espectador com vontade de rever assim que sai do cinema.

E agora temos este Eternos, dirigido pela oscarizada Chloé Zhao, que mostra um novo universo de personagens e super poderes. Um filme bonito, mas nada empolgante, que deixa o espectador sem nenhuma vontade de rever.

(Pra falar a verdade, a primeira coisa que pensei quando terminou a sessão foi “putz, tenho que rever no fim de semana, prometi aos meus filhos).

Ninguém vai discutir o talento da Chloé Zhao. Acho Nomadland um filme superestimado, não acho que merecia o Oscar de melhor filme, mas é um filme inegavelmente bem filmado. Agora, sejamos sinceros, Nomadland não tem nada a ver com filme de super heróis. Não adianta chamar uma boa diretora se a proposta dela é diferente da proposta do filme.

Seria mais ou menos como chamar Quentin Tarantino pra dirigir um drama sério; ou Denis Villeneuve pra dirigir uma comédia romântica, ou ainda Martin Scorsese pra dirigir um terror slasher. Serão filmes competentes, claro, estamos falando de diretores de primeira linha, não iam fazer filmes ruins. Mas dificilmente trariam bons resultados.

Este é o problema de Eternos. Chloé Zhao fez um filme bonito, que enche os olhos com seus detalhes técnicos – mas fez um filme que não empolga. Certamente quero ver mais do Shang Chi, mas não faço questão de ver mais dos Eternos.

Deve ser por isso que tem tanta gente por aí falando mal de Eternos. Mas, como falei, o filme não é ruim. Falta muito pra ser bom, mas está longe de ser ruim. Vamulá.

Eternos é um filme lindo. Várias imagens belíssimas, com cenários deslumbrantes. Os efeitos dos Eternos são criados por linhas, achei uma ideia simples e visualmente muito bonita. Os monstros deviantes também são muito bem feitos. Também gostei das várias ambientações em locais de diversos pontos do planeta, em diversas épocas (só não gostei da galera falando espanhol na Amazônia…)

Eternos brinca com elementos históricos – se os caras são super heróis que estão na Terra há 7 mil anos, muita coisa entra na vibe de Eram os deuses astronautas. Paralelo a isso, temos o uso de elementos da cultura pop – citar Star Wars é corriqueiro, mas não me lembro de outro filme do MCU citando a DC duas vezes (Batman e Superman).

Uma coisa que funciona bem aqui é a representatividade. Os Eternos chegaram no planeta 7 mil anos atrás, então tem tudo a ver o grupo ter várias etnias. Claro, é Hollywood, então é normal ter mais caucasianos. Dentre os homens, temos um um americano negro (Brian Tyree Henry), um escocês (Richard Madden), um irlandês (Barry Keoghan), um paquistanês (Kumail Nanjiani) e um sul coreano (Ma Dong-seok). E dentre as mulheres, tem uma filha de chineses (Gemma Chan), uma mexicana (Salma Hayek), e, se as outras três são três americanas, uma é adolescente (Lia McHugh) e outra é surda muda (Lauren Ridloff) – completa o time mais uma americana (Angelina Jolie).

(Tive sentimentos opostos relativos à Lauren Ridloff. Por um lado, é muito legal ter uma surda muda dentre os heróis da Marvel. Mas por outro lado fiquei pensando se um ser tão poderoso, um quase deus, teria uma deficiência como surdez. Pelo menos a atriz manda bem e sua personagem é ótima.)

Ah, em tempos de polêmica sobre o beijo gay do filho do Superman, Eternos mostra o primeiro beijo gay da história do MCU!

Gostei dos personagens, cada um tem poderes diferentes e a gente consegue entender como eles funcionam sem precisar de muita explicação. Agora, tem um problema: como são muitos, temos pouco tempo para nos aproximar de cada um. Assim o espectador não se importa se alguma coisa acontecer com algum personagem.

Li críticas ao personagem Kingo por ser um alívio cômico. Discordo, achei o humor do personagem no ponto certo. Ah, claro é Marvel, então tem humor. Mas aqui é pouco, são poucas piadas.

Ainda sobre o elenco: achei uma falha do roteiro quando o personagem do Kit Harrington some e depois volta do nada. Mas, pior do que isso é na parte final, quando um dos personagens simplesmente some logo antes do clímax do filme. Como assim? Será que essa era a melhor solução?

(Tem uma personagem chamada Sersi e tem o Jon Snow e o Rob Stark. Ainda não vi as piadas de Game of Thrones…)

Agora, não precisava de duas horas e trinta e sete minutos. Várias cenas são arrastadas, em vários momentos a gente sente que faltou uma edição mais enxuta. É um filme bonito, mas, diferente do comum na Marvel, nada empolgante.

Conversando com críticos amigos depois da sessão, ouvi comentários de que o filme cansa porque a narrativa não é linear. Discordo. Gostei da narrativa não linear, repleta de flashbacks pra mostrar histórias do passado deles.

O filme se passa no universo do MCU, personagens e eventos do MCU são citados algumas vezes, mas este é um filme independente dos outros. Não precisa (re) ver nenhum outro para entender.

Claro, tem duas cenas pós créditos, com ganchos para continuações. Que a gente espera que tenha outro diretor.