Splinter

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Splinter

Deixemos o Festival do Rio de lado um pouco, para falar de outros filmes. Prometo que ainda nesta semana volto a escrever sobre o Festival.

Outro dia saiu a lista de indicados ao Scream Awards, um prêmio divertido que rola no dia das bruxas. Existe um prêmio para a “mutilação mais memorável”! Na lista deste ano de indicados a este prêmio tinha só um filme que heu não conhecia: este Splinter. Corri então para vê-lo.

Um casal comemorando o aniversário dá carona para um foragido da polícia e sua namorada. No meio do caminho surge algo misterioso – e mortal!

Splinter às vezes parece um filme “B” de terror das antigas: poucos cenários, elenco reduzido (são seis atores no total) e efeitos especiais simples e eficientes. Inclusive, aparentemente não rolam cgis!

Outra coisa interessante é o tempo do filme. Tudo se passa no mesmo dia, e boa parte acontece em tempo real.

Claro que o clima é de filme “B” mesmo, uma mão solta do braço perseguindo alguém não dá medo em ninguém, a gente se lembra de Evil Dead e cai na gargalhada. Mas isso não torna o filme ruim, é só entrar no clima e a diversão é garantida.

Ah, se alguém quiser saber, eis a lista inteira de indicados a melhor cena de mutilação: cirurgia de remoção do braço em Splinter; braços cortados pela serra em Watchmen; o bolo de olho em Arraste-me para o Inferno; a cabeça cortada por Zumbis Nazistas em Dead Snow; o pêndulo em Jogos Mortais 5; e a cena da piscina em Deixe ela entrar.

Canibais – Undead

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Canibais – Undead

Tenho o hábito de ver filmes sem saber do que se trata. Se leio em algum lugar algo interessante sobre o filme, ou se alguém me recomenda, assisto o filme para ver “qualé”. Pois bem, outro dia heu estava arrumando uma pilha de cdrs que gravei anos atrás. E achei um cd com esse Undead, baixado e gravado por mim em 2005 – numa época que heu não tinha o hábito de baixar filmes! Não me lembro por que baixei, tampouco lembro por que não vi. Mas aproveitei para ver logo.

Uma pequena cidade pesqueira na Austrália é bombardeada por meteoritos que transformam as pessoas em zumbis. E, como diria aquela propaganda de tv, “e não é só isso!”: além dos zumbis, alienígenas estão na cidade!

Sim, claro, uma trama que mistura zumbis com alienígenas não pode gerar um filme sério. Estamos diante de um legítimo trash, um trash bem divertido! Com direito a zumbis, abduções, muito sangue cenográfico, e.t.s, pedaços de corpos e um monte de atores canastrões e personagens bizarros. Um deles, inclusive, parece ter um estoque inesgotável de armas escondidas pelo corpo!

Achei o final um pouco confuso, e além disso, não gostei de duas coisas: nem do poster original nem do título em português. Ambos nada têm a ver com o filme!

O filme é de 2003, e acho que nunca foi lançado por aqui. Ou seja, se você curte filmes de zumbi, a solução é o download!

Pervert!

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Pervert!

Como falei no tópico sobre o Festival SP Terror, saí pela internet procurando filmes que estavam na programação, porque acredito que a maioria não chegará aqui por meios oficiais. Dois dos títulos heu não tinha conseguido legendas, então deixei para depois. Um é o Deadgirl, que já tem legendas em português, e tentarei ver no fim de semana. O outro é este Pervert! – para o qual só consegui as legendas em espanhol!

Um jovem universitário, órfão de mãe, vai passar as férias no deserto, na casa do pai, que gosta de andar com garotas com pouca idade e muito peito, e tem a mania de fazer esculturas pouco usuais.

Dirigido por Jonathan Yudis em 2005, Pervert! é um divertido trash movie com pitadas de Russ Meyer, autor da frase “What the public want are big laughs and big tits and lot’s of ’em. Lucky for me, that’s what I like too” (“O que o público quer são gargalhadas e seios grandes, e muito. Para minha sorte, também é o que gosto”). Esta frase, inclusive, está nos créditos do filme.

E o filme segue nessa onda. Personagens caricatos, situações exageradas, nudez gratuita e algum gore. Tem mais: as cenas são costuradas por vinhetas sem sentido com mulheres semi-nuas. E heu pergunto: precisa de algo mais? 😀

Claro que algumas cenas são ridículas, os efeitos são toscos, existem erros gritantes de continuidade e as atuações são pífias. Mesmo assim, é diversão garantida por quase uma hora e vinte minutos! Mais: o elenco de rostos desconhecidos traz uma atriz pornô, Mary Carey, como uma das desinibidas de sutiã tamanho GGG!

Tem mais uma coisa que preciso falar sobre esse filme: no terço final, rola uma animação tosquérrima em stop-motion. A animação foi perfeita, porque se fosse um efeito bem feito em cgi, não teria metade da graça…

Enfim, pra quem gosta de trash, vale o download e as legendas em espanhol!

Matadores de Vampiras Lésbicas

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Matadores de Vampiras Lésbicas

Logo que a gente bate o olho na programação do I SP Terror, um título salta aos olhos: Matadores de Vampiras Lésbicas. É bom? É ruim? Pouco importa, um filme com um nome destes tem que ser visto!

O filme fala de uma antiga maldição que torna as mulheres de uma pequena cidade inglesa em vampiras lésbicas. Dois jovens escolhem aleatoriamente um lugar para passar as férias e acabam indo para lá. E, claro, no caminho encontram quatro turistas suecas, todas elas gostosas e com pouca roupa…

E então começam os divertidos clichês sugeridos por um título que fala de “vampiros” e “lésbicas”. Os efeitos especiais são discretos mas eficientes, não temos excesso de cgi como em alguns filmes do gênero. Rola algum gore, mas nada extremo. E também rola um lesbian chic light…

O elenco está ok. Muitas vezes caricato, claro, mas um filme destes pede personagens caricatos. Não temos rostos conhecidos – algumas das meninas de pouca roupa são bem bonitinhas… Os dois protagonistas, James Cordon e Mathew Horne, são conhecidos na Inglaterra pela série Gavin & Stacey. Mas acho que não passa aqui, nunca ouvi falar…

Sim, o filme é uma grande bobagem. Mas uma bobagem divertida, afinal, ninguém pode esperar um clássico com esse nome, né?

Terror Firmer

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Terror Firmer

Troma, pra quem não sabe, é uma companhia independente que produz e distribui filmes de baixo orçamento. Sim, filmes trash! Alguns dos trashs mais famosos são da Troma, como O Vingador Tóxico, Tromeu e Julieta, e este Terror Firmer.

Terror Firmer é considerado uma obra prima da Troma. Tem tudo que um fã de trash movies espera no filme. Mortes absurdas? Várias. Escatologia? Aos baldes. Personagens bizarros? Acho que quase todos os personagens do filme são bizarros. Nudez gratuita? Muita, feminina e masculina.

O filme é na verdade um “meta-filme”. Estamos presentes no set de gravações de uma continuação para o Vingador Tóxico. O diretor do filme dentro do filme é interpretado por Lloyd Kaufman, um dos fundadores da Troma e diretor de Terror Firmer. O filme se passa dentro dos sets da Troma. Ou seja, é tudo uma brincadeira interna…

O roteiro é repleto de situações escatológicas, engraçadas e exageradas. Poucas vezes um filme trouxe tanto sexo ao lado de tanto gore. E tudo com cara de “filme vagabundo” mesmo – justamente o que faz um trash ser legal…

O filme ainda conta com duas participações legais no elenco: o ator pornô e “lenda viva” Ron Jeremy interpreta o pai do operador de som; enquanto Lemmy, ele mesmo, o do Motorhead, faz um repórter de tv.

Última recomendação: preste atenção nos créditos finais. Muitas piadas, muitas mesmo…

Manos – The Hands of Fate

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Manos – The Hands of Fate

Outro dia heu estava vendo a série How I Met Your Mother (boa opção pra quem gosta de sitcoms!) e rolou uma discussão sonre qual seria o pior filme da história, se Plan 9 From Outter Space, clássico do Ed Wood; ou esse Manos – The Hands of Fate – que até então heu nunca tinha ouvido falar.

Como assim, um filme é candidato a pior filme da história e heu não o vi? Fui correndo baixá-lo!

Foi até difícil encontrá-lo. Antes de baixar a versão original, veio uma versão de um tal de Mistery Science Theatre 3000, que tem uns caras falando coisas sobre o filme durante a exibição. Não quero isso! Quero o filme! Original!

Bem, não sei se quem está lendo isso sabe o que realmente significa um filme ruim. Não falo de comédias bestas e sem graça, falo de filmes REALMENTE ruins. A história é ridícula, a atuação é patética, a edição é toda errada, e por aí vai.

Pesquisando pela internet, descobri que esse filme é resultado de uma aposta feita por Harold Warren, um vendedor de feritilizante de El Paso, em 1966. Warren escreveu, produziu, dirigiu e até protagonizou o filme! E, com sua experiência vendendo adubo, bem, não podemos dizer que ele nos decepcionou…

Um casal com uma criança se perde numa estrada, e resolve passar a noite num lugar esquisito, onde um cara ainda mais esquisito toma conta, e onde acontece uma espécie de culto também esquisito.

A história não faz nenhum sentido! Por que aquelas pessoas ficariam naquele lugar? Mas se heu for procurar todas as falhas de roteiro, esse post será interminável…

Tecnicamente também é tudo muito mal feito. A câmera só filmava 30 segundos, e sem som – o som foi todo dublado em estúdio por apenas três pessoas. E parece que eles não sabiam o que era corte de imagens, cada plano demora uma eternidade para entrar o próximo. Resumindo, um completo desastre.

Sabe quando um filme é tão ruim que transcende e fica bom? Um filme muito ruim muitas vezes é muito divertido…

Bem, Manos transcende duas vezes. Ele é tão ruim que fica bom, mas é TÃO RUIM que volta a ser ruim…

Na internet heu vi uma boa definição: Manos é que nem um acidente de trem ou um desastre natural: heu posso até explicar do que se trata, mas você só vai entender a intensidade do horror causado se você viver isso!

É, amigos, eis um verdadeiro concorrente pra Plan 9

O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

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O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

Um jovem casal é atacado numa estrada pouco movimentada por uma gangue. Uma família os salva, mas mal eles sabem que essa família é ainda pior que a gangue…

Com a produção do veterano Sergio Stivaletti (que trabalhou com Dario Argento, Lamberto Bava e outros), o jovem diretor Gabriele Albanesi nos traz um filme cheio de gore e humor negro, repleto de elementos que agradarão aos fãs dos filmes trash, como famílias de freaks sádicos e desmembramentos por serras elétricas. Isso, claro, aliado a muito, muito sangue cenográfico.

Despretensioso, pode render uma boa diversão!

Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

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Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

Um filme paquistanês sobre zumbis mutantes e que ainda inclui no roteiro uma família de assassinos sádicos? Não podia ser ruim!!!

Esse filme é vendido como “o primeiro filme gore paquistanês”!

A história é básica: um grupo de jovens mata aula pra ir para um concerto de uma banda de rock, mas se perdem no caminho. E a partir daí todos os clichês possíveis entram no roteiro! Temos zumbis, uma doença contagiosa, personagens sinistros, até um assassino de burca!

Infelizmente, o filme se perde ao colocar idéias demais. Seria melhor se focasse nos zumbis OU na família de sádicos. Um elemento acaba diminuindo o outro…

Mesmo assim, é diversão garantida!

Morram, Zumbis FDP!

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Morram, Zumbis FDP!

Um filme que o nome original é “Die, you zombie bastards!” já é motivo suficiente para uma ida ao cinema. Além do mais se no poster está escrito “The World’s First EVER Serial Killer Superhero Rock’n’Roll Road Movie Romance”. Promete, não?

Mas, é uma pena, foi um dos filmes trash mais fracos que já vi…

Ok, algumas cenas são sensacionais. A cena do piquenique onde um crânio humano é devorado de maneira romântica ao lado de uma família cheia de criancinhas é maravilhosa, assim como um momento aqui e outro ali. Mas, no geral, é um filme bobo, e longo…

Depois li no imdb que o filme foi resultado de uma aposta entre o diretor e o montador – um não gosta do outro. É, deu pra notar.

Esse aí ficou devendo…

The Rage

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The Rage

Não, não é uma refilmagem de A Fúria, clássico do Brian De Palma de 78. É um filme trash. E dos bons!

Um cientista russo louco faz experiências com cobaias humanas, injetando-nas um vírus de raiva, numa cabana isolada numa floresta. Até que a experiência foge do seu controle… Depois de um acidente no laboratório, surgem abutres mutantes (!), que começam a espalhar o vírus. Que, claro, atacam um grupo de jovens numa van (acho que já vi isso em algum lugar…).

O diretor Robert Kurztman trabalhou nos efeitos especiais e maquiagem em diversos filmes, como Era uma vez no México, Vanilla Sky, Pulp Fiction, O Albergue, Evil Dead (2 e 3), Rejeitados pelo Diabo, etc. Como diretor este é apenas o seu quarto filme, mas ele não é nenhum novato. Por isso, sabe bem mostrar o que interessa!

Andrew Divoff, o “russo caolho” de Lost, está perfeito como o cientista caricato (tem até flashback mostrando a infância dele!). O elenco também conta com uma participação pequena de Reggie Bannister, da série terror-bizarro Fantasma, de Don Coscarelli; além da bela Erin Brown, também conhecida por Misty Mundae estrela de inúmeras produções de terror B e softcores.

Muito gore, muito sangue, muitas vísceras. Filmão pra quem gosta do estilo!