A Vingança de Jennifer / I Spit On Your Grave (1978)

A Vingança de Jennifer / I Spit On Your Grave (1978)

Há tempos heu tinha curiosidade de ver este famoso e polêmico A Vingança de Jennifer (ou I Spit On Your Grave, como é mais conhecido). Quando descobri que já tinha uma refilmagem pronta, decidi que era hora de ver o original, antes de ver o novo.

Jennifer (Camile Keaton) é uma jovem e bonita escritora, que aluga uma casa em um local isolado, para escrever um livro. Mas ela acaba atraindo a atenção de alguns homens locais, que a estupram e a espancam. Jennifer sobrevive, e agora ela quer vingança.

O famoso crítico Roger Ebert uma vez declarou que I Spit On Your Grave era o pior filme da história. Exagero. O filme é trash, mas tem coisa bem pior por aí!

A produção é paupérrima. Os atores, amadores, só trabalharam neste filme (tirando a protagonista, a única do elenco com carreira de verdade). Tudo é tão simples que o filme não tem trilha sonora!

Mas, apesar de espartano, o filme é até bem cuidado. A edição não apresenta grandes falhas, e o roteiro, apesar de simples e previsível, não tem furos muito gritantes. E tem pelo menos um ponto positivo: a bela Camile Keaton, neta do comediante Buster Keaton, passa boa parte do filme sem roupa! 😉

Mas é claro que a gente não pode se esquecer que o filme é tosco. Tão tosco que o poster original mencionava cinco homens na vingança de Jennifer – e são só quatro no filme…

Uma das polêmicas envolvendo o filme é por causa da violência usada na vingança citada no título em português. Mas com relação a isso, o filme “envelheceu” – hoje em dia, em tempos de Jogos Mortais e Albergues, tem coisa muito pior mostrada nas telas. A famosa cena da castração não mostra nada!

Curiosidade sobre o título: o diretor Meir Zarchi preferia chamar seu filme de “Day of the Woman” (“Dia da Mulher”). Ele foi lançado com este nome em 1978, mas foi mal recebido pelo público. Um produtor planejou um relançamento em 1981 como I Spit On Your Grave, e então o filme ficou conhecido…

Já vi a refilmagem, se tudo der certo, amanhã comento aqui a comparação.

The Loved Ones

The Loved Ones

Uêba! Novo trash australiano na área!

O jovem Brent recusa o convite da sua colega Lola para ser seu par no baile de formatura da escola. Mas Lola não vai desistir tão fácil…

The Loved Ones tem seus pontos positivos e negativos. Vamos a eles?

Uma coisa boa é o crescente da narrativa. Perto do fim, viradas no roteiro vão acontecendo, e o filme, que parecia bobinho no início, fica teeenso! E achei o fim bem legal. Além disso, o filme traz umas boas cenas de tortura. O sangue é abundante, os apreciadores do gênero não vão se decepcionar.

Mas, por outro lado, o filme não se decide na dose de humor. Às vezes é sério, às vezes, engraçadinho. Na minha humilde opinião, o diretor e roteirista Sean Byrne poderia ter se inspirado nos primeiros trabalhos de Sam Raimi (trilogia Evil Dead) e Peter Jackson (Náusea Total, Fome Animal) e ter carregado mais no humor negro do seu primeiro longa de ficção. Com certeza sua audiência ia apreciar!

No elenco, claro, nenhum nome conhecido. Enfim, a Oceania já nos apresentou diretores com primeiros filmes mais promissorres, como o já citado Peter Jackson. Mas Sean Byrne é um nome a ser anotado, e o seu The Loved Ones vale ser visto!

Tokyo Zombie

Tokyo Zombie

Conversando com a grande amiga (e excelente cantora) Vivian Benford (www.vivianbenford.com), ela me recomendou este Tokyo Zombie, filme japonês de zumbi do qual heu nunca tinha ouvido falar.

Antes do filme, rola um texto explicativo, algo mais ou menos assim: “Esta história começa numa fábrica de extintores de incêndio em Tóquio. A fábrica juntou uma enorme pilha de lixo, onde as pessoas vinham e jogavam fora diversas coisas. Recentemente virou também um cemitério para aqueles com problemas. A pilha de lixo ganhou o nome ‘Black Fuji’.”

Neste cenário, conhecemos nossos herois: Fujio (Tadanobu Asano) e Mitsuo (Sho Aikawa), dois trabalhadores obcecados por lutas. Acidentalmente, ele matam o seu chefe, e vão enterrá-lo no Black Fuji. E, como sempre, sem motivo aparente, os mortos enterrados lá voltam à vida como zumbis comedores de gente…

Ok, a gente já viu isso antes. Mas aqui tem uma novidade: Tokyo Zombie tem uma virada bem bolada no roteiro, mostrando uma segunda parte com uma sociedade diferente controlada pela classe social mais rica.

Infelizmente, Tokyo Zombie tem dois problemas. Seus zumbis aparecem pouco, e são muito sem graça. Há tempos que não vejo zumbis tão bobos! Além disso, o fim do filme é extremamente previsível.

Enfim, opção interessante para quem curte trashs japoneses. Só não espere algo do nível de The Machine Girl

Bikini Bandits Experience

Bikini Bandits Experience

Semana passada me mandaram um e-mail com um link para baixar um filme com uma das sinopses mais sensacionais que já li na minha vida. Segue o texto do e-mail:

As Bandidas de Bikini são um grupo de garotas bonitas, assaltantes, cujo roupa é um singelo bikini que mal esconde seus corpos sensuais. Infelizmente, logo após o primeiro assalto morrem quando o seu carro cai num penhasco. Vão para o Inferno onde têm que cumprir uma missão: voltar no tempo e perverter a virgem Maria. No entanto são convertidas pelo Papa (Dee Dee Ramone), antes de cometerem tão blasfemo ato. Voltam ao Inferno onde batalham com satanás. Entretanto fogem outra vez para a terra onde vivem um tempo numa quinta Amish, sempre de bikini. Mas um jovem atrasado mental amish é raptado pela indústria porno para se aproveitar do seu colossal penis. As bikini bandits decidem ajudar a esposa (e irmã) do atrasado mental e combater o Evil Porn Diretor (Jello Biafra).

Mulheres de biquíni, armas, ícones punk e um roteiro nonsense. Tinha tudo pra dar certo!

Mas não deu. Bikini Bandits Experience é uma das piores porcarias que já vi! E olha que já vi muita porcaria na minha vida!

Bikini Bandits Experience tem elementos divertidos, mas não tem uma coisa básica para um filme: roteiro. O diretor Steve Grasse resolveu filmar de qualquer maneira as cenas que estão na sinopse. Isso deve dar uma meia hora de filme. Então ele inseriu vários clipes sem sentido, metade falando mal de uma suposta loja, a outra metade mostrando garotas de biquini. Ainda tem umas animações tosquérrimas em cima de gravações telefônicas, aparentemente entre ele e o produtor. Assim, ele conseguiu 53 minutos de filme e acho que ele ficou satisfeito.

Nem a parte óbvia do filme presta. O filme é fraco nos quesitos sexo, nudez e violência. Fraco mesmo, não rola nada de sexo, não me lembro de nudez (a não ser rapidamente quando uma mulher de seios grandes pula e o biquini dela escorrega pro lado). E a violência é tosca, tosca, rolam uns “defeitos especiais” simulando tiros, e ninguém nunca é atingido por estes supostos tiros…

Sobre o elenco, todas as moçoilas são péssimas atrizes (o que era de se esperar), e não tiram a roupa pra compensar isso. E como são várias, nem dá pra saber exatamente qual é qual – bem que uma delas, a ruiva, merecia mais tempo de tela… No elenco masculino, pra quem não sabe, Dee Dee Ramone era dos Ramones e Jello Biafra, dos Dead Kennedys. Além dos dois citados na sinopse, o filme ainda traz Maynard James Keenan, da banda Tool, e Corey Feldman, como se ele fosse uma grande estrela.

(Diz a lenda que Feldman, em uma entrevista, se arrependeu de ter entrado no projeto.)

Ainda podia piorar? Claro que sim. Se todas as mulheres estão de biquini, todos os personagens masculinos são figuras grotescas. Alguns são inseridos gratuitamente na história, em pequenas vinhetas. Outros, ao longo do “filme”.

E, sr. Steve Grasse, uma dica: retardados mentais são pessoas doentes, não são pessoas engraçadas.

Gosto muito de filmes ruins. Mas, desta vez, fiquei querendo os meus 53 minutos de volta!

Cinderela Baiana

Cinderela Baiana

Há muito que heu queria ver este famoso involuntário trash brasileiro. Tomei coragem e assisti! Sim, trata-se de um trash no nível de Plan 9 ou Manos, The Hands Of Fate!

A trama escrita e dirigida por Conrado Sanchez fala de uma menina do interior da Bahia, que, ao se mudar pra Salvador, se destaca por causa de suas habilidades como dançarina e é contratada por um grande empresário para ser a dançarina de um grupo de axé.

Ok, a gente já sabia que o filme é ruim, muito ruim. Afinal, um filme baseado no talento da “atriz” Carla Perez não rola, né? Mas o buraco é mais embaixo. O filme é REALMENTE ruim. Daqueles que, de tão ruim, se tornam obrigatórios! O roteiro é um lixo, cheio de furos, a história óbvia e clichê e as atuações são TODAS muito muito ruins, do nível de peça infantil de escola. Mas, se isso já era esperado, o filme surpreende por ser ainda muito pior!

Tem um monte de detalhes que tornam Cinderela Baiana um lixo monumental. Antes de tudo, queria perguntar por que esse título. Pelo que me lembro, a história original da Cinderela falava de uma menina que foi morar com a madrasta, era maltratada pelas irmãs “postiças”, e conseguiu ajuda da fada madrinha para conseguir ir ao baile, onde conheceu o príncipe, mas tinha que voltar antes da meia noite porque sua carruagem ia voltar a ser uma abóbora, então, na fuga, perdeu seu sapato de cristal, sapato este que o príncipe usou para encontrá-la novamente. Confere?

(Aliás, Cinderela também tem um furo enorme no roteiro, porque se a carruagem voltou a ser abóbora, o sapato também deveria voltar a ser o que era. Mas deixemos isso pra outro post!)

A Cinderela Baiana não tem NADA a ver com a Cinderela original! Por que, meu Deus, por que chamar de Cinderela???

(E, ainda falando do título, no poster a gramática está correta; mas, no filme, está escrito “bahiana”, com “H”! Será que é uma homenagem à famosa ocasião onde Carla Perez falou “I” de “Escola”? Socorro!!!)

Mas, vamos ao filme. A ideia é mostrar um filme de uma dançarina, né? Então, por que não arranjaram uma que dança bem? A srta (ou sra) Perez não dança bem, ela executa coreografias de axé e rebola. Faça uma rápida busca no youtube, você verá dezenas de pessoas que dançam melhor. E a prova está logo na cena que abre o filme. Uma banda toca num palco, e a sra (ou srta) Perez se atrapalha para tentar seguir a coreografia do colega ao lado. Céus, será que não dava nem pra ensaiar uma coreografia pra abrir o filme?

Mas isso é só o começo. O filme é repleto de cenas tão malfeitas que temos a nítida impressão de que foi de propósito. Quer um exemplo? Vários dos diálogos estão com o áudio fora de sincronia com o video, mas isso acontece muito no cinema nacinal, infelizmente. Mas, em uma das cenas na academia de dança, ela dança fora de sincronia com o áudio. Caramba, era um filme ligado à dança, será que não rolava de sincronizar direito?

E o roteiro? Olha, já vi muito roteiro ruim e cheio de furos. Mas o que explica uma menina com no máximo uns dez anos de idade se mudar pra Salvador, e, apenas três anos depois, já ser a Carla Perez adulta? Outra coisa: por que criar uma dançarina rival (aliás, mais bonita e que dança melhor), pra depois esquecer dela? E por aí vai…

Pelo menos o roteiro traz várias frases divertidíssimas. Acho que era involuntário, não queriam fazer graça. Mas, momentos como a cena final são antológicos! Carla, não se sabe por que, vestida de odalisca, fala a uma criança “Me dê isso menina, você devia estar brincando e estudando, não jogada na estrada pra ganhar uns míseros trocados pra matar a fome.” Aí pega uma gaiola de passarinho, solta o bicho e fala “Vai passarinho, você, como a criança também tem o direito a liberdade. De que adiantam essas campanhas demagógicas se estas crianças continuam aqui na estrada e com fome? Todos os pequeninos merecem proteção, alimentação, amor e paz.” E faz uma pomba da paz com as mãos. E depois todos começam a dançar o Tchan. Detalhe 1: a letra fala “pau que nasce torto nunca se endireita” – de que adianta então ela tentar consertar? Detalhe 2: até freiras seguram o tchan! Sensacional, não?

Os atores estão todos péssimos, claro. E olha que Lázaro Ramos faz um dos amigos de Carla! Mas tem um que achei o pior de todos: Perry Salles, que faz Pierre, o empresário. O cara berra o filme inteiro! E é um personagem incoerente – um cara daqueles ia tentar dar uns pegas em todas as dançarinas…

Ainda tem mais, muito mais. A cena da briga entre o cantor Alexandre Pires e dois capangas do Pierre é pateticamente ruim, talvez a pior cena de luta da história do cinema.

O filme é tão ruim que abstraí a grande quantidade de música ruim que vem “no pacote”. Porque, todos sabem, a música baiana boa não está presente. Gosto de Raul Seixas e Camisa de Vênus, respeito Caetano e Gil (apesar de não ser fã), respeito até a Pitty. Mas axé não, né? Música que precisa de coreografia pra funcionar não pode ser boa!

E por aí vai. Quem estiver na pilha de um trash legítimo, vai se divertir. Mas, por favor, que fique avisado: o filme é ruim, muito ruim!

Piranha

Piranha

Estreou o novo Piranha em 3D!

Neste terceiro Piranha, um terremoto soltou milhares de piranhas pré-históricas, que estavam presas num lago subterrâneo. Claro que isso acontece em uma cidade turística, e claro que isso acontece às vésperas de começar o famoso feriadão spring break, onde centenas de jovens com pouca roupa só querem saber de farra.

Piranha é melhor que o decepcionante Espelhos do Medo, mas acho que o diretor Alexandre Aja ainda não alcançou o nível de seu ótimo Haute Tension, feito na sua França natal. Mas, poxa, este é um “filme-galhofa”. Não é pra levar a sério um filme onde o mais legal são meninas de biquini e muito sangue, né? Vendo por este ângulo, Piranha é muito bom!

(Vale lembrar que o primeiro Piranha, de 1978, foi dirigido por Joe Dante, o mesmo de Gremlins; e o segundo, de 1981, foi o filme de estreia de um tal de James Cameron.)

O elenco é acima da média. Logo na cena inicial, aparece Richard Dreyfuss numa genial citação a Tubarão – vale lembrar que o primeiro Piranha, foi comparado ao primeiro Tubarão, de dois anos antes. Dreyfuss está vestido como Matt Hopper, personagem do filme de Spielberg, e até cantarola a mesma música. Legal, não?

E não é só isso! Acho que o único desconhecido no elenco principal é o protagonista, Steven R. McQueen (neto do Steve McQueen famoso). O resto do elenco ainda conta com Elisabeth Shue, Ving Rhames, Jerry O’Connel, Jessica Szohr, Adam Scott, Dina Meyer, Ricardo Chavina e Christopher Lloyd – claro, interpretando um cientista meio louco. E também tem uma divertida ponta do diretor / ator Eli Roth. Isso porque ainda não falei das gostosonas Kelly Brook e Riley Steele, que protagonizam, nuas, belíssimas cenas sub aquáticas.

O roteiro é cheio de furos e situações forçadas. Mas o que conta num filme desses é a boa quantidade de nudez, e muito sangue, muito gore (a maquiagem é extremamente bem feita!) e várias mortes legais – como o próprio Eli Roth, uma loura de biquini cortada ao meio, uma outra que é escalpelada… E ainda tem uma cena engraçada com uma “parte íntima” de um dos atores…

Enfim, deixe o cérebro de lado, procure uma sala 3D e divirta-se!

Feast II – Sloppy Seconds

Feast II – Sloppy Seconds

Trata-se  da continuação de um filme legal, e conta com monstros gosmentos, garotas tatuadas de topless, anões lutadores de luta livre sendo lançados através de uma catapulta e algumas das cenas mais nojentas da história. Ou seja, um filme obrigatório! 😛

Continuação do primeiro Feast, lançado aqui como Banquete do Inferno. Os misteriosos monstros agora cercaram uma cidade. Os poucos sobreviventes fazem de tudo para se manterem vivos.

Banquete do Inferno foi uma agradável surpresa. Um terror trash simples, eficiente e criativo. Pena que esta continuação é bem inferior, apesar de ter o mesmo diretor, John Gulager.

De positivo, podemos citar que aqui as imagens são mais nítidas – boa parte do filme é de dia, vemos vários monstros andando pelas ruas. Mas, por outro lado, o cgi ficou muito tosco nas cenas claras…

Mas o resultado final tem mais pontos negativos que positivos. O roteiro é cheio de furos, que são preenchidos com muito gore. Parece que a filosofia era “Ah, não tem sentido? Sem problemas, é só colocar mais uma cena nojenta…” Já vi muito gore na minha vida, mas vou falar que o que rola aqui é muito acima do padrão. A quantidade de cenas nojentas envolvendo fluidos corporais é enorme! Quem gosta do estilo não se decepcionará.

(Apesar disso, achei desnecessária a cena do bebê, apesar de saber que o ator que estava com ele é o pai do moleque na vida real.)

O elenco traz de volta Clu Gulager (A Volta dos Mortos Vivos), o pai do diretor, repetindo o papel do primeiro filme. E mais ninguém digno de nota. Os atores estão todos caricatos, mas acho que ninguém esperaria algo diferente, né? Pelo menos alguns personagens são divertidos…

O fim do filme é completamente aberto, porque a terceira parte foi filmada ao mesmo tempo. Agora resta ver esta parte final…

Rubber

Rubber

Uma das sinopses do Festival chamou a minha atenção, um filme sobre “um pneu telepático em missão demoníaca”. Caramba, este é daqueles filmes que a gente PRECISA ver! 😛

A história é essa aí. Num deserto, um grupo de pessoas ganha binóculos para ver um “filme” – de longe, eles acompanham a saga do pneu que, sem nenhuma razão aparente, ganha vida e sai por aí como um serial killer.

Este “sem razão” é uma das ideias geniais que o filme escrito e dirigido por Quentin Dupieux traz. No início, rola uma introdução onde um personagem nos explica que em todos os filmes acontecem uma série de coisas “sem razão”. Por que o ET é marrom? “No reason”, ele explica. Por que não aparece ninguém indo ao banheiro em O Massacre da Serra Elétrica? “No reason”. Por que JFK é assassinado em JFK? “No reason”…

Ao longo do filme acontecem várias coisas “no reason”…

A história não faz o menor sentido! Mas não é um filme cabeça sem sentido, o tom é puxado pro nonsense – algumas cenas lembram os clássicos Zucker-Abrahams-Zucker (Apertem os Cintos O Piloto Sumiu, Top Secret). Alguns momentos são geniais, mas outros são bobos. Pena, há tempos que não aparece um bom nonsense por aí…

Outra coisa que rola no filme inteiro é a metalinguagem. Existe uma audiência assistindo o que está acontecendo, o roteiro explora bem esta situação.

Ah, os efeitos especiais… Ok, fazer um pneu andar não pede lá muitos cgis complicados. Mas poderia ser bem mais tosco, lembro que em Ataque dos Tomates Assassinos a gente vê defeitos técnicos algumas vezes. Mas aqui não, os efeitos do pneu são simples e eficientes. E ainda tem o gore, porque o nosso querido personagem de borracha gosta de explodir cabeças de quem passar pela frente. A quantidade de sangue na tela é boa!

Claro, alguns vão achar o filme ruim porque não é sério. HELLO! O filme fala de um PNEU SERIAL KILLER!!! Claro que não é sério!

Dispa-se dos preconceitos e divirta-se, porque Rubber é engraçado!

Vampire Girls Vs Frankenstein Girl

Vampire Girls Vs Frankenstein Girl

Às vezes a gente acha que já viu de tudo num trash japonês. Aí aparece um filme que nem Vampire Girls Vs Frankenstein Girl e mostra pra gente que os trashs japoneses misturando terror e colegiais ainda têm muito mais a mostrar!

A trama, claro, é bizarra. Numa escola, um jovem é assediado por duas meninas. Só que uma delas é uma vampira. Em determinado momento, a outra morre, e é “remontada” e ressuscitada, virando a tal frankenstein do título.

Falei bizarro, não? Isso tudo está envolto em cenas bizarras, muito bizarras. A escola tem um grupo de japonesas que usa maquiagem para parecerem negras – não só maquiagem, mas também perucas afro e próteses nos lábios. Outro grupo é de suicidas, com meninas que praticam cortar os pulsos. O médico louco brinca de “air guitar” com uma espinha humana. A enfermeira tem olhos e dedos costurados nos mamilos. E isso sem contar com o trecho onde a menina frankenstein desaparafusa o braço e o coloca na cabeça para virar uma hélice de helicóptero!!!

O filme foi dirigido pela dupla Yoshihiro Nishimura e Naoyuki Tomomatsu. O primeiro fez Tokyo Gore Police, o segundo foi o responsável por Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies. Vampire Girls Vs Frankenstein Girl tem pedigree!

O resultado final é um bizarríssimo e divertidíssimo trash. Do nível dos filmes do Peter Jackson em início de carreira e dos bons filmes da Troma. Que o Japão continue inspirado!

Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies

Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies

Colegiais japonesas zumbis… Ah, o que seria do cinema trash se não fossem os filmes japoneses… 😉

Por razões não explicadas, meninas adolescentes entre 15 e 17 anos morrem e viram zumbis. Logo antes da morte, rola um estado de excitação chamado “felicidade pré morte”. E só são paradas quando cortadas em 165 pedaços!

O argumento não faz nenhum sentido. Mas… Precisa ter sentido? Tudo aqui é pretexto para mais um filme japonês bizarro com muito sangue e muito gore!

Stacy – Attack Of The Schoolgirl Zombies traz duas referências ao cinema “trash clássico”. Uma delas é meio óbvia, a equipe responsável pelo extermínio dos zumbis se chama “Romero”. Mas achei genial a outra: uma motosserra portátil para se encaixar na mão direita, chamada de “Blues Campbell’s Right Hand”! Lembrando que os orientais trocam o “R” pelo “L”, lá está a homenagem a Evil Dead, onde o personagem de Bruce Campbell troca a mão por uma motosserra…

O filme tem seus bons momentos. Mas, no geral, é bem mais fraco do que, por exemplo, Machine Girl. Mesmo assim, vai agradar o público certo.