A Longa Marcha – Caminhe ou Morra

Crítica – A Longa Marcha – Caminhe ou Morra

Sinopse (imdb): Um grupo de adolescentes participa de um concurso anual conhecido como “The Long Walk”, no qual eles devem manter uma certa velocidade de caminhada ou levar um tiro.

É um bom ano pra quem gosta de adaptações de Stephen King. Já tivemos O Macaco e A Vida de Chuck. A Longa Marcha – Caminhe ou Morra é o terceiro de 2025. E mais pro fim do ano deve estrear O Sobrevivente.

O livro A Longa Marcha foi lançado em julho de 1978. Segundo a Wikipedia, foi o sexto livro escrito por Stephen King, sob o pseudônimo de Richard Bachman (por coincidência, em O Sobrevivente ele também usou o mesmo pseudônimo). Segundo o imdb, George Romero pretendia adaptar o livro em 1988, mas não rolou. Anos depois, nos anos 2000, Frank Darabont chegou a comprar os direitos, mas não desenvolveu o filme e o prazo expirou.

Por que demorou tanto tempo? Não sei. Mas, visto hoje, parece uma versão de filmes de distópicos para jovens adultos, como Jogos Vorazes. Quando Stephen King escreveu o livro, ele tinha em mente a Guerra do Vietnã, e como jovens eram levados para a morte. Mas, nos dias de hoje, quando estamos acostumados com reality shows, a trama ganhou outro olhar. 50 jovens participam de uma prova onde precisam andar, sempre no mesmo ritmo. Quem parar ou apenas diminuir o ritmo morre executado. O jogo só acaba quando só sobra um vivo. Consigo ver essa prova – sem as mortes – transmitida pela tv.

A direção é de Francis Lawrence – coincidência ou não, diretor de três Jogos Vorazes. O roteirista é JT Mollner, do excelente Strange Darling. Admito que quando li o nome do roteirista, achei que veria algo fora do convencional, mas, diferente daquele filme, o roteiro aqui é linear. Mesmo assim, o roteiro é muito bom, são muitos bons diálogos, dá vontade de continuar acompanhando aquela galera e suas histórias.

O protagonista Cooper Hoffman declarou que durante as filmagens eles andavam 15 milhas por dia – disse que foram 400 milhas no total. Parte do cansaço mostrado pelos personagens é real! As filmagens foram em ordem cronológica, e os atores não se conheciam antes. Ao longo dos dias de filmagem andando, eles foram se conhecendo melhor. Boa sacada, isso acontece com os personagens ao mesmo tempo que com os atores.

O elenco traz jovens ainda pouco conhecidos, como Cooper Hoffman (Licorice Pizza), David Jonsson (Alien Romulus), Ben Wang (Karate Kid Lendas) e Roman Griffin Davis (Jojo Rabbit). São apenas dois nomes famosos entre os “adultos”, Judy Greer, como a mãe do protagonista, e Mark Hamill como o Major, o grande símbolo do autoritarismo desta sociedade distópica.

A Longa Marcha está sendo vendido como filme de terror. Acho isso um erro. O filme fica entre o thriller e o drama, não tem nada de terror. Talvez apenas a primeira morte seja um pouco mais gráfica. Provavelmente vai ter espectador decepcionado nas salas de cinema.

Queria comentar a cena final. Mas, claro, é a cena final, preciso de um aviso de spoilers.

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

No fim, sobram os dois principais, que chegam a um local onde tem uma multidão em volta. Quem ganhar tem direito a um desejo. Ray diz que ia pedir uma carabina pra matar o Major – que anos antes matou seu pai. Mas Ray desiste da prova pra deixar McVries ganhar. McVries então resolve vingar o amigo, pede a carabina e mata o major. Depois, larga a carabina no chão, e segue andando. Mas vejam que ele agora está sozinho, não tem mais ninguém em volta. Cadê a multidão? O filme não deixa claro, mas a minha interpretação é que mataram ele quando atirou no major. O que você acha que aconteceu?

FIM DOS SPOILERS!

A Longa Marcha teve uma sessão em SP com esteiras para alguns espectadores assistirem ao filme andando. Boa ideia, deve ser uma boa experiência, pena que não teve no Rio.

Animais Perigosos

Crítica – Animais Perigosos

Sinopse (imdb): Quando uma surfista é sequestrada por um serial killer obcecado por tubarões e mantida em cativeiro no barco dele, ela precisa descobrir como escapar antes que ele a jogue como alimento para os tubarões no mar.

Era uma ideia promissora. Um filme de tubarões, mas onde o verdadeiro vilão é um humano. Pena que o desenvolvimento não foi lá grandes coisas.

A direção é do australiano Sean Byrne, que chamou atenção com projetos anteriores, mas que nunca se firmou como um grande nome, provavelmente porque demora muito a lançar um filme novo – seus últimos projetos foram The Loved Ones, de 2009, e The Devil’s Candy, de 2015. Este é seu terceiro longa.

Animais Perigosos (Dangerous Animals, no original) até começa bem, logo na sequência inicial conhecemos o vilão e como ele trabalha. Em menos de dez minutos já temos tubarões e e o primeiro assassinato – além de uma nova versão de Baby Shark.

O melhor de Animais Perigosos são os dois personagens principais, o vilão interpretado por Jai Courtney e a final girl de Hassie Harrison. Jai Courtney, que recentemente fez um vilão meio caricato naquele Esquadrão Suicida todo errado, aqui encontra o ponto exato, ele é canastrão e assustador ao mesmo tempo – tem uma cena muito boa com ele dançando alucinado.

“Filme de tubarão” é um nicho popular. O verdadeiro vilão de Animais Perigosos é humano, mas o filme ainda traz algumas boas cenas com tubarões. Mas a maior violência aqui é vinda da ação de humanos mesmo.

Animais Perigosos não é um grande filme, mas tem o seu público.

Opinião de crítico vs opinião de fã

Opinião de crítico vs opinião de fã

Hoje o texto vai ser um pouco diferente. Está rolando uma treta no youtube nesse assunto crítico vs fã, e acho que tenho algo a acrescentar nesse assunto. Só não vou entrar em fofocas, ok?

Pra quem não viu: PH Santos fez um vídeo onde comenta que outro youtuber teria feito dois vídeos sobre o útlimo Jurassic World, o primeiro seria um “vídeo de fã”, elogiando o filme; o segundo, um “vídeo de crítica”, falando mal. Supostamente o primeiro vídeo teria sido patrocinado. PH Santos não fala nomes, mas fica claro que ele está se referindo ao Peter Jordan, do canal Ei Nerd.

Não conheço pessoalmente nenhum dos dois. Já troquei mensagens com o PH, teve uma época que ele ia gravar um Podcrastinadores, mas acabou não rolando. Acompanho os vídeos do PH, acho ele um dos melhores críticos do youtube, vejo sempre o canal dele (assim como o Otávio Ugá, o Dalenogare e a Isabela Boscov). Não costumo ver muitos vídeos do Peter, porque gosto mais de conteúdo de cinema, e o Peter fala de um monte de assuntos diferentes. Mas reconheço que seus vídeos são realmente mais “papo de fã” do que análise crítica. Mas, nada contra, não sou hater de nenhum dos dois.

Como está rolando essa treta, queria aproveitar pra comentar alguns pontos sobre essa carreira de crítico de cinema, e como heu vejo essa discussão “fã x crítico”, ou “público vs crítica”, que, acreditem, é assunto recorrente em papos entre críticos.

Vamos por partes. Estou nessa há pelo menos uns 15 anos, mas meu site e meu canal de youtube são bem pequenos, comparado com esses que citei. Como sou pequeno, nunca me ofereceram dinheiro pra fazer uma crítica elogiando um filme ruim. Devem existir casos assim, mas comigo nunca rolou. Será que, se me oferecessem uma boa grana, heu falaria? Sinceramente não sei responder isso. Mas posso afirmar que, até hoje, nunca rolou.

Frequento sessões de imprensa, e quando acho que um filme é ruim, falo que é ruim. Nunca aconteceu de alguém da assessoria reclamar sobre isso!

(Uma coisa que já fiz foi publicidade dentro do conteúdo. Por umas três ou quatro vezes, no Podcrastinadores, a gente gravou uma propaganda pra ir no meio do episódio – tipo product placement em filmes. Lembro de uma vez que falamos sobre uma marca de café, e lembro que achei o texto péssimo, porque a gente falava de café pra ficar acordado e não dormir vendo séries. Caramba, não bebo café pra ficar acordado! Bebo porque gosto! Humpf!)

Também existe uma “treta silenciosa” entre críticos e influencers. Tem muito influenciador que não saca nada de cinema ganhando brindes e sessões exclusivas, e já vi muita gente reclamando, afinal, o influenciador, na maior parte dos casos, tem um conteúdo muito raso. Já discuti com amigos críticos, porque entendo o lado da assessoria – o influenciador pode não entender de cinema, mas vai trazer público para o filme. Comentei isso no meu vídeo sobre Cidade Perdida, me colocaram numa sessão junto com a Narcisa, e não posso nem reclamar porque sei que um post dela vai ter um alcance muito maior do que um vídeo meu.

Dito isso, vamos ao segundo ponto: o que é uma crítica? Pra que serve uma crítica? Existe uma grande área cinza aí, tanto sobre quem escreve a crítica, quanto sobre quem a lê. Uma vez o Otávio Ugá fez um comentário que concordo 100%: quando você produz seu conteúdo, você deve colocar a sua vivência no seu texto. Critica é uma arte abstrata, você pode (e deve) mencionar elementos técnicos sobre o filme, mas faz parte você incluir como aquela obra te tocou. Pelo menos pelo meu ponto de vista, não é só um “gostei” ou “não gostei”, mas o “gostei” ou “não gostei” é parte essencial do conteúdo a ser produzido. E posso estender o comentário a quem está consumindo a crítica. Alguns vão preferir um texto mais frio e mais técnico, enquanto outros vão preferir algo mais “papo de fã”. Pessoas diferentes produzem conteúdos diferentes e consomem conteúdos diferentes.

Vou falar do meu caso. Gosto de ver filmes desde que me conheço por gente. E desde a minha adolescência, sempre procurei saber sobre bastidores dos filmes. Em tempos pré Internet, heu comprava livros e revistas, catava informações em qualquer lugar. E, depois de “velho”, ainda fiz vários curta metragens. Ou seja, quase sempre, quando vejo um filme, fico imaginando onde está o câmera, onde está a equipe, o que estava acontecendo em volta daquele set durante as filmagens. Ou seja, pra mim, é fácil fazer uma análise mais técnica e menos apaixonada. Já é algo natural começar a ver um filme analisando cada detalhe técnico.

(O mesmo acontece quando ouço música. Automaticamente já separo os instrumentos e analiso os arranjos…)

Mas… Existe um nicho onde o Helvecio fã fala mais alto que o Helvecio crítico: Star Wars! Conheço pessoas que falam mal do Star Wars ep 7 O Despertar da Força, mas o fanboy que habita em mim não consegue ver esses defeitos. Vi O Retorno do Jedi quando passou nos cinemas, em 1983, e desde aquela época heu sempre queria uma continuação. Quando lançaram Caravana da Coragem nos cinemas em 1985, acreditei que era uma continuação, mas não só não era, como o filme é péssimo! Quando estreou a trilogia prequel, 1999, 2002 e 2005, outra decepção, não era o que esperava. Até que, em 2015, vi o ep 7, e ao fim do filme estava tão impactado que mal consegui levantar da poltrona do cinema! Era o filme que passei trinta e dois anos esperando! Até hoje, é um dos meus favoritos dentre todos os onze filmes, ao lado dos dois primeiros, Guerra nas Estrelas e Império Contra Ataca.

Ou seja, entendo a visão do crítico, que comigo funciona quase sempre; mas também entendo como é a visão do fã. Se começa a tocar o tema do John Williams, o lado crítico se desliga e incorporo o lado fã.

Ainda existe o lance “critica vs público”. Alguns filmes ruins têm muito público – sempre lembro de Venom, filmes horrorosos mas sempre com boa bilheteria. Nesse caso, heu não saberia dizer o que determina o sucesso de público. E alguns amigos críticos muitas vezes reclamam. Mas é um tema que nem me incomoda muito, porque acho que todos são livres e podem ver o que quiserem. Só tenho pena dessas pessoas, porque poderiam estar vendo filmes bem melhores…

E agora vamos voltar à treta. Peter Jordan é um nome gigante no youtube, ele tem canais sobre vários assuntos, incluindo canais de negócios onde ele ensina as pessoas a ganharem dinheiro na internet. O próprio Peter fala que polêmica é bom para o engajamento! E aparentemente o PH Santos resolveu usar esse caminho: resolveu criar uma polêmica com um cara famoso.

E qual é a minha opinião sobre isso? Bem, por um lado o Peter realmente parece ter feito o vídeo sob encomenda. Se recebeu algo por isso ou não, não se sabe. Mas realmente ficou estranho ter dois vídeos com opiniões opostas. Agora, por outro lado, se o público do Peter curte, o que o PH tem a ver com isso? Deixa o cara fazer os vídeos pro público dele, ora! Tem um amigo meu que faz vídeos em um formato que heu não gosto, mas, ele tem milhares de views por vídeo. Ele tá errado? Claro que não!

Resumindo: ambos parecem estar atrás de views. E pelo jeito conseguiram.

A Casa do Espanto

Crítica – A Casa do Espanto

Sinopse (imdb): Um escritor se muda para uma casa assombrada depois que sua tia deixa como herança.

E vamos para um dos filmes da chamada “Espantomania” da segunda metade dos anos 80!

Antes, vamos contextualizar. Nos anos 80, muitas vezes os filmes demoravam para serem lançados no Brasil. A Hora do Espanto, de 1985, foi lançado aqui em maio de 86 (segundo o imdb), e foi um grande sucesso (e acredito que essa data esteja correta, porque me mudei para o Rio de Janeiro na virada de 85 pra 86, e lembro de ter visto no Art Copacabana!). Tão grande que vários filmes de terror lançados pouco depois usaram nomes parecidos para “surfarem na onda”. Re-Animator, também de 85, foi lançado com o nome A Hora dos Mortos Vivos; Silver Bullet, de 85, virou A Hora do Lobisomem; Dead Zone, de 83, ganhou o nome A Hora da Zona Morta. Talvez a mais famosa “vítima” dessa onda seja Nightmare on Elm Street, de 84, que virou A Hora do Pesadelo – sim, hoje a franquia do Freddy Kruger é muito mais famosa do que todos os outros filmes da espantomania, mas foi daí que veio o título nacional.

House, de 1985, também ganhou um nome dentro do mesmo contexto: A Casa do Espanto.

A direção é de Steve Miner (que pouco antes tinha feito Sexta Feira 13 parte 2 e parte 3), e um dos roteiristas é Fred Dekker, que tem um currículo pequeno, mas que dirigiu um filme que acho divertidíssimo, Noite dos Arrepios. Dekker falou que viu No Limite da Realidade, feito por Steven Spielberg, Joe Dante, John Landis e George Miller, e teve a ideia de fazer um projeto parecido, em episódios, com seus amigos Steve Miner, Ethan Wiley (que co-escreveu o roteiro com ele) e Shane Black (que depois seria o roteirista de Máquina Mortifera e O Último Grande Herói). O projeto em episódios não foi pra frente, mas Dekker transformou a ideia do seu episódio neste longa metragem.

A Casa do Espanto traz um bom equilíbrio entre terror e comédia, e chegou ao circuito numa época onde essa mistura fazia sucesso. Algumas cenas até tentam assustar, mas acho que o filme vai causar mais gargalhadas do que calafrios.

Os efeitos práticos ajudam a criar esse clima. Claro, são bonecões de borracha, nada parece realmente assustador. Mas, para a proposta meio galhofa, são muito bons. E a maquiagem de alguns “monstros” é realmente bem feita. Essa é uma vantagem dos efeitos “não digitais” – quando envelhecem não ficam tão toscos quanto um “cgi vencido”.

Agora, o roteiro é meio qualquer coisa. A solução final que junta o “monstro” ao filho do protagonista não faz sentido – se era assim, por que a tia dele morreu? Mas, ok, a gente se divertia com a mão de borracha fugindo do cara e nem lembrava de procurar lógica no roteiro.

Nos anos 80, astros da TV eram mais baratos que os do cinema. Como o orçamento aqui era reduzido, A Casa do Espanto traz alguns nomes da TV: William Katt (Super Herói Americano), George Wendt (Cheers), Richard Moll (Night Court) e Kay Lenz (Rich Man Poor Man).

Lembro que quando vi A Casa do Espanto no cinema, curti muito. Tenho até um DVD duplo com os dois primeiros filmes. Agora, visto depois de décadas, o filme envelheceu mal. Na minha memória era melhor do que realmente é. Se lançado hoje em dia, acho que não seria cultuado.

Foram três continuações, lançadas em 1987, 89 e 92. Mas não pretendo rever nenhum desses…

Red Sonja (2025)

Crítica – Red Sonja (2025)

Sinopse (imdb): Uma adaptação da história em quadrinhos Red Sonja, uma guerreira vingativa conhecida como “Diabo com uma espada”.

40 anos depois, temos um novo filme da Red Sonja!

Antes do filme, um breve comentário sobre o nome “Sonja”. Na minha juventude, sempre ouvi “Sonja”, com som de “J”. Mas sei que em alguns idiomas o “J” tem som de “I”, e achava que deveria ser “Sonia”. Bem, prestei atenção no filme, a pronúncia é “Sonia” mesmo.

(Lembro do meu ensino fundamental, em Petrópolis, tinha uma coleguinha chamada “Vanja”, todos pronunciavam com som de “J”, inclusive ela. Me pergunto se era realmente essa a pronúncia correta…)

Enfim, vamos ao novo Red Sonja. Mas antes um aviso. Nunca li os quadrinhos da personagem, e não me lembro de nada do filme de 1985, que aqui no Brasil ganhou o título Guerreiros de Fogo, estrelado por Brigitte Nielsen e Arnold Schwarzenegger. Ou seja, os comentários serão só sobre o filme de 2025.

Vi no imdb que, ao longo de décadas, houve várias tentativas de se fazer um novo filme com a personagem, incluindo uma versão em 2008 que seria dirigida pelo Robert Rodriguez e estrelada pela Rose McGowan (e que certamente ia ser melhor do que esta versão). Também rolava uma ideia de que estaria no mesmo universo do Conan estrelado pelo Jason Momoa, de 2011. Foram várias trocas de diretor e elenco e vários atrasos de lá pra cá.

Dirigido por MJ Basset e estrelado por Matilda Lutz, Red Sonja tem um problema grave: parece uma produção de baixo orçamento para a TV, de algumas décadas atrás. Durante o filme, me lembrei de Legend of the Seeker, seriado meia boca do mesmo estilo “guerreiros e feitiçaria” que passava em alguma TV a cabo. Não era ruim, mas era bem tosquinha.

Claro, os efeitos especiais em cgi aqui são bem fracos. Tem uma cena com um ciclope gigante que parece PlayStation velho. Mas quem me conhece sabe que isso nem me incomoda muito. Porque, pra mim, o pior foram as batalhas – todas ruins. No mesmo ano que vimos a Ana de Armas em Bailarina, foi triste ver as cenas de ação, todas mal coreografadas e mal filmadas. Tem até algum sangue lááá longe, mas a violência é quase zero, os golpes nunca mostram o que foi golpeado. Essa pobreza visual reforça a cara de produto de baixo orçamento pra TV.

(Curioso lembrar que poucos anos atrás a mesma Matilda Lutz fez Vingança, que é bem mais violento e tem muito mais sangue!)

Tudo é muito “limpo”. Zero nudez, pouca violência. Não conheço as HQs, mas desconfio que devia ter uma proposta mais, digamos “apelativa”. E quase que o filme foi nesse sentido, olha o que li no imdb: “Durante o longo e caótico desenvolvimento deste segundo filme da Red Sonja, que começou em algum momento no início dos anos 2000, a maioria dos roteiros iniciais sempre incluía muita nudez feminina e violência sangrenta e gráfica. Por exemplo, no roteiro de 2001, havia uma cena prolongada em que Sonja era perseguida enquanto nadava nua em um lago e, em seguida, tinha que lutar nua contra agressores monstruosos que tentavam agredi-la sexualmente.” Não sei se ia ser melhor ou pior, mas seria um filme bem diferente deste.

Se tem um elogio que posso fazer é para alguns cenários com esculturas gigantes em volta. Provavelmente tudo em cgi, mas ficou bonito. E sobre o visual, uma coisa curiosa: na primeira vez que Sonja vai pra arena, ela recebe um biquíni de metal, e rola um diálogo que ela tem que usar aquilo que não protege nada, só porque o público gosta. Ok, ela era uma escrava transformada em gladiadora, precisava usar isso. Mas, depois que se liberta, por que continua com o biquíni de metal até o fim do filme?

No elenco, Matilda Lutz não faz feio, mas ela não tem o porte físico que uma personagem dessas pede, nem as habilidades de lutas para convencer o espectador. Para Anônimo, Bob Odenkirk praticou lutas por dois anos – e quando o vemos em tela, ele convence, apesar de não ter o porte físico. Talvez Matilda precisasse praticar mais. No resto do elenco, achei curioso ver Rhona Mitra em um papel pequeno – pelo que entendi ela esteve cotada para estrelar uma das várias tentativas durante os vários anos de pré produção, devem ter oferecido um papel para ela como prêmio de consolação. O resto do elenco todo é de atores ruins e desconhecidos.

Red Sonja tem tanta cara de produto pra TV que a história fecha, mas tem uma cena no fim com um gancho para uma nova aventura – inclusive cita o “rei bárbaro da Ciméria”, que provavelmente deve ser o Conan. Semana que vem, no mesmo canal!

Rádio Pirata

Crítica – Rádio Pirata

Sinopse (imdb): Após descobrir uma fraude em um centro de processamento de dados, um casal é falsamente acusado de assassinato. Escondidos em uma van, eles montam uma rádio pirata para tentar mobilizar a opinião pública.

E vamos ao terceiro (e último) filme do Lael Rodrigues!

Se Bete Balanço e Rock Estrela são bem parecidos, Rádio Pirata já é um pouco diferente. Tem menos números musicais e uma história mais bem elaborada. Quase poderia ser o melhor dos três filmes – mas tem um final tão ruim que acaba sendo o pior.

Começo por uma coisa que não entendi: Bete Balanço e Rock Estrela usam a músicas homônimas como tema principal, aquela que toca mais de uma vez, na abertura e durante o filme. Aqui não. Não tem a música Rádio Pirata, do RPM; o tema do filme é Brasil, do Cazuza. Não achei informações, mas desconfio que tenha rolado algum problema de direitos autorais.

No filme, o protagonista Pedro Bravo (Jaime Periard) descobre uma fraude no trabalho e acaba envolvido em uma grande conspiração que coloca sua vida em risco. Na mesma época, ele conhece Alice (Lídia Brondi), e começam namorar. Ela ajuda ele a montar uma rádio pirata para denunciar a fraude.

Sim, é uma trama mais densa que os outros dois filmes. Mas ainda tem algumas tosqueiras com cara de videoclipe, como a participação do grupo teatral Banduendes. Entendo que a personagem da Lídia Brondi precisava ter algum background, mas essa saída ficou bem tosca, e destoa do clima mais sério do resto do filme.

(Coisas da minha memória… Lembro do segundo disco da Blitz, no encarte dizia que a música “Apocalipse Não” tinha “participação especial de Banduendes por Acaso Estrelados”. Quarenta anos depois, sei quem são esses tais Banduendes!)

Rádio Pirata tem algumas cenas muito boas. Tem até uma perseguição de carros por Santa Teresa impressionantemente bem filmada. Agora, o roteiro tem suas falhas. Por exemplo, em determinado momento, bandidos armados entram na casa de Pedro para matá-lo, mas ele consegue fugir de asa delta. A fuga não foi um problema, ele morava numa casa onde tinha uma asa delta, e dava pra pular de lá. O problema é que logo na cena seguinte ele volta pra casa e nunca mais ninguém se preocupa com os bandidos. Caramba, se o objetivo dos caras era uma “queima de arquivo”, eles iam voltar!

Mas nada é pior do que o final. Lembro de ter visto no cinema na época do lançamento e não me lembro do final ser tão chocante. Vou falar, mas antes, os avisos de spoiler.

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

O casal de mocinhos tem um plano: sequestrar a filha do vilão. Sério, o plano deles é um sequestro de uma criança. Mas calma que fica pior. Eles trocam a menina pelo vilão, que acaba confessando, e eles captam o áudio e jogam ao vivo pela rádio pirata, no meio de um jogo de futebol, e milhares de pessoas ouvem essa confissão. Ok, os mocinhos cometeram um crime, mas era pra conseguir desmascarar o vilão, certo? Que nada. Depois da confissão, Alice dá um tiro no peito dele e o mata a sangue frio. Ou seja, os mocinhos terminam o filme como sequestradores e assassinos. Sério que nos anos 80 ninguém achou isso estranho?

FIM DOS SPOILERS!

Se não fosse esse final, Rádio Pirata seria um filme bem melhor do que Bete Balanço e Rock Estrela, apesar dos Banduendes caricatos. Vemos um nítido amadurecimento do Lael Rodrigues na parte narrativa. Mas esse final é tão ruim que, se for pra rankear os três, Rádio Pirata fica em último.

Invocação do Mal 4: O Último Ritual

Crítica – Invocação do Mal 4: O Último Ritual

Sinopse (imdb): Quando Ed e Lorraine Warren, o casal de investigadores paranormais, se encontram presos a mais um medonho caso envolvendo criaturas misteriosas, eles se veem na obrigação de resolverem tudo pela última vez.

Os dois primeiros Invocação do Mal, de 2013 e 2016, foram dirigidos por James Wan, um dos maiores nomes do terror contemporâneo, e são dois filmes muito acima da média. E o que acontece com Hollywood quando um filme faz sucesso? Continuações e spin offs, claro. Pena que quase sempre com qualidade inferior.

Aqui, no “Invocaverso”, este é o nono filme. É a terceira continuação de Invocação do Mal, e foram dois spin offs, Annabelle (que teve duas continuações) e A Freira (uma continuação). Rolou um boato de que A Maldição da Chorona ia entrar no Invocaverso, mas não vi nenhuma confirmação sobre isso. James Wan só dirigiu os dois primeiros, e, sim, os sete outros filmes são mais fracos.

Os quatro Invocação do Mal trazem como protagonistas o casal Ed e Lorraine Warren, que, pra quem não sabe, existiu na vida real. Eles realmente eram investigadores de fenômenos paranormais. Ou seja, parte do que vemos nos filmes é real.

A direção deste quarto filme é de Michael Chaves, que já tinha dirigido o terceiro Invocação (além de A Freira 2 e A Maldição da Chorona). Chaves parece querer emular o estilo de câmera do “patrão” James Wan, e às vezes até consegue. Serei generoso: neste Invocação do Mal 4 ele consegue um bom resultado. Não é melhor que os primeiros, mas diria que é melhor que o terceiro. Chaves consegue criar um bom clima e alguns dos jump scares são bem bolados. Vou além: algumas cenas são muito boas. Tem uma cena envolvendo um quarto escuro e um fio de telefone que é simples e muito eficiente, e a cena dos espelhos na prova do vestido de noiva é sensacional. Ah, preciso citar a trilha sonora, muito bem usada.

Agora, nem tudo funciona. O filme às vezes não se decide se a gente vai acompanhar a família que comprou o espelho assombrado, ou os momentos onde a filha do casal Warren tem problemas com a sua crescente mediunidade. E teve uma coisa que achei bem mal feita: vemos três fantasmas ligados ao espelho, mas em determinado momento a gente descobre que existe um mal maior por trás dos fantasmas, e o filme não chega a desenvolver esse mal. Ora, se não é pra ter isso no filme, por que não ficar apenas nos fantasmas?

No elenco, Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam ótimos como o casal Warren. Tem um prólogo com eles mais novos, são outros atores, o homem é até parecido com Patrick Wilson, mas a mulher é bem diferente, acho que podiam ter chamado a Taissa Farmiga, irmã da Vera, 21 anos mais nova, bem mais parecida (apesar de Taissa estar em A Freira). Trocaram a atriz que faz a filha Judy, no terceiro filme era Sterling Jerins, agora é Mia Tomlinson, deve ser porque neste filme a filha já é adulta – mas não duvido que Judy Warren apareça em algum spin off.

O final do filme é bem “final de novela”. Preste atenção nas pessoas que estão na plateia do evento, são personagens dos outros filmes da saga. Provavelmente Invocação do Mal acaba aqui. Agora, os Warren têm um quarto com centenas de objetos assombrados ou possuídos. Claro que os spin offs devem continuar.

Ladrões

Crítica – Ladrões

Sinopse (imdb): O ex-jogador de beisebol Hank Thompson se envolve em uma perigosa luta pela sobrevivência em meio ao submundo do crime da Nova York dos anos 90, forçado a navegar em um submundo traiçoeiro que ele nunca imaginou.

A primeira coisa que precisamos falar do novo filme dirigido por Darren Aronofsky é que não tem cara de Darren Aronofsky. Não sei se foi um trabalho encomendado por um estúdio, ou se o diretor simplesmente resolveu variar o estilo. Isso pode ser uma boa ou uma má notícia, dependendo se você é fã dos filmes dele ou não. O fato é que não se deve esperar um filme no estilo que ele está acostumado a apresentar.

Lembro de quando vi Pi em alguma TV a cabo no início do século. Vi algum valor no filme, mas definitivamente não gostei. Aliás, o único filme do Aronofsky que realmente gosto é Cisne Negro – mas reconheço qualidades em outras obras, como Réquiem Para um Sonho, Noé e Mãe. Seus filmes normalmente são cheios de simbolismos, sempre têm um pé no filme cabeça. E Ladrões (Caught Stealing, no original) não tem nada disso. Além de ser bem humorado, é um filme mais, digamos, direto – o que heu não acho nada ruim, diga-se de passagem.

(Na saída da sessão de imprensa, um amigo comentou que Ladrões parecia um filme do Guy Ritchie. Ok, a comparação tem lógica, Ladrões tem violência, humor e personagens marginais esquisitões. Mas, pelo menos pra mim, o “estilo Guy Ritchie” tem mais a ver com edição de cortes rápidos do que personagens esquisitos. Dito isso, ok, concordo que poderia ser um novo Guy Ritchie.)

Nova York, anos 90. Quando mais jovem, Hank (Austin Butler) era uma promessa no baseball, mas sofreu um acidente e teve que largar o esporte. Vive como barman e tem uma vida tranquila com a namorada. Até que Hank recebe um pedido de seu vizinho punk para que cuide do seu gato enquanto ele precisa viajar, e isso o coloca no meio de uma briga entre violentos mafiosos ucranianos e igualmente violentos judeus ortodoxos. E cada dia que se passa, Hank está mais envolvido, mesmo sem ter nada a ver com isso inicialmente.

O clima é meio Depois de Horas, do Scorsese. Em ambos os filmes, o protagonista quer voltar à sua vida normal, mas continua cada vez mais envolto em uma situação onde ele não queria estar. Aronofsky disse que foi coincidência, mas Griffin Dunne, protagonista de Depois de Horas, tem um papel aqui.

Aliás, Ladrões tem um elenco estelar, e todos estão muito bem. Austin Butler está muito bem, num papel bem diferente dos seus dois papéis famosos recentes, em Elvis e Duna. Confesso que não reconheci Griffin Dunne, quando subiram os créditos deu vontade de “rebobinar a fita” pra ver o personagem. Matt Smith está engraçadíssimo como o punk, e Liev Schreiber e Vincent D’Onofrio estão quase irreconhecíveis como os judeus ortodoxos. Também no elenco, Regina King, Zoë Kravitz, Nikita Kukushkin, Yuri Kolokolnikov, Bad Bunny, Carol Kane e Tenoch Huerta – o Namor da Marvel – tem uma ponta no finzinho do filme. Ah, passamos o filme todo ouvindo a voz da mãe do protagonista, mas ela só aparece em uma cena no meio dos créditos, e vemos que é a Laura Dern – não creditada. Por fim, o gato é interpretado por Tonic the Cat, em seu terceiro filme! (os outros foram Cemitério Maldito de 2019 e Feriado Sangrento).

Ladrões tem um bom ritmo. O clima é tenso, tudo se passa em alguns dias, e estamos sempre acompanhando as roubadas onde o protagonista está envolvido. O filme é bem violento, mas sabe equilibrar com alguns momentos bem engraçados.

Pra quem curte ver créditos: foram animados no ritmo da música e ficam mudando o tempo todo. Boa sacada.

Como falei no início, Ladrões não tem cara de Aronofsky. Mas reconheço que gostei desta nova faceta do diretor.

Rock Estrela

Crítica – Rock Estrela

Sinopse (imdb): Estudante de música clássica chega de Buenos Aires para morar com seu primo roqueiro no Rio de Janeiro. Entre festas repletas de rock and roll, ele precisa decidir entre sua namorada de infância, e a jogadora de vôlei Vera.

Depois de Bete Balanço, bora comentar Rock Estrela!

Assim como comentei no texto sobre o outro filme, tudo aqui é muito datado. Não dá pra ver um filme desses com a cabeça de hoje em dia. Precisamos nos lembrar de toda a conjuntura sociocultural da época. Aí pode virar uma boa experiência nostálgica.

Lançado em 1985, Rock Estrela é o segundo filme do Lael Rodrigues. O formato é bem parecido com seu filme anterior, Bete Balanço: muita música e pouca história. Talvez a maior diferença é que o primeiro filme tinha mais números de dança, enquanto este segundo tem mais trechos de shows.

Rock (Diogo Vilela), um músico careta, chega de Buenos Aires para morar com Tavinho (Leo Jaime), que tem uma banda de rock. Ele aguarda a namorada argentina, Graziela (Malu Mader), mas acaba se envolvendo com a jogadora de vôlei Vera (Vera Mossa). Isso tudo entre números musicais de gente como RPM, Metrô, Tokyo, Celso Blues Boy, e, claro, Leo Jaime.

A maior parte das atuações é bem ruim. Heu diria que só Diogo Vilela e Leo Jaime estão bem. Malu Mader, estreando no cinema, não está bem, mas pelo menos não atrapalha. Agora, Andrea Beltrão, Tim Rescala e Guilherme Karam estão muito mais caricatos do que o bom senso permite. E Vera Mossa, coitada, que bom que tinha um grande reconhecimento como atleta. Porque, como atriz, é péssima.

Achei excessiva a quantidade de “videoclipes” inseridos, contei 14 inserções de bandas tocando (inclusive três artistas argentinos). Ok, é legal, mas como rola durante todo o filme, chega a cansar. Foi muito, podiam cortar pelo menos metade dos números – principalmente porque a maior parte deles não tem nada a ver com a trama que está rolando.

O final é bem ruim. Vai rolar um jogo da Vera ao mesmo tempo que um show do Tavinho. No meio do show, aparecem as jogadoras de vôlei, o Rock, e também a Graziela – que antes estavam em locais diferentes! Mas até aí, ok, entra na onda de videoclipe que não precisa ter uma precisão temporal. Mas aí entra outro problema: no palco, em alguns takes, Rock está junto com a Graziela; em outros, com a Vera. Caramba, se metade do filme fala do grande dilema sobre qual das duas deveria escolher, o filme deveria ter se decidido. No final, acaba que aparentemente ele fica com as duas.

Assim como Bete Balanço, só vale pela nostalgia.

Os Roses – Até que a Morte os Separe

Crítica – Os Roses – Até que a Morte os Separe

Sinopse (imdb): O ciúme de um casal aparentemente perfeito irrompe quando a carreira profissional do marido implode, revelando rachaduras na fachada de sua vida familiar ideal.

Antes de ver a refilmagem, fui rever o original, que heu não via provavelmente desde a época. Lançado em 1989, A Guerra dos Roses trazia o mesmo trio de atores principais de Tudo Por uma Esmeralda e a Joia do Nilo, Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito, e por isso, na época, teve gente achando que era uma continuação. Mas não, nada a ver, é uma história completamente diferente.

Dirigido por DeVito, o filme contava a história de um casal antes apaixonado que aos poucos começa a se odiar cada vez mais. O humor é meio cartunesco, algumas coisas são muito exageradas. É uma comédia divertida, mas algumas coisas envelheceram bem mal – ele mata o gato dela, e depois o filme dá a entender que ela fez patê com o cachorro dele (aparece um cachorro, meio que pra limpar a barra, mas o filme não confirma nem sim nem não).

A direção agora é de Jay Roach, diretor dos três filmes do Austin Powers. Os Roses – Até que a Morte os Separe (The Roses, no original) não quer ser igual ao filme anterior. Na verdade, só o argumento é igual: casal antes apaixonado começa a se odiar cada vez mais. Mas todo o desenvolvimento é bem diferente, nem os personagens têm os mesmos nomes.

A refilmagem é mais “pé no chão”, as brigas são menos exageradas, o que combina mais com os dias de hoje. Inclusive, achei que as motivações para a separação aqui são melhor exploradas: ele a inveja por causa do sucesso profissional; ela o inveja por causa do maior contato com os filhos.

O melhor de Os Roses é o casal de protagonistas. Afinal, Benedict Cumberbatch e Olivia Colman são grandes atores, e é sempre agradável vê-los em tela. O carisma da dupla segura o interesse do espectador até o fim do filme. Já o resto do elenco é apenas ok. Allison Janney só aparece em uma cena; Andy Samberg aparece mais mas tem pouco espaço. Só não gostei da Kate McKinnon, que repete o mesmo estilo de piadas sem noção que ela costuma fazer em outros filmes.

Os Roses – Até que a Morte os Separe não é um grande filme, mas é uma diversão honesta. Pena que veio logo depois de Corra que a Polícia Vem Aí, que é bem mais engraçado.