Crítica – A Grande Viagem da Sua Vida
Sinopse (imdb): Um conto imaginativo de dois estranhos e a inacreditável jornada que os conecta.
Quando recebi o convite para a sessão de imprensa de A Grande Viagem da Sua Vida, fui ver o imdb. Pelas imagens coloridas e pela sinopse “um conto imaginativo”, “inacreditável jornada”, achei que tinha cara de ser algo fora da caixinha. Podia ser ruim com força, ou podia ser uma agradável viagem.
A notícia é boa. A Grande Viagem da Sua Vida é um filme romântico, mas com um pé no bizarro. Isso o diferencia de outros filmes românticos bestas, como o recente Amores Materialistas, que é tão “água de salsicha” que nem tive vontade de comentar aqui no heuvi.
(Ouvi gente dizendo que A Grande Viagem da Sua Vida é uma comédia romântica. Olha, tem algumas cenas engraçadas (ri alto na piada sobre a idade da Margot Robbie), mas não chamaria este filme de comédia. O drama é bem mais forte.)
Logo de cara o filme já flerta com o fantástico. Coisas surreais vão acontecendo com os personagens, tipo conversar com o GPS do carro ou encontrar portas mágicas espalhadas pela paisagem. Nunca tinha ouvido falar do diretor Kogonada, fiquei até curioso em procurar outros trabalhos dele. Gostei de como ele conduz a história, sem explicar o que está acontecendo. Apenas relaxe e se deixe levar.
Claro que o grande chamariz para o filme é o casal de atores principais, Margot Robbie e Colin Farrell. Ambos estão muito bem, e convencem em suas jornadas. E foi divertido ver Colin Farrell cantando num teatro musical de escola. Aliás, o filme todo é basicamente só com os dois – Phoebe Waller-Bridge tem um papel pequeno no início e no final do filme, e Kevin Kline tem uma participação tão rápida que nem reconheci quando ele apareceu.
Também queria elogiar a trilha sonora de Joe Hisaishi, com temas que às vezes lembram o minimalismo do Philip Glass. A fotografia também chama atenção.
Por ser “fora da caixinha”, vai ter espectador incomodado. Mas heu gostei do filme romântico com um pé no bizarro.