O Convite

Crítica – O Convite

Sinopse (imdb): O casamento de Joe e Angela está por um fio. Quando eles convidam seus enigmáticos vizinhos do andar de cima para um jantar, a noite toma rumos inesperados.

O Convite (The Invite, no original) é a refilmagem do espanhol Sentimental, de 2020, escrita e dirigida por Cesc Gay. Segundo a wikipedia, já houve versões produzidas na Itália, Suíça, França e Coreia do Sul. Heu nunca tinha ouvido falar, mas deu até vontade de ver o original espanhol (um conhecido meu viu e disse que esta versão americana é melhor).

O Convite se assemelha ao formato de teatro filmado. Tem uma introduçãozinha que nem é muito importante e logo depois todo filme se passa dentro de um apartamento, com apenas quatro atores, durante uma única noite – ou seja, dava para fazer isso num palco. Felizmente, a diretora Olivia Wilde teve boas sacadas de posicionamentos de câmera e o filme não fica com cara de peça de teatro.

O roteiro é escrito por Rashida Jones e Will McCormack (Cesc Gay está creditado também, pelo roteiro original). Heu não saberia dizer se o roteiro original tem todas as sacadas que acontecem aqui nesse, mas reconheço que esse roteiro é muito bem estruturado e muito bem escrito, com ótimos diálogos – além de trazer momentos muito engraçados. Detalhe que li no imdb: o monólogo do Hawk contando a história do seu nome foi escrito pelo ator Edward Norton; e a reação esculachada do personagem do Seth Rogen foi um improviso.

O roteiro é bom, mas heu diria que o melhor de O Convite são as as atuações dos quatro atores principais. Todos os quatro – Olivia Wilde, Penélope Cruz, Seth Rogen e Edward Norton – estão muito bem. Até o Seth Rogen, que costuma fazer sempre o mesmo personagem, está bem aqui.

A direção é da atriz Olivia Wilde, este é seu terceiro longa, depois de Booksmart (que não vi) e Não Se Preocupe Querida, que é um filme que heu gostei, mas muita gente não gosta. Mas com esse O Convite até agora não ouvi nenhuma crítica. Até quem não gostou de Não Se Preocupe Querida está elogiando o trabalho da diretora.

Tem um detalhe técnico que me incomodou um pouco: a trilha sonora às vezes está tão alta que atrapalha os diálogos, principalmente no início do filme. Entendo a proposta, sublinhar o desconforto, mas achei que ficou um pouco acima do que deveria.

O Convite estreou no circuito sem muito alarde, mas quando um filme “pequeno” agrada, continua em cartaz. Fui ver num cinema com quatro salas, as outras três estavam exibindo A Odisseia. Não sei se ainda está em cartaz, se estiver, recomendo!

Homem-Aranha: Um Novo Dia

Crítica – Homem-Aranha: Um Novo Dia

Sinopse (imdb): Um Peter Parker esquecido vive sozinho como Homem-Aranha em tempo integral, até que uma pressão crescente desencadeia uma mudança perigosa e um novo e poderoso inimigo surge.

Sim, estou atrasado, afinal Homem-Aranha: Um Novo Dia já estreou, já tem um monte de vídeos comentando sobre o filme. Heu me atrasei porque passei uns dias fora, mas por um certo lado acho uma boa ter atrasado, porque quero comentar sobre o novo vilão e isso é um spoiler. Vou fazer um vídeo comentando o filme sem spoilers, depois coloco aviso de spoilers e comento sobre o vilão. Se você ainda não sabe quem é o vilão e quer descobrir na hora do filme, então pare o vídeo naquele momento. Vamulá?

Quando surge um filme novo da Marvel, logo duas perguntas vêm à mente. Uma delas é: será que a Marvel vai voltar a ser o que já foi um dia? E a outra é: o que a gente precisa conhecer do MCU antes de ver esse filme? Vou começar meus comentários com esses dois pontos.

Vamos logo à boa notícia. Homem-Aranha: Um Novo Dia é um bom filme – talvez seja o melhor dos quatro filmes do Homem-Aranha no MCU. Se isso significa que a Marvel vai voltar a ser o que já foi um dia, não sei, porque a gente não sabe o que vai acontecer no futuro. Mas posso dizer que, individualmente, este é um bom filme. Ninguém vai se arrepender de ir ao cinema.

Sobre o que a gente precisa conhecer do MCU antes de ver este filme. Dois personagens secundários aqui não são apresentados porque a Marvel supõe que você já deveria saber quem são. Um deles é a Yelena Belova, irmã da Natasha Romanoff, a nova Viúva Negra, que estava nos filmes Viúva Negra e Thunderbolts*, e também na série do Hawkeye. Outro é Frank Castle, o Justiceiro, do seriado homônimo. Outros vilões com importância menor, Scorpion e os ninjas do Tentáculo, também aparecem sem um contexto prévio, mas isso não atrapalha o desenvolvimento do filme.

Homem-Aranha: Um Novo Dia foi dirigido por Destin Daniel Cretton, o mesmo de Shang-Chi. Cretton fez um belo trabalho. São várias cenas de ação, todas bem filmadas, e em cada um delas tem um “momento página dupla da HQ”, onde vemos, em câmera lenta, um momento épico da luta, com os personagens em poses heroicas. Essas cenas são muito boas e dão um toque especial às sequências de ação do filme.

O roteiro, escrito por Chris McKenna e Erik Sommers consegue um feito difícil: trabalha vários personagens, e consegue equilibrar perfeitamente a importância e o tempo de tela de cada um. Só não digo que o roteiro é perfeito porque tem uma falha que incomodou muita gente, e me incluo nisso: o Peter Parker está sozinho e aparentemente usa todo o seu tempo ajudando a polícia. De onde ele tira dinheiro para se sustentar? As outras versões do Miranha trabalhavam como fotógrafo jornalístico, mas este aqui não aparece nenhuma vez nesta função. Tudo bem que ele mora num lugar horrível, mas tem um equipamento super top com ele. Quem banca isso?

O elenco todo está muito bem. Tom Holland já é o Homem Aranha há dez anos, este já é o seu sétimo filme como Peter Parker (quatro filmes “solo”, mais Capitão América Guerra Civil, Vingadores Guerra Infinita e Vingadores Ultimato), e aqui ele mostra maturidade ao lidar com os problemas que o personagem passa. Ele mostra boa química com o Justiceiro do Jon Bernthal, as cenas com os dois são ótimas. Florence Pugh está sensacional, pena que aparece pouco. Mark Ruffalo também volta como Bruce Banner, assim como uma breve participação da Marisa Tomei como tia May num flashback. Zendaya e Jacob Batalon aparecem menos nesse quarto filme, mas quando aparecem também funcionam bem. Sobre o vilão, vou comentar depois…

Vamos aos spoilers?

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Homem-Aranha: Um Novo Dia tem um vilão misterioso, que consegue dominar as mentes das pessoas, e pula de corpo em corpo, quase como uma possessão demoníaca – o filme inclusive fala sobre essa possibilidade. Determinado momento a gente descobre quem consegue dominar mentes daquele jeito: nada menos que Jean Grey – sim, uma das principais dos X-Men!

Jean Grey já foi interpretada por Famke Janssen e Sophie Turner, em diferentes versões do grupo de super heróis mutantes. Agora quem assume o papel é Sadie Sink, que faz um ótimo trabalho (apesar de algumas cenas parecerem tiradas de Stranger Things).

Vai ter gente que vai se perguntar “ué, mas a Jean Grey não é do time dos mocinhos?”. Bem, na verdade descobrimos que ela não é extremamente uma vilã, ela está procurando a irmã dela, o vilão real é revelado logo depois. E a gente tem que se lembrar que a Jean Grey virou a Fênix Negra nas outras versões dos X-Men, ou seja, é coerente ela ter um pé na vilania.

FIM DOS SPOILERS!

Uma vantagem de escrever um texto atrasado é que posso comentar sobre a bilheteria. Homem-Aranha: Um Novo Dia está batendo recordes, foi a segunda maior bilheteria da história no fim de semana de estreia (atrás apenas de Vingadores Ultimato), só no primeiro fim de semana chegou quase ao bilhão de dólares. E como o filme é bom, deve trazer espectadores para ver mais de uma vez. Palmas para a Marvel, vamos torcer pra não saírem do trilho de novo.

Aumentaram as expectativas para o novo Vingadores, que estreará no fim do ano…

Normal

Crítica – Normal

Sinopse (imdb): A trama gira em torno de um xerife interino de uma cidade pequena que descobre mistérios sombrios após um assalto a banco local.

Escrito por Derek Kolstad, mesmo roteirista do primeiro John Wick, Anônimo foi uma boa surpresa. É um filme bem acima da média, e trazia um inspirado Bob Odenkirk em intensas cenas de ação. Ideias que trazem um bom retorno costumam ser repetidas. Não só tivemos Anônimo 2, como agora aparece este Normal, um filme que parece um spin off de baixa qualidade.

Ulysses vai para uma pequena cidade no meio da neve para ser xerife temporário, por apenas oito semanas. Mas um inesperado assalto a banco acaba revelando um perigoso segredo que os cidadãos da cidade Normal escondem. E agora toda a cidade está contra Ulysses.

A direção é de Ben Wheatley, um cara com um currículo curioso. Heu lembro que vi alguns filmes bem alternativos dele no início da carreira, como Kill List e Turistas; depois ele foi contratado para dirigir Megatubarão 2, que não tem nada a ver com os filmes do início da carreira dele. E esse Normal também não tem muito a ver com os outros filmes que ele fez, pelo menos na minha ou minha opinião.

Normal até começa bem. O clima do personagem do Ulysses descobrindo as rotinas da cidadezinha flui bem. O problema é depois do assalto ao banco, quando ele descobre a tal conspiração. Rola uma segunda parte onde Ulysses faz uma improvável parceria com o resto da cidade – sendo que ele já matou vários habitantes- e todos trabalham juntos como se fossem velhos amigos na fogueira cantando Kumbaya. Na boa, aquela parceria nunca rolaria daquele jeito!

Falemos sobre as sequências de ação. O fato de ser um filme escrito pelo Derek Kolstad e a gente lembrar que ele escreveu John Wick e Anônimo me fez ter uma certa decepção em um aspecto que boa parte do público vai deixar vai passar desapercebido – mas quem me acompanha aqui no heuvi vai entender. Anônimo e John Wick são filmes produzidos pela 87 North, que é uma produtora feita por dublês, e que sempre produz filmes com cenas de ação muito bem coreografadas e muito bem filmadas. Só que a produção aqui não é da 87 North, e as cenas de ação são bestas, não tem nenhuma luta bem coreografada – talvez só uma luta na cozinha entre o personagem principal e um antagonista, mas é uma luta curta e não chama a atenção como costuma acontecer nos filmes da produtora que citada.

Sobre o elenco, Bob Odenkirk está bem como sempre. Bom ator, carismático, e convence nas (poucas) cenas de ação. Além dele, o único nome relevante no elenco é Lena Headey, num papel menor.

Normal está em cartaz na Prime. Não é ruim, mas fica aquele gostinho de decepção pra quem viu Anônimo.

A Odisseia

Crítica – A Odisseia

Sinopse (imdb): Após a Guerra de Troia, Odisseu enfrenta uma viagem perigosa de volta a Ítaca, encontrando pelo caminho criaturas como o ciclope Polifemo, as Sereias e Calipso.

Heu nunca ganhei um Oscar. Mas desconfio que ganhar um Oscar deva abrir portas. Deve ser mais fácil seguir com um projeto complicado. Christopher Nolan ganhou dois Oscars por Oppenheimer, melhor diretor e melhor filme. Nolan é um cara que gosta de projetos grandiosos e complexos. Acho que ele deve ter aproveitado pra encarar um projeto ambicioso e desafiador: adaptar A Odisseia, clássico da literatura, escrito por Homero, e considerado um dos textos mais difíceis de se adaptar.

A Odisseia mostra a jornada de Odisseu, que depois de vinte anos na guerra de Troia, agora enfrenta dificuldades para voltar para casa. Ao mesmo tempo, sua esposa Penelope precisa lidar com pretendentes que que aguardam a confirmação de sua morte, e seu filho Telemaco procura saber se ele ainda está vivo.

O texto é clássico, meio que todo mundo conhece algo dessa história, mas… Mais do que um texto do Homero, este é um filme do Christopher Nolan. Temos uma história grandiosa, contada em ordem não cronológica, com um grande elenco, sublinhada por uma trilha sonora épica em tons graves. Aliás, existe um paralelo óbvio com a sinopse de Oppenheimer: ambos os filmes têm um protagonista que cria algo que acaba causando muitas mortes (a bomba / o cavalo de Troia), e depois passam boa parte do filme envoltos em dilemas éticos e morais.

A jornada do Odisseu tem algumas sequências bem legais. A sequência onde encontram a Circe é uma das melhores partes do filme. E gostei do conceito do ciclope gigante, em vez de um olho na testa, ele tem a cara meio torta, então seu nariz é inclinado, acompanhando o único olho. Isso sem falar do óbvio cavalo de Troia. Por outro lado, não gostei muito da parte onde encontram aquele pessoal de armadura metálica brilhante, com as árvores se movendo. Podiam ter explorado melhor aquele ambiente. E a parte das sereias teve uma boa sacada no som do filme, mas foi curta demais.

A parte técnica é um absurdo. A Odisseia é o primeiro longa inteiramente filmado com câmeras Imax, que são trambolhos difíceis de se manusear. Além disso, Nolan é um perfeccionista, então se preocupou com detalhes que talvez outros diretores deixassem passar. Pesquisaram o quanto tecidos e metais se deteriorariam ao longo de anos de exposição ao sal e à maresia, porque se Odisseu tinha que ficar 20 anos numa praia, as roupas e armas não poderiam continuar com aparência de novas. Outro detalhe: Nolan proibiu perucas e barbas falsas, porque ondas do mar poderiam descolar, ou seja, se o personagem tinha barba, o ator precisou deixar a barba crescer. O barco usado por Odisseu era de verdade, esse mesmo barco já cruzou o oceano Atlântico duas vezes, e todos do elenco daquelas cenas aprenderam a navegar.

O elenco é fantástico. Poucos filmes conseguem tanto star power junto; Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Charlize Theron, Zendaya, Robert Pattinson, Elliot Page, John Leguizamo, Mia Goth, Benny Safdie, Himesh Patel, Jon Bernthal, Lupita Nyong’o e Samantha Morton, entre outros. Por um lado isso é legal, mas o problema é que o fato de ter muitos personagens acaba atrapalhando o desenvolvimento de alguns deles – por exemplo, vemos que a Mia Goth teria mais história pra contar. Num elenco tão recheado, a impressão que fica é que metade ficou desperdiçado e a outra metade faz apenas o “feijão com arroz”. Acho que o único que realmente se destacou foi, por incrível que pareça, o John Leguizamo.

Existe um mimimi sobre parte do elenco. Tem uma galera dizendo que seria woke a inclusão de Lupita Nyong’o, Zendaya e Elliot Page. Não concordo, mas vou comentar. Sobre a Lupita, é bobagem, a Grécia é perto da África, não seria algo tão irreal ter uma mulher negra por lá (aliás, o elenco todo é multi-étnico). No lance do Elliot Page, o mimimi é porque rolou um boato que ele seria Aquiles, mas não é, é um soldado que tem importância secundária, e um personagem que precisava daquele porte físico. Já o mimimi da Zendaya como deusa Atena, discordo fortemente, achei uma ótima escolha. Explico porque na parte com spoilers.

São quase três horas de filme – Nolan gosta de filmes longos, e aqui realmente tinha muita história pra contar. Mas heu achei cansativo. Aquele diálogo na parte final entre Odisseu e Penelope é interminável! Além disso, não sei se é problema da história original ou da adaptação, mas achei o vilão Antinoo bem fraco. Odisseu não teria tanto motivo para odiá-lo.

Vou fazer um breve comentário sobre a Atena. É spoiler, então vamos aos avisos.

SPOILER!

Tem gente reclamando da Zendaya interpretando a deusa Atena. Mas, pela minha interpretação, a escolha foi perfeita. Vamulá. Em primeiro lugar, não sabemos se é uma deusa de verdade ou se é algo dentro da cabeça do Odisseu. Apenas sabemos que só ele vê a Atena, mais ninguém em volta a vê. Quando acontece a queda de Troia, Odisseu presencia o assassinato de uma jovem inocente – interpretada pela Zendaya. Pela minha interpretação, aquela figura que aparece não é uma deusa, e sim um trauma do passado do Odisseu, que o assombra todos os dias. Principalmente se a gente lembrar que não vemos nenhum outro deus, só a Atena. Pensando sob este ângulo, a escolha da Zendaya foi perfeita para o papel.

FIM DOS SPOILERS!

Até agora só elogiei, né? Poizé. A Odisseia é um bom filme. Mas achei fuén. Talvez por ser apenas um filme “correto”. Tudo está no lugar certo, mas, sei lá, faltou algo que me deixasse mais empolgado. Alguns filmes me deixam com vontade de rever assim que acaba a sessão, mas esse aqui não pretendo rever tão cedo.

20 Curiosidades que você não sabia sobre Quase Famosos!

20 Curiosidades sobre Quase Famosos que você não sabia!

Quase Famosos é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Lembro de ter visto no cinema, no Paissandu, e ter saído muito impactado da sessão. Comprei o dvd estendido, depois o blu ray estendido, e de lá pra cá já revi diversas vezes.

Já fiz uma crítica aqui, anos atrás. Hoje a proposta é diferente: uma lista de curiosidades sobre o filme. Duvido que você saiba de todas essas informações!

Claro, spoilers liberados a partir de agora. Mas, se você nunca viu, recomendo fortemente: veja!

Vamos a elas?

1-O filme é um relato semi autobiográfico da vida do diretor Cameron Crowe, quando ele era um jovem repórter da Rolling Stone. O grupo real com o qual Crowe fez sua primeira turnê foi The Allman Brothers Band. Gregg Allman não confiava nele e ficava perguntando se ele era um narcotraficante. Crowe sofreu um acidente de avião quase fatal enquanto viajava com The Who. O personagem de Russell Hammond é parcialmente baseado no Glenn Frey do Eagles.

2-Penny Lane pergunta a William se ele gostaria de ir para Marrocos com ela. Ele diz: “Sim… pergunte-me de novo.” De acordo com Cameron Crowe, “pergunte-me de novo” foi o ator Patrick Fugit saindo do personagem e pedindo pra Kate Hudson repetir suas falas, para filmar outro take. Crowe gostou e manteve essa frase na versão final.

3-Para parecerem uma banda de rock de verdade, os quatro atores do Stillwater ensaiaram quatro horas por noite, cinco noites por semana, durante seis semanas.

4-A maioria dos filmes tem orçamentos musicais de menos de 1,5 milhão de dólares. Este filme contou com mais de 50 músicas, com um orçamento musical de $3,5 milhões.

5-As músicas do Stillwater foram escritas por Peter Frampton (que também teve uma pequena participação no filme), Cameron Crowe, e sua ex-esposa Nancy Wilson (da banda Heart). Os créditos musicais atribuem a Russell Hammond e Stillwater como se fossem verdadeiros autores e intérpretes.

6-Os discos antigos que William recebeu no início do filme são, na verdade, do diretor Cameron Crowe, que ele guardou de sua juventude.

7-O guitarrista Mike McCready, do Pearl Jam, gravou a guitarra nas músicas do Stillwater. E Peter Frampton ensinou Billy Crudup como tocar guitarra nas cenas de shows.

8-Os papéis de Russell Hammond e Penny Lane foram originalmente escritos para Brad Pitt e Sarah Polley. Polley desistiu para trabalhar em seu próprio projeto, o filme canadense de baixo orçamento Uma Chance Para o Amor (2000). Pitt trabalhou com Crowe por meses antes de finalmente admitir que não conseguia o que o papel pedia. Kate Hudson tinha sido originalmente escalada como irmã de William.

9-A agenda de Philip Seymour Hoffman só permitia que ele ficasse no set por quatro dias. Ele estava gripado o tempo todo.

10-Fairuza Balk fala “Does anybody remember laughter?” (“Alguém se lembra do riso?”). É uma referência a uma frase que Robert Plant (do Led Zeppelin) costumava dizer em shows quando tocavam Stairway to Heaven.

11-Dennis Hope avisa para a banda: “Se você acha Mick Jagger vai estar em turnê quando tiver 50 anos…”. Jagger tinha 57 anos quando o filme foi lançado e ainda está ativo e em turnê em 2026, aos 83 anos.

12-Aos 18 anos, o diretor Cameron Crowe escreveu o encarte do “Frampton Comes Alive!”, disco do Peter Frampton. Frampton retribuiu o favor aqui, atuando como consultor musical para o filme.

13-Jason Lee disse que imitou os movimentos do Paul Rodgers, vocalista do Free e Bad Company (e da versão 2008 do Queen), para retratar com precisão o astro do rock Jeff Bebe. Seu objetivo era “não ser uma paródia”.

14-Quando Penny Lane leva William ao hotel para conhecer Stillwater, um reflexo no para-brisa lembra a capa do Pink Floyd, do álbum “Dark Side of the Moon”.

15-O Lester Bangs real morreu de overdose de drogas em uma idade bastante jovem. Estranhamente, Philip Seymour Hoffman, que o interpreta neste filme, também morreria mais tarde de overdose de drogas, também bem jovem.

16-Peter Frampton interpreta um roadie do Humble Pie. Na vida real, Frampton foi membro do Humble Pie de 1969 a 1971.

17-Jon Favreau e Jack Black fizeram teste para o papel de Lester Bangs.

18-Estreia cinematográfica de Eric Stonestreet, e de Jimmy Fallon.

19-Jerry Cantrell, guitarrista e vocalista do Alice in Chains, era a primeira escolha de Cameron Crowe para o papel do baixista do Stillwater, Larry Fellows. Cantrell recusou o papel porque estava ocupado escrevendo as músicas de seu disco solo de 2002, “Degradation Trip”. Cantrell disse em uma entrevista de 2002 que lamentava ter recusado o papel, mas esperava que Crowe o considerasse para outro filme. Cantrell já havia aparecido em dois filmes dirigidos por Crowe, Vida de Solteiro (1992) e Jerry Maguire: A Grande Virada (1996).

20-Quando Russell entra no quarto de William, William está dormindo em sua cama, em uma pose semelhante à de Marty McFly em De Volta para o Futuro. Isso não significa apenas que a aventura acabou e William está de volta ao mundo real, mas também é uma homenagem ao produtor Spielberg e à Dreamworks, que ajudaram a fazer o filme.

A Morte do Demônio: Em Chamas

Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

Sinopse (imdb): Após a perda do marido, uma mulher busca consolo junto à família dele. À medida que eles se transformam, um a um, em Deadites, ela descobre que os votos que fez em vida perduram mesmo após a morte.

E vamos para mais um Evil Dead…

Sou muito fã dos três primeiros Evil Dead. Acho perfeito o equilíbrio entre terror, trash e comédia – o segundo filme é, na minha humilde opinião, uma das melhores comédias de humor negro da história do cinema. Gosto até do terceiro filme, que tem muita gente que despreza.

Em 2013 resolveram rebootar a franquia, mas, infelizmente, deixaram a galhofa de lado. O Evil Dead do Fede Alvarez é um bom filme de terror, mas é um filme sério, não deveria se chamar “Evil Dead”. Isso se repetiu no filme de 2023, dirigido por Lee Cronin, A Morte do Demônio: A Ascensão. Ou seja, heu já desconfiava que este sexto filme, A Morte do Demônio: Em Chamas, ia seguir o mesmo caminho. Pro espectador curtir tem que esquecer que é Evil Dead.

Depois dessa longa introdução, vamos ao filme. Os deadites agora parece que têm um alvo específico, uma família, e aproveitam um momento de isolamento dessa família para atacar.

A direção é de Sébastien Vanicek, do irregular Infestação, que traz um filme violento, cheio de gore – e até com algumas cenas engraçadas, mas, como era de se esperar, sem a galhofa dos filmes clássicos. Mas preciso elogiar algumas coisas na direção. Gostei de alguns takes onde o diretor gira a câmera e muda o eixo do “chão” – tem um take que começa na banheira e termina no teto que é bem legal. E tem um plano sequência sensacional acompanhando uma personagem enquanto o caos acontece em volta dela – só essa cena já vale o ingresso.

A Morte do Demônio: Em Chamas tem muita violência e muito gore. E algumas cenas misturam isso com humor. Tem uma cena, envolvendo uma dentadura, que é, ao mesmo tempo, engraçadíssima, e uma das coisas mais nojentas que vi no cinema nos últimos tempos.

Atenção, agora um aviso, que alguns podem considerar spoiler, mas acho importante falar. Se você gosta de cachorros, não sei se este é um filme para você. Algumas linhas não deveriam ser cruzadas, e A Morte do Demônio: Em Chamas cruza. Não foi legal isso.

Como aconteceu nos filmes anteriores, A Morte do Demônio: Em Chamas não tem atores famosos no elenco, e todos funcionam para o que o filme pede. Pra não dizer que não tem ninguém conhecido, Erroll Shand, que faz o pai, estava em Pequenos Segredos, filme nacional que representou o Brasil no Oscar de 2017. E, minha memória maluca, lembrei do nome da Souheila Yacoub em Climax.

Preciso falar mal de um detalhe do roteiro, mas antes, o aviso de spoilers.

SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!

Logo na primeira parte do filme, quando acontece o velório que reúne a família, tem um furo grande no roteiro. O caixão é levado para uma sala onde será cremado, mas em vez disso, o caixão é quebrado e um funcionário acaba morrendo. Ia ter uma investigação! A família não ia seguir tranquilamente, como se nada tivesse acontecido! E o pior é que é um problema fácil de se resolver: era só criar um incêndio, e mostrar a dona do local do velório tratando com os bombeiros…

FIM DOS SPOILERS!

Fiquem até o fim dos créditos! É um “esquema Marvel”: uma cena depois dos créditos principais, e outra lááá no final de tudo.

As Ovelhas Detetives

Crítica – As Ovelhas Detetives

Sinopse (imdb): Todas as noites, um pastor lê em voz alta uma história de mistério e assassinato, fingindo que suas ovelhas conseguem entender. Quando ele é encontrado morto, as ovelhas percebem imediatamente que se trata de um assassinato e acreditam saber tudo sobre como resolvê-lo.

As Ovelhas Detetives estava na minha lista de expectativas para 2026. Na verdade, era mais pela curiosidade com o elenco de vozes escalado para as ovelhas. Mas quando o filme foi lançado aqui, em vez de sessão de imprensa, teve pré estreia no fim de semana, aberta pra crianças. Aí meio que desanimei, porque o tratamento que a assessoria deu ao filme dava a impressão de que o filme teria uma abordagem muito infantil – e ainda ia perder as vozes originais na sessão dublada em português.

Aí o filme apareceu na Prime e resolvi arriscar. Caramba, que surpresa agradável! As Ovelhas Detetives é bem melhor do que parecia!

Ok, não estamos falando de um “novo clássico”, de um filme “obrigatório” (como, por exemplo, Uma Aventura Lego ou Tico e Teco e os Defensores da Lei, filmes que são muito melhores do que o que parecem ser). Mas As Ovelhas Detetives é leve e divertido, e traz um bem sacado whodunit no roteiro.

(Pra quem não sabe, whodunit é aquele estilo de narrativa de filme, livro ou peça teatral, onde acontece um crime e temos vários possíveis culpados, e o espectador / leitor precisa juntar peças soltas pra tentar descobrir o culpado. Os recentes filmes da série Knives Out são bons exemplos.)

George Hardy é um pastor que trata suas ovelhas com carinho, quase como se fossem humanos. Inclusive, gosta de ler livros policiais para o rebanho. Quando ele aparece morto, as ovelhas – que conversam entre elas – resolvem descobrir quem é o assassino. O problema é que os humanos não entendem o que elas falam.

As Ovelhas Detetives é baseado no livro Three Bags Full, lançado em 2005, e é dirigido por Kyle Balda, que até agora só tinha dirigido longas de animação, como Minions e Meu Malvado Favorito 3. Phil Lord e Christopher Miller (Uma Aventura Lego, Devoradores de Estrelas) estão na produção, mas não sei o quanto eles interferiram no projeto.

O roteiro constrói bem o whodunit, mas algumas partes aqui e ali lembram que esse é um filme para crianças – a explicação da tinta verde na mão soou forçada demais. Nada grave, felizmente.

Não costumo reclamar de efeitos especiais, mas achei os efeitos aqui bem fracos. Algumas ovelhas parecem muito mal feitas. Não chega a atrapalhar, mas, com a tecnologia atual, podiam ser mais convincentes.

Por outro lado, o elenco é bem acima da média. Hugh Jackman seria o principal, mas seu personagem sai cedo da trama (segundo o imdb, ele filmou todas as suas cenas em dez dias). Emma Thompson faz a advogada, e o “He-Man” Nicholas Galitzine também tem um papel importante. E, entre as ovelhas, temos Julia Louis-Dreyfus, Patrick Stewart, Bryan Cranston, Regina Hall, Bella Ramsey, Chris O’Dowd e Brett Goldstein, entre outros.

As Ovelhas Detetives não vai mudar a vida de ninguém. Mas quem assistir não vai se arrepender.

Segredo Obscuro

Crítica – Segredo Obscuro

Sinopse (imdb): Desesperada para retomar a carreira, uma atriz outrora adorada é atraída para o mundo glamoroso de uma magnata do bem-estar, apenas para descobrir a verdade monstruosa por trás de sua fachada impecável.

O sucesso de A Substância, de 2024, abriu caminho pra outras produções com temas parecidos. Este Segredo Obscuro (Shell, no original) guarda semelhanças no tema e na abordagem do body horror. Pena que o resultado ficou bem inferior.

Dirigido por Max Minghella (filho de Anthony Minghella, diretor ganhador do Oscar por O Paciente Inglês), Segredo Obscuro é de 2025 e podia ter sido lançado antes. Mas depois da sessão, descobri por que adiaram a estreia. O filme é bagunçado demais.

Segredo Obscuro tem uma premissa bem parecida com A Substância. Samantha é uma atriz com dificuldade de conseguir papéis por causa da idade. Ela então começa um tratamento que promete retardar o envelhecimento. Claro que coisas vão dar errado no meio do caminho.

Gosto muito da Kate Hudson, mas sua personagem aqui, Zoe, é bem ruim. Uma milionária como ela não teria nenhum motivo pra se aproximar daquele jeito da Samantha. Se pelo menos a trama indicasse alguma tensão sexual entre as duas, talvez até ajudasse a convencer o espectador. Mas daquele jeito, só amizade, ficou artificial demais.

Além disso, uma empresa que traz efeitos colaterais tão graves pra todos seu usuários não conseguiria crescer daquele jeito. Digo mais: quando Samantha tem um efeito colateral grotesco diante da imprensa, seria bem difícil de esconder. E o roteiro simplesmente esquece disso.

Sabe o que ia melhorar o filme? Se a direção assumisse um clima trash. Temos uma vilã caricata e um monstro. Se o filme tivesse uma pegada trash, na linha de filmes B tipo os filmes do Stuart Gordon, como Re-Animator ou From Beyond, ia virar algo descompromissado e divertido. Ia ser bem melhor.

O elenco é bom. Elisabeth Moss convence no papel da atriz que passou um pouco da idade e luta pra voltar ao mercado. Já Kate Hudson tem carisma, mas o roteiro lhe entregou uma personagem caricata. Kaia Gerber, filha da Cindy Crawford, tem o terceiro maior papel. E Elizabeth Berkley, de Showgirls, aparece na sequência inicial.

(Uma curiosidade de bastidores sobre a protagonista Elisabeth Moss. Ela passa o filme usando roupas largas. Achei que sua personagem ia emagrecer com o tratamento e depois ela apareceria com roupas mais justas, mas isso não acontece. Sabe por que? A atriz estava grávida durante as filmagens…)

Segredo Obscuro não chega a ser “revoltantemente ruim”, mas o resultado ficou decepcionante…

Supergirl

Crítica – Supergirl

Sinopse (imdb): Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, une forças com um aliado improvável em uma jornada interestelar de vingança e justiça, quando um adversário inesperado ataca muito perto de casa.

Heu lembro quando tinham poucos filmes de super-herói por ano. Em 2000 tivemos o primeiro X-Men; em 2002 foi a vez do primeiro Homem Aranha – dois filmes em três anos. E aí começou a ter mais, a ponto de chegar a cinco ou seis filmes de super-herói no mesmo ano. Chequei agora no google, entre 2017 e 2019 foram 21 grandes lançamentos de filmes de super-heróis nos cinemas. É claro que se existe uma quantidade tão grande, a qualidade diminui.

Nesse cenário de muitos filmes de super-herói surge o filme da Supergirl, que é apenas mais um filme de super-herói. É ruim? Não. Mas é tão fuén vai ser esquecido logo logo.

Kara Zor-El, a Supergirl, personagem introduzida no filme do Superman, está comemorando seu aniversário de 23 anos, meio solitária (sua única companhia é o cachorro Krypto), ficando bêbada todas as noites. Seu destino acaba acaba cruzando com uma adolescente que perdeu a família e quer vingança.

O problema deste filme da Supergirl é que não tem nenhuma novidade, a gente já viu isso tudo antes várias vezes – e melhor contado. Vou além, o clima parece Guardiões da Galáxia, filmes dirigidos pelo James Gunn, que é produtor aqui: temos uma protagonista meio rebelde, um pouco anti-heroína, vagando por vários planetas esquisitos e com personagens esquisitos.

A direção é de Craig Gillespie, mas parece um “filme de produtor”. Digo isso porque Gillespie tem dois filmes no currículo que acho bem legais, Eu Tonya e Cruella, que são bem diferentes de Supergirl – que, como disse, se aproxima mais de Guardiões da Galáxia

(Aliás, curioso lembrar que tanto Guardiões da Galáxia quanto Cruella têm boas trilhas sonoras usando músicas pop, e aqui a trilha sonora é bem insossa. Acho que o único destaque nesse aspecto é a cena onde tocam Garota de Ipanema e What A Wonderful World.)

Se o filme é genérico, o roteiro fraco não ajuda. Se a gente parar pra pensar, vai encontrar um monte de inconsistências aqui e ali. Um exemplo: se o vilão Krem fazia parte de um grupo que sequestra jovens mulheres, por que diabos ele deixa a menina que vai pedir ajuda à Supergirl? Isso sem falar que o poder da kryptonita é mais forte ou mais fraco dependendo do que o roteiro pede…

Milly Alcock funciona como a Supergirl, ela precisa entender sua posição como super-heroína, afinal ela não é e nem quer ser boazinha como seu primo Superman. Eve Ridley, que faz Ruthye, a personagem adolescente, também está ok. Por outro lado, heu queria fazer duas críticas. Uma ao vilão Krem de Matthias Schoenaerts, que é um vilão bem besta. A outra é ao Lobo, personagem do Jason Momoa, caricato ao extremo, e se você tirar esse personagem, nada muda no filme.

Vou além, a cena onde a gente conhece o personagem Lobo é uma cena que não faz sentido. Kara, sozinha, bate em dezenas de pessoas que estão num bar, e depois que ela bateu em todo mundo, o Lobo acende um charuto e age como se nunca a tivesse visto, como se não estivesse presente. Ele não podia estar escondido num canto naquela cena.

O filme é ruim? Não, não é ruim, mas, repito, a gente já viu isso outras vezes, é um filme genérico e que vai ser esquecido daqui a pouquinho. Os fãs da DC mereciam um tratamento melhor, desse jeito a DC nunca vai alcançar o que a Marvel conseguiu com MCU.

6 Filmes (e uma série) de Futebol

6 Filmes (e uma série) de Futebol

Época de Copa do Mundo, o Brasil inteiro só quer saber de futebol. Resolvi então fazer uma listinha de alguns filmes (e uma série) ligadas ao velho esporte bretão.

Não vejo muitos documentários, então deixei de fora.

Os filmes não seguem uma ordem específica.

Um Time Show de Bola

Estava na dúvida se deveria incluir a animação argentina Um Time Show de Bola, do Juan Jose Campanella, afinal, são jogadores de totó. Mas como os bonecos ganham vida e entram em campo, tá valendo.

Quem Fizer Ganha

O time da Samoa Americana entrou na história por ter levado a maior goleada da história das eliminatórias: perdeu de 31 a zero para a Austrália em 2001. E o sonho dos caras não era ganhar um campeonato, mas simplesmente marcar um único gol. Dirigido por Taika Waititi e estrelado por Michael Fassbender.

Fuga Para A Vitória

Prisioneiros de guerra aliados na Segunda Guerra Mundial aceitam disputar uma partida de futebol contra a seleção nazista. Enquanto os alemães planejam usar o jogo como propaganda, os prisioneiros usam o evento para executar um ousado plano de fuga. Dirigido por John Huston e estrelado por Sylvester Stallone, Michael Caine, Max Von Sydow – e Pelé!

Driblando o Destino

Uma jovem indiana britânica de 18 anos, apaixonada por futebol, sonha em seguir os passos de seu ídolo, David Beckham, e se tornar uma jogadora profissional. Traz Keira Knightley ainda adolescente, antes da fama.

Shaolin Soccer

Um mestre do Kung Fu Shaolin com um chute poderoso reúne seus cinco irmãos de treino para formar um time de futebol improvável, misturando artes marciais e habilidades sobre-humanas para vencer um campeonato nacional. Bobagem divertida.

Ted Lasso

Sim, não costumo falar muito sobre séries, mas essa vale a pena. Um carismático treinador de futebol americano é contratado para gerenciar um time de futebol na Inglaterra. Embora não entenda o esporte, seu otimismo, empatia e inteligência emocional transformam a equipe, conquistam a cidade e revolucionam a vida de todos ao seu redor.

Goal of the Dead

Claro, estamos no heuvi, então aqui sempre tem espaço pra filmes alternativos que quase ninguém conhece. Encerro minha lista com Goal of the Dead, filme francês de 2014 que mistura futebol com apocalipse zumbi.