Adrenalina 2

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Adrenalina 2

O primeiro Adrenalina é um divertido e taquicárdico filme de ação de 2006. Uma trama improvável: Chev Chelios (Jason Statham) é envenenado, e pra se manter vivo, tem que manter a adrenalina alta – se o coração reduzir os batimentos, ele morre. Ou seja, o filme é uma correria só, exagerado e absurdo do início ao fim. Daqueles que se a gente deixar o cérebro de lado, se diverte à beça.

O fim do primeiro filme não deixa muito espaço pra continuações. Mas quem quer uma história lógica e coerente aqui? Simplesmente o segundo filme começa de onde o outro terminou, e continua no  mesmo ritmo frenético de antes! Sem explicar nada! Afinal, pra que explicações? 😀

Insana. É uma boa palavra pra descrever a ação aqui. Tudo está tão exagerado quanto no primeiro, ou mais ainda. A diferença está no título original: Crank: High Voltage. Aqui ele precisa tomar choques pra continuar com a correria!

E rola correria, brigas, tiros, tudo o que um filme desses pede. Ninguém ficará desapontado.

O elenco traz de volta Amy Smart no mesmo papel, e ainda tem participações de Corey Haim, Geri Halliwell e David Carradine. E Bai Ling, histérica, está ótima!

Quem gostou do primeiro, pode ir ao cinema sem medo nesta continuação. Quer dizer, não sei se alguém vai esperar pra ver no cinema… Afinal, o filme foi lançado lá fora em abril, e a previsão aqui é 18 de setembro. Antes disso, só via torrent.

E depois reclamam da pirataria…

Corrida Mortal

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Corrida Mortal

Como já disse em outra ocasião, o espectador tem que saber o que esperar do filme que vai assistir. Se você vai ver uma refilmagem de uma produção trash produzida pelo Roger Corman nos anos 70, não procure um novo Kubrik, e as chances de diversão serão bem maiores!

Em 2012, uma violenta corrida de carros dentro de uma grande penitenciária é sucesso absoluto entre transmissões pagas. Jensen Ames (Jason Statham), preso injustamente, é convidado para tomar o lugar de um corredor morto. E aos poucos descobre que caiu numa cilada.

O diretor Paul W.S. Anderson nos deu o divertido Resident Evil (além de dirigir o primeiro, ainda escreveu toda a trilogia), mas depois escorregou ao dirigir o primeiro Alien vs Predador. Mas aqui ele volta a acertar a mão!

O filme é excelente dentro do que se propõe: boas cenas de corridas de carro, muita pancadaria, muitos tiros e muitas explosões. De quebra, tem ainda bastante sangue e algumas mortes bem gráficas. “Ah, mas a história é inverossímel e é cheia de clichês!” Claro que sim. Mas o filme nunca se propôs revolucionário…

Existe o “colesterol bom” e o “colesterol ruim”, certo? Pois é, pra mim, aqui tem o “clichê bom”. Por exemplo, a cena em que aparecem os co-pilotos é sensacional: um ônibus vem da penitenciária ao lado – penitenciária feminina – e, em câmera lenta, saem várias mulheres gostosas, todas de shortinho e balançando longas cabeleiras! Não é genial?

Isso sem contar com a ótima atriz Joan Allen (A Outra Face), que já foi indicada ao Oscar 3 vezes, mas aqui exerce o direito de ser canastrona como a malvada diretora da penitenciária!

Deixe seu cérebro de lado e divirta-se!

Revolver

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Revolver

Quando Quentin Tarantino lançou Cães de Aluguel e Pulp Fiction, um novo estilo foi criado em Hollywood. Personagens marginais e esquisitos, trilha sonora cool, edição ágil, violência estilizada… Então apareceram vários seguidores deste estilo. Um dos melhores que estão por aí é o Guy Ritchie.

Guy Ritchie surgiu no fim dos anos 90, com o ótimo Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes, e logo depois fez Snatch, que seguia a mesma linha de tramas rocambolescas e personagens bizarros. Aí houve um grande erro em sua carreira profissional: se casou com a Madonna e fez Swept Away, que foi execrado por crítica, público e fãs. Aí ano passado apareceu RocknRolla, e pensei “legal, Guy Ritchie está de volta!”

Mas teve esse filme, Revolver, no meio do caminho… Revolver é de 2005, mas foi mal lançado por aqui (se é que foi lançado), e acho que só chamou atenção agora… Tanto que os camelôs de Copacabana estão vendendo o piratão junto com os lançamentos!

Jason Statham interpreta Jake, um ex-presidiário que quer se vingar de Macha, um grande gangster, interpretado por Ray Liotta.

Mas sabe qual é o problema aqui? A história é confusa demais! Quando o filme acaba, não sabemos exatamente quem é quem, e qual é o papel de cada personagem!

Como achei tudo muito estranho, foi procurar no imdb informações sobre o filme, e descobri que metade do público achou o filme ruim porque é confuso demais; a outra metade adorou justamente porque o filme não conclui nada…

Bem, heu fico com a metade que não gostou. Se vou ver um filme de gangsters no submundo do jogo e do crime, não quero encontrar um filme cabeça…

Mesmo assim, não é um programa ruim. É só se deixar levar pelo filme, sem se preocupar com explicações… Afinal, algumas cenas são bem legais, como a parte em desenho animado no meio do filme (mais alguém pensou em Kill Bill?), ou o tiroteio no restaurante…