Espelho, Espelho Meu

Crítica – Espelho, Espelho Meu

Depois de Branca de Neve e o Caçador, vamos ao outro filme sobre a Branca de Neve…

A história é a de sempre: órfã, Branca de Neve mora com sua madrasta, a Rainha Má. Quando Branca completa 18 anos, a Rainha tem planos para matá-la, e ser a mais bela do reino.

Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror, no original) foi dirigido por Tarsem Singh, o mesmo de A Cela e Imortais. Por aí, a gente já consegue antecipar como será a sua versão do conto da Branca de Neve. Cenários grandiosos e estilizados, tudo muito cheio de pompa, tudo meio… carnavalesco. Singh é uma espécie de Joãosinho Trinta hollywoodiano.

Pra quem gosta do estilo, Espelho, Espelho Meu nem é ruim. Heu, particularmente, achei tudo muito plástico, muito artificial. Esse visual estilizado e farsesco até combina com alguns tipos de filmes, mas não gostei muito do resultado aqui.

A comparação com Branca de Neve e o Caçador é inevitável, né? Afinal, foram dois filmes simultâneos trazendo versões para o mesmo conto dos Irmãos Grimm… Bem, Branca de Neve e o Caçador foi lançado um pouco depois, mas é bem melhor que este Espelho, Espelho Meu – apesar da Kristen Stewart ser uma péssima Branca de Neve.

Sobre o elenco: Julia Roberts está bem como a Rainha, ela tem umas boas tiradas irônicas. Mas preferi a Rainha da Charlize Theron – enquanto Julia é má e ao mesmo tempo engraçada, Charlize é má “de verdade”. Já Lily Collins está melhor que Kristen Stewart. Mas aí também é covardia, qualquer uma seria melhor que Kristen… Ainda no elenco, Nathan Lane, Armie Hammer (o gêmeo Winklevoss de A Rede Social), Mare Winningham e uma ponta de Sean Bean. Todos estão no limite da caricatura, mas pelo estilo do filme, até que funciona.

Novo parágrafo para falar dos anões. Se em Branca de Neve e o Caçador os anões eram interpretados por atores “normais” alterados digitalmente, aqui são sete atores anões, quase todos desconhecidos (acho que só reconheci Martin Klebba, da série Piratas do Caribe). E eles têm boa química juntos, fazem um bom time. Ponto positivo!

Ainda preciso falar do número musical bollywoodiano que encerra o filme. Sei lá, achei que não teve nada a ver. Achei meio fora de propósito.

Ainda me falaram de outra versão, mais antiga, com a Sigourney Weaver como Rainha Má. Vou procurar…

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Imortais

Crítica – Imortais

Onze anos atrás, lembro do filme A Cela, que tinha um visual belíssimo mas era raso como um pires. O diretor Tarsem Singh agora está com filme novo – o que podemos esperar?

Secretamente escolhido por Zeus, Teseus precisa enfrentar o cruel rei Hyperion, que procura o Arco de Épiro para libertar os Titãs e assim se vingar dos deuses do Olimpo.

Imortais nem é ruim. Mas tampouco é bom. Parece uma versão requentada de 300 (coincidência ou não, dos mesmos produtores), mas com uma história mais fraca, e também mais bagunçada.

Parece que resolveram chutar o balde no que diz respeito à mitologia grega. Não sou um grande entendido no assunto, mas até onde sei, Teseu não era um camponês bastardo. E não gostei de terem avacalhado a história do Labirinto e do Minotauro. Cadê a Ariadne, aquela que entregou o fio pra guiar Teseu?

Outra coisa que ficou ruim foi o Olimpo, com deuses sem expressão e que parecem saídos de um programa tipo Malhação. Mais: não tenho nada contra Luke Evans, mas um garotão imberbe não pode ser Zeus – principalmente pra quem viu Laurence Olivier no mesmo papel (no Fúria de Titãs de 1981)!

A direção de arte é realmente o que o filme tem de melhor. Algumas das batalhas valem o ingresso – gostei ver os deuses brigando em câmera lenta. Os grandiosos cenários estilizados também são muito bem feitos.

O elenco é cheio de nomes “médios”. Henry Cavill tem potencial para se tornar uma grande estrela ano que vem – ele é o novo Super Homem (basta saber se o novo filme vai ser mais parecido com o fraco Superman Returns de 2006 ou com o ótimo Batman de Christopher Nolan). Mickey Rourke ainda está procurando o caminho para retomar sua carreira, seu vilão malvadão nem ficou ruim. Freida Pinto, de Quem Quer Ser um Milionário, está ok como Phaedra, mas me questiono se uma atriz indiana foi a melhor escolha para um papel grego. Ainda no elenco, John Hurt, Isabel Lucas e Stephen Dorf.

No fim, fica a dica: se você curte um visual caprichado, pode gostar de Imortais. Mas não espere muito mais do que isso.

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