Fim de Semana Macabro

Crítica – Fim de Semana Macabro

Sinopse (Festival do Rio): Nikiya é uma órfã que se sente sozinha e anseia por uma família. Ela começa a encontrar um senso de pertencimento em seu noivo, Luke, e insiste para conhecer a família dele, que resiste à ideia. Para agradá-la e por amor a ela, Luke finalmente faz o sacrifício. Na visita à cidade natal dele, no interior, ao conhecer as pessoas, Nikiya descobre a verdade por trás do afastamento de Luke, revelando dinâmicas familiares obscuras e conflitos, transformando a viagem num pesadelo.

Já tinha ouvido falar de Nollywood, a indústria cinematográfica da Nigéria, mas nunca tinha visto nenhum filme de lá. Quando vi na programação um terror nigeriano, fui logo ver.

Um casal de namorados está planejando o casamento, mas ela insiste em conhecer a família dele. Relutante, ele aceita viajar com ela pra eles passarem um fim de semana com a família dele. E claro que tem algo de errado com a tal família.

Dirigido por Daniel Oriahi, Fim de Semana Macabro (The Weekend, em inglês) chamou a atenção por ser o primeiro (e até agora único) filme nigeriano a ser selecionado pelo Tribeca Festival, em Nova York. E é bom? Bem, vamos por partes. A ideia é boa, mas achei mal desenvolvida.

Quase sempre defendo que um filme original é melhor que uma refilmagem. São raros os casos de refilmagens melhores. Mas aqui acho que seria benéfico. Porque Fim de Semana Macabro tem erros básicos, vou citar dois exemplos. Um é erro de edição: um personagem está com as duas mãos para a frente – corta pra uma personagem falando “abaixe a arma” – corta pro primeiro personagem abaixando os braços e pegando uma arma. Caramba, era só trocar os takes! Outro erro, de sonorização: a gente sabe que muitos dos sons que a gente ouve são colocados depois, não eram sons que estavam acontecendo no set. Até aí, ok. O problema é que aqui alguns efeitos sonoros ficaram desproporcionais, como alguém apoiando um copo numa mesinha e o som é de vidro sendo arrastado; ou uma cena onde cortinas balançam ao vento, e o som do vento parece ondas em uma praia.

Algumas atuações também não são boas, como o pai do protagonista. Mas isso também acontece muito no cinema em geral…

O roteiro também tem algumas coisas que não fazem muito sentido, tipo o cara ser aprisionado, sem camisa, e só verem sua “marca de família” logo antes do momento onde ele seria executado. Ok, o espectador precisa saber da colheita, mas podiam ter contado de outra forma. E isso porque não estou falando de um fim de semana que dura vários dias…

Apesar desses problemas técnicos, achei uma boa experiência. O grande segredo guardado pelo roteiro não chega a ser um plot twist porque já era meio previsível, mas mesmo assim a história flui bem, o filme tem um bom ritmo. Só achei que podia ter um pouco mais de gore…

Fim de Semana Macabro foi um grande sucesso quando lançado nos cinemas nigerianos ano passado, e é recordista de indicações no Africa Movie Academy Awards, com 16 indicações – ganhou 4, incluindo melhor filme. Não tem cara de filme que vai ser lançado por aqui…

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