M3gan 2.0

Crítica – M3gan 2.0

Sinopse (imdb): Dois anos após o incidente M3GAN, Gemma ressuscita sua boneca IA para enfrentar Amelia, um robô militar criado por contratantes que roubaram a tecnologia de M3GAN.

O primeiro M3gan já não foi grandes coisas. Aí anunciaram uma continuação, com o mesmo elenco, o que me parecia ser uma péssima ideia – afinal, no fim do primeiro filme, a boneca tenta assassinar a família e é destruída. Entendo uma corporação gananciosa querer vender uma nova boneca, mas não entendo como a família vai se arriscar de novo. Por causa disso, fui ao cinema com zero expectativas.

E preciso dizer que me diverti. Dirigido pelo mesmo Gerard Johnstone do primeiro filme, M3gan 2.0 não chega a ser exatamente “bom”, mas é muito divertido!

Logo de cara, na sequência inicial, a gente vê uma outra boneca-robô (interpretada por Ivanna Sakhno, que estava em Ahsoka), e ela anda pela parede de uma maneira bem tosca, parecendo um stop motion mal feito, e logo depois a gente vê a sombra dela arrancando a cabeça de um adversário com um soco. Ou seja, o filme está nos dizendo que não é pra levar a sério. Se você entrar nessa onda trash, vai se divertir!

A minha preocupação era que M3gan 2.0 fosse uma cópia mal feita do primeiro M3gan, principalmente pela repetição das duas atrizes principais, Allison Williams e Violet McGraw, cujos personagens não iam querer mais a boneca M3gan. Por isso a boneca entra numa onda Exterminador do Futuro 2 para tentar convencê-las que agora ela está lá para protegê-las. Além disso, o gênero do filme muda, tem pouco terror aqui, M3gan 2.0 está mais para uma ação misturada com ficção científica, além de uma boa dose de humor.

Já que falei de Exterminador do Futuro, queria citar que M3gan 2.0 traz algumas referências bem divertidas. Tem uma citação clara à série Super Máquina, e tem um momento que vemos uma mão andando como em Evil Dead 2 (mas pode ser uma mão inspirada em outro filme). Também tem uma engraçada ligação com os filmes do Steven Seagal. Ah, tem um momento hilário onde a M3gan canta uma música, não sei se a música já existe ou se foi criada para o filme, perguntei para algumas pessoas depois da sessão de imprensa, ninguém reconheceu a música (dei uma googlada, parece que é This Woman’s Work, da Kate Bush, mas não tenho certeza disso).

A cena mais famosa do primeiro filme é uma dancinha tosca. Claro que ia ter dança aqui. E preferi a deste segundo filme. No filme anterior, era uma dança que não tinha nada a ver com o resto da sequência, aqui pelo menos inventaram um concurso de dança.

Agora, precisamos reconhecer que o roteiro tem vários momentos que não não seguem nenhuma lógica. Dava pra fazer uma lista, que vai crescendo conforme o filme se aproxima do final. E aquele plot da IA guardada num cofre há décadas não faz o menor sentido!

Os personagens são todos caricatos. Como falei lá no início, se você entrar na onda trash, vai entender a proposta. Tem um policial do FBI que é tosco tosco tosco, e o vilão, além de ruim, é previsível. E Jemaine Clement abraçou a galhofa e está sensacional com o seu milionário caricato. Claro, nesse espírito, funciona quando a M3gan fala um monte de frases de efeito como “segurem suas pepecas!”.

No fim, saí feliz da sessão, M3gan 2.0 é um filme divertido. Não é bom, ficará longe de listas de recomendações. Mas, quem é somelier de cinema trash vai curtir!

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