Crítica – Natal Sangrento
Sinopse (imdb): Um menino testemunha o assassinato de seus pais por um homem disfarçado de Papai Noel. Anos depois, já adulto, ele veste uma fantasia de Papai Noel e embarca em uma violenta busca por vingança contra os responsáveis.
O público de terror não é muito exigente. Isso explica a grande quantidade de filmes de terror genéricos despejados no circuito. O genérico da vez é esse Natal Sangrento (Silent Night Deadly Night, no original), refilmagem de um terror genérico homônimo de 1984 (que teve algumas continuações, e uma refilmagem em 2012).
(Aliás, tudo é tão genérico que existe outro filme, de 2019, que também ganhou o mesmo nome “Natal Sangrento”…)
Dirigido pelo pouco conhecido Mike P. Nelson, Natal Sangrento usa como marketing ser “do mesmo estúdio de Terrifier“, o que a gente sabe que não significa nada. Principalmente porque, segundo o imdb, são oito produtoras, e só uma delas, a Screambox, também estava em Terrifier.
O filme traz Billy, um homem que viaja para cidades onde ninguém o conhece para cometer assassinatos. E ele tem uma voz interna que passa metade do filme discutindo com ele. Sim, impossível não lembrar de Venom, que também tem um protagonista que conversa o tempo todo com uma voz interna.
Agora, nos anos 80 era mais fácil aceitar uma trama dessas, onde um viajante solitário anda de cidade em cidade matando pessoas aleatórias. Hoje em dia, com câmeras de segurança, com reconhecimento facial, com DNA, a tarefa de Billy ia ser bem mais difícil.
(Fui pesquisar, segundo o Google, a partir de 1986 começaram a usar DNA em investigações criminais. Ou seja, o primeiro filme é antes disso.)
O filme é bastante inverossímil, mas até tem algumas boas cenas. A cena do carro, como o protagonista ainda criança, é boa. E tem uma divertida e absurda sequência contra nazistas – absurda porque é um cara sozinho e desarmado contra dezenas de oponentes.
A trama traz alguns pontos mal explorados, como o livro que o protagonista carrega, mas isso me pareceu proposital, pra deixar assunto para prováveis continuações.
Mas, como falei no início, tudo é genérico demais. Podia ter mais gore (já que se vende junto com Terrifier), mas até nisso o filme pega leve. Vai divertir os menos exigentes e só.