Os Estranhos: Capítulo 2

Crítica – Os Estranhos: Capítulo 2

Sinopse (filmeB): Quando descobrem que uma de suas vítimas, Maya, ainda está viva, os mascarados retornam para terminar o que começaram. Em um pesadelo sem fim, sem ninguém em quem confiar, Maya se torna presa em uma caçada macabra, enquanto os Estranhos, movidos por uma sede insaciável de violência, a perseguem implacavelmente.

(O filme é tão qualquer coisa que a sinopse do imdb está errada, colocaram a sinopse do filme anterior, Os Estranhos Capítulo 1.)

Lançado em 2008, Os Estranhos era um terror meia boca, que gerava algum interesse por causa de misteriosos assassinos. O filme ganhou uma continuação igualmente meia boca em 2018, e uma refilmagem completamente desnecessária ano passado. E o pior de tudo: essa continuação foi feita em três partes: filmaram uma trilogia logo de uma vez. O problema é que Os Estranhos Capítulo 1 é ruim. Ou seja, como trazer público pra ver uma continuação de um filme ruim? Pior: uma continuação de um filme ruim, e que não vai ter final, porque ainda falta o terceiro filme?

(Taí, acho que a estratégia dos realizadores era “vamos logo gravar os três filmes, porque se a gente fizer só um e depois tentar vender uma continuação, ninguém vai topar. Então a gente vende o pacote fechado da trilogia, antes de descobrirem que o filme é ruim. Genial!)

Para surpresa de zero pessoas, Os Estranhos Capítulo 2 (The Strangers: Chapter 2, no original) é ruim, tão ruim quanto o primeiro. A direção é de Renny Harlin, já falei dele antes, é um cara que tem um currículo razoável no passado (Duro de Matar 2, Risco Total, A Ilha da Garganta Cortada), mas que de um tempo pra cá só tem feito bombas. Sr. Harlin, que tal a aposentadoria?

Como é o segundo filme de uma trilogia, a gente já sabe que a final girl Maya (Madelaine Petsch) não vai morrer. Mas ela sofre bastante, o filme inteiro ela está enfrentando problemas. Ela só não sofre tanto quanto o espectador na sala de cinema.

O filme começa onde o anterior termina: a protagonista Maya está num hospital. Aí o assassino começa a persegui-la. Ela foge por vários corredores, com o cara atrás, mascarado e com um machado na mão. Como é que não tem NINGUÉM no hospital?

Não sabemos ainda por que os assassinos matam, se existe algum motivo para escolher as vítimas ou se é algo aleatório. Pelo que entendi, eles matam forasteiros, afinal, é uma cidade pequena, a população local ia reagir – mas isso é a minha interpretação. Se heu estiver certo, por que matar o faxineiro do necrotério, e depois a mulher da casa perto do hospital?

No meio do sofrimento da protagonista, tem uma cena onde ela é atacada por um javali. Não é exatamente um problema, mas é uma cena desnecessária. Pra que? Fiquei com pena do javali!

Provavelmente pra esticar a história, resolveram inventar um passado para os assassinos mascarados. Vemos flashbacks com a infância dos assassinos. Ficou bem tosco, será que vão querer humanizar os vilões no terceiro filme?

O roteiro ainda traz uns furos enormes. Nem vou reclamar de erros pequenos, como, uma cena onde Maya acorda e vê que todos os cortes que ela teve na floresta e na luta com o javali agora estão com pontos – mas a testa dela continua com a ferida aberta. Caramba, se vai fechar outros cortes com pontos, pra que deixar um aberto? Mas não reclamo desta cena porque tem coisa pior. Tem uma cena onde ela está sozinha num quarto. Uma das mascaradas tenta abrir a porta (depois a gente descobre que os mascarados já tinham invadido a casa). Ela consegue empurrar a invasora e tranca a porta. Mas tinha outra dentro do quarto. Oi? Por onde ela entrou? E se já estava no quarto, por que não atacou antes?

Heu podia falar mais, tipo uma cena onde Maya ataca uma das mascaradas enfiando um ancinho na barriga dela, mas o filme esquece essa vilã ferida. Ou outra, onde Maya está sozinha na floresta e rasga o vestido pra cuidar do curativo na barriga. Moça, você está sozinha, ninguém vai ver se você levantar o vestido rapidinho! Não é melhor manter a roupa inteira sem rasgar?

Agora, o pior de tudo é que o filme não acaba. Em trilogias bem feitas e bem planejadas, cada filme traz um arco que se encerra e deixa ganchos para o filme seguinte. Aqui não. O filme simplesmente pára e aparece um “continua” na tela. O primeiro filme é ruim, o segundo filme é ruim, mas pra ver o fim da história, precisa ver um terceiro filme – provavelmente ruim também.

O primeiro filme esteve na minha lista de piores filmes de 2024. Provavelmente o segundo volta aqui na lista de piores de 2025.

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