The Mastermind

Crítica – The Mastermind

Sinopse (Festival do Rio): Massachusetts, anos 70. A Guerra do Vietnã e o início do movimento feminista dominam o pano de fundo americano. A vida de JB Mooney, um carpinteiro e chefe de família, está no marasmo. Para fazer dinheiro, ele planeja um grande roubo de obras de arte valiosas num museu. Mas lidar com o produto do roubo se revela inacreditavelmente mais complicado que o assalto em si.

The Mastermind não estava na minha lista de filmes deste ano no Festival do Rio. Mas apareceu uma sessão compatível com o meu horário. Fui ler sobre o filme, é o novo projeto da diretora Kelly Reichardt, diretora de First Cow, um filme que ainda não vi, mas que mais de uma pessoa me recomendou. Ok, não vi First Cow, mas posso começar pelo seu mais novo filme.

Mas talvez fosse melhor não ter ido. The Mastermind foi talvez o pior dos onze filmes que vi no Festival do Rio deste ano.

Para explicar por que achei tão ruim, vou precisar entrar em spoilers, ok? Nada grave, não existe nenhum plot twist.

Em The Mastermind, acompanhamos JB, um cara todo errado. O cara pega dinheiro emprestado com sua mãe, dizendo que é para investir num novo negócio. Mas na verdade ele quer roubar quatro quadros de um museu, o dinheiro é para pagar os capangas. Mas são quadros que aparentemente não têm muito valor, e ele não tem nenhum esquema para repassá-los. Ou seja, ele precisa abandonar esposa e filhos para fugir. Sim, ele engana a própria mãe e abandona a própria família por causa de um roubo mal planejado. Mas calma que piora: no fim do filme ele rouba uma velhinha atrás de alguns dólares.

Se um cara desses é preso, o espectador nem vai se importar. Que tipo de protagonista é esse?

No elenco, o filme todo se passa em cima do Josh O’Connor, em um personagem completamente sem carisma, acredito que mais por culpa do roteiro do que do ator. E achei curioso ver Alana Haim, que “anteontem” era adolescente, em Licorice Pizza, aqui interpretando uma mãe de dois adolescentes.

Pra não dizer que nada se salva, a trilha sonora, feita com um jazz furioso, é boa. Às vezes soa demais, mas mesmo assim é a única coisa que se salva.

Não desisti de First Cow. Mas foi pro fim da fila.

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