Lago dos Ossos / Bone Lake

Crítica – Lago dos Ossos

Sinopse (Festival do Rio): Um casal, buscando se reconectar intimamente, aluga uma casa à beira de um lago para passar o fim de semana. Porém, outro casal também aparece. Ao perceberem que a propriedade foi reservada duas vezes ao mesmo tempo por engano, os dois casais concordam timidamente em compartilhar o espaço e aproveitar ao máximo o fim de semana juntos. O que começa promissor como amizade logo se transforma em uma série distorcida de sexo e mentiras, e o idílico fim de semana rapidamente desaba em uma torrente de violência orgiástica, com doses generosas de sensualidade e sede de sangue.

A sessão de Lago dos Ossos (Bone Lake, no original) teve presença ilustre, o ator Marco Pigossi (Cidade Invisível) estava lá para apresentar o filme (sim, filme gringo com ator brasileiro). E antes da sessão falaram do conceito da mostra Midnight Movies: filmes estranhos, com violência e com sexo – e Lago dos Ossos tem tudo isso misturado.

A premissa inicial é bem parecida com Barbarian – Noites Brutais, mas são filmes bem diferentes. Um casal vai passar um fim de semana numa casa à beira de um lago. Mas outro casal também aparece, o dono reservou para os dois casais. Os quatro então resolvem dividir a casa. Mas o segundo casal tem um comportamento, digamos, bem estranho.

Dirigido por Mercedes Bryce Morgan, Lago dos Ossos às vezes lembra Speak no Evil, onde pessoas que não se conhecem bem estão sob o mesmo teto, e o comportamento de uns torna a convivência bastante desconfortável. O segundo casal é muito sem noção!

O roteiro é bem estruturado. Tem um plot twist lá no meio onde a gente passa a ver tudo sob outro ponto de vista. E a parte final tem um divertido banho de sangue.

Agora, tem uma coisa que não entendi. O filme abre com uma sequência onde um casal, ambos nus, correm por uma floresta, enquanto alguém está atirando flechas neles. É uma sequência bem gráfica, a ponto de vermos o close de um saco sendo atravessado por uma flecha. E aí começa o filme, onde a nudez é toda bem comportada, parece que estamos num filme de sessão da tarde. Olha, não acho que nudez seja algo necessário, mas a nudez aqui não seria gratuita. E se o filme abre com imagens tão explícitas, por que o puritanismo no resto do filme?

O elenco tem basicamente quatro nomes: Marco Pigossi, Maddie Hasson, Alex Roe e Andra Nechita. Todos estão bem, e tenho um elogio extra ao inglês de Pigossi: sua pronúncia é perfeita! Wagner Moura estava ano passado em Guerra Civil, inglês fluente, mas a gente sente que ele é estrangeiro. Marco Pigossi consegue enganar!

Pigossi falou que Lago dos Ossos estreia aqui no Brasil em fevereiro. Não é um grande filme, mas quem entrar na onda vai se divertir.

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