Crítica – Dinheiro Suspeito
Sinopse (imdb): Um grupo de policiais de Miami descobre um esconderijo de milhões em dinheiro, o que causa desconfiança ao saber da enorme apreensão, fazendo-os questionar em quem confiar.
Dinheiro Suspeito quase entrou na minha lista de expectativas para 2026. Gosto da dupla Matt Damon e Ben Affleck, e gosto de alguns filmes do diretor Joe Carnaham. Mas o Carnaham dirigiu um filme tão fuén ano passado (Shadow Force), que fiquei com o pé atrás. Felizmente desta vez Carnaham voltou a acertar. Dinheiro Suspeito não é um filme para listas de melhores do ano, mas é uma honesta diversão.
Um grupo de cinco policiais recebe uma denúncia sobre uma apreensão de 150 mil dólares. Mas quando chegam ao local, encontram 20 milhões de dólares. Com essa grande diferença, um começa a desconfiar do outro. O que fazer? Devolver todo o dinheiro ou guardar um pouco para cada? E se um dedurar os colegas?
O grande trunfo aqui é essa escalada de desconfiança. E o roteiro é bem estruturado, é um quebra cabeças com algumas peças faltando, que são reveladas ao longo da parte final do filme.
Por outro lado, é um “filme Netflix” – o roteiro tem tudo muito explicado. Affleck e Damon deram entrevistas revelando que a Netflix adota esse formato de entregar tudo muito mastigado porque o filme é direcionado a pessoas que ficam no celular, sem prestar atenção. Ou seja, quem está assistindo “de verdade” vai reparar que tem coisa que não precisava ser tão explicada…
O elenco é bom. Além de Damon e Affleck, que trabalham juntos há décadas e por isso têm uma excelente química, Dinheiro Suspeito conta com Steven Yeun, Teyana Taylor, Catalina Sandino Moreno, Sasha Calle, Kyle Chandler, Scott Adkins e Nestor Carbonell.
Como falei no início, não é um grande filme. Mas não vai decepcionar o espectador que curte suspense e ação.