Meu Nome É Modesty Blaise

Meu Nome É Modesty Blaise

Quem não se lembra de John Travolta no banheiro do restaurante, em Pulp Fiction, lendo uma revista em quadrinhos da Modesty Blaise? Aí, anos depois, aparece um dvd com “Quentin Tarantino apresenta Meu nome é Modesty Blaise” escrito na capa. Animador, né?

Nada. Mais uma decepção.

Em primeiro lugar, preciso falar que não conheço os quadrinhos. Então não posso julgar o quanto está fiel ou não. Mas sei que Modesty Blaise é uma espiã, uma espécie de versão feminina do agente secreto 007. Então esperamos um filme nesta linha, certo? Meio Missão Impossível, meio 007, com um toque de Lara Croft…

Nada disso. Na verdade, o filme é um grande prólogo. Modesty Blaise trabalha num cassino, que é assaltado. O líder dos bandidos passa quase o filme todo conversando com Modesty. Conhecemos o seu passado, quem é ela e como chegou onde está. E só. Ou seja, vemos um prólogo, para uma série de filmes ou de tv que aparentemente nunca virá…

Tarantino? Está como produtor executivo, só colocaram o nome dele pra vender o filme. Mais ou menos como em O Albergue.

A única coisa boa do filme é a duração, menos de uma hora e 20. Pelo menos não é longo demais. Mas, mesmo assim, pode ser sonolento. Deve agradar aos fãs de Modesty Blaise, e só.

Hellboy

Hellboy

Hellboy 2 tá vindo aí, já rolam traileres bem legais, já estreou lá fora… Inclusive, dá uma coceira de ir ao torrent pra baixar! Mas não, esse filme vale esperar pra ver na tela grande!

Enquanto o 2 não vem, aproveitei pra rever o primeiro…

Este poderia ser “mais um filme baseado em quadrinhos”, e desta vez um quadrinho menos conhecido… Mas não, o projeto foi tocado pelo sempre eficiente Guillermo del Toro (que depois desse fez O Labirinto do Fauno). Gosto de diretores estrangeiros trabalhando em Hollywood: eles têm o dinheiro necessário para uma grande produção mas às vezes não caem no óbvio…

É o caso aqui. Ron Perlman faz um herói diferente: na verdade ele é uma espécie de diabo que veio de outra dimensão, ainda filhote, e cresceu escondido num laboratório do FBI, criado como filho adotivo pelo cientista que o descobriu, Trevor Broom (John Hurt).

O que é diferente do óbvio? Hellboy é politicamente incorreto! Fuma charuto, come quantidades absurdas de comida, desrespeita ordens – chega a quebrar as paredes do laboratório para ir atrás de sua amada Liz (Selma Blair)!

Boa “diversão descerebrada com um pouco de cérebro”!

Viagem ao Centro da Terra

Viagem ao Centro da Terra

Viagem ao Centro da Terra

Considerado um dos melhores discos do tecladista Rick Wakeman… Opa, “Viagem” errada! 😛

Viagem ao Centro da Terra – 3D vale como um eficiente brinquedo num parque temático. O roteiro tem furos? Sim, mas os efeitos em 3D são tão legais que a gente deixa pra lá e se diverte à beça!

Vamos à história. Em vez de filmar a história original de Julio Verne, temos uma história atual: o irmão de um geólogo, Trevor (Brendan Fraser), desaparece procurando o centro da terra, baseando-se no livro de Verne. 10 anos depois, as mesmas condições geológicas fazem Trevor ir numa viagem para tentar reecontrar o irmão.

Talvez fosse melhor criar um roteiro baseado no próprio livro, provavelmente teria menos furos. Uma mina abandonada tem uma verdadeira montanha russa dentro; quedas de centenas ou milhares de metros de altura não machucam; o celular pega no centro da Terra; a temperatura é altíssima mas não mata a flora e fauna local; enormes dinossauros sobrevivem não se sabe de que; e por aí vai, a lista pode ser grande…

Mas, se você conseguir ignorar este tipo de “detalhe” e for ao cinema pensando no fator “parque temático”, a diversão é garantida! O que falta no roteiro sobra nos ótimos efeitos especiais em 3D!