Star Wars – The Clone Wars

Star Wars – The Clone Wars

Uma nova série animada de Star Wars vem aí, novamente para o Cartoon Network, assim como foi a outra série Clone Wars, criada por Genndy Tartakovsky (o mesmo de Laboratório do Dexter). Só que, desta vez, a qualidade das imagens é bem melhor, e resolveram juntar os 3 primeiros episódios e lançá-los antes no cinema, como se fosse um filme: Star Wars – The Clone Wars.

Tive a oportunidade de ver a pré-estréia, junto com o pessoal do Conselho Jedi do RJ, e posso dizer que, de um modo geral, o filme agradou! Como fã, posso dizer que me diverti à beça vendo batalhas entre Clone Troopers e exércitos de robôs, e vendo vários novos duelos entre jedis e siths…

A nova série se situa entre os episódios II (O Ataque dos Clones) e III (A Vingança do Sith). Obi Wan Kenoby e Anakin Skywalker estão junto a exércitos de Clone Troopers, no meio da guerra contra os andróides – as “Guerras Clônicas” do título! – quando Anakin, sem pedir, “ganha” uma padawan (aprendiz de jedi), Ahsoka Tano. Ao mesmo tempo, Jabba o hutt (o mesmo que aparece em O Retorno do Jedi) pede ajuda aos Jedi porque seu filho foi sequestrado. E descobrimos que o grande vilão Conde Dooku e sua assecla Asaj Ventress estão por trás disso.

Só vejo dois problemas aqui. Um deles é a improvável aliança entre os Jedi e Jabba – achei um pouco forçado, são estilos de vida e de trabalho completamente diferentes e incompatíveis. O outro problema é que, infelizmente, já sabemos o fim da história. Como Ahsoka não é mencionada nos filmes posteriores, infelizmente já sabemos que ela vai morrer. Assim como já sabemos que alguns dos duelos não terão fatalidades, afinal, vemos os personagens depois…

Apesar disso, a história funciona bem. Os novos personagens são interessantes – além de Ahsoka e seu ímpeto adolescente ainda somos apresentados a mais Hutts! E as cenas de ação, com mais cara de Pixar do que de Cartoon Network, são ótimas! Ok, talvez o humor dos andróides lembre os filmes dos trapalhões, mas nada que estrague o resultado final…

Que a força esteja com vocês!

Wall-E

Wall-E

Apesar da criançada talvez preferir o também bom Kung Fu Panda, preferi este Wall-E. É um desenho adulto. Não, não falo de nada violento, muito menos sexual, qualquer criança pode ver sem riscos. Mas a temática do desenho é adulta, a criançada não vai achar muita graça…

Num futuro distante, aproximadamente daqui a 700 anos, a Terra está abandonada. Numa cidade vazia coberta de lixo, vemos Wall-E, um solitário robozinho trabalhando initerruptamente. Sua função é simples: compactar lixo em blocos cúbicos e empilhá-los. E, aparentemente, sua única companhia é uma barata, que fica em sua “casa”, uma espécie de garagem onde ele guarda peças de reposição e vários tipos de bugingangas que encontra no lixo.

Assim é o dia-a-dia de Wall-E, até que aparece um outro robô, desta vez um “robô fêmea”, Eva, muito mais avançada do que ele. E ele se apaixona, sentimento que aprendeu vendo um velho filme em vhs que passa em sua garagem.

O filme então se mostra um filme romântico como nos velhos tempos, onde um “adorável vagabundo” faz de tudo pela sua bela amada. Não se vê muito disso hoje em dia…

Eva veio para uma missão secreta, e quando completa sua missão, se desliga, deixando Wall-E novamente sozinho. Até que, quando Eva volta para o lugar de onde veio, Wall-E consegue ir junto, e descobrimos finalmente o que aconteceu com a humanidade.

Falei que era filme adulto, né? Nesta segunda parte, vemos uma feroz crítica à nossa sociedade de consumo. As pessoas obesas e preguiçosas e só se comunicam online e nunca se tocam! Este momento do filme parece meio Kubrickiano, e numa determinada cena, aliás, numa genial cena, vemos que é realmente uma homenagem ao cinema de Kubrick em 2001.

Em se tratando de Pixar, o mesmo estúdio que nos trouxe Monstros S.A., Procurando Nemo e Os Incríveis, nem preciso falar que a animação é de cair o queixo, né? Bem, preciso falar sim. A animação parece ser ainda mais impressionante que nos filme anteriores! Acho que nunca vi algo deste nível antes!

Este é Wall-E. Se não tiver nenhuma criança para levá-lo ao cinema, arrisque sem medo uma sessão só com adultos!