Sinopse (imdb): Elio, de onze anos, se vê transportado pela galáxia e confundido com o embaixador intergalático do planeta Terra.
Hoje, vai ser um texto curtinho, porque não queria deixar passar um longa da Pixar. Mas, não tenho muito a falar sobre Elio.
Talvez o problema não seja do filme, seja meu. É que a Pixar já fez tantos filmes que são muito elaborados, com camadas, filmes que alcançam tanto as crianças quanto os adultos. E Elio é tão bobinho… Não é ruim, mas definitivamente é um filme infantil demais.
Heu soube que Elio teve vários problemas na produção. Era pra ter sido lançado anos atrás, mas foi adiado – chegou a rolar um trailer em 2023 que apontava para uma história bem diferente da que foi lançada (uma das mudanças é nítida: o protagonista antes não queria ser abduzido, e agora ele até pede para que isso aconteça). O diretor era Adrian Molina, que se desligou do projeto (provavelmente por causa do atraso), e outras duas diretoras assumiram a direção, Domee Shi e Madeline Sharafian (mas os três estão creditados). E oito pessoas assinam o roteiro! Não sei até que ponto isso atrapalhou o resultado final, mas o ponto é que, comparado com outros filmes da Pixar, Elio fica bem abaixo.
O roteiro é extremamente previsível. Qualquer um que já viu outros longas de animação vai saber tudo o que vai acontecer, cada passo dos personagens, inclusive o vilão e sua redenção. E, diferente de outras animações para crianças, Elio não tem muitas piadas. Acho que só ri na cena onde o vilão está praticando tiro ao alvo.
Pelo menos o visual é bem bonito. Quando o garoto chega no “Comuniverso”, vemos vários seres diferentes, de muitas cores diferentes. Neste aspecto o filme é bom. Outra coisa que achei boa nessa parte foi que os outros seres não são necessariamente antropomórficos, característica bem comum em desenhos infantis.
Mas, como falei, achei bobo demais. E meus filhos hoje são adolescentes, eles nem devem querer ver este novo Pixar nos cinemas. Mas, repito, talvez o problema seja meu e não do filme. Se você tiver crianças pequenas para levar ao cinema, pode ser um bom programa.
Por fim, queria falar do 3D. A sessão para a imprensa foi em 3D, e nem me lembro qual tinha sido o meu último filme assim, achei que tinham desistido do recurso. Voltaram com o 3D, e, como quase sempre, foi desnecessário. Acho que só teve uma cena onde o efeito foi bem usado, quando a “câmera” passa ao lado de um satélite. No resto, pareceu só desculpa pra vender ingresso mais caro.

Crítica – Divertida Mente 2






