Up – Altas Aventuras

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Up – Altas Aventuras

Finalmente, com umas duas semanas de atraso, vi o novo Pixar, Up – Altas Aventuras.

O desenho animado conta a história de Carl Fredricksen, um velhinho mal-humorado, vendedor de balões aposentado, que resolve levar a sua casa inteira numa viagem. E acaba carregando, por acidente, Russell, um animado escoteiro, que tentava ajudá-lo para ganhar uma medalha.

A Pixar é impressionante. Num mercado repleto de reciclagens, sejam elas sequências ou refilmagens, a Pixar sempre traz histórias novas. Seu único desenho que teve continuação foi Toy Story (e parece que ano que vem estreará a terceira parte!). Todos os outros, Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros, Ratatouille e Wall-E são histórias originais e, na contra-mão dos outros estúdios, a Pixar declarou que não pretende fazer a continuação de nenhum deles! (Por quanto tempo será que eles resistirão ao mercado?)

E isso porque a gente ainda não falou na “qualidade Pixar”. Cada desenho consegue superar o anterior em qualidade de imagem. É impressionante! Algumas imagens deste Up – todas geradas por computador – são tão reais que quase dá pra gente sentir a textura!

Mesmo assim, não achei este o melhor Pixar até hoje, como andam alardeando alguns críticos. O filme tem um problema: na minha humilde opinião, a segunda parte é inferior à primeira. E, na boa, os cães falantes atrapalharam um pouco o desenrolar da história… Heu gostei de Up, mas ainda prefiro Wall-E.

Mesmo assim, isso não quer dizer que Up é ruim. Longe disso, o filme é maravilhoso! Emocionante e engraçado na doses certas, é mais uma das várias obras primas que a Pixar pode se orgulhar de ter no currículo.

Ah, mais uma coisa: está em 3D em algumas salas! Vale a pena!

Wall-E

Wall-E

Apesar da criançada talvez preferir o também bom Kung Fu Panda, preferi este Wall-E. É um desenho adulto. Não, não falo de nada violento, muito menos sexual, qualquer criança pode ver sem riscos. Mas a temática do desenho é adulta, a criançada não vai achar muita graça…

Num futuro distante, aproximadamente daqui a 700 anos, a Terra está abandonada. Numa cidade vazia coberta de lixo, vemos Wall-E, um solitário robozinho trabalhando initerruptamente. Sua função é simples: compactar lixo em blocos cúbicos e empilhá-los. E, aparentemente, sua única companhia é uma barata, que fica em sua “casa”, uma espécie de garagem onde ele guarda peças de reposição e vários tipos de bugingangas que encontra no lixo.

Assim é o dia-a-dia de Wall-E, até que aparece um outro robô, desta vez um “robô fêmea”, Eva, muito mais avançada do que ele. E ele se apaixona, sentimento que aprendeu vendo um velho filme em vhs que passa em sua garagem.

O filme então se mostra um filme romântico como nos velhos tempos, onde um “adorável vagabundo” faz de tudo pela sua bela amada. Não se vê muito disso hoje em dia…

Eva veio para uma missão secreta, e quando completa sua missão, se desliga, deixando Wall-E novamente sozinho. Até que, quando Eva volta para o lugar de onde veio, Wall-E consegue ir junto, e descobrimos finalmente o que aconteceu com a humanidade.

Falei que era filme adulto, né? Nesta segunda parte, vemos uma feroz crítica à nossa sociedade de consumo. As pessoas obesas e preguiçosas e só se comunicam online e nunca se tocam! Este momento do filme parece meio Kubrickiano, e numa determinada cena, aliás, numa genial cena, vemos que é realmente uma homenagem ao cinema de Kubrick em 2001.

Em se tratando de Pixar, o mesmo estúdio que nos trouxe Monstros S.A., Procurando Nemo e Os Incríveis, nem preciso falar que a animação é de cair o queixo, né? Bem, preciso falar sim. A animação parece ser ainda mais impressionante que nos filme anteriores! Acho que nunca vi algo deste nível antes!

Este é Wall-E. Se não tiver nenhuma criança para levá-lo ao cinema, arrisque sem medo uma sessão só com adultos!