Crítica – Guerreiras do K-Pop
Sinopse (imdb): Um grupo feminino de K-Pop de renome mundial está conciliando sua vida sob os holofotes com sua identidade secreta como caçadoras de demônios.
Pra quem não sabe, faço parte do podcast Podcrastinadores, e temos um grupo de apoiadores, onde trocamos mensagens quase todos os dias. A apoiadora Mariane Paiva tinha comentado, meses atrás, sobre esse Guerreiras do K-Pop, mas pensei “não curto K-pop, deve ser infantil, não sou o público alvo”, por isso deixei pra lá. Aí veio a temporada de prêmios e o longa começou a se destacar. E no Globo de Ouro, levou dois prêmios, melhor longa do animação e melhor canção. Aí lembrei do meme do Leonardo Dicaprio: “você tinha a minha curiosidade, agora tem a minha atenção”.
Ou seja, bem atrasado, vou fazer meus comentários. Terei poucos views. Mas pelo menos vou cumprir com o prometido para a Mariane.
Guerreiras do K-Pop (KPop Demon Hunters, no original) é o novo longa de animação da Sony, mesmo estúdio de Homem Aranha no Aranhaverso e A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas. Inicialmente a gente repara alguma semelhança nos traços, mas um elogio que podemos fazer ao estúdio é que seus projetos não parecem ctrl c ctrl v do anterior (a Pixar, que já foi sinônimos de qualidade, tem se repetido bastante ultimamente). Enquanto no Aranhaverso o desenho parece emular as imperfeições de uma página impressa de um gibi, e em Família Mitchell temos elementos gráficos e colagens espalhados pela trama; aqui os personagens às vezes têm traços de animes e mangás em algumas reações exageradas. E preciso dizer que isso ficou bem engraçado.
Falemos sobre o Kpop. Não conheço absolutamente nada de Kpop. Pra mim, o som tocado no filme é igual a qualquer outro pop atual, se fosse uma Taylor Swift ou Ariana Grande, pra mim era a mesma coisa. Dito isso, não achei as músicas ruins, mas não entrariam na minha playlist. Mas, entraram na playlist de muita gente – Golden, a música principal do filme, alcançou o topo do Spotify Global e bateu 1 bilhão de streams.
(Um breve parênteses sobre música pop ser tudo parecido. Uma vez fiz um “teste cego” com minha filha e o namorado, mostrando músicas da Madonna e da Cyndi Lauper pra eles dizerem quem cantava cada música. Eles erraram mais da metade. Ou seja, música pop é meio tudo igual mesmo.)
A trama apresentada no filme é meio clichê – a menina que esconde um segredo e fica na dúvida se suas amigas vão aceitá-la como ela é. Mas é um clichê bem conduzido, e os personagens são carismáticos. Ou seja, é bobinho mas está longe de ser ruim.
No elenco, nunca tinha ouvido falar dos principais Arden Cho e Ahn Hyo-seop. Mas Guerreiras do K-Pop tem alguns nomes conhecidos nos papéis secundários, como Ken Jeong (Se Beber Não Case), Lee Byung-hun (que estava concorrendo ao Globo de Ouro de melhor ator por A Única Saída), e Yunjin Kim e Daniel Dae Kim (o casal oriental de Lost).
Guerreiras do K-Pop está na Netflix, todo mundo que era o público alvo já viu. Aliás, hoje, é o filme mais visto da história da Netflix, com 325 milhões de views nos primeiros três meses. E agora é a hora dos retardatários que só se interessaram depois dos prêmios. As indicações ao Oscar saem nos próximos dias, grandes chances deste filme estar na lista.


