Crítica – Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno
Sinopse (imdb): Quando uma carta misteriosa o chama de volta a Silent Hill em busca de seu amor perdido, James encontra uma cidade outrora reconhecível e se depara com figuras aterrorizantes, tanto familiares quanto novas.
Já comentei sobre Silent Hill, não lembro se foi aqui ou no Podcrastinadores. Comentei quando falei de boas adaptações de videogames para o cinema: Silent Hill e o primeiro Resident Evil. Meu comentário era que Silent Hill não tinha continuações, enquanto Resident Evil tem tantas que nem sei quantos filmes já rolaram – e cada continuação é pior que o anterior. Ou seja, a qualidade vem caindo, e muito. Mas heu estava errado, achava que Silent Hill não tinha continuações, e na verdade teve uma em 2012. E agora tem mais uma. A má notícia é que parece seguir a linha Resident Evil: só o primeiro é bom – essa nova continuação é bem ruim.
O que me animava para este novo filme é que a direção é de Christophe Gans, o mesmo diretor do Terror em Silent Hill de 2006. Até revi o filme de vinte anos atrás antes da continuação – não é um filme perfeito, mas continua bom. Não sei o que deu errado, mas Gans desta vez errou feio, errou rude.
O Silent Hill de 20 anos atrás era um bom terror e tinha alguns elementos muito assustadores. Este novo até repete alguns desses elementos, mas no fim parece mais um drama psicológico do que um terror. Mas, para explicar o meu ponto, vou precisar comentar algumas coisas sobre a trama, e algumas pessoas podem considerar isso um spoiler. Então se você for spoilerfóbico, pule esse texto e volte depois – apesar de que o que eu vou falar não tem nada demais.
SPOILERS!
SPOILERS!
SPOILERS!
No filme de 2006, uma mulher vai procurar sua filha e acaba presa dentro de uma dimensão paralela – a cidade Silent Hill que ela está não é exatamente a mesma Silent Hill da vida real. Esta dimensão paralela é onde existem aqueles monstros e onde ela precisa procurar sua filha. Agora, neste novo filme não tem nada de dimensão paralela, porque tudo acontece dentro da cabeça do protagonista.
Depois da sessão de imprensa, conversei com uma pessoa que conhece os jogos, que disse que o jogo 2 realmente tem uma história completamente diferente do jogo 1, e este filme seria a história do jogo 2. Ou seja, pra quem jogou, talvez isso tenha sentido. Mas não é o meu caso. Heu estou indo ao cinema para ver um filme, e o filme deve ser feito também para quem não jogou. Se heu vi o filme Silent Hill de 2006, e gostei daquilo que eu vi, e vou ver um novo Silent Hill dirigido pelo mesmo diretor, vou esperar algo parecido, um terror assustador, e não um drama psicológico onde tudo se passa dentro da cabeça do protagonista.
Tudo que tem de bom nesse filme de 2026 já tinha no filme de vinte anos atrás. Algumas criaturas que aparecem são realmente assustadoras, como aquele que anda como se fosse com os braços para trás, ou aquele corredor com umas enfermeiras zumbis. São coisas legais – mas já tinha tudo isso naquele filme de 2006. Ou seja, aqui não tem nada que valha você perder seu tempo.
Mas calma que ainda tem espaço pra piorar. Porque o filme já estava ruim, mas o final é péssimo! O fim resolve criar uma redenção para o personagem principal para ele recomeçar tudo do zero e não mais viver tudo aquilo. Péra aí, esse personagem não é um cara legal, não é um cara carismático, não é um cara que a gente está torcendo por ele. Por que ele tem que ter uma redenção? E por que o filme que era para ser um filme de terror tem um final feliz? Foi péssimo isso.
O resultado final é bem ruim, mal começou o ano e eu já tenho um candidato para minha lista de piores filmes de 2026.

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