Rogue One: Uma Aventura Star Wars – COM SPOILERS

Rogue One2Crítica – Rogue One: Uma Aventura Star Wars – COM SPOILERS

COM SPOILERS!

A crítica sem spoilers tá aqui. Mas senti vontade de comentar a parte final. Então, este segundo texto não trará nada de novo, nada de opinião crítica ou informações relevantes. Na verdade, será só o depoimento de um fã emocionado.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Alguns momentos da batalha espacial são sensacionais, como uma pequena nave “hammerhead” empurrando um destróier imperial em cima do outro; ou quando os rebeldes começam a fugir e aparece a nave do Vader fazendo várias naves menores baterem de frente. Esses momentos são empolgantes, mas ainda “dentro do filme”.

Rogue One acaba quando a onda de choque mata o casal na praia, depois que eles conseguiram transmitir os planos. A história do filme acaba ali. O que vemos depois é “fan service”. E, amigos, que fan service sensacional!

Vemos um soldado rebelde pegar um cartão com aqueles mesmo gráficos exibidos no Ep. 4. Depois ele se vê num corredor com a porta emperrada. Na outra ponta do corredor, tudo escuro. E ouvimos a respiração do Darth Vader! Logo, Vader liga o seu sabre, iluminando a cena de vermelho, e sai “passando o rodo” nos soldados rebeldes! Estes poucos segundos talvez sejam a melhor demonstração das habilidades de Darth Vader em toda a saga!

O soldado não sobrevive, mas consegue passar o cartão para outro, e vemos uma nave menor fugindo. Meus amigos, vemos a Tantive IV fugindo! E vemos Vader, segurando seu sabre, e com sua capa esvoaçante no ar. Uma das cenas mais épicas da história do cinema!

Acabou? Nada! Corta pra dentro da Tantive, aqueles mesmos corredores que vimos no filme de 1977. Um soldado abre uma porta para para entregar o cartão para uma pessoa de costas, vestindo branco – a princesa Leia Organa! Que legal, uma pessoa de costas pra simbolizar a Leia! Simbolizar? Nada! Ela se vira, e vemos uma Carrie Fisher digital pra fechar o filme!!!

Obrigado, Gareth Edwards! Obrigado, Disney! Obrigado por este final! Obrigado por me trazer de volta à minha adolescência!

E que venha o Ep. 8!

Rogue One: Uma Aventura Star Wars

Rogue OneCrítica – Rogue One: Uma Aventura Star Wars

SEM SPOILERS!!!

Novo spin-off de Star Wars!

Pouco antes dos acontecimentos de Star Wars ep. 4 – Uma nova Esperança, os rebeldes executam um arriscado plano para roubar os planos da construção de uma nova estação espacial com um poder de fogo capaz de destruir um planeta inteiro: a Estrela da Morte.

A Disney mais uma vez mostra que não jogou dinheiro fora quando comprou a Lucasfilm por pouco mais de 4 bilhões de dólares. Ano passado tivemos o excelente Star Wars ep 7 – O Despertar da Força; como o episódio 8 só virá em 2017, este ano tivemos um spin off pra tapar o buraco. Olha, como o cinema seria melhor se dez por cento dos “spin off tapa-buracos” tivessem a qualidade de Rogue One!

(Um parênteses para falar que não é a primeira vez que temos spin-offs de Star Wars. Lembro que poucos anos depois de O Retorno do Jedi, foi lançado nos cinemas brasileiros o longa Caravana da Coragem, uma sonolenta aventura com Wicket e seus amiguinhos se metendo em um monte de confusões! (Filme bem ruinzinho, tentei rever outro dia, não consegui…)

Antes de entrar no filme, precisamos esclarecer a possível confusão. Ano passado tivemos o episódio 7, e acredito que muita gente vai ao cinema esperando uma continuação daquele filme. Não! Este filme é uma história paralela, que não tem nada a ver com a família Skywalker, e que se passa logo antes do episódio 4. Ou seja, esqueça Rey, Finn, Poe e Kylo Ren, e reveja o filme de 1977!

Dirigido por Gareth Edwards (Monstros, Godzilla), Rogue One: Uma Aventura Star Wars (Rogue One, no original) é tudo aquilo que o fã de Guerra nas Estrelas – sim, o fã da época que nome do filme era “Guerra nas Estrelas” e não “Star Wars” – queria ver. O filme é repleto de pequenos (e alguns grandes) presentes pros fãs. Personagens, cenários, efeitos sonoros, o fã vai sair emocionado do cinema – vi a pré-estreia junto com as pessoas do Conselho Jedi RJ, depois do filme, mais da metade da plateia estava com os olhos vermelhos de choro.

Tive que rever o filme antes de escrever estas palavras – também sou fã, também saí emocionado do cinema. Na segunda vez que vi, pude analisar mais friamente. Divido o filme em 3 partes. A primeira metade, quando temos a apresentação dos novos personagens, é um pouco arrastada. A segunda metade tem um ritmo excelente e está no mesmo nível dos melhores momentos da saga. E o fim, sei lá, os últimos cinco minutos, são para derrubar o fã. O filme pega as emoções do fã, joga num liquidificador, e depois joga de volta na cara do fã. Depois de um final daqueles, é difícil pensar em linha reta!

Justamente por causa deste final é que preferi rever antes de escrever. Quando a gente sai da sala, a adrenalina está a mil e a gente fica obnubilado por aquele final… Agora, analisando com calma, repito: a primeira metade do filme se arrasta – a primeira cena de ação só acontece depois de meia hora de filme! Ok, o espectador precisa de um tempo para conhecer esses personagens, mas não vejo problema em inserir uma cena agitada aqui e outra acolá – só pra fazer uma comparação básica: no Ep. 7, logo na cena inicial vemos o vilão parando um tiro no ar.

Por sorte, quando o filme engrena, vai num fôlego só até o fim. A segunda metade tem um ritmo excelente. E, mais uma vez traçando um paralelo à trilogia clássica, a estrutura da parte final aqui é que nem o que acontece em O Retorno do Jedi: três tramas paralelas, agindo concomitantemente (e, diferente do Ep. 1, a gente entende tudo o que está acontecendo).

Os personagens são muito bem construídos. Entendemos claramente as motivações dos dois principais, Jyn (Felicity Jones) e Cassian (Diego Luna) – apesar de heu ter ouvido críticas  a ambos os atores. Alan Tudyk dá a voz ao robô K-2, uma espécie de mistura de C3PO com o Marvin de Guia do Mochileiro das Galáxias – e um dos melhores personagens. Também gostei da dupla Chirrut (Donnie Yen) e Baze (Wen Jiang). Também no elenco multi-nacional, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker, Ben Mendelsohn e Riz Ahmed.

Sobre os efeitos especiais: é claro que os efeitos são top de linha, isso é o mínimo quando se fala em Star Wars. Agora, teve um detalhe que superou as expectativas: um Peter Cushing digital! Cushing interpretou o Grand Moff Tarkin no filme de 77. Quando aparece aqui pela primeira vez, ele está num reflexo no vidro, e pensei “cara, que legal, vão homenagear o Peter Cushing com uma imagem de arquivo”. Aí o cara se vira, e começa a travar longos diálogos! E volta em várias outras cenas!!! Peter Cushing, falecido em 1994, está de volta!!! Acredito que este é, até o momento, o mais importante personagem digital da história do cinema. Só espero que a gente não ache o cgi tosco depois que passar o “prazo de validade”, ou seja, quando revermos o filme dentro de alguns anos.

Falei que Rogue One era repleto de referências ao filme de 77, né? A trilha sonora de Michael Giacchino entra nessa onda. Vários temas clássicos são lembrados ao longo do filme. Parecia até que a trilha era do próprio John Williams!

O texto ficou grande, né? Heu podia continuar, mas chega. Se você leu até aqui é porque é fã de Guerra nas Estrelas. Então, vamos combinar, pare de ler, reveja o Ep. 4 e vá ao cinema (re)ver o Rogue One!

p.s.: Vou fazer um outro post, menor, pra comentar os spoilers. É difícil não falar sobre o fim!

A Chegada

A ChegadaCrítica – A Chegada

Quando 12 naves alienígenas chegam à Terra e se posicionam em pontos espalhados pelo planeta, uma linguista é chamada para tentar se comunicar com os extraterrestres e descobrir se trata-se ou não de uma ameaça.

A sinopse lembra Independence Day, né? Pois a comparação mais correta seria com Contato. Baseado no conto “Story of Your Life”, de Ted Chiang, A Chegada (Arrival, no original) é uma ficção científica mais “adulta”, mais na onda do top 10 ficção científica ultra realista que fiz ano passado.

Confesso que fiquei com o pé atrás quando soube que o diretor era Denis Villeneuve. Seu penúltimo filme, O Homem Duplicado, é um filme cabeça cheio de simbolismos, daquele tipo de filme que você só entende se ler o “manual de instruções”. Fui ao cinema achando que ia ver um novo Sob a Pele. Que bom, heu estava enganado, A Chegada é muito bom!

O grande mérito aqui é focar nos humanos e não nos alienígenas. A trama faz o espectador pensar, podemos traçar paralelos com diversas discussões atuais que não têm nada a ver com ficção científica. Infelizmente, não posso falar mais por causa dos spoilers. Mas que dá vontade de comentar, ah, dá…

Em alguns momentos – principalmente nos flashbacks – me lembrei do Terrence Malik. Curiosamente, li duas críticas que também citam Malik. Mas, pelo menos pra mim, a lembrança ficou só no visual. Villeneuve usa imagens contemplativas, mas não se esquece de contar uma história, diferente de Malik.

No elenco, mais um paralelo com Contato: uma protagonista feminina. O grande nome aqui é Amy Adams, que provavelmente ganhará a sua sexta indicação ao Oscar – será que desta vez ela leva? Jeremy Renner, Forest Whitaker e Michael Stuhlbarg também estão bem, mas o filme é de Amy.

A Chegada tem um bom ritmo e sabe trabalhar bem a tensão ao longo da narrativa. Mesmo assim, o melhor ficou guardado pro final, que traz um plot twist que vai fazer todo mundo sair do cinema pensando no que acabou de ver. E o melhor de tudo é que não precisa catar o manual na internet…

p.s.: Uma trivia interessante, 100 % spoiler free. Esse quadro é a explicação por que citaram Abbott & Costello. É uma piada do estilo do Animaniacs “Who’s on stage”, ou aquela outra “Hu is the new leader in China”. (infelizmente, sem legendas…)

Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek 3 - posterCrítica – Star Trek: Sem Fronteiras

Mais um Star Trek!

A tripulação da USS Enterprise explora os pontos mais distantes do espaço desconhecido, onde encontram um novo inimigo cruel que vai colocar em teste tudo o que a Federação representa.

Uma polêmica cercava este filme (o terceiro Star Trek a partir do reboot de 2009) desde o anúncio que seria dirigido por Justin Lin. É que o currículo de Lin está intimamente ligado à franquia Velozes e Furiosos (ele dirigiu 4 dos 7 filmes da franquia), algo que parece não ser muito compatível com a filosofia trekker.

E a grande pergunta: Star Trek Veloz e Furioso funcionou?

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, no original) segue a proposta do reboot. É mais um filme de ação, uma aventura espacial. Essa é a maior bronca do trekker ortodoxo, porque o Star Trek clássico sempre foi mais cerebral e menos aventura. Mas essa bronca não é para este terceiro filme em particular, e sim para todo o reboot.

Como não sou trekker, isso não me incomodou. Star Trek: Sem Fronteiras é um bom filme de ação. Claro, algumas coisas são forçadas demais, mas qual filme de ação não tem suas forçadas de barra?

O roteiro escrito por Simon Pegg e Doug Young sabe equilibrar bem os nove personagens principais (os sete que já estavam na franquia, mais o vilão e uma personagem nova). Agora, já que falei em forçadas de barra, tenho que admitir que Star Trek: Sem Fronteiras tem sequências tão absurdas que caberiam na outra franquia, aquela dos carros. Tem até uma cena de perseguição de moto – e a gente fica se perguntando por que diabos tinha uma moto na nave…

Os efeitos especiais são muito bons. Claro que a gente espera efeitos especiais top de linha num filme deste estilo, mas é legal quando,  ainda assim,  o filme nos surpreende. As naves “abelhas” são muito boas e o visual da “cidade Escher” é sensacional – lembra aquela cena de Inception onde a cidade se dobra.

Todo o elenco principal está de volta: Chris Pine, Karl Urban, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho e o recém-falecido Anton Yelchin (me parece que na cena final ele está em cgi, como fizeram com Paul Walker no último Velozes e Furiosos). De novidade, temos um irreconhecível Idris Elba (o Heimdall de Thor) como o vilão, e Sophia Boutella (a Gazelle de Kingsman), que rouba a cena com a sua ótima Jaylah. Ah, o roteirista Doug Young faz uma ponta como o companheiro de Sulu, uma homenagem ao ator da série clássica, George Takei, gay assumido. Só acho que poderiam ter deixado a relação mais clara, Young parece mais um irmão de Cho do que companheiro.

A trilha sonora orquestrada de Michael Giacchino, com citações aos temas clássicos, é irretocável. Agora, talvez os fãs ortodoxos reclamem da presença de músicas de artistas como Public Enemy e  Beastie Boys. Vou te falar que Sabotage, dos BB, entrou perfeitamente na trama. Mas se a gente lembrar que a mesma música já foi usada no filme de 2009, fica a dúvida: por que repetir? Por que não usar uma música semelhante?

Enfim, como Star Trek, este novo filme é fraco. Mas quem gosta de filme pipoca de ação vai curtir.

p.s.: Neste mundo de merchandising onipresente, me questiono se uma certa empresa de telefonia celular pagou alguma coisa para ter um título de filme “sem fronteiras”…

Independence Day: O Ressurgimento

IDR-posterCrítica – Independence Day: O Ressurgimento

Vinte anos depois, a continuação de um dos mais “farofeiros” filmes catástrofe de todos os tempos!

Duas décadas depois da primeira invasão do Dia da Independência, a Terra se depara com uma nova ameaça extra-solar. Será que as novas defesas espaciais da humanidade serão suficiente?

Vamulá. Muita gente não gosta do primeiro Independence Day, de 1996, justamente por não ser um filme sério. A parte de filme catástrofe é boa e agrada a todos, mas o clima de galhofa dividiu o público. Afinal, nem todo mundo “comprou” coisas como um vírus de computador derrotando os alienígenas.

Como Independence Day: O Ressurgimento (IIndependence Day: Resurgence, no original) é uma continuação, dirigida pelo mesmo Roland Emmerich, que teve novamente como parceiro o roteirista Dean Devlin, claro que o clima de galhofa continua. Não leve o filme a sério, e vai ser mais fácil de se divertir.

Se é tão bom quanto o primeiro? Não, infelizmente não é. Algumas sequências de destruição são muito boas, mas são tão poucas que essa parte acaba rapidinho E apesar de boa parte do elenco ter voltado, Will Smith não está nesta continuação, e ninguém do atual elenco tem carisma suficiente para segurar o filme, que parece meio órfão de um protagonista.

Se não é tão bom, pelo menos é uma boa opção pra quem estiver no clima certo. Temos efeitos especiais top de linha, as (poucas) sequências de destruição são excelentes. E, diferente da sisudez de um Interestelar, o clima é sempre leve e divertido.

Tirando Will Smith (que segundo dizem, cobrou caro demais), o resto do elenco principal está de volta: Bill Pullman, Jeff Goldblum, Judd Hirsch, Vivica A Fox e um inspirado Brent Spiner (o “Data” – por que esse cara não faz mais filmes?). Recém falecido, Robert Loggia aparece rapidamente, mas desconfio que seja CGI. De novidade, o filme conta com Liam Hemsworth (Jogos Vorazes), Maika Monroe (Corrente do Mal), William Fichtner, Charlotte Gainsbourg, Sela Ward e Jessie T. Usher.

Sobre o novo elenco, vem a má notícia: teremos continuação(ões). A ideia de Emmerich era fazer logo dois filmes ao mesmo tempo, mas o estúdio recusou. Mesmo assim, Independence Day: O Ressurgimento termina com gancho para um terceiro filme… Será que vai ser bom?

p.s.: “O Ressurgimento”. Será que não tinha um nome pior não?

A Quinta Onda

A Quinta OndaCrítica – A Quinta Onda

Pelo trailer, parecia ser um bom filme de apocalipse alienígena. Ah, como os trailers enganam…

Quatro ondas de ataques alienígenas, cada vez mais mortais, dizimam a maior parte da população da Terra. Neste cenário, uma jovem tenta desesperadamente salvar seu irmão mais novo.

Antes de tudo, um aviso: por mais que tenha elementos de cinema catástrofe, A Quinta Onda (The 5th Wave, no original) é muito mais próxima de sagas teen de futuro distópicas como Jogos Vorazes, Maze Runner e Divergente (e até mesmo Crepúsculo). Só soube depois da sessão de imprensa, o filme se baseia numa série de livros direcionados a “jovens adultos”, escritos por Rick Yancey.

A Quinta Onda até começa bem. Mas quando começa o papinho romântico, vai tudo ladeira abaixo. E, no meio dos clichês presentes, temos até o triângulo amoroso… Vou te falar, na sessão para críticos, algumas cenas teoricamente sérias proporcionaram gargalhadas…

Pra piorar, muitas coisas parecem recicladas de outros filmes. Impossível não lembrar de Independence Day na primeira cena onde as naves aparecem, e os aliens são iguais aos “face hughers” de Alien. E não quero estragar o filme de ninguém, mas me lembrei de Marte Ataca na cena onde os inimigos estão com a “cabeça verde”…

Os méritos do filme ficam abafados por toda a baboseira. Os efeitos especiais da primeira parte são eficientes, mas estão quase todos no trailer. Chloe Moretz, veterana apesar da idade, não atrapalha, mas nem de longe lembra o seu início de carreira.

Ah, sobre o elenco, tenho outro comentário: o que aconteceu com a Maria Bello? Ok, sabemos que ela já tem 48 anos, mas ela sempre fez papeis de mulheres bonitas (e seus fãs hão de se lembrar de sua generosa nudez em Marcas da Violência, dez anos antes). Maria está acabada aqui, parece bem mais velha e mal cuidada. Espero que seja maquiagem! Ainda no elenco, Liev Schreiber, Ron Livingston, Nick Robinson e Maika Monroe.

No fim do filme, temos um gancho pra continuação. Deve vir por aí uma Sexta Onda…

Star Wars Ep 7 – O Despertar da Força

SW7 - posterCrítica – Star Wars Ep 7 – O Despertar da Força

O filme mais aguardado do ano!

30 anos depois da derrota do Império Galático, surge uma nova ameaça. A Primeira Ordem tenta governar a galáxia, mas uma dupla improvável tenta impedir, com a ajuda da Resistência.

Antes de tudo, é bom avisar: este é um texto sem spoilers! Vamos respeitar o cuidado que os realizadores tiveram em não deixar vazar a história, apesar da grande vontade de comentar coisas do filme. Caro leitor que ainda não viu o filme: pode ler tranquilo!

Arrisco dizer que este Star Wars Ep 7 – O Despertar da Força (Star Wars The Force Awakens, no original) é a maior estreia cinematográfica da história. George Lucas vendeu sua franquia bilionária para a Disney, que fez o que sabe fazer como poucos: colocou a máquina de marketing à toda – hoje você encontra Star Wars em tudo quanto é produto. Diferente dos anos 70, Star Wars é moda!

Claro que precisávamos de um bom filme. Uma franquia deste porte precisa de um grande filme, campeão de bilheterias, para azeitar a máquina do marketing. E, meus amigos, a Disney e o diretor JJ Abrams acertaram em cheio. O Despertar da Força é um filmaço!

Admito que estava com o pé atrás. Em 1999, tive uma decepção muito grande com o Ep 1, e não acho a carreira de JJ Abrams tão consistente assim (apesar de ter gostado muito de Super 8). Mas, felizmente, o pé atrás foi infundado. O Despertar da Força tem tudo o que o fã esperava desde o fim dos créditos d’O Retorno do Jedi, lá longe, em 1983. A história é empolgante, os novos personagens são carismáticos, tecnicamente o filme é um deslumbre. E, o mais importante: é um filme que sabe respeitar o fã antigo.

Na trilogia clássica (77, 80, 83), os efeitos especiais eram top para a época, mas limitados se revistos hoje em dia. Na trilogia Voldemort (aquela que não deve ser mencionada!), tem muito cgi, o filme ficou muito artificial. Agora, com a tecnologia atual, aliada à escolha do diretor Abrams de usar cenários reais em vez de telas verdes, os efeitos chegam a um nível de perfeição poucas vezes visto no cinema. As batalhas, tanto terrestres quanto aéreas, são impressionantes!

O roteiro parece o Ep 4 revisitado: protagonista solitário no deserto, um vilão misterioso que usa máscara, fuga do “império”, reunião na “base rebelde” para destruir uma “estrela da morte”… (Tem mais, mas é um texto livre de spoilers, então fica pra outra ocasião.) A trama é muito bem amarrada, e sabe dosar com maestria a entrada dos elementos da série clássica – todo fã “velho” vai curtir rever os personagens e veículos da trilogia clássica. Não à toa, um dos roteiristas é Lawrence Kasdan, roteirista de O Império Contra-Ataca e O Retorno do Jedi. A importância na trama entre a “velha guarda” e a “nova geração” está bem equilibrada. Ah, o filme tem duas horas e quinze minutos, e não tem nenhum momento fraco.

George Lucas sempre teve fama de ser um péssimo diretor de atores. Nesse ponto, JJ Abrams é muito melhor que Lucas. O elenco deste Ep 7 é ótimo! A essa altura todo mundo já sabe que temos de volta Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Peter Mayhew (Chewbacca) e Anthony Daniels (C3PO), né? Juntam-se a eles a nova geração: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Domhnall Gleeson, Gwendoline Christie, Simon Pegg e as vozes de Andy Serkis e Lupita Nyong’o, além de uma ponta de Max von Sydow. Gostei muito de Daisy Ridley, a nova protagonista!

Sobre a trilha sonora, ainda não sei se gostei ou não. John Williams está de volta (ele fez a trilha dos outros seis filmes), e repete todos os temas que os fãs conhecem. Por um lado, é muito legal ouvir um tema conhecido sublinhando uma cena emocionante. Mas, por outro lado, não temos nada de novo. No Ep 1 a gente teve um bom tema novo…

Ainda preciso falar do humor. Não, o Ep 7 não é uma comédia. Mas acho que este é o filme mais engraçado de toda a saga. O personagem Poe tem frases ótimas!

Por fim, o 3D. Só faz diferença em um único take, onde parece que um destroyer imperial está bem à frente da tela. Só. Ou seja, desnecessário.

O filme acaba com um gancho forte para o episódio 8. Vai ser difícil segurar a ansiedade até 2017!

No fim da sessão, mal consegui me levantar, tamanho o carrossel de emoções que passaram na tela nas últimas duas horas. Obrigado, JJ Abrams, obrigado, George Lucas, obrigado, Disney. Obrigado por ter trazido de volta a magia da saga, que estava apagada desde a trilogia “Voldemort”. Obrigado pelo melhor filme do ano!

p.s. 1: Um filme desses tem que ser visto no cinema. Agora, ver numa sala de cinema onde mais da metade da plateia faz parte do Conselho Jedi RJ é uma experiência inesquecível!

p.s 2.: Para os fãs de Battlestar Galactica: temos uma “manobra Adama” na trama!

p.s. 3: Tive uma decepção, mas nada a ver com o filme em si. É que li que o elenco trazia Yayan Ruhian e Iko Uwais, os dois principais atores / lutadores dos filmes indonésios Operação Invasão, e imaginei que teríamos pelo menos uma grande luta envolvendo as habilidades dos dois. Nada, eles aparecem e somem rapidinho…

SW7 - sala do cinema SW7 - entrada do cinema

 

Maze Runner – Prova de Fogo

Maze Runner 2 - posterCrítica – Maze Runner – Prova de Fogo

Após escapar do labirinto, Thomas e os garotos que o acompanharam em sua fuga da Clareira precisam agora lidar com uma realidade bem diferente, em uma paisagem desolada cheia de obstáculos inimagináveis.

Não temos mais o labirinto do primeiro filme. Maze Runner – Prova de Fogo (Maze Runner – Scorch Trials, no original) começa com o fim do primeiro filme: os jovens saíram do labirinto, e agora precisam enfrentar novos desafios neste “futuro distópico baseado em livro direcionado ao público adolescente”.

A equipe foi a mesma: direção de Wes Ball e roteiro de T.S. Nowlin, os dois do primeiro filme – detalhe, Maze Runner foi a estreia de ambos. A dupla também está cotada para o terceiro filme baseado nos livros de James Dashner, que deve ser lançado em 2017.

O problema é que o roteiro tem uns buracos meio incômodos, tipo o momento que os protagonistas estão correndo de infectados raivosos que parecem zumbis, e logo depois eles já estão escondidos, sem mostrar como eles despistaram os infectados. Ou então depois de uma cena tensa onde dois personagens escapam de “zumbis que fazem parkour”, para chegarem num lugarejo onde pessoas passeiam calmamente pelas ruas – ué, os zumbis não vão até lá por que? Ou ainda: com cidades destruídas daquele jeito, de onde tiram gasolina pros carros?

Mas o que mais me incomodou foi que o plot deste filme meio que contraria o plot do primeiro. Se os jovens com mutações no sangue são tão valiosos assim, eles nunca deveriam ser colocados naqueles labirintos!

Não sei se o roteiro previa mais coisas e o filme era pra ser maior, talvez explicando alguns desse furos de roteiro, mas foi cortado para ter “apenas” duas horas e onze minutos. Parece que foi o caso, e a cena da tempestade elétrica aponta para o mesmo caminho – se era pra ser uma cena tão curta e tão desnecessária, por que não tirá-la do filme? Solução tosca, deveriam ter cortado ainda no roteiro.

Pelo menos o ritmo do filme flui bem, e os cenários (que devem ser digitais) são muito bem feitos. Adolescentes que vão ao cinema atrás de jovens bonitinhos correndo pela sobrevivência talvez gostem do filme.

No elenco, temos de volta Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Thomas Brodie-Sangster e a “quase brasileira” Kaya Scodelario (filha de uma brasileira, ela tirou fotos com uma bandeira do Brasil num evento em São Paulo). De novidades, temos Giancarlo Esposito, Lili Taylor, Barry Pepper, Alan Tudyk e Aidan Gillen, o “Mindinho” de Game of Thrones.

Agora aguardemos o terceiro filme. Pelo menos aparentemente não vão dividir em dois (como fizeram com Jogos Vorazes).

p.s.: Sabe aquela cena do poster, com o pessoal correndo por cima daquela torre caída que virou uma ponte? Esqueça, esta cena não está no filme!

O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas

Terminator3Crítica – O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas

Continuemos com a saga do Exterminador!

Um T-850, um Exterminador quase igual ao do segundo filme, é mandado ao passado para proteger John Connor, agora com 19 anos, de um modelo muito mais avançado e muito mais letal, a robô TX.

2003. Doze anos se passaram desde o lançamento do segundo Exterminador. Agora, James Cameron estava no hiato pós Titanic (ele passou mais de uma década em projetos menores, antes de voltar com Avatar. A direção ficou com Jonathan Mostow, até então conhecido pelos medianos Breakdown – Implacável PerseguiçãoU-571 – A Batalha do Atlântico.

Não sei se foi pela troca do diretor ou se foi porque forçaram um roteiro meio nada a ver (tipo – por que mudar do T-800 pro T-850?), o fato é que este O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (Terminator 3: Rise of the Machines, no original) é de longe o pior filme da saga – tanto que é ignorado nas referências dos outros filmes.

Sobre o elenco, fiquei com pena da Claire Danes, boa atriz, mas que de vez em quando escolhe os projetos errados. Gosto dela, mas ela não consegue salvar o filme. O resto do elenco é fraco, John Connor é interpretado pelo inexpressivo Nick Stahl, enquanto Kristanna Lokken fax a TX (este é o único filme de expressão na carreira de Lokken, e ela interpreta um robô sem sentimentos). Ah, claro, tem o Arnold Schwarzenegger fazendo o de sempre.

Como falei no texto sobre o segundo filme, tenho uma bronca semelhante com este terceiro. Não gosto quando um filme propõe uma regra e depois ignora esta regra proposta por ele mesmo. No filme anterior, aprendemos que um robô de metal líquido não pode voltar com armas, no máximo ele pode transformar seus membros em lâminas. Por que a Exterminadora daqui pode ter armas embutidas no braço? E aquele papo de controlar carros a distância ficou forçado…

Para piorar, este filme falha no conceito básico de viagem no tempo proposto pelo primeiro Exterminador, onde o passado é imutável, e tudo o que aconteceu se repetirá num eterno loop. A Exterminadora nunca poderia matar os companheiros do John Connor!

Por outro lado, as cenas de ação são ótimas. Aquela perseguição de carro com o caminhão guindaste é excelente. Numa época de pouco cgi, vemos uma bela destruição de carros e prédios pelas ruas. E a cena do Schwarzza carregando um caixão no ombro e uma metralhadora no outro braço é divertida.

Mas é pouco. Só vale pra quem fizer questão de ver toda a saga.

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Exterminador 2Crítica – O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Um robô, idêntico àquele que falhou em matar Sarah Connor, deve agora proteger seu filho adolescente, John Connor, de um robô mais avançado, feito de metal líquido.

Se fizerem uma lista de melhores continuações da história do cinema, este O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day, no original) tem grandes chances de estar lá. Este é um daqueles raros casos de continuações tão boas quanto o filme original!

Na época do primeiro Exterminador do Futuro, James Cameron ainda era um nome desconhecido (ele só tinha dirigido um longa, Piranhas 2 – Assassinas Voadoras), mas agora em 91, depois de dirigir Aliens O ResgateO Segredo do Abismo, ele já tinha se firmado como um dos grandes nomes do cinema de ação / ficção científica. Cameron mais uma vez assumiu a direção e o roteiro, e desta vez tinha uma produção com muito mais dinheiro – se no primeiro filme, o orçamento era de 6 milhões e 400 mil dólares; agora no segundo ele tinha cento e dois milhões. Os efeitos especiais aqui são bem melhores!

Um parágrafo a parte para se falar dos efeitos especiais do robô T-1000. Hoje efeitos digitais são corriqueiros, mas lá longe, em 1991, isso era novidade. Aquele robô de metal líquido, que “derrete” e toma outra forma, é um efeito especial sensacional! Uma das cenas “explodiu a minha cabeça” – quando o T-800 joga o T-1000 na parede, e este, em vez de se virar, a nuca se transforma em seu rosto. Genial! Aliás, revi agora, e digo que, em pleno 2015, os efeitos continuam excelentes. A cena do T-1000 atravessando a grade ainda impressiona!

Sobre o elenco: em 84, época do primeiro filme, Arnold Schwarzenegger era um nome pouco conhecido, mas agora em 91 ele já tinha se firmado como um dos maiores nomes de Hollywood, com várias superproduções no currículo (como Comando Para Matar, O Predador, O Vingador do Futuro, O SobreviventeIrmãos Gêmeos, entre outros). O roteiro, inteligentemente, o transformou em “mocinho” e inventou um novo vilão – e um excelente vilão, diga-se de passagem. Também no elenco, Linda Hamilton, Robert Patrick e Edward Furlong.

Gosto muito do Exterminador 2, acho um excelente filme, uma das melhores continuações que vemos por aí, mas… Tem uma inconsistenciazinha no roteiro. No primeiro filme, explicam que a máquina do tempo só funciona com tecido humano, por isso o robô precisa estar envolto em carne humana, e sem roupas nem armas. Pensando nesta regra, como é que um T1000 consegue viajar no tempo?

Sei que é algo pequeno, e irrelevante para o desenrolar do filme. Mas não gosto quando um filme ou série propõe uma regra e depois ignora esta própria regra… Pelo menos não apaga o brilho deste grande filme!