O Predestinado

O PredestinadoCrítica – O Predestinado

Sabe aquele filme bom, mas que ninguém conhece porque foi mal lançado?

Um agente temporal encara sua última missão após anos de viagens no tempo. Ele deve capturar um homem que há muito o ludibria através do tempo.

É bom não explicar muita coisa sobre o que acontece em O Predestinado  (Predestination, no original). A trama é cheia de reviravoltas bem boladas, a gente passa os dias seguintes depois de ver o filme pensando nos detalhes. E teve um momento mind blowing onde quase soltei um palavrão de tão estupefato que fiquei!

O filme foi escrito e dirigido pelos irmãos australianos Michael e Peter Spierig, os mesmos de Canibais / Undead e 2019 – O Ano da Extinção. Se o segundo já é pouco conhecido, o primeiro é um daqueles que ninguém viu. Ambos são filmes divertidos, mas nada demais. O Predestinado é de longe o melhor filme da dupla.

O ponto forte de O Predestinado é o roteiro, baseado no conto All You Zombies, de Robert A. Heinlen (o mesmo de Tropas Estelares). O roteiro é cheio de idas e vindas, e não deixa nenhuma ponta solta. Além disso, o filme tem outras qualidades. A ambientação é perfeita, a trama pula por épocas diferentes, e toda a cenografia foi bem cuidada.

No elenco, o nome mais famoso é Ethan Hawke. Mas o destaque sem dúvida é Sarah Snook – se, em vez de um filme alternativo australiano, O Predestinado fosse uma grande produção norte-americana, acredito que Sarah fosse indicada para prêmios importantes. Ainda no elenco, Noah Taylor.

Infelizmente, O Predestinado não passou nos cinemas, e teve lançamento discreto em dvd, ou seja, muita gente nem ouviu falar. Mas, fica a dica para quem quer uma história bem contada!

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Exterminador 5O Exterminador do Futuro: Gênesis

Estreou o novo Exterminador!

John Connor manda Kyle Reese ao passado para proteger Sarah Connor, mas quando ele chega em 1984, nada acontece como esperado.

Neste mar de continuações, refilmagens, releituras, remakes e reboots, claro que tinha espaço pro Arnoldão voltar ao seu papel mais icônico, né?

Um pequeno resumo da franquia Exterminador do Futuro. Os dois primeiros, dirigidos por James Cameron em 84 e 91, são excelentes, dois clássicos da ficção científica, dois dos melhores filmes de viagem no tempo de todos os tempos. O terceiro, de 2003, teve seus tropeços, ficou bem abaixo dos outros dois. Com um clima mais dark, o quarto filme foi lançado em 09 – melhor que o terceiro, mas ainda abaixo do início da saga. Pela primeira vez, Schwarzenegger não estava no elenco principal (ele era o governador da Califórnia àquela época), mas aparecia como um bem sacado efeito especial.

Sobre o novo O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys, no original), a primeira pergunta era: robôs envelhecem? Porque agora um senhor sessentão, Arnold Schwarzenegger volta ao papel do robô Exterminador. Mas isso é explicado no filme, o robô tem pele humana, então ele envelhece por fora…

A direção ficou a cargo de Alan Taylor, com longa carreira na tv (dirigiu episódios de séries como  Game of Thrones, Família Soprano e Sex and the City, entre muitas outras), mas em seu segundo filme para o cinema. Bem, como o primeiro foi Thor Mundo Sombrio, podemos dizer que Taylor está no caminho certo pra entrar no primeiro time dos diretores hollywoodianos.

Tecnicamente falando, o filme é impressionante. Não só vemos perseguições, brigas, explosões e tiroteios de tirar o fôlego, como vemos uma cena do Schwarza atual contra o Schwarza de 84! Viva o cgi bem feito!

Agora, uma coisa me incomodou: o conceito de viagem no tempo proposto pelo primeiro filme propõe um círculo fechado e imutável – o destino já está escrito, tudo o que acontece relativo às viagens no tempo vai se repetir num eterno loop. E este conceito é ignorado aqui. O Exterminador do Futuro Gênesis usa a ideia de viagem no tempo proposta pela série De Volta Para o Futuro: suas ações numa viagem no tempo podem alterar o futuro. Não gostei…

No elenco, Arnold Schwarzenegger mostra que ainda tem pique apesar dos sessenta e sete anos de idade (ele acabou de completar 68). E gostei da Emilia Clarke (Game of Thrones) como Sarah Connor. Por outro lado, não gostei de Jason Clarke (Planeta dos Macacos O Confronto), caricato demais como John Connor. Ainda no elenco, Jai Courtney, J. K. Simmons, Courtney B. Vance, Sandrine Holt e Byung-hun Lee.

Último aviso: rola uma cena extra no meio dos créditos, um gancho para uma continuação. É, segundo o imdb, este é o primeiro de uma nova trilogia…

Podcrastinadores.S03E14 – Star Wars: Trilogia Clássica

Podcrastinadores Star WarsPodcrastinadores.S03E14 – Star Wars: Trilogia Clássica

Bem-vindos senhoras e senhores ao quinquagésimo episódio dos Podcrastinadores! Isso mesmo, foram quase 100 horas de bate-papo ao longo de quase 2 anos!   o/\o

E para comemorar o episódio 50, vamos falar da maior franquia cinematográfica de todos os tempos, e que estávamos ansiosamente aguardando para este momento: Star Wars, ou melhor,Guerra nas Estrelas!

E como um tema como esse não dá pra fazer em um episódio só, iremos dividir nossa comemoração em duas partes, sendo primeiro a trilogia clássica, e no próximo episódio atrilogia prequel. Então ouça agora tudo relacionado aos episódios IV, V e VI em uma conversa descontraída, repleta de informações e curiosidades, nesse episódio absolutamente imperdível!

Comemoraram neste episódio: Gustavo GuimarãesHelvecio ParenteRodrigo MontaleãoTibério VelasquezHenrique Granado e Fernando Caruso.

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Links relacionados a este episódio:

GLucas

– Uma das várias de esquetes de Star Wars feita pelo Robot Chicken

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– Darth Vader fanfarrão

– Menina reverencia Darth Vader na Academia Jedi na Disney

– Harrison Ford aproveita o momento pra dar aquela buzinada na Carrie Fisher

– Erros gerais de gravação

– Darth Vader tocando gaita

– Retired Troopers, por Marcello Pereira

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Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível

TomorrowlandCrítica – Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível

Ligados por um destino em comum, uma jovem com curiosidade científica e um ex-garoto prodígio inventor embarcam em uma missão para descobrir os segredos de uma outra dimensão.

Antes de tudo, preciso avisar que a última vez que fui à Disney foi há uns trinta anos atrás. Sei que existe uma área chamada Tomorrowland que inspirou o filme, mas não tenho ideia se a trama deste filme tem algo a ver com o parque temático ou não.

Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível (Tomorrowland, no original) é aquilo que a gente espera de uma super produção da Disney: uma bem cuidada ficção científica, uma boa aventura infanto juvenil. Claro, com mensagem positiva no fim – algo diferente da moda atual de futuros distópicos (Mad Max, Jogos Vorazes, Maze Runner, Insurgente, The Walking Dead, etc).

A direção é de Brad Bird, o mesmo de Missão Impossível Protocolo Fantasma, mais conhecido pelos seus filmes da Pixar, Os IncríveisRatatouille – ou seja, o cara sabe falar com o público mais novo. Nisso, Tomorrowland é bem eficiente. Mas talvez os mais velhos se cansem por ser um pouco didático demais (mais uma vez vemos o discurso “estamos maltratando o nosso planeta”).

Os efeitos especiais, como eram de se esperar, são de cair o queixo. Prestem atenção na cena onde Casey entra na cidade de Tomorrowland: um único plano-sequência de quase cinco minutos! Claro, com várias intervenções digitais, mas não tiro o mérito de quem bolou isso. Também gostei do foguete steam punk que sai da Torre Eiffel. E me amarrei nas piscinas em camadas!

Um parágrafo à parte para falar da “Blast From The Past”, uma loja de colecionáveis que aparece no filme. Caramba! Tem MUITA coisa legal! E ainda estava com até 70% de desconto!!! Quando sair o blu-ray, vou rever esta cena com o dedo no pause, só pra explorar a loja…

No elenco, o veterano George Clooney divide o foco principal com as menos conhecidas Britt Robertson (Under the Dome) e Raffey Cassidy (Branca de Neve e o Caçador). Também no elenco, Hugh Laurie, Tim Mcgraw, Kathryn Hahn, Keegan-Michael Key e Judy Greer.

Pena que o roteiro, escrito por Bird e Damon Lindelof (Lost) é um pouco confuso e se perde no final – a gente sai do cinema se perguntando quais eram as reais intenções do “vilão” e por que ele mandou os robôs assassinos. Além disso, algumas coisas ficaram meio jogadas, como as paredes dos prédios na nossa dimensão que só atrapalham quando é conveniente para o desenrolar da trama…

Mesmo assim, achei o resultado positivo. E digo mais: Tomorrowland é um artigo raro nos dias de hoje – uma ideia nova! Vejam a lista dos blockbusters dos últimos anos, temos várias adaptações, continuações, remakes e reboots. Um viva para quem nos traz um filme original!

Ex Machina

Ex MachinaCrítica – Ex Machina

Sem nenhum alarde, eis que surge um novo filme sobre Inteligência Artificial!

Um jovem programador, funcionário de uma empresa tipo o Google, ganha um concurso para passar uma semana na casa do seu patrão, para testar uma Inteligência Artificial que ele está desenvolvendo.

Ex Machina (ainda sem título brasileiro) traz uma interessante abordagem da Inteligência Artificial pelo lado da sexualidade. Mas, diferente dos robôs sexuais como a Pris de Blade Runner ou o Gigolo Joe de AI: Inteligência Artificial, a questão aqui está mais próxima de Ela: podemos nos apaixonar por robôs?

Trata-se da estreia na direção de Alex Garland, roteirista de Extermínio, SunshineDredd (Garland também assina o roteiro aqui). O filme se baseia em diálogos, é um filme contemplativo e filosófico, isso talvez desagrade alguns. Mesmo assim, os efeitos especiais são impressionantes, apesar de discretos – a construção visual da robô é muito bem feita! Os cenários também são ótimos, aquela casa é um absurdo.

Ex Machina se baseia em três atores principais. Os dois nomes mais conhecidos são Domhnall Gleeson e Oscar Isaac – que coincidentemente estarão no próximo Star Wars, a ser lançado no fim deste ano. Mas na minha humilde opinião, a melhor atuação é de Alicia Vikander, perfeita ao emular os traços robóticos e ao mesmo tempo femininos de sua Ava. Também no elenco, Sonoya Mizuno.

Por fim, a má notícia: Ex Machina não tem previsão de lançamento brasileiro. Pena, tem filme mais fraco entrando em cartaz…

Vanilla Sky

vanilla_skyCrítica – Vanilla Sky

Depois do original, vamos à refilmagem!

Um jovem, bonito e rico herdeiro de uma revista conhece a mulher de seus sonhos, mas pouco depois se envolve num acidente de carro, fica com o rosto desfigurado e vê sua vida entrar em parafuso.

Vanilla Sky é uma refilmagem quase quadro a quadro do original Abre los Ojos. A maior parte das cenas é exatamente igual! Acho que as duas sequências diferentes são a do bar (melhor construída no filme espanhol) e a parte final (mais explicada aqui). Aliás, essa é uma crítica que muitos fazem: nem sempre tudo precisa ser explicado…

Apesar da falta de originalidade, gosto muito deste Vanilla Sky. Se a história já não é novidade, pelo menos a forma é muito bem cuidada. A fotografia é ótima, e a trilha sonora é bem melhor. O produto final hollwoodiano ficou bem palatável – pelo menos isso, né?

A direção ficou com Cameron Crowe (logo depois do genial Quase Famosos), que cinco anos antes tinha feito Jerry Maguire com Tom Cruise. Aqui, denuncio uma injustiça: nos créditos iniciais, o roteiro aparece como se fosse escrito só por Crowe, não vemos o nome de Almenábar! Por que, se os roteiros são quase iguais?

A direção é de Crowe, mas este é um “filme do Tom Cruise”. E é legal ver como o “star power” funciona. Sabe aquela cena inicial, onde vemos Cruise correndo pela Times Square completamente vazia? Não foi cgi! Cruise FECHOU a Times Square para filmar a cena!!!

(Aliás, nada contra Eduardo Noriega, o ator do original, mas achei que o papel combinava mais com o Tom Cruise…)

Uma coisa curiosa, e até onde sei, única na história do cinema: Penelope Cruz fez o mesmo papel nas duas versões! E admito, não gostei… Ainda no elenco, Cameron Diaz, Jason Lee, Kurt Russell, Timothy Spall, Noah Taylor e Tilda Swinton. Johnny Galecki, hoje famoso por The Big Bang Theory, faz uma ponta como o assistente de Cruise.

Mesmo sendo uma refilmagem quase igual ao original, Vanilla Sky é uma boa opção. Mas recomendo ver ambos.

Chappie

chappieCrítica – Chappie

Filme novo do Neill Blomkamp!

Num futuro próximo, o crime em Johannesburg é controlado por uma força policial composta de robôs. Quando um desses robôs policiais é roubado e reprogramado, ele vira o primeiro robô com a habilidade de pensar e sentir por conta própria.

A princípio, Chappie lembra Eu, Robô. Mas, na verdade, parece mais com Robocop, apesar do personagem título não ser humano – aqui, não só o robô é policial, como ainda temos uma espécie de Ed 209.

Gosto do estilo do Neill Blomkamp, o mesmo de Distrito 9 e Elysium. Sua estética é suja, seu terceiro mundo é mais próximo da nossa realidade do que o que Hollywood costuma mostrar. Esta estética suja combina com a história do robô Chappie, um misto de tecnologia de ponta com favela.

Aliás, diga-se de passagem, a construção do personagem é excelente, tanto pela parte narrativa, quanto pela parte técnica. Chappie é um personagem complexo, tem mais humanidade do que muito personagem interpretado por humanos. Chappie é uma criança que precisa de orientação para se desenvolver!

E pela parte técnica, Chappie é impressionante. O robô está lá, consegue ser mais convincente que o Gollum de Senhor dos Aneis – será que o Sharlto Copley usou aquelas roupas de captura de movimento que nem o Andy Serkis? O fato é: Chappie nunca passa a sensação de ser digital.

Sharlto Copley não aparece, mas brilha como a voz do personagem título. E olha que o elenco conta com o Hugh Wolverine Jackman e a Sigourney Ripley Weaver! É que Jackman e Sigourney são coadjuvantes aqui. O filme é de Copley, Dev Patel (Quem Quer Ser um Milionário) e da dupla Ninja e Yo-Landi Visser (que fazem parte do Die Antwoord, uma banda de rap de Johannesburg).

Chappie tem um bom ritmo, além de uma boa trilha sonora assinada por Hans Zimmer. Não gostei muito do fim, mas nada que estrague o prazer de ter conhecido um dos melhores robôs da história do cinema!

A Experiência (1995)

a experienciaCrítica – A Experiência (1995)

Hora de rever A Experiência!

Um cientista reúne um time para caçar Sil, uma bela predadora, resultado de uma experiência com dna alienígena.

Com um elenco acima da média, uma protagonista exuberante e uma criatura com a assinatura do H.R. Giger, A Experiência (Species, no original) é um dos marcos da mistura de ficção científica com terror, como Alien, Força Sinistra e O Enigma de Outro Mundo.

Ok, revendo hoje, a gente repara um monte de inconsistências no roteiro do filme dirigido por Roger Donaldson (November Man, Efeito Dominó) – tipo, como é que a Sil sai do trem usando o uniforme da funcionária, e ninguém repara? Ou, como é que não reparam que o corpo encontrado no carro estava amarrado, e no banco do carona? E por aí vai…

Mas aí a gente vê a Natasha Henstridge e esquece de tudo isso. Em sua estreia no cinema, Natasha rivaliza com a Mathilda May de Força Sinistra como a predadora alienígena mais sexy da história do cinema. Natasha está linda e passa boa parte do filme sem roupa. Conheço gente que diz que toparia morrer que nem o personagem de Alfred Molina – if you know what I mean…

Mas A Experiência não é apenas um filme exploitation, onde tudo o que interessa é a nudez. A criatura foi desenhada por H.R. Giger, o mesmo que desenhou o Alien do Ridley Scott. E o elenco é cheio de nomes legais: Ben Kingsley , Michael Madsen, Alfred Molina , Forest Whitaker, Marg Helgenberger e Michelle Williams, ainda adolescente.

O filme teve três sequências, em 1998, 2004 e 2007. A qualidade foi caindo ao longo das sequências…

Tem gente por aí que critica A Experiência, que acha que é um grande filme B. Discordo. O filme consegue manter o clima de tensão e, com efeitos especiais coerentes com a época, oferece uma diversão honesta – apesar dos furos de roteiro.

Eles Vivem

eles vivemCrítica – Eles Vivem

Comprei uma camisa genial com uma referência sobre as mensagens subliminares deste filme. Aproveitei a oportunidade para rever.

Um trabalhador, vindo de outra cidade, descobre uma caixa de óculos escuros que lhe permite descobrir que alienígenas tomaram conta do planeta.

Lançado em 1988, Eles Vivem (They Live, no original) traz uma interessante versão pro tema “ficção científica como metáfora para o macarthismo”, mais usado nos aos 50 e 60. O clima aqui continua conspiratório, mas o alvo é o consumismo em vez do comunismo.

O roteiro é baseado no conto “Eight O’Clock in the Morning”, escrito em 1963 por Ray Nelson. Com suas mensagens subliminares e – principalmente – com o seu jeitão de filme B, John Carpenter entrega mais um bom filme – numa década onde ele fez muita coisa legal, como Fuga de Nova York, O Enigma de Outro Mundo, Christine – O Carro Assassino, Starman – O Homem das Estrelas, Os Aventureiros do Bairro Proibido e Príncipe das Sombras.

O papel principal ficou com Roddy Piper, que era um famoso lutador profissional. O fato de ter um lutador como protagonista gerou um cena famosa: a longa luta entre Piper e o coadjuvante Keith David. A luta era pra durar 20 segundos na tela, mas os dois atores resolveram lutar pra valer (os golpes eram reais, exceto quando era no rosto ou nas partes baixas) e passaram três semanas ensaiando a luta. Resultado: Carpenter ficou tão impressionado que deixou todos os 5 minutos e 20 segundos de luta no filme. Também no elenco, Meg Foster.

O roteiro (também escrito por Carpenter, sob o pseudônimo Frank Armitage) tem suas falhas – o cara entra num banco, armado, mata meia dúzia, e sai tranquilamente? – mas funciona dentro da proposta. A trilha sonora hipnótica (também composta por Carpenter) ajuda no clima de paranoia.

Por fim, a famosa frase “I have come here to chew bubble gum and kick ass, and I’m all out of bubble gum” (“Eu vim aqui mascar chicletes e chutar traseiros, e acabaram os meus chicletes”), que já esteve aqui no heuvi, no Top 10 Melhores Frases, foi improvisada por Roddy Piper, ele tinha essa frase guardada para usar em entrevistas como lutador.

Ah, aqui tem uma imagem da camisa que comprei. No claro, vemos a imagem da esquerda. Mas quando as luzes se apagam, “acendem” as mensagens subliminares!

eles vivem tee fury

Top 10 Ficção Científica Ultra-Realista

0-Hard Sci FiTop 10 Ficção Científica Ultra Realista

No episódio S02E24 do podcast Podcrastinadores falamos sobre filmes de ficção científica ultra realista. Fui pesquisar, e descobri que existe a expressão “hard sci-fi”, que se refere a esses filmes que procuram o caminho oposto à fantasia espacial.

E pensei: por que não um Top 10 de hard sci-fi?

Não fiz o Top 10 sozinho, tive a inestimável ajuda do meu amigo Regis Grundig. Cada um escreveu sobre cinco filmes.

Vamos à lista?

10-Solaris10-Solaris
O filme de 1974 de Andrei Tarkovsky seria a versão russa de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (existe uma refilmagem hollywoodiana com George Clooney). Um psicólogo é enviado para uma estação espacial para descobrir  o que está deixando a tripulação insana.

3-20019- Moon
Solitário, astronauta em serviço de mineração na Lua, espera ansiosamente para retornar a Terra após três anos, quando sofre um acidente e descobre uma incrível verdade sobre a missão e si mesmo.

http://www.heuvi.com.br/moon/

8-Abismo Negro8- Abismo Negro
Clássico pouco conhecido da Disney, onde uma grande nave, comandada por um cientista louco com ideias revolucionárias, é encontrada à beira de um buraco negro.

http://www.heuvi.com.br/abismo-negro-o-buraco-negro/

7-Sunshine7- Sunshine – Alerta Solar
No ano 2057, o sol está morrendo. Uma missão leva uma enorme bomba nuclear para tentar “reiniciar” o sol. Filme tenso e claustrofóbico de Danny Boyle.

http://www.heuvi.com.br/sunshine-alerta-solar/

6-Gattaca6- Gattaca – A Experiência Genética
Um apartheid respaldado pela ciência: de um lado, aqueles concebidos de maneira natural, sujeitos a problemas genéticos; do outro, os que vieram de embriões manipulados em laboratório, mais fortes, mais bonitos, mais inteligentes e com menos risco de doença.

http://www.heuvi.com.br/gattaca-a-experiencia-genetica/

5-Contato5- Contato
Baseado no livro do renomado Carl Sagan da série Cosmos, o filme relata um contato via radiotelescópio com uma civilização extraterrestre e o impacto sobre a religião e ciência, e a fé que existe em cada um. Com Jodie Foster e Matthew McConaughey.

4-Interestelar4- Interestelar
Christopher Nolan se propôs a fazer um filme “cientificamente correto”, onde, num futuro próximo, um grupo de exploradores usa um recém descoberto “buraco de minhoca” para ultrapassar os limites da exploração espacial.

http://www.heuvi.com.br/interestelar/

3-20013- 2001 – Uma Odisséia no Espaço
Marco da ficção científica hard-scifi e um dos mais complexos filmes de Stanley Kubrick, o filme conta a trajetória da humanidade, desde quando macacos, passando pela era espacial e terminando na evolução final da humanidade.

2-Contatos Imediatos2- Contatos Imediatos do Terceiro Grau
Pessoas diferentes que tiveram um breve contato com discos voadores começam a ter alucinações com uma montanha e um tema de cinco notas musicais. Clássico de Steven Spielberg!

http://www.heuvi.com.br/contatos-imediatos-do-terceiro-grau/

1-Gravidade1- Gravidade
Planos-sequência alucinantes flutuando em órbita da Terra, numa história curta e tensa. A gravidade zero nunca foi tão bem filmada. Ganhou sete Oscars ano passado.

http://www.heuvi.com.br/gravidade/