Os Roses – Até que a Morte os Separe

Crítica – Os Roses – Até que a Morte os Separe

Sinopse (imdb): O ciúme de um casal aparentemente perfeito irrompe quando a carreira profissional do marido implode, revelando rachaduras na fachada de sua vida familiar ideal.

Antes de ver a refilmagem, fui rever o original, que heu não via provavelmente desde a época. Lançado em 1989, A Guerra dos Roses trazia o mesmo trio de atores principais de Tudo Por uma Esmeralda e a Joia do Nilo, Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito, e por isso, na época, teve gente achando que era uma continuação. Mas não, nada a ver, é uma história completamente diferente.

Dirigido por DeVito, o filme contava a história de um casal antes apaixonado que aos poucos começa a se odiar cada vez mais. O humor é meio cartunesco, algumas coisas são muito exageradas. É uma comédia divertida, mas algumas coisas envelheceram bem mal – ele mata o gato dela, e depois o filme dá a entender que ela fez patê com o cachorro dele (aparece um cachorro, meio que pra limpar a barra, mas o filme não confirma nem sim nem não).

A direção agora é de Jay Roach, diretor dos três filmes do Austin Powers. Os Roses – Até que a Morte os Separe (The Roses, no original) não quer ser igual ao filme anterior. Na verdade, só o argumento é igual: casal antes apaixonado começa a se odiar cada vez mais. Mas todo o desenvolvimento é bem diferente, nem os personagens têm os mesmos nomes.

A refilmagem é mais “pé no chão”, as brigas são menos exageradas, o que combina mais com os dias de hoje. Inclusive, achei que as motivações para a separação aqui são melhor exploradas: ele a inveja por causa do sucesso profissional; ela o inveja por causa do maior contato com os filhos.

O melhor de Os Roses é o casal de protagonistas. Afinal, Benedict Cumberbatch e Olivia Colman são grandes atores, e é sempre agradável vê-los em tela. O carisma da dupla segura o interesse do espectador até o fim do filme. Já o resto do elenco é apenas ok. Allison Janney só aparece em uma cena; Andy Samberg aparece mais mas tem pouco espaço. Só não gostei da Kate McKinnon, que repete o mesmo estilo de piadas sem noção que ela costuma fazer em outros filmes.

Os Roses – Até que a Morte os Separe não é um grande filme, mas é uma diversão honesta. Pena que veio logo depois de Corra que a Polícia Vem Aí, que é bem mais engraçado.

Palm Springs

Crítica – Palm Springs

Sinopse (imdb): Quando o despreocupado Nyles e a relutante dama de honra Sarah têm um encontro casual em um casamento em Palm Springs, as coisas ficam complicadas, pois eles não conseguem escapar do local, de si mesmos ou um do outro.

Ok, a gente já viu algumas vezes esse formato “Feitiço do Tempo”, onde os personagens ficam presos num loop temporal e vivem de novo o mesmo dia várias vezes. Não é novidade, mas já gerou bons filmes – A Morte te Dá Parabéns, No Limite do Amanhã, lembro até de um episódio de Supernatural. Será que tem fôlego pra mais uma versão, agora voltando à comédia romântica?

Estreia em longas do diretor Max Barbakow, Palm Springs (idem no original) é isso: uma ideia requentada, mas mesmo assim um filme bem divertido. O filme sabe que não é novidade e não engana o espectador, o roteiro brinca com os clichês do estilo. Diversão leve e despretensiosa por uma hora e meia de projeção.

O elenco ajuda, Andy Samberg e Cristin Milioti mostram boa química e parecem se divertir junto com a gente. E ainda tem J.K. Simmons e Peter Gallagher como coadjuvantes de luxo!

Ontem falei aqui de A Vastidão da Noite, um filme distribuído pela Amazon; Palm Springs foi distribuído pela Hulu. Ainda sem cinemas, vamos de streaming!

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas

Hootel Transilvania 3Crítica – Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas

Sinopse (imdb): Durante as férias com sua família, o Conde Drácula encontra uma afinidade romântica.

Drácula e seus amigos estão de volta!

Como este é o terceiro filme da série, a gente já sabe mais ou menos o que esperar. Dirigido pelo mesmo Genndy Tartakovsky dos outros dois filmes, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, no original) mantém o mesmo padrão. Quem gostou dos outros dois vai curtir.

A animação não tem a qualidade de uma Pixar, mas não é nada que incomode. Temos alguns personagens novos, mas a estrutura é a mesma. Algumas boas piadas, algumas piadas bobas, tudo meio previsível, mas mesmo assim tudo leve e divertido.

O elenco original é ótimo – Adam Sandler, Andy Samberg, Selena Gomez, Kevin James, Fran Drescher, Steve Buscemi, Molly Shannon, David Spade, Kathryn Hahn e Mel Brooks. Pena que vi a versão dublada. Pelo menos a dublagem é muito bem feita.

Férias escolares chegando, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas não é nada excepcional, mas vai agradar os pequenos, sem ofender os pais.

Celeste e Jesse Para Sempre

Crítica – Celeste e Jesse Para Sempre

Celeste e Jesse se separaram, mas ainda vivem juntos, como melhores amigos. Apesar da grande proximidade entre os dois, eles tentarão aprender a viver um sem o outro.

Dirigido pelo pouco conhecido Lee Toland Krieger, Celeste e Jesse Para Sempre (Celeste & Jesse Forever, no original) é mais uma comédia romântica. Pra não dizer que é igual a todas as que rolam por aí, a única particularidade aqui é que a trama torna impossível um final 100% feliz. E mesmo assim o final é previsível.

O elenco está ok. Ninguém chama a atenção, nem pro lado positivo, nem pro negativo. A figura central é Rashida Jones, também uma das autoras do roteiro. Ainda no elenco, Andy Samberg, Emma Roberts, Elijah Wood, Rebecca Dayan, Chris Messina, Ari Graynor, Eric Christian Olsen e Will McCormack (o outro co-autor do roteiro).

Um detalhe técnico me incomodou em Celeste e Jesse Para Sempre: o excesso de closes. Me pareceu um cacoete de filme independente, tudo muito perto. Não sei se foi um problema exclusivo da sala onde vi (no Shopping da Gavea), mas em várias cenas a gente não via o topo das cabeças dos atores.

Enfim, Celeste e Jesse Para Sempre tem o seu público alvo. Mas fora disso, é dispensável.