Primitive War

Crítica – Primitive War

Sinopse (imdb): Vietnã, 1968. A equipe de reconhecimento do Esquadrão Abutre vai para um vale isolado para investigar o desaparecimento de um pelotão de boinas verdes. Sua missão toma um rumo sombrio quando descobrem uma ameaça invisível.

A premissa lembra um filme da Asylum: guerra do Vietnã com dinossauros. Mas, preciso reconhecer que o resultado aqui é bem melhor que a média da Asylum.

Primitive War é um filme australiano, baseado no livro homônimo escrito por Ethan Petrus em 2017. Não conheço o livro, vou falar só do filme. Acompanhamos uma equipe que precisa resgatar um grupo de boinas verdes. O problema é que encontram dinossauros quando chegam lá, o que muda todo o planejamento.

Claro que o grande lance são os dinossauros, principalmente em tempos onde temos alguns Jurassic World decepcionantes. E preciso dizer que quem curte dinossauros não vai se decepcionar: são muitos, de várias espécies diferentes. E alguns são ligeiramente diferentes do padrão “Jurassic Park” que estamos acostumados há 30 anos – por exemplo, alguns dinossauros têm penas! Não tem gente por aí que diz que aves são dinossauros?

Primitive War é um filme de baixo orçamento, e em algumas cenas vemos dinossauros meio toscos. Mas preciso dizer que durante a maior parte do filme o cgi dos dinossauros é muito bem feito. E se a gente pensar que Primitive War teve orçamento de 7 milhões, contra 180 milhões do último Jurassic World, o resultado ficou muito acima do esperado.

(Elogio os dinossauros, mas preciso reclamar do barulho tosco de quando o Tiranossauro Rex fecha a mandíbula. O som parece uma colher de pau batendo num balde de plástico. Talvez o cara tenha pesquisado e este talvez seja mais próximo do que deveria ser o som real. Mas, caramba, ficou muito tosco!)

Primitive War foi escrito, produzido, dirigido e editado por Luke Sparke, que ainda foi o responsável pelo design de produção e está creditado como produtor e supervisor de efeitos especiais. Vou além: Carly Sparke e Tracey Rose Sparke, mesmo sobrenome (catei no Google, não descobri se são esposa, irmã, filha, mãe… mas devem ser da família), estavam na produção, na escolha do elenco e no figurino. Ou seja, estamos diante de um projeto muito pessoal. Parabéns a Luke Sparke, mas, talvez fosse uma boa ideia ter alguém no topo da produção pra dizer “menos”… O resultado ficou muito bom, mas é longo demais. Um filme com essa temática não precisa ter mais de uma hora e meia, e Primitive War tem duas horas e treze minutos!

Primitive War chega a cansar, porque não tem necessidade de ser tão longo. Aí a gente começa a pensar em personagens inúteis, como por exemplo aquela vietnamita que andava com os russos, uma personagem tão irrelevante que nem consegui ver direito se ela sobreviveu no fim ou não. E aquele vilão russo é a coisa mais trash do filme. Não precisava disso, uma trama de soldados fugindo de dinossauros já seria suficiente.

O elenco também lembra Asylum, que costuma pegar sub celebridades hollywoodianas que precisam pagar boletos. Os principais aqui são Ryan Kwanten, que era um personagem secundário em True Blood, e Tricia Helfer, a Caprica Six de Battlestar Galactica – dois atores ok, mas que não têm muito mais a apresentar nos seus currículos. Também tem Jeremy Piven num papel menor. Ninguém está bem, mas ninguém está mal. Afinal, o importante é ver dinossauros.

O resultado final de Primitive War é bem melhor que o esperado. Ainda aguardo Luke Sparke numa produção um pouco melhor, onde alguém pode dar conselhos sobre alguns detalhes que podem melhorar sua obra. Mas fica aqui um parabéns!

Entourage: Fama e Amizade

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Crítica – Entourage: Fama e Amizade

E mais uma série ganha uma versão para cinema…

A estrela de cinema Vincent Chase e seus amigos estão de volta, desta vez envolvidos em um arriscado projeto: a estreia de Vince na direção.

Entourage foi uma série feita pela HBO entre 2004 e 2011, mostrando uma estrela hollywoodiana que sempre carregava seus amigos de infância por tudo quanto é canto. A série foi inspirada no ator Mark Wahlberg e seus amigos “não atores”, só mudaram as personalidades dos personagens – Vince Chase é bem mais “bom moço” que Wahlberg.

Entourage: Fama e Amizade (Entourage, no original), foi escrito e dirigido pelo mesmo Doug Ellin que criou a série, e segue o mesmo clima – aliás, parece até um episódio estendido. E o roteiro traz algumas tiradas geniais, satirizando o glamour das estrelas. Quem curte os bastidores de Hollywood vai se divertir, temos inúmeras pontas de famosos, alguns fazendo piadas com as próprias carreiras (como a Jessica Alba negociando um novo projeto).

Falando nisso, o elenco é muito bom. Provavelmente pelos anos trabalhando juntos, rola uma boa química entre os atores principais Kevin Connolly, Adrian Grenier, Jerry Ferrara, Kevin Dillon e Jeremy Piven – os cinco estiveram em todos os 96 episódios da série. E não é só a química – vemos que os personagens são bem desenvolvidos, outro legado da série. E o elenco ainda conta com Billy Bob Thornton, Haley Joel Osment, Emmanuelle Chriqui, Debi Mazar, Emily Ratajkowski e Ronda Rousey (as duas últimas interpretam elas mesmas) – isso porque não estamos falando de cameos de gente como Liam Neeson, Jon Favreau, Gary Busey, Mike Tyson, Ed O’Neill, Armie Hammer, Kelsey Grammer e – claro – Mark Wahlberg, entre muitos outros – o filme parece uma brincadeira de “Onde está Wally” em Hollywood.

Agora, temos que reconhecer que Entourage é raso. Quem não curte o “hollywood way of life” talvez ache o filme meio bobo, afinal, o tema não muda muito – é quase o tempo todo falando de celebridades e de sexo…

Por fim, sabe quando rola um “filme dentro do filme”? Fiquei com vontade de ver o filme que Vince dirigiu…

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Matador em Conflito

Divertida comédia de humor negro, Matador em Conflito (Grosse Pointe Blank no original) traz uma trama um tanto surreal: um assassino profissional é convidado para uma reunião de dez anos de formatura no colégio, em sua cidade natal. Já que tem um “trabalho” para fazer na cidade no mesmo fim de semana, resolve ir para lá e participar da reunião…

Dirigido por George Armitage em 1997, um dos méritos deste filme é o elenco. Encabeçado por um como sempre inspirado John Cusack, ainda temos Dan Aykroyd, Minnie Driver, Alan Arkin, Joan Cusack e, de quebra, Hank Azaria e Jeremy Piven em papéis menores. Aykroyd interpreta um  rival de Cusack, que quer convencê-lo a criar um sindicato de assassinos (!); Arkin, por sua vez, faz um psiquiatra apavorado porque descobriu que seu paciente mata outras pessoas como profissão.

Quer mais? A trilha sonora também é muito boa, só de hits dos anos 80 – afinal, temos uma reunião de formandos de 87!

O filme não é daqueles “imperdíveis”. Tá mais pra cult. Mesmo assim, é uma boa e despretensiosa diversão.

Smokin’ Aces – A Última Cartada

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Smokin’ Aces – A Última Cartada

Não levei muita fé quando este filme foi lançado. Parecia ser apenas “mais um daqueles filminhos tentando ser cool”. Mas sabe que esse é divertido?

Explico: depois de Pulp Fiction, surgiu um novo estilo: filmes policiais que mesclavam atores cool em papéis cool, edição de imagens ágil, muita violência, tudo muito estilizado e de preferência com uma trilha sonora também cool. Alguns até funcionam, o Guy Ritchie por exemplo sabe usar esse estilo. Mas às vezes falta talento…

Felizmente Smokin’ Aces não é o caso. O diretor quase desconhecido Joe Carnaham acertou a mão ao contar a história de Buddy Aces, um misto de mafioso e performer de Las Vegas, que, ao ganhar proteção da polícia por testemunhar contra a Máfia, vira alvo de vários assassinos profissionais, quando sua cabeça é colocada a prêmio, no valor de um milhão de dólares.

O elenco é cheio de nomes legais, como Ray Liotta, Andy Garcia, Ryan Reinolds, Ben Affleck, Jeremy Piven e Jason Bateman. E a história tem espaço prum monte de personagens interessantes, quando vemos os diferentes assassinos com seus diferentes estilos.

Sobre o elenco, vou citar duas curiosidades pros antenados de plantão:

– Um dos irmãos Tremor – 3 irmãos neonazistas completamente malucos – é interpretado por um certo Chris Pine. Já leu esse nome em algum lugar? Bem, ele é o novo Capitão Kirk, no próximo Star Trek

– Um dos assassinos é interpretado por Nestor Carbonell, o misterioso Richard Alpert, personagem secundário da série Lost. Bem, em uma das cenas, Carbonell contracena com Mathew Fox, o Jack, personagem principal de Lost… (aliás, falando em Lost, outro dos irmãos Tremor também está na ilha de Lost!)

O filme é um pouco confuso, são muitos personagens e algumas subtramas ao fundo. Mas pode ser uma boa diversão. Agora estamos esperando pra ver como será o prequel, anunciado pro ano que vem…