Crítica – Morra, Amor
Sinopse (imdb): Em uma área rural remota e esquecida, uma mãe luta para manter sua sanidade enquanto luta contra a psicose.
Em 2017, comentei no heuvi sobre o filme Você Nunca Esteve Realmente Aqui, dirigido pela Lynne Ramsey. Escrevi que o filme “mostra um bom trabalho do ator Joaquin Phoenix num filme que não é grandes coisas. Oito anos depois, novo filme dirigido pela Lynne Ramsey, Morra Amor, posso dizer que “mostra um bom trabalho da atriz Jennifer Lawrence num filme que não é grandes coisas”.
Novo filme escrito e dirigido por Lynne Ramsey (mais conhecida por Precisamos Falar Sobre o Kevin), Morra Amor (Die My Love, no original) segue por esse caminho. Uma grande atuação da Jennifer Lawrence, que deve ser indicada pra prêmios; uma boa atuação do Robert Pattinson, mas num roteiro fraco, cheio de simbolismos vazios. Resumindo, um filme bem chato.
Ao fim da sessão, achei que o filme falava de uma pessoa desequilibrada. Mas depois li que na verdade é sobre depressão pós parto. No filme, acompanhamos Grace, que de vez em quando tem uns surtos. Claro, prato cheio para a Jennifer Lawrence se soltar.
(Em alguns momentos, aparece um motociclista misterioso, personagem do Lakeith Stanfield. Um dos poucos elogios que consigo fazer ao filme é o lance de não deixar claro se é um personagem real ou fruto da imaginação de Grace. Na minha interpretação, ele não existe, afinal ele não interage com mais ninguém no elenco.)
Mas tudo é muito arrastado, muito chato, cenas se repetem – perdi a conta de quantas vezes a Jennifer Lawrence engatinha pelo cenário… Além disso, tenho quase certeza que existe um erro na edição, porque Grace aparece grávida depois do filho nascer. Heu precisaria rever pra ter certeza, mas tive a impressão de ter visto esse erro quase amador.
Enfim, só se salva o elenco. Além dos três citados, Morra, Amor ainda tem Sissy Spacek e Nick Nolte. Pode até valer um Oscar, mas, como cinema, deixa a desejar.




