Supergirl

Crítica – Supergirl

Sinopse (imdb): Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, une forças com um aliado improvável em uma jornada interestelar de vingança e justiça, quando um adversário inesperado ataca muito perto de casa.

Heu lembro quando tinham poucos filmes de super-herói por ano. Em 2000 tivemos o primeiro X-Men; em 2002 foi a vez do primeiro Homem Aranha – dois filmes em três anos. E aí começou a ter mais, a ponto de chegar a cinco ou seis filmes de super-herói no mesmo ano. Chequei agora no google, entre 2017 e 2019 foram 21 grandes lançamentos de filmes de super-heróis nos cinemas. É claro que se existe uma quantidade tão grande, a qualidade diminui.

Nesse cenário de muitos filmes de super-herói surge o filme da Supergirl, que é apenas mais um filme de super-herói. É ruim? Não. Mas é tão fuén vai ser esquecido logo logo.

Kara Zor-El, a Supergirl, personagem introduzida no filme do Superman, está comemorando seu aniversário de 23 anos, meio solitária (sua única companhia é o cachorro Krypto), ficando bêbada todas as noites. Seu destino acaba acaba cruzando com uma adolescente que perdeu a família e quer vingança.

O problema deste filme da Supergirl é que não tem nenhuma novidade, a gente já viu isso tudo antes várias vezes – e melhor contado. Vou além, o clima parece Guardiões da Galáxia, filmes dirigidos pelo James Gunn, que é produtor aqui: temos uma protagonista meio rebelde, um pouco anti-heroína, vagando por vários planetas esquisitos e com personagens esquisitos.

A direção é de Craig Gillespie, mas parece um “filme de produtor”. Digo isso porque Gillespie tem dois filmes no currículo que acho bem legais, Eu Tonya e Cruella, que são bem diferentes de Supergirl – que, como disse, se aproxima mais de Guardiões da Galáxia

(Aliás, curioso lembrar que tanto Guardiões da Galáxia quanto Cruella têm boas trilhas sonoras usando músicas pop, e aqui a trilha sonora é bem insossa. Acho que o único destaque nesse aspecto é a cena onde tocam Garota de Ipanema e What A Wonderful World.)

Se o filme é genérico, o roteiro fraco não ajuda. Se a gente parar pra pensar, vai encontrar um monte de inconsistências aqui e ali. Um exemplo: se o vilão Krem fazia parte de um grupo que sequestra jovens mulheres, por que diabos ele deixa a menina que vai pedir ajuda à Supergirl? Isso sem falar que o poder da kryptonita é mais forte ou mais fraco dependendo do que o roteiro pede…

Milly Alcock funciona como a Supergirl, ela precisa entender sua posição como super-heroína, afinal ela não é e nem quer ser boazinha como seu primo Superman. Eve Ridley, que faz Ruthye, a personagem adolescente, também está ok. Por outro lado, heu queria fazer duas críticas. Uma ao vilão Krem de Matthias Schoenaerts, que é um vilão bem besta. A outra é ao Lobo, personagem do Jason Momoa, caricato ao extremo, e se você tirar esse personagem, nada muda no filme.

Vou além, a cena onde a gente conhece o personagem Lobo é uma cena que não faz sentido. Kara, sozinha, bate em dezenas de pessoas que estão num bar, e depois que ela bateu em todo mundo, o Lobo acende um charuto e age como se nunca a tivesse visto, como se não estivesse presente. Ele não podia estar escondido num canto naquela cena.

O filme é ruim? Não, não é ruim, mas, repito, a gente já viu isso outras vezes, é um filme genérico e que vai ser esquecido daqui a pouquinho. Os fãs da DC mereciam um tratamento melhor, desse jeito a DC nunca vai alcançar o que a Marvel conseguiu com MCU.