Confinado

Crítica – Confinado

Sinopse (imdb): Um ladrão que arromba um carro de luxo percebe que caiu em um sofisticado jogo de terror psicológico.

E vamos para um filme hollywoodiano que é refilmagem de um brasileiro! Bem, mais ou menos. Confinado (Locked, no original) é refilmagem do brasileiro A Jaula, que por sua vez é refilmagem do argentino 4×4. Ou seja, na verdade o argentino é que é o original.

Dirigido por David Yarovesky (Brightburn), Confinado conta a mesma história dos dois filmes anteriores: um ladrão arromba um carro de luxo, mas acaba preso dentro do veículo, porque o dono fez uma armadilha. Quase todo o filme se passa dentro do carro, com diálogos pelo telefone entre o ladrão e o dono do carro.

Quando A Jaula foi lançado, vi também o 4×4. Os dois filmes são muito parecidos. Já Confinado tem o mesmo começo, mas o terço final é um pouco diferente, porque nos outros filmes o carro está o tempo todo estacionado, e aqui o veículo é autônomo e, em determinado momento, sai do estacionamento, criando umas cenas de perseguição que inexistiam nas outras versões.

Confinado é semelhante aos outros dois, tanto no ponto positivo quanto no negativo. Os filmes conseguem criar um bom clima no cenário restrito do interior do carro, usando criatividade em ângulos e posicionamentos de câmera. Por outro lado, os três filmes começam bem, levantam bons questionamentos sociais, mas se perdem na parte final. Os dois personagens, tanto o ladrão quanto o dono do carro, são seres detestáveis, nenhum espectador vai se identificar com eles. Mas, assim como nos filmes latino americanos, Confinado não traz uma boa conclusão para as questões levantadas.

O que se salva são os dois atores principais. Bill Skarsgard aos poucos vai construindo um ótimo currículo, e está muito bem aqui, o que é essencial, já que quase todo o filme é em cima dele sozinho no carro. E Anthony Hopkins dispensa comentários, ele é bom até quando está mal – o que acontece depois que ele aparece em pessoa (sim, era melhor só ao telefone).

Vale pra quem não viu nenhum dos dois anteriores. Ou para fãs dos dois atores. Mas não espere muita coisa.

Brightburn – Filho das Trevas

Crítica – Brightburn – Filho das Trevas

Sinopse (imdb): E se uma criança de outro mundo cair na Terra, mas em vez de se tornar um herói para a humanidade, ela provar ser algo muito mais sinistro?

A proposta era boa: e se o Superman fosse do mal?

Dirigido pelo pouco conhecido David Yarovesky, Brightburn – Filho das Trevas (Brightburn, no original) não esconde de ninguém que segue os passos da clássica história do Superman: casal sem filhos, que mora numa fazenda, adota um bebê encontrado numa nave espacial, e anos depois, descobre que ele tem super poderes. O grande barato aqui é que, se o Superman é o exemplo de bom moço, o Brandon Breyer é o oposto.

O maior nome por trás de Brightburn é James Gunn, hoje um nome badalado, depois do grande sucesso dos dois Guardiões da Galáxia. É bom lembrar que, bem antes dos holofotes da Marvel, Gunn já tivera experiência com terror e baixo orçamento (Seres Rastejantes). Aqui ele está só na produção – seu irmão Brian Gunn e seu primo Mark Gunn são os roteiristas.

Claro que Brightburn tem clichês de terror. Mas isso não me incomodou. E vou além: em algumas cenas, o gore é bem intenso. A cena do olho é ótima!

O único nome conhecido no elenco principal é Elizabeth Banks. O garoto Jackson A. Dunn faz o protagonista – gostei dele, mas não sei se ele é bom ator, ou se é daquele jeito mesmo. O resto do elenco é desconhecido, mas tem uma ponta do Michael Rooker no final.

O fim do filme abre uma janela para outros filmes do gênero. Taí, quero ver mais desse universo.