Spinal Tap 2 O Último Ato / Spinal Tap II: The End Continues

Spinal Tap 2 O Último Ato / Spinal Tap II: The End Continues

Sinopse (imdb): No 40º aniversário do original, a sequência do lendário mockumentary de rock que colocou a produtora cinematográfica em uma sequência de sucesso.

Quarenta e um anos depois, uma continuação de um dos mais geniais mockumentaries da história!

A ideia é boa. Em 1984, foi lançado This is Spinal Tap, um mockumentary (documentário fake) sobre a turnê da banda Spinal Tap (igualmente fake). Anos se passaram, a banda se separou, mas agora vai ter uma reunião para um único show de despedida. Spinal Tap 2 O Último Ato (Spinal Tap II: The End Continues, no original) é o mockumentary que vai mostrar os bastidores dessa reunião.

Os quatro principais voltam: tanto o diretor Rob Reiner (que interpreta o documentarista) quanto os três principais músicos, Christopher Guest (Nigel Tufnel), Michael McKean (David St. Hubbins) e Harry Shearer (Derek Smalls). Alguns coadjuvantes do primeiro filme também aparecem rapidamente aqui, como Fran Drescher e Paul Shaffer, mas o filme é mesmo dos quatro.

Uma coisa que acho muito legal é que os caras são músicos, então eles convencem nas muitas cenas onde aparecem tocando. Da banda de quarenta anos atrás, não explicam por que o tecladista Viv Savage não voltou (achei uma falha), mas todo fã de Spinal Tap sabe que o baterista tem que ser um novo (spoiler: uma das piadas do primeiro filme é que o baterista sempre morre). E digo mais: a cena da audição para baterista é muito engraçada, e a nova baterista, Didi Crockett, é um ótimo personagem, além de ser interpretada por uma baterista carismática, Valerie Franco.

Spinal Tap 2 O Último Ato tem algumas participações especiais de músicos reais. Pouco antes da entrada da baterista, eles conversam via zoom com Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), Lars Ulrich (Metallica) e Questlove (confesso que nunca tinha ouvido falar deste). Paul McCartney e Elton John têm participações maiores e efetivamente tocam com a banda. E Elton John ainda está em uma piada durante os créditos!

O filme é curto, assim como o primeiro (ambos têm uma hora e vinte e três minutos), e o ritmo é meio de piada repetida. Mas preciso falar que a sequência final, com o Stonehenge, me causou gargalhadas. Finalmente conseguiram “consertar” o erro do cenário que rolou no primeiro filme! Pena que não deu tudo certo… Os créditos também trazem boas piadas. Agora, reconheço que é um filme para “iniciados”. Quem não conhece o filme de 1984, provavelmente não vai entender parte das cenas.

A nota triste é que ontem acordei com a notícia do falecimento do diretor / roteirista / ator Rob Reiner. Muito triste essa notícia…

Seis Momentos Geniais em This is Spinal Tap (1984)

Seis Momentos Geniais em This is Spinal Tap (1984)

Sinopse (imdb): A banda inglesa de heavy metal Spinal Tap está em turnê pelos Estados Unidos. Um cineasta americano decide filmar a passagem da banda pelo país, mas a turnê não sai como o esperado.

Estreou no streaming o novo This is Spinal Tap, aí fui rever o original antes de ver a continuação. Pensei em escrever uma crítica mais completa (já comentei o filme em dezembro de 2008), mas optei por trazer alguns trechos que acho geniais. Afinal, estamos falando de um filme de 40 anos atrás, de menos de uma hora e meia de duração, e que, até hoje, traz vários momentos icônicos entre os apreciadores de rock’n’roll no cinema.

Lançado em 1984, This is Spinal Tap é um mockumentary, palavra que nem sei se existe em português. É um documentário fake (tipo a série The Office), sobre uma banda que nunca existiu. O Spinal Tap é uma banda de hair metal dos anos 70/80, exagerada e excêntrica como várias bandas da época, que está mais ou menos entre Van Halen, Manowar, Saxon e Mötley Crüe. O filme acompanha uma turnê nos EUA, e traz várias sequências memoráveis. Digo mais: todo músico vai se identificar com uma ou outra cena.

This is Spinal Tap foi dirigido por Rob Reiner, diretor de Conta Comigo, Louca Obsessão e Harry e Sally, entre outros, e que aqui, além de roteirista e diretor, ainda interpreta um personagem importante, o documentarista Marty DiBergi. A banda é formada por Nigel Tufnel (Christopher Guest), David St. Hubbins (Michael McKean) e Derek Smalls (Harry Shearer). Nenhum dos três teve carreira relevante no cinema, mas os três aparecem tocando, e convencem nos seus instrumentos. Além disso, os três colaboraram no roteiro, escrito a oito mãos junto com o diretor Reiner. Existe uma piada que justifica por que o baterista tem menor importância, mas não entendi por que o tecladista não ganhou mais espaço… Lembrei do João Fera, que toca com o Paralamas do Sucesso há quase quatro décadas mas nunca foi efetivado membro da banda.

Acho geniais algumas sacadas apresentadas no filme. Como músico, consigo ver algumas daquelas situações na vida real. Mas tenho minhas dúvidas se um público que não é ligado a bandas de rock vai achar graça.

Enfim, vamos aos momentos?

-Uma piada muito boa é sobre o baterista, que sempre morre. A banda já teve vários. Todos morreram, e sempre de mortes bizarras.

-Tem um lance que vários músicos já passaram, que é quando a banda se perde entre o camarim e o palco. Claro que aqui está exagerado, mas já aconteceu comigo num show num Sesc em SP…

-Lembro de amigos meus fãs de Manowar falando que os caras colocavam um pepino dentro da cueca pra parecerem bem dotados. Também lembro exatamente dos mesmos pepinos dentro da sunga numa HQ do Angeli dos anos 90. This is Spinal Tap é anterior aos dois exemplos, e já tem piada sobre isso.

-Nunca soube de, na vida real, um defeito no cenário que chegasse a prender um músico. Mas a piada é ótima!

-Outra boa piada relativa ao cenário é o Stonehenge miniatura. A ideia foi escrita num guardanapo de papel, e quando o cenário foi feito, ficou daquele tamanho.

-Acho que a piada mais famosa de This is Spinal Tap é o amplificador que vai até o 11. Adoro a reação do Nigel quando perguntam “não seria mais fácil um amplificador mais potente?”

O Lobo de Wall Street

Crítica – O Lobo de Wall Street

Mais um Scorsese estrelado pelo DiCaprio!

Baseado na história real de Jordan Belfort, um cara que saiu do nada e virou milionário no mercado de ações, seu envolvimento com drogas, e depois seus problemas com a polícia.

Este é a quinta parceria entre Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio, depois de Gangues de Nova York, O Aviador, Os Infiltrados e Ilha do Medo. E, mais uma vez, a parceria funcionou: O Lobo de Wall Street é muito bom!

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, no original) é bom, mas nem tudo funciona. Vejo dois problemas básicos que podem incomodar boa parte do público. Um deles é a longa duração, exatas 3 horas. Não precisava de tanto, podiam cortar meia hora facilmente. Li um boato na internet que o primeiro corte tinha 5 horas, e a edição foi feita às pressas, pra dar tempo de concorrer ao Oscar. Se foi isso, bola fora para a produção.

O outro problema nem me incomodou. É a moral distorcida do filme. Jordan Belfort é um canalha, que construiu fortuna enganando pessoas. Não me incomodou, mas soube de pessoas que não gostaram de ver um protagonista mau caráter.

Fora isso, O Lobo de Wall Street, como falei antes, é muito bom. Jordan Belfort deve ser um cara desprezível, mas sua vida gerou uma história bem divertida. O filme tem vários momentos engraçadíssimos, a plateia dava gargalhadas com o riso solto. Adorei toda a sequência do “lemon”!

A edição (feita às pressas ou não) é muito boa. O ritmo é agil como os discursos do protagonista Jordan Belfort. Rolam alguns erros de continuidade nas sequências onde os personagens estão sob efeitos de drogas, propositais, pra criar estranheza. O filme segue como uma comédia, mas o clima vai ficando tenso ao longo da projeção.

O elenco é outro ponto forte. Leonardo DiCaprio parece um pastor evangélico em seus discursos apaixonados e inflamados perante seus “vendedores”. Ele está concorrendo mais uma vez ao Oscar – será que dessa vez ele leva? Jonah Hill também mostra que é bem melhor ator do que seu currículo sugere. Ainda no bom elenco, Margot Robbie, Mathew McConaughey, Kyle Chandler, Rob Reiner, Jean Dujardin, Joanna Lumley e John Favreau. E, pra quem acompanha séries, procurem Jon Bernthal (o Shane de The Walking Dead) e Cristin Milioti (a mãe de How I Met Your Mother).

Ah, é bom avisar: O Lobo de Wall Street tem muita nudez e muito consumo de drogas. Definitivamente, não é recomendado para menores.

Agora aguardemos o Oscar. O Lobo de Wall Street está concorrendo a 5 Oscars, todos “nobres”: filme, diretor, roteiro, ator (DiCaprio) e ator coadjuvante (Jonah Hill). Scorsese já concorreu 10 vezes à estatueta (7 vezes como diretor, 2 como roteirista e uma como produtor), mas o único Oscar de sua carreira foi numa parceria com DiCaprio, melhor diretor por Os Infiltrados; DiCaprio foi indicado quatro vezes, mas nunca ganhou. Será que este ano a dupla terá sorte?

This is Spinal Tap

spinaltap

This is Spinal Tap

Logo no início, o diretor Marty DiBergi diz que resolveu fazer este documentário, ou melhor, “rockumentário”, sobre a banda Spinal Tap, com 17 anos de carreira e 15 discos lançados, prestes a começar uma nova turnê pelos EUA.

Ué? Você nunca ouviu falar dessa banda? Nem desse diretor? Deve ser porque é tudo fake…

Em 1984, o diretor Rob Reiner (Conta Comigo, Harry & Sally, Uma Questão de Honra, Louca Obsessão), junto com três amigos atores / músicos, resolveu criar uma banda com todos os clichês do Hard Rock. A ele coube a parte do diretor do documentário – o nome foi homenagem aos diretores Scorsese (Marty), Brian De Palma (Di) e Spielberg (Bergi). Os outros três, Harry Shearer, Christopher Guest e Michael McKean, interpretaram os guitarristas e o baixista. Também há um tecladista, que aparece menos; e uma lenda que diz que o baterista sempre morre…

São várias as situações geniais e hilárias, como a banda se perdendo no caminho do camarim ao palco, ou o amplificador com volume que vai até o 11, ou ainda as “imagens de arquivo” de apresentações antigas da banda.

Pra quem está familiarizado com os exageros e clichês do rock’n’roll, esse filme é pura diversão!