Repo Men

Repo Men

No futuro, qualquer órgão do seu corpo poderá ser trocado por um artificial. Mas, no caso de falta de pagamento, este órgão poderá ser retirado de você por um funcionário da companhia fornecedora…

Antes de falar do filme, preciso falar de outra coisa. O argumento é interessante, mas é muito parecido com o recente Repo – The Genetic Opera, um musical de terror, onde órgãos transplantados e não pagos são retirados da mesma forma. E, pra piorar, alguns detalhes ainda ajudam na semelhança, como a existência de uma nova droga sintética (droga em pó vermelho vs zydrate); ou a cantora com olhos modificados em ambos os filmes… Isso sem falar no próprio nome dos coletores de órgãos, chamados de repo men em ambos os filmes!

Mas, apesar da semelhança, Darren Lynn Bousman, o diretor de Repo – The Genetic Opera, declarou que todos devem assistir o novo filme. Provavelmente ele sabe que não tem como competir com um grande lançamento – Repo – The Genetic Opera foi lançado em 2008 em 11 salas; Repo Men, de 2010, foi para 2.600 salas…

Mas vamos ao filme!

A sinopse é aquilo que falei, né? Órgãos artificiais são vendidos através de financiamentos. Atrasou o pagamento, vem um Repo Man e toma o órgão de volta. A diferença é que aqui não é musical nem terror, é uma ficção científica misturada com policial, lembra um pouco Blade Runner.

É o filme de estreia do quase desconhecido Miguel Sapochnik, e traz no elenco alguns nomes famosos: os sempre competentes Jude Law e Forest Whitaker, além de Liev Schreiber, Carice van Houten e a “nossa” Alice Braga. Ninguém se destaca, mas também ninguém atrapalha.

O clima do filme é bem legal. Tão legal que a gente quase deixa de lado um monte de incoerências do roteiro. Pena que tem coisas que não dá pra deixar passar, como, por exemplo, como é que um cara, com emprego fixo, perde todos os três primeiros pagamentos? (Não é interessante para a companhia perder um devedor!). Ou: onde estão as armas de fogo?

O filme ainda tem espaço para uma citação genial. Determinada cena, Law e Whitaker estão vendo tv. E na tv está passando O Sentido a Vida, do Monty Python – justamente a cena do doador der órgãos!

Apesar de não ser novidade, o final é legal, e salvou o terço final do filme, onde parecia que o roteirista tinha perdido a mão.

Se você gosta do estilo e não se importa com ideias “requentadas”, este é uma boa opção!

P.s.1: se o argumento é muito parecido com Repo – The Genetic Opera, o roteiro lembra muito Brazil, o filme, de Terry Gilliam. Em Brazil, um funcionário modelo de uma grande corporação acaba sendo perseguido pelo seu colega e se envolvendo com uma mulher quase desconhecida no meio do caminho. Isso sem falar do fim de ambos, mas aqui não falo mais por causa de spoilers!

P.s.2: existe um filme quase homônimo, o Repo Man, dirigido pelo cult Alex Cox em 1984. Não vi este, mas pelo que li por aí, não tem nada a ver, é só coincidência.

Controle Absoluto

Controle Absoluto

Jerry (Shia LaBeouf) é um sujeito normal, que, apesar de não gostar muito do sistema, leva uma vida tranquila trabalhando numa loja de xerox (chamada “Copy Cabana”, gostei!). Rachel (Michelle Monaghan) também tem uma vida comum de mãe solteira, cuidando de seu filho. Até que ambos começam a receber telefonemas de uma mulher desconhecida, que usa toda a tecnologia em volta para controlar todos os seus atos, transformando-os em perigosos fugitivos.

Dirigido por D. J. Caruso – que um ano antes fez Paranóia com o mesmo LaBeouf – Controle Absoluto (Eagle Eye no original) é daqueles filmes com ação de tirar o fôlego. O filme é uma correria só!

O elenco é muito bom. Não só LaBeouf e Monaghan estão bem em seus papéis, como o filme ainda conta com coadjuvantes como Rosario Dawson, Billy Bob Thornton e Michael Chiklis.

O filme tem um problema: a ideia é absurda demais! Mesmo depois de sabermos quem está por trás de tudo, fica difícil de acreditar que tudo aquilo pode ser controlado daquele jeito. E também fica difícil de acreditar num plano tão mirabolante, afinal, se eles têm “controle absoluto” sobre tudo, não seria mais fácil fingir um acidente?

Se a gente aceitar os absurdos propostos aqui, é um excelente filme de ação.

Esquadrão Classe A

Esquadrão Classe A

“Se você tem um problema, se ninguém pode ajudá-lo, e se você puder achá-los, talvez você possa contratar o Esquadrão Classe A”. Alguém se lembra disso?

Estreou ontem o longa baseado no divertido seriado dos anos 80. A ideia é arriscada, temos alguns exemplos que não deram certo, como Os Gatões. Mas desta vez, acertaram a mão!

O Esquadrão Classe A é um grupo de ex-militares meio fora do padrão, mas que conseguem realizar missões consideradas impossíveis. Pela sua natureza meio marginal, acabam vivendo no limite da lei. Aqui conhecemos o início do grupo.

O filme dirigido por Joe Carnahan é muito divertido e conseguiu captar o espírito da série, que trazia cenas de ação exageradas e mentirosas com muito bom humor. Todos os elementos da série estão presentes: os planos mirabolantes de Hannibal, os galanteios de Cara-de-Pau, as maluquices de Murdock e o temperamento instável de BA.

O elenco foi muito bem escolhido. Liam Neeson e Bradley Cooper estão bem como o coronel John “Hannibal” Smith e o tenente Templeton “Cara-de-Pau” Peck, e Sharlto Copley rouba a cena com o seu alucinado capitão H.M. Murdock. Ficou para Quinton Jackson tentar o impossível: substituir Mr. T e o seu sargento Bosco “BA” Barracus (claro que sentimos falta do Mr. T, mas, fazer o que?). Completam o elenco Jessica Biel, Patrick Wilson, Brian Bloom e Henry Czerny.

O filme não é comédia, mas tem momentos hilários. Sharlto Copley é a melhor coisa do filme, está inspiradíssimo como o louco Murdock. Curioso que li uma entrevista dele na época do lançamento de Distrito 9, dizendo que não pretendia seguir a carreira de ator. Que bom que ele mudou de ideia! Ele é o alívio cômico perfeito!

Alias, já que lá em cima falei em mentira, este filme parece querer redefinir o que conhecemos como mentira no cinema. Esquadrão Classe A traz várias sequências exageradamente mentirosas! Várias vezes ao longo do filme, você pensa “ah, mas isso é impossível!”. Sim, e esta é a graça!

Algumas das sequências são sensacionais. A fuga aérea do tanque é mentirosa, divertida e de tirar o fôlego. O mesmo podemos dizer da sequência inicial, da parte onde eles roubam as placas, do momento pendurado no edifício na Alemanha… Tudo isso para culminar na cena onde containers parecem peças de dominó!

Enfim, um excelente filme para os fãs do seriado e para quem curte um bem humorado filme de ação. E tudo indica que teremos continuações. Tomara que mantenham o nível!

Ah, sim, fiquem no cinema até o fim dos créditos! Temos uma curta cena com participação especial de Dirk Benedict e Dwight Schultz, o Cara de Pau e o Murdock originais!

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Dastan era um garoto de rua, órfão, que foi adotado pelo rei da Pérsia. Anos depois, quando o rei morre, Dastan, já adulto, é acusado injustamente pelo assassinato, ao mesmo tempo que descobre uma adaga mágica com poder de voltar no tempo.

Mais um filme baseado em videogame. Quem me lê por aqui sabe que não tenho o hábito de jogar videogames. Quando vejo um filme baseado em jogo, meu foco é o filme, se é bom ou ruim, não me importo se este é fiel ou não ao jogo.

A diferença aqui, pelo menos pra mim, é que conheci a versão “jurássica” deste jogo. Meu primeiro computador, em meados dos anos 90, era um XT daqueles com monitor verde monocromático. E tinha Prince of Persia nele! Joguinho simples, coerente com o hardware da época. Mesmo assim, muito divertido, e impressionantemente bem feito para um computador que só usava disquetes daqueles grandões!

Se o filme é fiel ao jogo? Sei lá. Alguns lances no início, quando Dastan ainda é criança, lembram o jogo tosco. O resto, não sei mesmo…

Deixemos o jogo de lado e falemos do filme. Trata-se de uma parceria Disney com o barulhento produtor Jerry Bruckheimer – a mesma parceria de Piratas do Caribe. Daí dá pra gente ter uma ideia do que vem pela frente: sim, é uma espécie de Piratas da Pérsia

É um eficiente filme-pipoca. Tem alguns momentos muito bons. Também tem suas falhas, claro. Mas, no geral, achei o saldo positivo.

Acho que um dos principais lances negativos é que, como se trata de um filme Disney, a violência é comedida e o sangue, inexistente. Pô, o filme pedia um pouquinho de sangue, né?

Os efeitos especiais, claro, são espetaculares. O efeito da adaga é sensacional! E, nas cenas de luta, rolam vários lances em câmera lenta, dá pra ver tudo, sem o habitual problema de câmeras tremendo. E outra coisa legal é que no jogo Dastan é uma espécie de praticante de parkour, o cara pula, escala paredes, se pendura, pula entre prédios…

Outro ponto alto é a fotografia. Belíssimas paisagens, e rolam uns travellings maneiríssimos pelas cidades – sei que deve ser tudo computador, mas, e daí? Ficou legal!

O elenco tem um problema: por que não usar um ator com ascendência árabe para ser o “príncipe da Pérsia”? Nada contra Jake Gyllenhaal, mas o cara é ocidental demais! Ben Kingsley, pelo menos, tem o physique du rôle necessário… Alfred Molina, como o comerciante 171 bonachão usado como alívio cômico, também funciona bem.

Independente disso, um nome merece um parágrafo à parte: Gemma Arterton. Mesmo sem ter uma beleza que chama a atenção como uma Monica Bellucci ou uma Megan Fox, ela conseguiu algo difícil: emplacou dois blockbusters seguidos – ela também está em cartaz como o principal nome feminino de Fúria de Titãs. Olha, se ela souber capitalizar, será uma estrela de primeira linha logo logo.

Achei o fim do filme meio forçado, mas não vou dizer mais por causa de spoilers. Mesmo assim, é uma boa diversão-pipoca. E tudo indica que, assim como Piratas do Caribe, teremos uma trilogia…

Fúria de Titãs (2010)

Fúria de Titãs (2010)

Depois de rever o Fúria de Titãs original, fui ao cinema checar a refilmagem!

A história não é exatamente igual à do primeiro filme, mas é bem parecida. O semi-deus Perseu, filho de Zeus com uma humana, luta contra monstros mitológicos como a Medusa e o Kraken, para salvar a cidade de Argos.

Bem, é claro que precisamos fazer uma comparação entre o original e a refilmagem, né? Pois bem, a nova versão tem méritos e defeitos.

Tem algumas coisas que não entendo. Por que desprezaram Bubo, a corujinha robô? Ela aparece, rapidamente, para dizerem que ela não será necessária. Outra coisa deixada de lado foi o romance com a princesa Andromeda. Devem ter pensado que o filme ficaria mais “mulherzinha”. Mas achei isso bem nada a ver, principalmente porque acaba rolando outro interesse romântico para Perseu. Mais uma coisa: Pegasus negro? Como assim? Pegasus sempre foi branco! Este foi um dos piores exemplos de politicamente correto da história!

Tem outras coisinhas. Algumas coisas foram alteradas, mas não ficaram nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Mesmo assim, me pergunto: por que mudar coisas como a origem dos escorpiões gigantes e a história de Calibos?

O filme tem outro problema, infelizmente comum em filmes de ação dos dias de hoje. As lutas parecem filmadas por câmeras com problemas epiléticos. Tudo treme demais! Sabe a cena dos escorpiões gigantes? Não consegui contar quantos são os escorpiões!

Mas nem tudo piorou. Gostei muito do personagem Hades, que não existia na primeira versão. Gostei também de alguns cenários, como o lugar onde as bruxas moram. E o que pedia melhores efeitos, claro, também ficou melhor. Sou fã do stop motion de Ray Harryhausen, mas admito que aquilo era tosco. O Kraken, a Medusa, o vôo do Pegasus, tudo isso ficou muito legal.

A direção desta refilmagem ficou a cargo de Louis Leterrier, diretor francês que tem bom currículo com filmes de ação – ele fez os dois primeiros Carga Explosiva e O Incrível Hulk com o Edward Norton (o filme do Hulk com o Eric Bana é do Ang Lee!).

O elenco traz no papel principal um dos nomes mais badalados do momento, Sam Worthington, protagonista de Avatar e do novo Exterminador do Futuro. E temos alguns grandes atores em papéis secundários, como Liam Neesson e Ralph Fiennes como Zeus e Hades – será que rolou uma lembrança da época de A Lista de Schindler? E também tem Pete Postlethwaite como o pai de Perseu. Ainda no elenco: Gemma Arterton (que também está em Príncipe da Persia), Elizabeth McGovern, Jason Flemyng, Alexa Davalos e Mads Mikkelsen.

Enfim, bom filme-pipoca para ser visto nos cinemas, na tela grande. Mas o original ainda é melhor…

24 – S08E24 – Series Finale

24 – S08E24 – Series Finale

Domingo acabou Lost, segunda acabou 24 Horas. Duas das melhores séries desta primeira década do novo milênio!

Alguém aí não conhece 24 Horas e seu quase super heroi Jack Bauer? Bem, para aqueles desligados do mundo, Bauer é um agente da CTU, Central Anti Terrorismo, e a série acompanha, em tempo real, um dia inteiro de sua vida, no meio de alguma crise. 24 episódios, um para cada hora do dia. A temporada acaba exatamente 24 horas depois do início.

Sou fã desta série desde a primeira temporada. Na época, tinha ouvido falar, mas não tinha tido oportunidade de ver. Até que resolvi ver o último episódio, e achei muito bom, tão bom que resolvi separar 4 fitas vhs pra gravar a temporada que ia reprisar numa maratona do canal de tv a cabo (sim, heu ainda usava tv a cabo e video cassete!). Vi a primeira temporada quase de uma só vez, e a partir da segunda, acompanhava sempre, primeiro pela tv a cabo, depois pelos torrents. (Hoje tenho as 6 primeiras temporadas em dvd original, vou começar a rever!)

O que 24 Horas traz de diferente? Seu protagonista, Jack Bauer, interpretado por Kiefer Sutherland, é um cara tão “durão” que virou alvo de piadas da internet, ao lado de Chuck Norris e Capitão Nascimento. Ele é o heroi que precisamos no mundo de hoje em dia, um gardião da integridade moral, e, ao mesmo tempo, consegue passar a impressão de ser um cara que pode existir.

Não sei precisar ao certo qual seria a melhor temporada, tampouco qual seria a pior. Não gostei do fim da sexta temporada, quando terroristas conseguem invadir a CTU, e também não gostei de parte da sétima, quando descobrimos que a Casa Branca é um lugar muito vulnerável. Mas, se talvez não tenha sido a melhor, esta oitava e última manteve o bom nível de toda a série.

Ao longo da temporada, Jack Bauer descobriu uma conspiração para matar o presidente de um país fictício no Oriente Médio, envolvido numa grande negociação de paz. Pior: parte da conspiração vinha da alta cúpula russa, outro país envolvido no mesmo acordo de paz. E os terroristas / conspiradores fizeram algo muito errado: mataram a nova namorada de Bauer…

Nesta reta final da temporada, Bauer estava num ritmo alucinado e desenfreado, perseguindo todos os envolvidos na conspiração. E, descrente no “sistema”, um vingativo e violentíssimo Bauer passou a ignorar a lei, fazendo justiça com as próprias mãos.

Resumindo: o agente mais perigoso de toda a história da tv virou um juaticeiro fora da lei e está por aí, perseguindo bandidos que lhe tiraram algo importante. E nem os bandidos, nem os mocinhos conseguem segurá-lo!

Na segunda à noite, a tv lá fora apresentou os dois últimos episódios da série. O fim de uma jornada de oito anos de uma série quase perfeita. Já sabíamos que seria a última temporada – isso já tinha sido divulgado. Então acho que a maior dúvida aqui seria se Bauer ia terminar a série vivo ou morto. Mas isso é spoiler, não direi!

O que posso dizer é que gostei muito dos destinos dados aos personagens Allison Taylor (Cherry Jones) e Charles Logan (Gregory Itzin). A presidente Taylor estava num momento delicado, talvez o mais delicado em toda a sua carreira política; e o covarde ex-presidente Logan é um personagem sensacional, sua participação aqui foi excelente.

E a cena de Bauer com a Chloe (Mary Lynn Rajskub), na parte final, é, desde já, um dos melhores momentos de toda a série. Bauer ao telefone com Logan, depois com o presidente russo sob a mira, e toda a tensão culminando num surpreendente tiroteio. Isso sim é um “Series Finale”!

(Claro que vão perguntar se foi melhor ou pior do que Lost. Mas esta é uma pergunta impossível de se responder, afinal, tratam-se de duas séries de estilos diferentes. Mesmo assim, lendo em fóruns pela internet, reparei que o fim de 24 Horas foi muito melhor aceito pelos espectadores que o de Lost. Acho que isso aconteceu porque 24 Horas foi coerente no final, coisa que Lost não foi…)

Enfim, agora é esperar por um provável filme para o cinema, que encerrará a série. E independente deste filme, posso dizer que foram oito anos de muitos bons momentos! Jack Bauer, sentiremos sua falta!

Solomon Kane

Solomon Kane

Solomon Kane é um mercenário a serviço da coroa britânica, com um passado violentíssimo, que descobre que o diabo quer sua alma. Resolve então renunciar à violência em busca de redenção. Mas alguns “acidentes de percurso” o colocam novamente frente a frente com a violência.

O início de Solomon Kane é muito bom. Toda a sequência antes da tal renúncia à violência tem um ritmo alucinante – aparece até o “coisa ruim” no meio da briga. Mas depois o ritmo cai e o filme não empolga mais.

Talvez o grande problema de Solomon Kane seja este: aparentemente este será o primeiro de uma série de filmes, então o diretor e roteirista Michael J. Bassett focou mais em aspectos do drama interno de Kane, sobre usar ou não seus instintos violentos. Na minha humilde opinião, foi uma falha, já que o resto do filme não consegue recuperar o fôlego inicial…

James Purefoy está bem como o cavaleiro arrependido, apesar de parecer o Robert Carlyle tentando interpretar o Aragorn, de Senhor dos Anéis. E o elenco traz ainda dois grandes nomes em papéis pequenos: Pete Postlethwaite e Max Von Sydow (este tem um papel minúsculo!). Ainda no elenco, Rachel Hurd-Wood, Alice Krige e Jason Flemyng.

No fim, ficamos com a impressão de que, apesar de não ser um filme ruim, Solomon Kane poderia ter sido bem melhor.

Não sei quando será lançado por aqui, nem sei se será lançado. Por enquanto, só por download.

Fúria de Titãs (1981)

Fúria de Titãs (1981)

Aproveitei que a refilmagem de Fúria de Titãs estava para estrear e fiz algo ir deveria fazer sempre: revi o original antes de ir ao cinema ver a nova versão.

Neste filme que é um dos grandes épicos do cinema de aventura da década de 80, Perseus, filho de Zeus com uma humana, luta contra monstros mitológicos como a Medusa e o Kraken para salvar a princesa Andromeda.

Único filme digno de nota do diretor Desmond Davis, Fúria de Titãs teve  Ray Harryhausen como um dos produtores. Provavelmente trata-se do maior nome da história da animação stop-motion no cinema. E aqui o filme é repleto dessas fantásticas animações.

Ah, os efeitos especiais! O filme é repleto de stop-motions e chroma-keys, e os efeitos são excelentes. Hoje estamos acostumados com cgis perfeitos, então, à primeira vista, tudo parece muito tosco. Mas, se a gente parar pra ver, é muito bem feito, principalmente se a gente se lembrar do ano que foi feito (o filme foi lançado em 1981). Claro que os efeitos não enganam ninguém, mas mesmo assim o resultado é impressionante.

Graças aos bons efeitos especiais, Perseus cavalga o cavalo alado Pegasus e tem a companhia da coruja robô Bubo (se o filme fosse hoje em dia, Bubo estaria em todas as lojas de brinquedos!), e duela contra escorpiões gigantes, um cachorro de duas cabeças e também contra Calibos, um vilão meio monstro. Isso sem contar os já citados Medusa e Kraken. Resumindo: diversão garantida!

É complicado falarmos do elenco, já que se trata de um filme de quase 30 anos atrás. Harry Hamlin, o Perseus, que heu saiba não fez mais nada de vulto em sua carreira. O mesmo podemos falar da bela Judi Bowker, a Andromeda. Por outro lado, temos grandes nomes como Laurence Olivier (Zeus), Burgess Meredith (Ammon) e e Maggie Smith (Thetis) como coadjuvantes. E Ursula Andress entra muda e sai calada com a sua Aphrodite…

Este Fúria de Titãs, apesar de ter cara de “sessão da tarde” por causa de sua idade, ainda é um dos melhores filmes de aventura do século passado. E ainda serve para a s gerações mais novas: revi ao lado da minha filha de 9 anos (que recentemente viu Percy Jackson e o Ladrão de Raios no cinema) e ela se divertiu tanto quanto heu!

Bem, agora falta ver a nova versão. Em breve, aqui no blog!

Robin Hood

Robin Hood

Um novo filme do Robin Hood, dirigido por Ridley Scott? Promete! Bem, prometia…

O filme começa com o rei Ricardo Coração de Leão voltando das Cruzadas, falido, saqueando castelos no caminho. Robin é um arqueiro de seu exército que acaba preso pelo próprio rei, mas uma série de fatos acabam levando-o para Nottingham e depois para a liderança do exército inglês.

Bem, este novo Robin Hood tem dois problemas. O primeiro é que se trata do início da lenda de Robin Hood. Ou seja, vai decepcionar quase todos os desavisados que esperam encontrar a floresta de Sherwood e todo aquele papo de “roubar dos ricos para dar aos pobres”. Tudo bem que a mania de reboots está na moda em Hollywood, mas já que é assim, este filme deveria se chamar Robin Hood Begins.

E aí vem o segundo problema, este um pouco mais grave. Todos sabemos que a expectativa de vida na Idade Média era baixa. Um homem de 40 anos já era um senhor! E aí vemos Russell Crowe, que acabou de completar 46 anos, como um Robin Hood “em início de carreira”. Olha, até que Crowe não está mal como Robin, mas deveria ter uns 15 anos a menos! Aparentemente Ridley Scott quis repetir a parceria que deu certo em Gladiador (2000) e em quatro outros filmes, mas se esqueceu que os anos se passaram…

Como falei, Crowe está bem, mas um pouco velho. Isso refletiu em seu par. Cate Blanchett está ótima (como sempre) como Marion. Mas, com 41 anos, acho que é a primeira Marion balzaquiana da história!

O resto do elenco é interessante e foi bem escolhido. Max Von Sydow também está ótimo, e o mesmo falo de um quase irreconhecível William Hurt, cabeludo e barbudo. Oscar Isaac surpreende como o explosivo príncipe John, e Mark Strong, pela terceira vez no ano, faz um vilão consistente (ele fez o mesmo em Sherlock Holmes e Kick-Ass). Ainda no elenco, Scott Grimes, Allan A’Dayle, Kevin Durand, Mark Addy e Danny Huston.

Mas o que sobra no elenco falta no roteiro. Não só não vemos Robin Hood como gostaríamos, como ainda temos vários momentos forçados. Ora, em toda a Inglaterra, Robin foi parar justo na casa da única pessoa que conhece a sua infância? Frei Tuck sabia lutar na frente de batalha? E isso faz certas coisas perderem a credibilidade, como aquele desembarque que parece o dia D na Normandia na Segunda Guerra Mundial!

Pelo menos o filme é tecnicamente bem feito, o que era de se esperar, já que estamos falando de uma superprodução hollywoodiana dirigida por Ridley Scott. É só a gente ignorar o que conhece sobre Robin Hood e não dar bola pra detalhes de roteiro…

Duplicidade

Duplicidade

Sabe aqueles filmes onde nada é exatamente o que parece ser?

Ray Koval (Clive Owen) e Claire Stenwick (Julia Roberts) são ex agentes secretos que hoje trabalham com espionagem industrial. Envolvidos em uma grande disputa entre duas gigantes da área de cosméticos, eles resolvem tentar um golpe.

O início de Duplicidade é um pouco confuso. E, conforme o filme avança, tudo fica ainda mais confuso. Mas a boa notícia é que as pontas soltas são resolvidas no fim do filme. Méritos para o inteligente roteiro escrito por Tony Gilroy, também diretor do filme.

O elenco conta com a boa química entre o casal principal, que repete aqui a parceria de Closer – Perto Demais. Owen e Roberts estão ótimos como o casal instável e sempre desconfiado entre si. Além dos dois, ainda temos Paul Giamatti e Tom Wilkinson, como os executivos rivais.

Bom roteiro, bons atores, belas locações e uma trilha sonora interessante fazem de Duplicidade uma boa opção.