Aventureiros do Bairro Proibido

Aventureiros do Bairro Proibido

Jack Burton (Kurt Russell) é um caminhoneiro tipicamente americano, que se vê envolvido com uma milenar batalha sobrenatural entre o bem e o mal no bairro chinês.

Dirigido por John Carpenter em 1986, Aventureiros do Bairro Proibido (Big Trouble in Little China no original) é um filme vagabundo, com cara de filme vagabundo. E mesmo assim, divertidíssimo!

John Carpenter é um nome normalmente ligado a filmes de terror e suspense – afinal, o cara dirigiu clássicos como Halloween (o primeiro!), O Enigma de Outro Mundo e Eles Vivem. Mas ele tem outra característica, ainda mais presente em sua obra: seus filmes sempre têm clima de filme B. Por isso, ele era o cara certo pra este projeto.

O filme é muito trash. Se a gente levar a sério, o roteiro tem um monte de falhas e situações forçadas. E Kurt Russell é perfeito para protagonizar um anti herói como o protagonista de Aventureiros do Bairro Proibido. Russell tem um jeito marrento, meio canastrão, que é a cara de Jack Burton.

Aliás, falando em Kurt Russell… Você já ouviu a expressão “ator assinatura”? Alguns diretores revelam uma certa preferência por um determinado ator. Assim como Tim Burton e Johnny Depp já fizeram sete filmes juntos, John Carpenter e Kurt Russell têm uma parceria de cinco filmes até agora!

No resto do elenco, só um rosto conhecido: Kim Cattrall, hoje famosa como uma das mulheres de Sex And The City, mas que na época ainda fazia filmes de qualidade duvidosa como Porky’s e Loucademia de Polícia

Além das atuações exageradas e das forçações de barra no roteiro, Aventureiros do Bairro Proibido ainda traz cenários com cara de parque de diversões de beira de estrada (o templo na parte final do filme tem neon em volta do ídolo e uma escada rolante – sim, isso mesmo, uma escada rolante!). Somam-se a isso efeitos especiais que já nos anos 80 pareciam fracos e personagens coadjuvantes completamente caricatos.

E, apesar disso tudo, sou muito fã deste filme! Diversão garantida!

Kick-Ass

Kick-Ass

Kick-Ass é uma das melhores surpresas da temporada!

Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um garoto meio nerd, fã de quadrinhos e com poucos amigos. Até que resolve virar um super-heroi – mesmo sem ter super poderes.

Falei que é uma surpresa, porque heu esperava uma comédia na linha do fraco besteirol Super-Herói: O Filme. Que nada, Kick-Ass é um excelente filme de ação, com boas doses de humor (negro) e a quantidade exata de drama. Ou seja: um filme simples, mas com tudo “no lugar”.

Kick-Ass é baseado nos quadrinhos homônimos. Nunca li, não tenho ideia se o filme é fiel aos quadrinhos. Mas o roteiro, escrito por Mathew Vaughn (também diretor) e Jane Goldman, é muito bem escrito, e brinca o tempo todo com clichês de super-herois conhecidos.

O quase desconhecido Aaron Johnson está perfeito no papel principal, o adolescente nerd que quer virar super-heroi, mas mesmo assim nunca consegue deixar de ser nerd. Mas o elenco traz outros dois nomes dignos de nota. Um é a pequena Chloe Moretz, de apenas 13 anos (mas atriz desde os sete), que manda muito bem como a Hit-Girl. Ela é convincente tanto nos momentos dramáticos quanto nos momentos de pancadaria! E o outro nome é Christopher Mintz-Plasse, que estava ótimo mas um pouco exagerado como o McLovin de Superbad, e que aqui encontrou o tom exato (mais sobre seu papel não posso falar sem spoilers!).

Ainda tem espaço para um nome “de ponta”, Nicolas Cage, num papel menor porém importantíssimo. Mark Strong, vilão do novo Sherlock Holmes, aqui também faz um eficiente antagonista. Lyndsy Fonseca é apenas um rostinho bonitinho que funciona – mas o que achei mais curioso é lembrar que há cinco anos ela está em quase todos os episódios de How I Met Your Mother, como a filha do protagonista / narrador. E, last but not least, papéis pequenos para dois rostos femininos conhecidos nos anos 80: Elisabeth McGovern e Yancy Butler.

E a parte técnica? O filme parece ser uma produção menor, mas traz efeitos especiais excelentes. As cenas de ação são de tirar o fôlego – algumas delas dão vontade de voltar para ver de novo, como a cena onde Big Daddy ataca o galpão de Frank D’Amico. E ainda aparecem alguns artifícios na edição do filme para parecer que estamos lendo quadrinhos – isso sem contar todo um trecho em quadrinhos mesmo, contando o passado de Big Daddy.

Vejam só que coisa curiosa é o mercado cinematográfico. Homem de Ferro 2 estreou aqui no Brasil uma semana antes da estreia americana. Já este Kick-Ass tem estreia nacional prevista para 11 de junho, mas já existe para download o release R5 dele…

Enfim, ainda é maio, mas arrisco dizer que estamos diante de um dos melhores filmes do ano!

Homem de Ferro 2

Homem de Ferro 2

Tony Stark está de volta!

Nesta continuação do bom Homem de Ferro, de 2008, nosso herói Tony Stark está passando por dois problemas. Por um lado, o governo quer confiscar sua armadura; por outro, a engenhoca que salvou sua vida no primeiro filme o está envenenando e levando-o à morte. E, claro, trata-se de um filme de super herói, então existe um super vilão louco engendrando uma super vingança…

Não sou muito ligado em super heróis, nem em quadrinhos. Mas admito que o Homem de Ferro é legal. Pra começar, Tony Stark não tem super poderes, ele é um cara rico e que trabalha na indústria bélica, por isso cria uma super armadura. E Stark é egocêntrico e fanfarrão, um bad boy, gosta de festas, de mulheres, de bebida, de junk food – mais ou menos como um cara com a grana do Eike Batista e a personalidade do Renato Gaúcho. Ele é marrento, arrogante e gosta de tirar onda, a cena que ele desfia um senador em plena Casa Branca é sensacional. Outra coisa: todo mundo sabe que ele é o Homem de Ferro – acho uma grande bobagem esse papo de identidade secreta (ninguém nunca reparou que o Clark Kent sem óculos é igual ao Super Homem?).

E Robert Downey Jr é um Tony Stark perfeito, afinal, ele mesmo tem um passado de bad boy, com problemas com drogas e bebida. E Downey Jr passa por um excelente momento na carreira – não só ele é o Homem de Ferro como também o Sherlock Holmes. Não é qualquer um que consegue ser a figura principal de duas franquias simultaneamente…

O resto do elenco também foi muito bem escolhido. Gwyneth Paltrow e John Favreau (também diretor) repetem seus papéis do primeiro filme (e aqui me parece que seus personagens estão mais tempo presentes na tela). Don Cheadle herdou o papel do coronel James Rhodes, que foi de Terence Howard (e que não sei por que não está aqui). O às vezes exagerado Sam Rockwell está no tom exato com o seu incompetente fabricante de armas Justin Hammer. Samuel L. Jackson desta vez tem um papel de verdade para o seu Nick Fury (personagem que unirá vários heróis diferentes em um único filme no futuro), já que no outro filme ele só aparece na cena depois dos créditos. Mickey Rourke era um canastrão galã nos anos 80, hoje é um canastrão horroroso – é um vilão perfeito! E, last but not least, Scarlett Johansson está ruiva e usa roupas colantes enquanto bate em uns dez ao mesmo tempo – preciso dizer mais?

O filme foi dirigido por John Favreau, um ator. Justin Theroux, outro ator, escreveu o roteiro, um roteiro redondinho. As boas cenas de ação são costuradas por uma trama com humor e drama na dose certa. Aliás, diferente da maioria dos filmes de ação por aí, o humor não está presente através de um personagem engraçadinho. O alívio cômico é o próprio Tony Stark com sua fina ironia.

Se tem uma crítica que posso fazer, heu diria que a cena onde os robôs atacam a população deveria ter sido mais violenta. Se algo daquele porte acontecesse, acho que ia morrer uma boa quantidade de gente… Mas, como se trata de adaptação de quadrinhos, não vemos sangue.

Não li nada na internet sobre os excelentes efeitos especiais deste filme. Não sei o quanto tem de cgi. Mas posso dizer que os efeitos são muito bem feitos, realmente parece que as armaduras e as explosões são reais. Cgi bom é quando não parece cgi!

Enfim, uma boa opçãopara quem gosta de filmes de ação. Não vai mudar a vida de ninguém, mas vai oferecer duas horas de diversão garantida! E, claro, nos cinemas, afinal, este é um raro caso de filme que estreia no Brasil antes de estrear nos EUA (lá, só a partir de 7 de maio!).

p.s.: Ah, sim, rola a tradicional cena depois dos créditos, feita especialmente para os fãs da Marvel!

B13 – 13º Distrito

B13 – 13º Distrito

Depois de ter visto, por acidente, a segunda parte antes da primeira, consegui ver desta vez o filme certo, B13 – 13º Distrito.

Num futuro próximo, Paris isolou os seus subúrbios mais violentos, cercando-os com altos muros. Dentro do 13º Distrito (um destes subúrbios cercados), o destino coloca lado a lado Damien (Cyril Raffaelli), um policial incorruptível, e Leito (David Belle), morador de lá que luta para ter uma boa vizinhança.

B13 – 13º Distrito é um excelente filme de ação. Como falei no post sobre B13-U: 13º Distrito Ultimato, a escolha dos dois atores principais foi muito boa. Cyril Raffaelli é especialista em artes marciais e David Belle é um dos criadores do parkour. Inicialmente antagonistas, depois lado a lado, os dois são carismáticos e protagonizam cenas de tirar o fôlego. E tudo isso em menos de uma hora e meia de projeção!

Detalhe: trata-se de um filme francês! Com roteiro e produção de Luc Besson, a estreia de Pierre Morel (Busca Implacável, Dupla Implacável) na direção é um daqueles casos que a França não deve nada a Hollywood. B13 – 13º Distrito é melhor que muito filme americano!

Lançado em 2004, ainda hoje é uma boa opção para os fãs do gênero.

(p.s.: O início do segundo filme é o fim deste. Bem que reparei que algo estava mal explicado…)

B13-U: 13º Distrito Ultimato

B13-U: 13º Distrito Ultimato

Empolgado com Dupla Implacável, resolvi baixar o primeiro filme do diretor Pierre Morel, 13º Distrito. Mas acho que fiz uma pesquisa mal feita nos torrents – baixei a segunda parte, B13-U: 13º Distrito Ultimato. E o pior é que só reparei nos créditos finais…

A trama é simples: o policial Damien e o marginal gente boa Leito se reencontram para tentar trazer a paz ao 13º Distrito, que está dividido por cinco gangues de diferentes etnias.

Mesmo tendo visto a segunda parte sem ter visto a primeira, deu pra sacar que B13-U: 13º Distrito Ultimato é muito bom. O roteiro e a produção continuam nas mãos de Luc Besson, como na primeira parte. Mas a direção aqui não é de Morel, é de Patrick Alessandrin.

Boa parte da graça do filme está na dupla de atores principais. Cyril Raffaelli (Damien) é especialista em artes marciais; David Belle (Leito) é um dos criadores do parkour. Ou seja, temos boa qualidade na ação, tanto nas cenas de pancadaria quanto nas criativas cenas de parkour.

Claro, às vezes as situações parecem forçadas, como era de se esperar – por exemplo, um homem sozinho, desarmado, dentro de uma delegacia, não conseguiria bater em tantos policiais. Mesmo assim, achei tudo na dose exata. Várias cenas são de perder o fôlego, dávontade de voltar o filme para ver de novo. E o ritmo do filme é todo assim, frenético. Muito bom para aqueles quesabem apreciar um bom filme de ação.

Agora, já baixei o filme certo. Em breve falarei dele aqui!

Dupla Implacável / From Paris With Love

Dupla Implacável / From Paris With Love

James Reece (Jonathan Rhys Meyers) é o assistente do embaixador americano em Paris, mas gostaria de ter uma vida com mais ação. Até que é escalado para trabalhar ao lado do agente Charlie Wax (John Travolta), que precisa desvendar uma rede de terroristas, e utiliza métodos não usuais para conseguir seus objetivos.

Já falei aqui no blog que sou fã do John Travolta, né? Então, imagine um filme desses de ação, com muitos tiros e explosões – aqueles com a cara do Jason Statham – mas com Travolta no papel principal. John Travolta careca e de cavanhaque, num papel de “agente-bad-mother-f%$#cker”. Boa ideia, não?

A escolha de Travolta para o papel de Charlie Wax é o que transforma Dupla Implacável em um filme diferente dos outros. O filme em si não tem nada demais. Mas Wax não é um simples brutamontes boçal. Inteligente, irônico e sarcástico, Wax faz o filme valer a pena.

Travolta teve um bom início de carreira nos anos 70 e viveu altos e baixos nos anos 80. Até que, em 1994, Tarantino e seu Pulp Fiction alavancaram Travolta novamente ao topo do estrelato, de onde ele não merecia ter saído. De lá pra cá, foram vários os bons filmes no currículo, como O Nome do Jogo, A Outra Face, A Senha – Swordfish, A Filha do General, Hairspray e O Sequestro do Metrô 123. (Ah, sim, para os fãs de Tarantino, Dupla Implacável traz uma sutil e divertida citação a Pulp Fiction!)

O resto do elenco, que além de Meyers conta com Kasia Smutniak, Richard Durden e Amber Rose Revah, não ajuda nem atrapalha – é só o resto. O filme é de Travolta!

(Kelly Preston, a sra Travolta, aparece num cameo. É a loira de óculos escuros na torre Eiffell, que está atrás de Reece quando este liga para a namorada. O imdb falou de um cameo semelhante de Luc Besson, mas heu não achei…)

O filme foi dirigido por Pierre Morel, que dois anos atrás nos deu o bom Busca Implacável, com Liam Nesson no papel do “agente-bad-mother-f%$#cker”. Este foi seu terceiro filme, já baixei mas ainda não vi o primeiro, B13 – 13º Distrito.

Dupla Implacável foi escrito e produzido por Luc Besson. Acho curioso que Besson não dirige mais filmes de ação (seus dois últimos foram o drama fantástico Angel-A e o infantil Arthur e os Minimoys), mas continua em plena atividade no estilo como escritor e produtor, como nos três Carga Explosiva, na série Taxi e nos três filmes de Pierre Morel.

Preciso falar do nome do filme. Acredito que para os distribuidores brasileiros querem nos lembrar de Busca Implacável o filme anterior do mesmo diretor. Mas não gostei, a dupla não merece estes epíteto, afinal, Reece é um cara caretão, que é colocado ao lado de Wax, um cara fora dos padrões. A dupla funciona bem, mas é por causa de suas diferenças.

E tem o nome gringo – acho que quiseram traçar um paralelo com From Russia With Love, o nome original de Moscou Contra 007. Mas confesso que me lembrou mais o recente Paris Eu Te Amo

Os mais caretas vão reclamar que Dupla Implacável tem uma história exagerada demais, e muitos furos no roteiro. Bem, para estes, pergunto:onde mais podemos ver John Travolta descendo num poste de bombeiros, de cabeça para baixo, atirando com uma metralhadora? 😀

Dupla Implacável é um dos filmes de ação mais divertidos dos últimos tempos. Desde que não levemos tudo a sério, claro!

Um Plano Brilhante

Um Plano Brilhante

Nos anos 60, Laura Quinn (Demi Moore) é a única mulher dentre os executivos de uma grande empresa de diamantes em Londres. Sua grande frustração é não conseguir uma ascenção profissional pelo simples fato de ser mulher. Por isso, se junta ao faxineiro sr. Hobbs (Michael Caine), que tem um plano mirabolante para roubarem diamantes.

Dirigido por Michael Radford, Um Plano Brilhante não é ruim, e tampouco é bom. É um filme simples, mas eficiente. Vai distrair aqueles com baixa expectativa. E depois de um ou dois meses, todos vão esquecer o filme…

Digno de destaque, acho que só a atuação de Michael Caine, como o faxineiro que idealiza o plano. Caine realmente convence nas nuances de seu personagem. Além de Caine, claro, tanto Demi Moore (ainda bonita com seus 45 anos); quanto Lambert Wilson (o Merovingian de Matrix) estão bem em seus papéis.

A trama que seria sobre um simples assalto traz uma reviravolta na execução deste. Se a gente parar para pensar, era impossível para um faxineiro manco e com aquela idade executar sozinho aquilo tudo. Mas é só a gente relaxar, deixar o cérebro de lado e curtir. Afinal, ninguém vai lembrar do filme mês que vem mesmo…

Smoking Aces 2 – Assassins Ball

Smoking Aces 2 – Assassins Ball

No fim do meu post sobre Smoking Aces – A Última Cartada, comentei sobre este prequel que iriam fazer.

Bem, de prequel, este Smoking Aces 2 – Assassins Ball não tem nada. Apenas usa uma situação parecida com a do primeiro filme: atrás de um prêmio milionário, assassinos competem entre si, tentando matar um único alvo.

Mas o que era interessante no primeiro filme ficou de fora deste segundo…

Os defeitos são vários. Pra começar, preciso dizer que, hoje, em pleno 2010, é inadmissível ver efeitos em cgi tão mal feitos. Algo tosco como vemos aqui, só se for proposital, para algum efeito de estilo. Mas o diretor P J Pesce não é nenhum Tarantino, e não tem talento para fazer algo capenga parecer “cool”. Do jeito que ficou, o cgi não parece estiloso, parece mal feito mesmo.

Outro problema é o roteiro, cheio de furos. Ora, como uma operação de alto nível do FBI pode ter tantas falhas? E será que é tão fácil roubar armas de grande calibre? E agora agentes do FBI não obedecem mais seus superiores? Mais uma: como a lourinha entrou tão facilmente? E por aí vai. Isso porque não estou falando da previsível virada de roteiro no final…

E o elenco? No primeiro filme, tínhamos um monte de nomes legais, como Ray Liotta, Andy Garcia, Ryan Reinolds, Ben Affleck, Jeremy Piven e Jason Bateman. E aqui? Vinnie Jones e Tom Berenger são os únicos nomes dignos de nota – sendo que Jones está sub-aproveitado; e Berenger, canastrão.

(Bem, com relação ao elenco, precisamos citar os dois nomes femininos mais importantes. Tanto Martha Higareda quanto Autumn Reeser estão gostosérrimas em suas primeiras cenas. Ah, que freira!)

Além de Higareda e Reeser, o filme tem mais uma coisa boa aqui, outra ali, como o canhão de palhaços. Mas é pouco, muito pouco. Principalmente comparado ao primeiro filme.

Código de Conduta

Código de Conduta

Revoltado com o cruel assassinato de sua esposa e sua filha pequena, e mais revoltado ainda com a justiça que deixou o assassino livre, Clyde Shelton (Gerard Butler) resolve se vingar dos assassinos e de todo o sistema judiciário.

O novo filme de F Gary Gray (Be Cool) é um eficiente thriller de vingança. O bom roteiro de Kurt Wimmer (diretor de Equilibrium) funciona direitinho quebrando os nossos paradigmas sobre mocinhos e bandidos. Afinal, o que é interessante neste filme é a falta de maniqueísmo. Quem é o heroi e quem é o vilão da história? Não sei vocês, mas heu estava torcendo pelo Clyde…

Gerard Butler cada dia mais caminha para o primeiro escalão das estrelas hollywoodianas. Falei aqui outro dia, Butler sabe administrar a carreira como poucos, alternando entre filmes “de menino” (300, Gamer, RocknRolla) e “de menina” (P.S. Eu te Amo, A Verdade Nua e Crua). E agora, produz um filme onde é o protagonista ao lado do ganhador do Oscar Jamie Foxx (Ray). É, o cara manda bem! Ainda no elenco, Leslie Bibb, Colm Meaney, Bruce McGill, Gregory Itzin e Regina Hall.

A parte final do filme é um pouco exagerada. É difícil acreditar que aquilo tudo seria possível. Mas, se você conseguir relevar esses detalhes e entrar na onda do filme, Código de Conduta será um bom programa!

Equilibrium

Equilibrium

Não sei como, mas heu nunca tinha ouvido falar neste Equilibrium. Até que me recomendaram há umas semanas atrás e baixei para ver. O filme é muito bom!

Depois da terceira guerra mundial, todos passam a viver numa sociedade fascista, onde é proibido ter emoções – sem emoções, não há brigas; sem brigas, não há guerras. Assim, toda e qualquer manifestação artística é proibida, e são queimados quadros, livros e discos. E todos tomam uma dose diária de uma droga semelhante ao Prozac (inclusive no nome).

No início, o clima lembra um pouco Matrix, talvez pelas roupas pretas e pela quantidade excessiva de armas e tiros. Mas na verdade o filme está mais próximo de 1984, com sua sociedade fria e sem cores e seu governo totalitário.

Gostei muito do filme. A parte visual é muito bem feita, cenários, figurinos, todo este novo mundo é muito interessante. E tem mais: é apresentada uma nova técnica de luta, o “gun kata”, uma mistura de artes marciais com armas de fogo. Algumas das lutas são sensacionais!

Equilibrium foi escrito e dirigido por Kurt Wimmer. O que mais esse cara fez? Bem, quatro anos depois de Equilibrium, ele fez Ultravioleta, aquele filme estiloso com a Milla Jovovich de cabelo roxo. Ultravioleta tem muito de Equilibrium, mas é bem mais fraco. Pelo menos por enquanto, Equilibrium é o seu melhor filme.

O elenco traz um Christian Bale inspirado, diferente dos recentes Batman e Exterminador do Futuro – A Salvação. O papel aqui exigia mais, e Bale não decepcionou. Ainda no elenco, Emily Watson, Sean Bean, Taye Diggs e William Fichtner. É, se foi mal lançado por aqui, não foi por causa do elenco!

Equilibrium é de 2002. Foi mal lançado aqui, não me lembro dele nos cinemas, tampouco em vhs (nessa época heu ainda frequentava locadoras de vídeo!). E acho que nunca foi lançado em dvd.

Mas é um bom filme. Vale o download!