Um Homem Misterioso

Um Homem Misterioso

Depois de um serviço que não deu certo na Suécia, um assassino profissional se esconde em uma pequena cidade na Itália, enquanto aguarda aquela que espera que seja a sua última missão.

Um Homem Misterioso (The American)é um filme de assassino profissional, com direito a tudo o que a cartilha de Hollywood manda ter: um assassino que quer largar a profissão, um último serviço, um envolvimento amoroso e uma traição. Mesmo assim, o diretor Anton Corbijn conseguiu fazer um filme bem diferente do padrão – Um Homem Misterioso não é um filme de ação, e sim um drama, contemplativo, paradão…

Se por um lado isso é interessante por fugir do óbvio, por outro lado o filme vai decepcionar muita gente. Porque é tão lento que às vezes fica sonolento…

O único nome famoso é o protagonista George Clooney. Mas outro nome merece ser citado: a bela e desinibida italiana Violante Placido. O filme também traz belíssimas paisagens, tanto no prólogo na Suécia, quanto no resto do filme, na Itália.

No fim, Um Homem Misterioso nem é ruim. Mas não recomendo pra quem estiver com sono atrasado…

Tetro

Tetro

Semana passada rolou aqui no Rio uma pré-estreia (pouco divulgada pela mídia) de Tetro, o novo filme de Francis Ford Coppola. Detalhe: com o próprio Coppola presente!

Prestes a completar 18 anos, Bennie vai até Buenos Aires para procurar o seu irmão mais velho, agora chamado Tetro, que um dia saiu de casa para um ano sabático e nunca mais voltou. Ao encontrar uma peça de teatro incompleta escrita pelo irmão, Bennie descobre que pode também encontrar a resposta paras os mistérios de sua família.

Antes do filme, Coppola explicou que se trata de um filme pessoal, sobre família. Um “filme menor”. E Tetro nem é ruim. Mas, sabe qual é o problema? A gente espera sempre mais de um cara que dirigiu coisas do nível de Apocalipse Now e a trilogia O Poderoso Chefão. Afinal, vinte anos atrás, “filme menor” do Coppola era O Selvagem da Motocicleta

Na verdade, Tetro é um drama familiar com cara de dramalhão latino – talvez por isso a opção de filmar na Argentina. E é, na minha humilde opinião, um pouco longo demais – o filme tem pouco mais de duas horas e chega a ficar cansativo. Se tivesse meia hora a menos, seria mais enxuto e mais agradável.

O elenco está bem. Aliás, comentei outro dia que um ator brasileiro poderia estar no lugar de Javier Bardem em Comer Rezar Amar, né? Tetro é passado em Buenos Aires, mas dentre os atores principais não tem nenhum argentino. Os irmãos são interpretados pelos americanos Vincent Gallo e o ainda desconhecido Alden Ehrenreich, e a esposa de Tetro é a espanhola Maribel Verdú. E a também espanhola Carmen Maura e o austríaco Klaus Maria Brandauer também têm papeis importantes. Os argentinos ficaram com papeis menores…

A fotografia em preto e branco mostra belas imagens do bairro Boca, em Buenos Aires. E algumas cenas de flashbacks são coloridas, granuladas. Recurso meio careta, muito usado, mas ainda eficiente.

Parece que Coppola sabe que seu novo filme não vai agradar à crítica. Em uma cena, ele parece que manda um recado direto, quando, ao encontrar uma famosa crítica de teatro, Tetro diz algo como “agora, a sua opinião não me importa mais”. É isso aí, Coppola vai fazer o que quiser. E danem-se os críticos…

Para terminar, fica aqui uma foto do “hômi”, tirada dentro do Espaço de Cinema, pelo meu amigo Luiz Alberto Benevides, também conecido como “Luiz com Z”. (Não, não consegui autógrafo…)

Boogie Woogie

Boogie Woogie

Sou muito fã do filme Boogie Nights, com a Heather Graham. Quando heu soube de um filme com a mesma atriz, chamado Boogie Woogie, corri para ver!

Mas Boogie Woogie não tem nada a ver com os temas do filme de 1997. Boogie Woogie é um quadro de Mondrian, e o filme aqui fala de arte moderna. O filme mostra os bastidores da cena londrina contemporânea de arte moderna.

O elenco é muito bom. Heather Graham, Amanda Seyfried, Gillian Anderson, Charlotte Rampling, Gemma Atkinson, Jaime Winstone, Christopher Lee, Alan Cumming, Danny Huston e Stellan Skarsgard, entre outros menos cotados. Mas o roteiro é fraco… As várias situações são jogadas aparentemente sem um objetivo, sem seguir uma ordem lógica. Por exemplo, pra que serviu a cena da cirurgia de Paige?

Boogie Woogie foi baseado num livro homônimo, provavelmente no livro tudo é melhor explicado. Mas aqui no filme não funciona…

Mesmo assim, por ter uma edição ágil e ser um filme curtinho (pouco mais de hora e meia), e pelo elenco, Boogie Woogie não é chato. Pode ser uma opção para quem não for muito exigente.

A Rede Social

A Rede Social

Estreia hoje o badalado “filme do Facebook”!

A Rede Social mostra Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), o criador do Facebook, sofrendo acusações em dois processos. Em flashbacks, vemos como a história chegou a esse ponto.

Dirigido por David Fincher (Seven, O Clube da Luta), A Rede Social é um eficiente retrato da sociedade atual, sempre logada nas redes sociais da moda, expondo gratuitamente a sua privacidade. O desafio era interessante: como fazer um filme empolgante com um tema tão técnico? Afinal, como documentário, a ideia é boa, mas o filme é um thriller…

Essa dúvida é respondida com um ótimo roteiro de Aaron Sorkin (baseado no livro “Bilionários Por Acaso – A Criação do Facebook”, escrito por Ben Mezrich), que tem um ritmo acelerado e diálogos ágeis, e é bastante eficiente nas idas e vindas dos flashbacks. E a trilha sonora, composta por Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Atticus Ross, é outro acerto do filme. Só antevejo um problema: talvez alguns trechos sejam de difícil compreensão para quem não está habituado ao uso do computador.

O bom elenco também está inspirado. Jesse Eisenberg faz um ótimo Mark Zuckerberg, um sujeito egoísta e antipático ao extremo. Justin Timberlake, o cantor que já mostrou que sabe atuar (Alpha Dog, Entre o Céu e o Inferno), também brilha como Sean Parker, o criador do Napster. Andrew Garfield, que em breve será o novo Homem Aranha, faz o brasileiro Eduardo Saverin, melhor amigo de Zuckerberg. E Armie Hammer interpreta, ao mesmo tempo, os gêmeos Winklevoss, num trabalho tão impressionante que parece que são dois atores diferentes.

Na minha humilde opinião, o filme tem um defeito. Quando surge a ideia da criação do Facebook, os personagens agem como se algo inédito estivesse sendo inventado. Ora, mas o Facebook foi lançado em fevereiro de 2004, pouco depois do Orkut. Ok, aparentemente as ideias embrionárias de ambos as redes de relacionamentos foram na mesma época, mas, mesmo assim, não era algo assim tão inovador. E pelo menos nós, brasileiros, temos que reconhecer que, assim como hoje o Facebook é “in” e o Orkut é “out”, o Orkut se popularizou aqui antes. Aliás, o Orkut nem é citado no filme. Falam do Friendster e do Myspace, mas “esquecem” do Orkut. Me pareceu inveja…

A Rede Social está badalado para o Oscar 2011. Será?

Comer, Rezar, Amar

Comer, Rezar, Amar

Liz Gilbert (Julia Roberts), escritora bem sucedida e bem casada, larga tudo e sai viajando pelo mundo em uma busca por auto conhecimento.

Comer, Rezar, Amar é baseado no best seller homônimo escrito por Liz Gilbert. Não li o livro, mas vou falar que, se outras pessoas tiverem opiniões parecidas com a minha sobre o filme, as vendas do livro cairão…

É inegável o carisma de Julia Roberts. Lembro que ela surgiu com grande sucesso em 1990 com Uma Linda Mulher, depois passou anos fazendo filmes mais ou menos. Lembro que nove anos depois, quando Um Lugar Chamado Notting Hill foi lançado, toda a mídia comemorava o sucesso, como se ela não tivesse no currículo titulos de qualidade duvidosa como Tudo Por Amor, Adoro Problemas e O Poder do Amor. Digo mais: nem a acho bonita! Enfim, se beleza e talento são questionáveis, o carisma não é.

Ela tem star power, isso é indiscutível. Mas carisma não carrega sozinho um roteiro fraco…

Podemos dividir o filme em 4 partes, o início nos EUA, e um país para cada verbo do título: “comer” na Itália, “rezar” na Índia e “amar” na Indonésia. Como o próprio título já manda spoilers, vou resumir a trama: 1- Escritora de sucesso, cercada de homens apaixonados por ela, entra em crise e larga tudo; 2- Quatro meses de férias na itália, só na farra; 3- Retiro espiritual na Índia; 4- Foi pra Bali atrás de um guru que parece o Mestre Yoda sem dentes, mas “deu um perdido” no guru e arranjou um namorado brasileiro. Que, como os homens do início do filme, é apaixonadíssimo por ela, mas ela não dá bola pra ele.

Cheguei a três conclusões ao fim do filme: 1- Deve ser bom ser rico, aí a gente pode ter crises e viajar à toa pelo mundo; 2- A escritora deve ser muito bonita, tá cheio de homem interessante atrás dela; 3- Para Liz Gilbert, a felicidade está em encontrar um homem apaixonado, tratá-lo mal, e depois desistir de desprezá-lo para ser feliz ao seu lado.

O filme foi dirigido por Ryan Murphy, que tem boa carreira na tv (Nip Tuck, Glee), mas fez pouca coisa no cinema. E o elenco traz alguns nomes legais, como Billy Crudup, James Franco, Richard Jenkins e Javier Bardem, que servem bem para o que o filme pede: escada para o carisma de Julia Roberts.

Falando em Bardem, ele só aparece no fim, num papel que  incomoda um pouco: o tal namorado brasileiro. Ele é bom ator, ok. Mas, falando português, não convence ninguém. Em tempos de globalização em Hollywood (o próprio Bardem é estrangeiro!), por que não chamar um ator brasileiro para o papel? Um Alexandre Borges da vida não ia fazer feio…

Mesmo assim, Comer Rezar Amar não é de todo ruim e vai agradar os menos exigentes. Como uma boa superprodução hollywoodiana, os detalhes são bem cuidados, e algumas paisagens são belíssimas. Mas o filme poderia ser mais curto. Não precisava de mais de duas horas…

Enterrado Vivo

Enterrado Vivo

Um filme com apenas um ator e apenas um cenário apertado? É uma ideia arriscada, porém interessante.

Motorista de caminhão trabalhando no Iraque, Paul Conroy (Ryan Reynolds) acorda dentro de um caixão, sem saber como nem por que está lá. Acompanhado de um celular e de um isqueiro, ele tenta descobrir o que aconteceu.

A ideia era arriscada, mas o resultado ficou muito bom. Enterrado Vivo (Buried, no original) tem drama e tensão bem dosados num enxuto roteiro de uma hora e meia – em tempo real.

O filme já começa bem, com créditos iniciais num estilo que lembra grandes filmes clássicos de suspense, com direito a uma música-tema forte – coisa incomum hoje em dia.

A partir daí, tudo acontece dentro do exíguo espaço do caixão. E digo uma coisa: deve ter sido difícil filmar Enterrado Vivo. O diretor espanhol Rodrigo Cortés conseguiu muitos ângulos diferentes, tudo sem sair de dentro do caixão.

Li no imbd que essa ideia surgiu porque o roteirista Chris Sparling tinha problemas para conseguir vender roteiros com locações caras. Este problema não acontece aqui, todo o set de filmagem cabe dentro de um quarto…

Ryan Reynolds, que em breve estará nas telas como o protagonista de Lanterna Verde, o novo blockbuster baseado em quadrinhos, também merece elogios. Usualmente caricato, aqui ele convence ao alternar entre o nervosismo e o desespero, passando por uma montanha russa de sentimentos, incluindo a ironia que o acompanha em quase todos os seus papéis. Este não me parece ser o estilo de filme que ganha prêmios, senão, diria que Reynolds era um forte candidato.

Bom filme, estréia em breve nos cinemas brasileiros (hoje rolou a sessão pra imprensa). Só não é recomendado aos claustrofóbícos…

Ondine

Ondine

Syracuse (Colin Farrell) é um pescador irlandês pouco acostumado com a sorte. Mas isso muda quando ele encontra uma misteriosa mulher em sua rede de pesca. Ele desconfia que ela possa ser uma sereia, mas sua filha de dez anos – que, por causa de um problema de saúde vive numa cadeira de rodas – acha que ela é uma Selkie, uma espécie de mulher foca da mitologia local.

Colin Farrell voltou à sua Irlanda natal para esta simpática fábula, escrita e dirigida por Neil Jordan, outro irlandês ilustre. O que é mais legal em Ondine é a dúvida que o filme levanta: seria Ondine uma Selkie de verdade?

Além de Farrell, dois nomes se destacam no elenco: a bela e pouco conhecida Alicja Bachleda (mexicana, descendente de poloneses) como Ondine, e Alison Barry como a esperta filha do pescador. Claro, como é um filme do Neil Jordan, Stephen Rea, seu ator favorito, também está lá.

Neil Jordan é um grande diretor e já fez grandes filmes, como Entrevista Com um Vampiro, Traídos Pelo Desejo e Fim de Caso. Aqui, é um filme mais modesto, uma história romântica no formato de um conto de fadas moderno.

O roteiro anda por um caminho perigoso, mas consegue resolver de maneira satisfatória o mistério de Ondine. Pelo menos heu gostei da solução do filme!

Enfim, nada essencial. Mas um filme leve e agradável, quem for assistir não vai se arrepender.

Amor Além da Vida

Amor Além da Vida

Em tempos do sucesso de Nosso Lar e suas histórias sobre o pós morte, resolvi rever Amor Além da Vida, na minha humilde opinião, o melhor filme sobre o assunto.

Chris Nielsen perde os dois filhos num acidente, e, quatro anos depois, quando morre, vai parar num paraíso maravilhoso. Mas está faltando uma coisa: sua esposa, Annie. Quando Annie se suicida e vai para o inferno, Chris resolve arriscar sua permanência no paraíso atrás da redenção de sua alma gêmea.

Este filme, dirigido pelo neo-zelandês Vincent Ward e baseado num livro de Richard Matheson, tem um visual impressionante. Rendeu até o Oscar de Melhores Efeitos Especiais de 1999. Fiquei até com vontade de fazer um Top 10 de visuais deslumbrantes (Terry Gilliam? Tim Burton?).

Chris gosta de quadros. Quando morre, vai parar dentro de um. É um quadro vivo, os cenários são tinta! E este não é o único momento onde a parte visual se destaca. É ao longo de todo o filme. O cuidado com os quadros é tão grande que, nos créditos finais, aparece uma lista de quais obras foram citadas ao longo do filme.

O visual e os efeitos especiais ajudaram o filme a não ser piegas – poucos anos antes, Ghost – Do Outro Lado da Vida trazia uma trama parecida, sobre um casal separado por um falecimento, e virou um marco da pieguice. Aqui, em Amor Além da Vida, não só temos o visual extasiante, como também a história é mais bem construída – não se trata apenas do casal, também tem o amor pelos filhos.

O elenco se baseia na dupla Robin Williams e Cuba Gooding Jr. Ok, hoje, em 2010, ambos não emplacam sucessos há algum tempo (principalmente Cuba, já que Robin Williams continua com papeis menores em comédias de sucesso como os dois Uma Noite no Museu). Mas, em 98, quando Amor Além da Vida estava sendo feito, eram dois nomes em alta – Williams ganhara o Oscar de melhor ator coadjuvante em 1997 por Gênio Indomável; enquanto Cuba ganhara o mesmo prêmio no ano seguinte, por Jerry Maguire. Ainda no elenco, Annabella Sciorra, Max Von Sydow e Rosalind Chao.

Por fim, contarei uma experiência pessoal. Assim como o protagonista, heu também tive uma filha que faleceu, não por acidente, mas por problemas cardíacos. Por isso este filme é tão importante para mim!

Filmaço. Dá pra ver com patroa, pela belíssima história de amor, além de ter cenas de tirar o fôlego de tão bonitas. Até os marmanjos têm permissão para chorar aqui!

Sunshine Cleaning / Trabalho Sujo

Sunshine Cleaning / Trabalho Sujo

Na escola, Rose foi líder de torcida. Mas agora sua vida não tem nenhum glamour: é mãe solteira, é amante de um homem casado, e trabalha como empregada doméstica. Sua irmã mais nova, Norah, que pula de emprego pra emprego, e seu pai, um vendedor, são outros dois fracassados. Rose, no entanto, está disposta a mudar de vida, e convence Norah a ingressar com ela no milionário ramo da limpeza de cenas de crime.

Dirigido por Christine Jeffs, Sunshine Cleaning é um simples e comovente drama sobre uma família de “losers”.

A atuação do trio principal é muito  boa. Amy Adams, Emily Blunt e Alan Arkin estão ótimos. Também estão no filme Steve Zahn, Mary Lynn Rajskub (a Chloe de 24 Horas), Clifton Collins Jr e o garoto Jason Spevack.

Mas a história é bobinha demais. Acaba o filme e a gente se pergunta “ok, mas, e daí?” O argumento era bom, o elenco era bom, mas a história… É vazia…

O filme está no Festival do Rio de 2010, mas não é tão novo assim, esteve no Festival de Sundance de 2008.

O Garoto de Liverpool

O Garoto de Liverpool

Um filme mostrando a adolescência de John Lennon? Ok, vamos ver.

Aos 15 anos, John é um adolescente normal, inteligente e rebelde, que vive desde os cinco anos de idade com a rígida tia Mimi. Um dia, se reencontra com sua mãe, que tem um estilo de vida completamente diferente da tia, o que gera um certo atrito na família.

Um aviso aos beatlemaníacos: este filme não é sobre os Beatles! Vemos o primeiro encontro de John Lennon com Paul McCartney e, pouco depois, com George Harrison. E o filme termina com John se despedindo da tia porque estão indo para a Alemanha, tocar com “aquela outra banda”. Mas o nome Beatles sequer é citado!

Apesar do fundo musical, o principal foco de O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy no original), longa de estreia da diretora inglesa Sam Taylor-Wood, é nas conturbadas relações entre John Lennon, sua mãe e sua tia.

Ainda assim, a parte musical é bem legal. Lennon, então com 15 anos, aprende a tocar banjo, muda para o violão e monta, com colegas da escola, a banda The Quarrymen, através da qual conhece Paul e George. E o resto é história da música pop…

Lennon é interpretado por Aaron Johnson, o protagonista de Kick-Ass. Ele faz um bom trabalho, mas acho que poderiam ter usado um ator mais parecido com o músico. Aliás, defeito igual acontece com Paul e George. Custava eles terem feito como em Backbeat? Lembro que o ator Ian Hart foi chamado para o filme devido à sua semelhança com Lennon! Já Kristin Scott Thomas e Ann-Marie Duff, respectivamente a tia e a mãe, estão ótimas.

Bom filme. Só não sei se beatlemaníacos vão gostar…