Sweeney Todd

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Sweeney Todd

Numa Londres dos tempos vitorianos, um barbeiro condenado e exilado por um crime que não cometeu volta 15 anos depois com sede de vingança. E, num clima doentio, assassina clientes de sua barbearia, enquanto a loja de tortas de carne do andar abaixo usa a carne dos cadáveres em suas tortas.

Por mais que seja uma história de terror, o novo filme de Tim Burton é baseado no musical de Stephen Sondheim, original da Broadway. Ou seja, estamos diante de um musical – de terror!

Tim Burton é o nome perfeito para um filme desses. Hoje em dia, Tim Burton é um dos únicos diretores hollywoodianos que mantém um estilo próprio. Você vê o filme e logo reconhece o seu autor. Principalmente quando lembramos as suas parcerias com Johnny Depp: esse é o sexto filme da dupla, antes vieram Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates e A Noiva Cadáver (sim, é animação, mas as vozes do casal principal são as mesmas deste Sweeney Todd).

Uma prova de que Tim Burton é “o cara” é que Stephen Sondheim estava relutante para liberar o musical para uma versão cinematográfica, mas depois de uma conversa entre os dois, Burton explicou a sua visão sobre Sweeney Todd, e então Sondheim liberou as músicas, com a condição que aprovasse os atores cantores. Claro que Burton queria Depp para o papel principal, mas Sondheim achava que ele seria muito “rock’n’roll” pro papel. Mas Depp não teve problemas com isso, e se submeteu aos testes de voz. Helena Bonham Carter, apesar de esposa do diretor, também teve que fazer os testes. Sondheim aprovou ambos.

O elenco, aliás, é curioso. Diferente de produções como Rent – que trouxe para as telas vários nomes da Broadway, ou Hairspray – que usa atores famosos por terem intimidade com papéis cantados; Sweeney Todd tem atores que não são lembrados por serem cantores. Além de Depp e Carter, temos Alan Rickman (o Snape de Harry Potter), Timothy Spall (também de Harry Potter, além de um monte de papéis pequenos em filmes diversos) e Sacha Baron Cohen – sim, o Borat! – que está sensacional, aliás. Além desses, ainda temos alguns bons e importantes papéis na mão de atores até agora desconhecidos, como Laura Michelle Kelly, Jayne Wisener e Jamie Campbell Bower.

Apesar de seu clima sombrio e seu anti-herói, Burton e Depp conseguiram fazer um filmaço. Johnny Depp levou o Globo de Ouro de melhor ator pelo papel, mas perdeu o Oscar pro Daniel Day Lewis…

Meu nome não é Johnny

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Meu nome não é Johnny

Meio que por engano, um jovem da zona sul passa de consumidor a traficante. E vira um dos maiores traficantes do Rio nos anos 90.

Esse é o resumo básico de Meu nome não é Johnny, filme de Mauro Lima baseado no livro de Guilherme Fiúza, e estrelado por Selton Mello.

Selton Mello é “o cara”. É o nome do cinema nacional hoje em dia. E nos leva a simpatizar com um personagem de moral duvidosa – afinal, o mocinho é um traficante!

Selton Mello interpreta João Estrella, um personagem que realmente existiu. Primeiro, comprava drogas e consumia com os amigos, em festas intermináveis. Daí, passou pro tráfico mais graúdo, e posteriormente, intercontinental.

O filme relata o início, ascenção e queda de João Estrella. Que, na verdade, nunca foi um cara “mau”, apesar de estar do outro lado da lei. Ou, pelo menos, esta é a visão que o filme passa…

Tecnicamente, o filme é perfeito. Boas recriações da época (desde os anos 70 até os 90), locações na Europa, boa trilha sonora, boas atuações do elenco – além de Selton Mello, Cleo Pires, Julia Lemmertz, Cassia Kiss e André di Biasi. E o filme é sério quando tem que ser, mas sem deixar de ser leve.

Boa recomendação pra aqueles que têm preconceito com cinema nacional!

Onde os fracos não têm vez

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Onde os fracos não têm vez

Onde os fracos não têm vez, o novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen (de Fargo, O grande Lebowski, Na Roda da Fortuna, Arizona Nunca Mais, Gosto de Sangue, Ajuste Final, E aí meu irmão cadê você, etc.), foi o grande vencedor do Oscar de 2008: melhor filme, diretor, ator coadjuvante e roteiro adaptado. Merecido!

Num clima meio western (apesar de se passar nos anos 80), o caçador Llewelyn Moss (Josh Brolin, aquele, de Goonies, que antes esteve em Planeta Terror e agora em 2009 concorre a ator coadjuvante por Milk) encontra por acidente o cenário de um verdadeiro massacre: vários carros, vários corpos, várias armas e uma quantidade enorme de drogas. Mais: encontra, um pouco afastado, um outro cadáver, com uma maleta cheia de dólares. Enquanto isso, um homem misterioso e mau, muito mau, começa a perseguí-lo. Este é Anton Chigurh, magistralmente interpretado por Javier Bardem, que já ganhou Globo de Ouro e o Oscar de melhor ator coadjuvante.

O filme é lento, e, diferente do habitual dos Coen, não tem muito humor. Ainda temos outros ótimos personagens, como o velho xerife interpretado pelo Tomy Lee Jones, e algumas cenas geniais – isso sim, marca registrada dos Coen.

O fim do filme desagradou a maioria dos espectadores, mas não tira o brilho da obra. E agora os irmãos roteiristas e diretores leveram mais umas estatuetas pra casa, de filme, direção e roteiro, pra guardar ao lado da de roteiro por Fargo

Clube da Luta

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Clube da Luta

Coloque o dvd no player. Espere os avisos. Aparecerá esse texto:

Warning: If you are reading this then this warning is for you. Every word you read of this useless fine print is another second off your life. Don’t you have other things to do? Is your life so empty that you honestly can’t think of a better way to spend these moments…

A ironia do filme começa antes do filme…

Clube da luta é um filme sobre testosterona. Sobre a necessidade masculina da volta à violência natural do ser humano, que foi suprimida nos tempos modernos. Pensando assim, dois amigos, interpretados por Edward Norton e Brad Pitt, fundam o Clube da Luta – onde podem exercer toda a violência reprimida.

A partir daqui, virão spoilers. Ou seja, se não viu o filme, pare de ler!!!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Quando penso em “filmes com finais surpreendentes”, lembro de 3: O Sexto Sentido, Jogos Mortais e esse Clube da Luta. E, ao rever o filme, você vê que tudo aquilo faz sentido! Pra começar, o personagem principal não tem nome. Ele é o “narrador” – só. E, revendo o início, você consegue ver flashes do alter ego inseridos no cenário: por 4 vezes, aparece um Brad Pitt como o Tyler Durden que acompanhará o Edward Norton. (ele aparece como mensagem subliminar, assim como o pênis que aparece na cena final)

Sem conseguir paz interior, o narrador começa uma guerra particular contra a sociedade de consumo. E, assim, Tyler Durden e seu alter ego constroem a sua sociedade secreta e subversiva, e nos conquistam com seus ideais fora dos padrões.

Ao lado de Se7en, Clube da Luta é um dos melhores filmes de David Fincher (que, depois, nos trouxe o fraco Zodíaco e agora concorre ao Oscar por O Curioso Caso de Benjamin Button). E os dois atores, Brad Pitt e Edward Norton, como sempre, arrebentam.

Filmão. Violento, mas nada gratuito. Dá uma boa sessão dupla com outro “filme testosterona”, o 300, de Zack Snyder.

O Vingador do Futuro

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O Vingador do Futuro

Num futuro indefinido, Quaid (Arnold Schwarzenegger) tem uma vida tranquila. Tem um emprego como operário, tem uma bela esposa (Sharon Stone, lindíssima), mas tem sonhos constantes e obsessivos com Marte. Resolve então “visitar” Marte, numa nova forma de viagem: um implante de memória no cérebro, com lembranças de uma viagem de duas semanas pelo planeta vermelho. Mais: como adicional, ele opta por ter uma viagem “com aventura”, na pele de um agente secreto! E, a partir daí, você não sabe mais se o que acontece com Quaid é verdade ou se foi implantado em seu cérebro.

Dirigido por Paul Verhoeven e baseado no conto “We Can Remember It For You Wholesale”, de Philip K Dick (o mesmo de Blade Runner, O Homem Duplo, Minority Report e O Pagamento), O Vingador do Futuro tem um dos melhores roteiros de sua época – apesar do nome sugerir uma apelativa cópia do Exterminador do Futuro, também com Schwarza.

Paul Verhoeven, um cineasta holandês há poucos anos em Hollywood, ainda era muito mais cínico e violento que a maioria dos americanos. Estava no auge, na mesma época fez Conquista Sangrenta, Robocop e Instinto Selvagem, todos ótimos. Pena que não soube segurar a mão e sua carreira foi escada abaixo depois, com filmes de qualidade duvidosa como Showgirls e O Homem sem Sombra.

O elenco está perfeito. O grande canastrão Schwarzenegger tem aqui um dos melhores papéis da sua carreira; Sharon Stone idem (acho que só em Cassino e Instinto Selvagem ela se igualou); e Michael Ironside também está ótimo, como um vilão mão, muito mau!

Os efeitos especiais, mesmo se passando mais de 15 anos, ainda convencem – apesar de certos chroma-keys estarem, vamos dizer, “gastos”. Mesmo assim, os cenários, maquiagens e efeitos em geral ainda funcionam!

Boa diversão!

My Name is Bruce

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My Name is Bruce

Um filme para fãs do Bruce Campbell! Legal! Mas, claro, se você se perguntar “Bruce quem?”, esqueça este filme…

Bruce Campbell é um ator canastrão, famoso por ter feito Ash, personagem principal da trilogia Evil Dead, de Sam Raimi. Além de Evil Dead, fez alguns cult movies (como Bubba Ho Tep) e participações especiais em grandes produções (ele está nos três filmes do Homem Aranha, também dirigidos por Sam Raimi). Claro, também fez um monte de filmes ruins. Faz parte… E agora resolveu dirigir uma homenagem a si mesmo, cheio de auto-referências!

A história: um monstro chinês aparece em um cemitério em uma cidade pequena. Quem vamos chamar pra resolver isso? Que tal o próprio Ash? Bem, se não pode ser o Ash, que tal o próprio Bruce Campbell?

É isso que acontece. E Bruce vai, achando que é tudo uma grande brincadeira…

Às vezes o humor do filme é meio bobo, temos alguns momentos “didimocoanos” – por isso não é recomendado pra “não fãs”. Mas no geral, o filme é uma grande e deliciosa bobagem, pra ser visto com galera comendo pipoca e rindo das tosqueiras!

Detalhe interessante: Ted Raimi, irmão de Sam e amigo de infância de Bruce, faz três papéis diferentes!

Gremlins

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Gremlins

Quando você estiver pensando em filmes natalinos, que tal a fábula de humor negro Gremlins, de 84, dirigida por Joe Dante?

Às vésperas do Natal, um inventor frustrado consegue, numa loja de bugingangas chinesas, comprar para o seu filho um novo “bicho de estimação”: um Mogwai. Um bichinho fofinho, adorável. mas com 3 recomendações: evite luzes fortes, nunca o deixe perto da água e nunca, nunca mesmo, o deixe comer depois da meia noite.

A história todos já conhecem: o bichinho fofinho se multiplica em bichinhos fofinhos bagunceiros, que depois se transformam em pequenos monstros. E temos o nosso perfeito conto negro de Natal!

Joe Dante é um genial diretor, pena que recentemente só tenha feito coisas pra tv. Mas nos anos 80, apadrinhado por Steven Spielberg, nos presenteou com pérolas como Um Grito de Horror, Viagem Insólita, No Limite da Realidade, Viagem ao mundo dos Sonhos, Mulheres Amazonas na Lua… E podemos dizer que a sua obra prima é justamente esse Gremlins!

(Joe Dante também dirigiu Gremlins 2, em 90, mas essa continuação foi uma grande brincadeira em torno do primeiro. Muito divertido, mas longe de ser um grande filme)

Aliás, Spielberg dá uma de Hitchcock e aparece numa ponta cameo: quando o inventor está na convenção, ao telefone, quem passa na cadeira de rodas motorizada é o próprio diretor de Tubarão! Isso, ao lado de inúmeras citações ao longo do filme, do letreiro do programa de rádio imitando as letras de Indiana Jones, passando por um Gremlin escondido atrás de um boneco do E.T., e ainda mostrando uma sessão dupla no cinema local com os filmes A Boy’s Life (título provisório para E.T.) e Watch the Skies (título provisório para Contatos Imediatos do Terceiro Grau)!

O curioso de se ver esse filme hoje, na era dos efeitos digitais perfeitos, é comparar os efeitos “reais” da época. Por um lado, a animação do Mogwai e dos Gremlins – tudo marionete! – é perfeita! Gizmo, o “bichinho” principal, é impressionantemente articulado. “Atua” melhor que muita gente de carne e osso! Mas. por outro lado, é duro vermos hoje em dia efeitos de gelo seco e luz verde, como quando os casulos eclodem e os gremlins aparecem… Dá um ar de filme vagabundo…

Bem, esta é a minha recomendação de filme natalino.

O Grande Lebowski

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O Grande Lebowski

Um filme pode ter mais forma do que conteúdo e ser bom? Na minha opinião, sim!

Costumo lembrar de dois filmes legais onde a forma é mais importante que o conteúdo: Delicatessen e O Grande Lebowski, dos irmãos Joel e Ethan Coen (dirigido por um, produzido pelo outro, escrito pelos dois), que antes nos deram pérolas como Fargo, Arizona Nunca Mais e Na Roda Fortuna, dentre outros, e ano passado ganharam o Oscar de melhor diretor por Onde os Fracos Não Têm Vez.

Jeffrey Lebowski é um cara largadão. Desempregado, sua vida é jogar boliche, ouvir Creedence, beber white russian e fumar maconha. Inclusive, detesta ser chamado de Jeffrey, prefere simplesmente “The Dude”. Até que um dia é confundido com um milionário homônimo, o seu tapete é danificado e sua vidinha simples é virada ao avesso…

O Dude é maravilhosamente interpretado por Jeff Bridges. Tanto que existe uma convenção nos EUA, a Lebowski Fest, só de fãs do seu estilo de vida (do personagem, não do ator!).

E todos os outros personagens são ótimos, caricatos ao extremo, interpretados de maneira deliciosa por atores-assinatura dos irmãos Coen. John Goodman faz Walter, um veterano do Vietnã estressado e brigão; Steve Buscemi é Donny, o aéreo parceiro de boliche; John Turturro é o sensacional e caricato Jesus, rival no boliche. E tem mais: Julianne Moore, Tara Reid, Philipp Seymour Hoffman, David Huddlestone, Sam Elliot, Ben Gazarra, David Thewlis… O desfile de bons atores em papéis geniais parece interminável!

Detlhe para duas pontas interessantes: o niilista baixinho é Flea, baixista do Red Hot Chilli Peppers; enquanto a coadjuvante no filme Longjammin é Asia Carrera!

Assim, entre personagens estranhos e situações esquisitas, nosso amigo Dude vai se envolvendo com situações cada vez mais bizarras e engraçadas. E, cada vez mais, ele quer se livrar disso tudo e voltar a sua vidinha simples…

Laranja Mecânica

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Laranja Mecânica

Numa Londres futurista e decadente, gangues de jovens vivem num meio de sexo, drogas e violência. Alex DeLarge, líder de uma das gangues, é preso, e depois se submete ao “tratamento Ludovico” para ser reintegrado à sociedade.

O que podemos falar sobre Laranja Mecânica? Primeiro: um filme feito há mais de 30 anos atrás, e que não envelheceu… Isso é algo difícil… Claro que certas coisas estão com cara de anos 60. Mas o visual futurista é um dos vários pontos altos do filme.

Falando em pontos altos, é difícil desassociar a imagem de Malcom McDowell do jovem delinquente Alex. Em uma das interpretações mais marcantes de sua carreira, McDowell nos mostra os altos e baixos de Alex, que, de líder de gangue, passa pelo humilhante tratamento Ludovico (não dá pra descrever aqui, tem que ver o filme), pra depois voltar ao violento mundo como um indefeso cordeirinho.

Não podemos nos esquecer também que este é um filme de Stanley Kubrick, um dos mais geniais diretores da história do cinema. Só pra dar um exemplo, o seu filme anterior é 2001, Uma Odisséia no Espaço; e depois ele ainda faria obras primas como O Iluminado e Nascido Para Matar.

A trilha sonora do então Walter Carlos (que mais tarde viraria Wendy Carlos), com música erudita tocada em sintetizadores monofônicos – os primeiros Moogs! – também é sensacional!

Programa imperdível. Mas, mesmo sendo um filme velho, tirem as crianças da sala antes de começar a sessão…

Dublê de Corpo

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Dublê de Corpo

Ao filmar Vestida para Matar, em 1980, Brian de Palma precisou usar uma dublê de corpo para as cenas de Angie Dickinson. Daí veio a idéia para o filme Dublê de Corpo, lançado em 84.

Jake, um ator desempregado – que faz o papel de um vampiro num filme B, mas como tem claustrofobia, não consegue ficar dentro do caixão – é despejado da casa da namorada. Sem trabalho e sem ter onde morar, consegue ficar de favor numa mansão de uma amigo de um amigo. E melhor, num clima hitchcockiano, ele observa através de uma luneta uma vizinha que faz strip tease todos os dias.

Isso é só o começo de uma trama rocambolesca bem ao estilo do Brian de Palma, que também nos deu Um Tiro na Noite, Scarface, Os Intocáveis, O Pagamento Final, Olhos de Serpente, Femme Fatale, e, mais recentemente, Dália Negra. Como diz o cartaz: “Não acredite em tudo o que vê!”

Apesar do visual do filme estar um pouco datado, a trama continua “redondinha”. O elenco, encabeçado por Craig Wasson, é quase todo de rostos pouco conhecidos – a exceção é Melanie Griffith, num papel chave importantíssimo.

Tenho um trauma terrível relacionado a esse filme. Vi no cinema no fim dos anos 80, achei sensacional, e quando a Globo anunciou que ia passar, programei o videocassete para gravar e rever. Heu nunca devia ter feito isso, foi uma das maiores decepções da minha vida! Não só o filme estava completamente cortado (o trecho onde Jake vai participar de um filme pornô, com a música Relax no fundo, parecia um videoclip), como, na cena inicial, foi tirado um pedaço do filme e incluído um pedaço de outro filme!!! Quando Jake chega em casa, vai até o quarto e vê a sua namorada transando com outro, em vez disso tinha uma mulher deitada coberta por um lençol!!! Nunca soube de falta de respeito igual depois do fim da ditadura!!!