Invocação do Mal 2

Invocação-do-Mal-2-PosterCrítica – Invocação do Mal 2

James Wan está de volta!

O casal Lorraine e Ed Warren vai para Londres ajudar uma família atormentada por uma suposta manifestação poltergeist na filha. Baseado em caso real, justamente um dos mais documentados da história.

De vez em quando escrevo “fulano está de volta” só para avisar que ele fez um filme novo. Bem, desta vez, a expressão está correta: depois de dirigir três dos melhores filmes de terror dos últimos anos (Sobrenatural 1 e 2; e Invocação do Mal), James Wan largou o terror e foi fazer Velozes e Furiosos 7. Li que ele teria desistido do terror (o cara está escalado para dirigir o vindouro Aquaman). Mas, olha lá, entre um filme de carros e outro de super heróis, Wan teve tempo de voltar ao terror!

(Parece que o primeiro Invocação do Mal foi um grande sucesso de bilheteria e, por isso, Wan teria voltado à franquia. Sei não. Velozes 7 foi uma das maiores bilheterias do ano passado. Se a gente pensar só pelo lado financeiro, Wan não estava precisando do terror…)

Lançado em 2013, o primeiro Invocação do Mal foi um dos melhores filmes de terror do ano (na minha humilde opinião foi o melhor, seguido de perto por Mama). A continuação, Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist, no original) pode não ser melhor que o original, mas consegue manter o nível.

“Ah, mas este novo filme é mais do mesmo”, vão dizer os rabugentos. Verdade, Invocação do Mal 2 não traz nada de novo. Mas sabe quando um cozinheiro sabe fazer bem o seu ofício e faz um arroz com feijão muito gostoso? James Wan manja dos paranauês, e seu arroz com feijão é melhor do que a maioria. Wan sabe posicionar sua câmera com maestria. São ângulos, travellings e planos sequência criativos, mantendo a tensão ao longo de pouco mais de duas horas de projeção. O cara tem talento pra isso!

Ajudado por uma fotografia bem cuidada, uma boa trilha sonora e uma cenografia que reconstitui fidedignamente, tanto a época quanto as cenas reais (no fim do filme vemos fotos reais do caso), Wan faz o que muitos propõem mas poucos conseguem: sustos! Invocação do Mal 2 acerta neste ponto crucial mas, muitas vezes, deixado de lado.

O elenco conta com a volta de Vera Farmiga e Patrick Wilson como o casal Warren. O resto do elenco é inglês, então é novidade: Frances O’Connor, Simon McBurney e as crianças Madison Wolfe, Lauren Esposito, Benjamin Haigh e Patrick McAuley estão bem. Franka Potente faz um papel menor. E, pra quem conhece meus textos, Javier Botet, que foi a Menina Medeiros em REC e o personagem título em Mama, aqui faz o Homem Torto.

Invocação do Mal 2 não é “o melhor terror de todos os tempos da última semana”. Mas, tirando A Bruxa, que é outra proposta, é “apenas” o melhor filme de terror do ano até agora.

Vou mandar um zap pro James Wan e convencê-lo a voltar pro terror depois do Aquaman. O gênero precisa dele!

Martyrs (2015)

Martyrs-poster gringoCrítica – Martyrs (2015)

E vamos a mais uma refilmagem desnecessária…

Com a ajuda de uma amiga de infância, mulher busca vingança contra pessoas que fizeram mal a ela quando criança.

Voltemos alguns anos no tempo. Na década passada tivemos uma onda de filmes franceses ultra violentos, como Alta Tensão, A Invasora, O Segredo da Rua Ormes e A Fronteira. O Martyrs original, lançado em 2008, faz parte dessa leva, e é justamente um dos mais cultuados.

Aí é que mora o perigo. Se é pra refilmar uma obra cultuada, ou é pra melhorar algum ponto falho no primeiro filme; ou é pra vermos a história de um modo diferente*. Se é pra fazer igual (como acontece aqui), fica a pergunta: pra que? A primeira metade do filme é exatamente igual, só que com menos violência. E a parte final não muda nada pra melhor.

E este é o problema principal. O filme original é um dos filmes mais violentos da última década. E não é só violência por violência, tem todo um mistério sobre uma sociedade secreta – por isso o filme é cultuado. E, na refilmagem, a violência foi abrandada – e muito. Pô, gente. não dá pra cortar a violência de um filme desses! É mais ou menos como a Disney refilmando Tarantino!

O cartaz tenta enganar. “Dos produtores de A Invocação do Mal e Annabelle“. Opa, será que tem dedo do James Wan? Claro que não! Isso significa que tem a Blumhouse na produção, produtora que está por trás de boa parte dos filmes de terror contemporâneos, desde filmes bons como A Invocação do Mal e a série Sobrenatural; até filmes de qualidade questionável como A Forca e Ouija. Ou seja, Blumhouse não é garantia de qualidade.

A direção ficou com os desconhecidos irmãos Kevin e Michael Goets, que até agora só tinham feito um longa, o também desconhecido Rota de Colisão. E o roteirista Mark L. Smith, por incrível que pareça, concorreu ao último Oscar por O Regresso (coisa difícil de acreditar, por este roteiro aqui). No elenco, Troian Bellisario (Pretty Little Liars) e Bailey Noble (True Blood) nem fazem feio, mas não salvam o filme do fracasso total.

Desnecessário. Nada se aproveita. Procure o original.

* Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos é uma refilmagem, A Pequena Loja dos Horrores da década de 80. Mas é um filme completamente diferente do original dos anos 60. Este é um bom exemplo de “ver de um modo diferente” que citei lá em cima.

Boa Noite Mamãe

boa noite mamaeCrítica – Boa Noite Mamãe

Depois de um bom tempo “na gaveta”, chega aos cinemas o terror austríaco pré-indicado ao Oscar!

Dois irmãos gêmeos, de 9 anos de idade, recebem a mãe que acabou de voltar de uma cirurgia, mas desconfiam que pode ser outra pessoa debaixo das bandagens.

É uma boa época para frequentadores de cinema que curtem terror. Esta é a quarta semana seguida com um lançamento do gênero! Depois de Boneco do Mal, Orgulho e Preconceito e ZumbisA Bruxa, esta semana estreia Boa Noite Mamãe, outro terror diferente do padrão.

(Aproveito para explicar a primeira frase. Cada país manda um filme para a lista dos que talvez sejam indicados ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira, e então a Academia escolhe os cinco que efetivamente recebem a indicação. A Áustria enviou este Boa Noite Mamãe – que não chegou a ser indicado.)

Escrito e dirigido por Severin Fiala e Veronika Franz, Boa Noite Mamãe (Ich Seh Ich Seh, no original) foge do estilo que estamos acostumados. Filme lento e contemplativo, às vezes parece um drama violento e não um terror. Aliás, é bom avisar: temos uma boa dose de violência física e psicológica aqui.

Boa Noite Mamãe tem um excelente trio de atores principais (Susanne Wuest, a mãe, e os dois gêmeos Lukas e Elias Schwarz), e uma bela fotografia que ajuda a construir um bom clima de tensão. Mas tem um problema básico: um plot twist previsível. Sabe aquela reviravolta que acontece no fim que deixa a gente de queixo caído? Pois é, a gente adivinha essa reviravolta logo no início do filme.

Já tinha visto Boa Noite Mamãe ano passado, e revi agora por causa do lançamento. Posso dizer que gostei mais da segunda vez, quando já tinha passado o “plot twist problemático”. Se a reviravolta é previsível, pelo menos o filme tem bom final.

A Bruxa

A BruxaCrítica – A Bruxa

2016 já tem o seu “melhor filme de terror de todos os tempos da última semana”!

Nova Inglaterra, 1630. Uma família enfrenta forças de feitiçaria, magia negra e possessão.

A Bruxa (The Witch, no original) é o impressionante filme de estreia do diretor e roteirista Robert Eggers. Um filme sério, desconfortável e tenso – um pouco diferente do terror que estamos acostumados a ver no circuito.

Eggers se baseou em relatos reais da época pra construir uma história repleta de fanatismo religioso. Ajudado por uma boa fotografia, cenários assustadores, e um elenco com ótimos e desconhecidos atores, o diretor / roteirista consegue criar um excelente clima de tensão que cresce ao longo do filme – o final é incômodo como poucas vezes visto no cinema recente.

No elenco, o destaque fica com os jovens Anya Taylor-Joy e Harvey Scrimshaw – este tem uma cena impressionante que é quase um monólogo. Também no elenco, Ralph Ineson, Kate Dickie, Ellie Grainger e Lucas Dawson.

Acredito que muitos não vão gostar de A Bruxa, principalmente pelo hype que está rolando na internet. Quem curte terror-pop-engraçadinho, talvez ache chato – não existe um alívio cômico aqui. Mas, na minha humilde opinião, é um dos melhores lançamentos de terror dos últimos tempos.

Orgulho e Preconceito e Zumbis

orgulho preconceito e zumbisCrítica – Orgulho e Preconceito e Zumbis

Inglaterra, século XIX. Cinco irmãs precisam enfrentar a pressão sobre o casamento enquanto enfrentam a crescente epidemia de zumbis.

Todo mundo conhece o livro “Orgulho e Preconceito”, da Jane Austen, né? Publicado pela primeira vez em 1813, o livro conta a história de uma jovem que lida com problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Bem, nem todos sabem, mas em 2009 saiu uma versão do livro ambientada num universo de zumbis – a autoria foi creditada à própria Jane Austen e a Seth Grahame-Smith (que, em 2010, lançou “Abraham Lincoln Caçador de Vampiros”). Este novo livro acaba de ganhar uma versão para o cinema.

Claro que não podemos levar a sério uma trama romântica do séc XIX com zumbis no meio. Mas, dentro da proposta galhofa, Orgulho e Preconceito e Zumbis (Pride and Prejudice and Zombies, no original) poderia ser bom. Mas não é.

Orgulho e Preconceito e Zumbis começa bem. É explicado que a Europa sofre com uma epidemia de zumbis em vez da peste negra, e que jovens mulheres são mandadas ao oriente para aprenderem artes marciais. E na família da protagonista, são 5 irmãs, todas treinadas como guerreiras. E temos uma cena na primeira parte do filme que mostra uma festa interrompida por um ataque de zumbis, onde vemos as irmãs pegarem facas e espadas escondidas nos seus vestidos longos com muitas anáguas para detonar zumbis em câmera lenta. A cena é muito boa e mostra um caminho bem interessante.

Mas parece que resolveram focar mais no lado romântico da história, e deixar os zumbis de lado. A ponto de falarem mais de uma vez da personagem da Lena Headey, que seria “a melhor espadachim da Inglaterra”, e quando ela aparece, nunca a vemos em ação.

O elenco também não ajuda. Lily James (a Cinderela) nem atrapalha, mas seu par, Sam Riley, parece que tem carisma negativo. Ainda no elenco, Bella Heathcote, Charles Dance e Matt Smith, além da já citada  Headey.

Ou seja, temos um filme romântico com lampejos de zumbi aqui e acolá. Um bom momento ou outro se salvam (Elizabeth discutindo com Darcy enquanto brigam é outra boa cena), mas, no geral, acho que não vai agradar muita gente – quem gosta de filmes de zumbi vai sentir falta de ação; quem gosta de filmes românticos vai reclamar da presença dos mortos vivos.

Não sou contra “mash ups”. Mas que o próximo seja mais bem feito.

Boneco do Mal

Boneco do MalCrítica – O Boneco do Mal

Uma americana é contratada por uma família inglesa para ser babá, mas ao chegar na casa, descobre que será babá de um boneco em vez de uma criança.

Fui ver Boneco do Mal com a expectativa lá em baixo. E não é que me surpreendi positivamente?

Pra começar, a sessão de imprensa foi na véspera da estreia, e quando isso acontece, normalmente o filme é fraco e a distribuidora só quer que as pessoas saibam isso em cima da hora. E, pra piorar,o título brasileiro é horrível – “Boneco do Mal” é muito trash! O nome original, “The Boy” (“O Garoto”) é bem melhor…

O diretor William Brent Bell é o mesmo do fraco Filha do Mal (olha o nome ruim aí…), mas desta vez ele se saiu melhor. Não que Boneco do Mal seja um grande filme, mas pelo menos é uma diversão honesta. Boa ambientação (a casa inglesa é ótima!), a fotografia cria um clima interessante, e tem um final que me surpreendeu.

No elenco, o único nome conhecido é  Lauren Cohan, famosa por causa de The Walking Dead. Mas ninguém chama a atenção, nem pelo lado positivo, nem pelo lado negativo.

Enfim, nada demais, mas vai agradar os fãs de terror.

Victor Frankenstein

victor-frankensteinCrítica – Victor Frankenstein

Mais uma modernização de um clássico do terror…

Contada a partir da perspectiva de Igor, conhecemos as origens obscuras do jovem e conturbado assistente, sua amizade redentora com o jovem estudante de medicina Victor Von Frankenstein, e como ele se tornar testemunha ocular do surgimento de como Frankenstein se tornou o homem – e a lenda – que conhecemos hoje.

O grande chamariz pra este filme é a dupla principal de atores, Daniel “Harry Potter” Radcliffe e James “Prof. Xavier” McAvoy. E isso já traz um problema logo de cara: Radcliffe é galã, mas como interpreta o feioso Igor, logo arranjam uma desculpa pra ele deixar de ser corcunda. Desnecessário, na minha humilde opinião, Radcliffe está bem como corcunda no início do filme.

Dirigido por Paul McGuigan (Heróis, Xeque Mate), Victor Frankenstein (idem, no original) não é um grande filme. Mas pelo menos é melhor que Frankenstein – Entre Anjos e Demônios, aquela bomba estrelada por Aaron Eckhart.

O roteiro é de Max Landis, um nome ainda pouco conhecido, mas com pedigree: trata-se do filho de John Landis, diretor que sabia como poucos transitar entre a comédia, o terror e o musical (o cara dirigiu, entre outros, Blues Brothers, Um Lobisomem Americano em Londres e Trocando as Bolas, entre vários outros bons filmes). Bem, a comparação é inevitável, mas o Landis filho ainda não mostrou o talento do pai…

Entre trancos e barrancos, o filme até flui bem pelos primeiros dois terços. Pena que escorrega feio na parte final, justo quando temos a criatura.

Gostei muito da atuação de James McAvoy, que consegue transmitir bem a loucura do dr. Frankenstein. Radcliffe não está mal, mas é mais do mesmo. Ainda no elenco, Jessica Brown Findlay e Andrew Scott.

No fim, depois de mais uma modernização de um clássico do terror, mais uma vez a gente se pergunta: precisava?

A Visita

A VisitaCrítica  – A Visita

Filme novo escrito e dirigido por M. Night Shyamalan. Será uma notícia boa ou ruim?

Uma mãe separada manda seu casal de filhos adolescentes passar uns dias na casa dos avós, que nunca conheceram, porque a mãe saiu de casa brigada antes de casar. Os jovens resolvem fazer um documentário para tentar reaproximar a mãe dos avós, mas acabam descobrindo segredos sobre os avós.

Shyamalan tem uma carreira curiosa. Seu primeiro filme, O Sexto Sentido, foi uma obra prima. Desde então, ele vive à sombra deste filme de estreia. De lá pra cá, foram sete longas, alguns bem ruins. Mas, mesmo assim, ele ainda tem prestígio para lançar seus filmes nos cinemas (nenhum foi direto para home vídeo). E a gente fala mal, mas todo mundo que conheço continua vendo seus filmes, por pior que sejam…

A boa notícia é que A Visita (The Visit, no original) é o melhor Shyamalan em muito tempo. Não chega a ser tão bom quanto O Sexto Sentido, mas é bem melhor que seus quatro últimos filmes (Dama na Água, Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra). Aliás, é bom avisar que Shyamalan voltou ao seu estilo, depois de dois filmes “fora da curva” – O Último Mestre do Ar foi uma adaptação, e Depois da Terra era uma tentativa de alavancar a carreira de Jaden Smith (e ambos foram bem ruins). A Visita lembra seu início de carreira.

A Visita é terror, mas o filme é bem humorado. Não chega a ser uma comédia, mas dá pra rir durante a projeção – uma das boas sacadas é que o garoto troca palavrões por nomes de cantoras pop. Temos um susto aqui, outro acolá, mas o que A Visita tem de melhor é o clima criado pelo diretor. Toda a ambientação dentro da casa é muito boa, assim como o mistério sobre os avós.

Shyamalan usa o batido recurso da câmera encontrada, mas o resultado é melhor do que a média – são duas câmeras, os adolescentes filmam tudo o tempo todo. Mesmo assim, acho que este recurso já deu o que tinha que dar. Nas cenas finais, a menina teria largado a câmera…

Gostei do elenco, o quarteto principal de nomes desconhecidos (Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie) está muito bem, especialmente a avó maluquinha. O único nome mais conhecido do elenco é Kathryn Hahn, que pouco aparece como a mãe.

No fim, sempre fica a comparação com sua obra mais famosa. Mas podemos dizer que Shyamalan voltou aos “velhos tempos”.

Ash vs Evil Dead

Ash vs Evil DeadCrítica – Ash vs Evil Dead

Uma série continuando a história dos filmes Evil Dead? Taí, quero ver!

Nos dias de hoje, Ash (Bruce Campbell) ainda guarda o Necronomicon, o Livro dos Mortos. Acidentalmente, ele liberta um demônio, e se junta a dois colegas de trabalho para tentar combater o mal que foi libertado.

Sou muito fã dos três filmes da série Evil Dead – gosto até do terceiro, que é nitidamente inferior aos outros dois. Todos foram dirigidos por Sam Raimi e estrelados pelo Bruce Campbell. A primeira boa notícia é que o primeiro episódio da série também tem Raimi na direção. Vou além: Raimi usa o mesmo estilo que o consagrou no início da carreira, na linha entre o terror e o trash, com muito humor negro, e com geniais travellings de câmera pela floresta e criativos ângulos de câmera. Além de muito gore, claro.

Pesquisando, descobri que Raimi tinha vontade de fazer um quarto filme, continuando a história de Ash. Mas em vez de um longa metragem, resolveram fazer um seriado, com dez episódios de meia hora cada. Outra boa notícia: a série foi produzida pelo canal Starz, o mesmo que fez Spartacus, uma das melhores séries dos últimos anos. Ainda é cedo pra julgar o resultado final, mas podemos dizer que a série começou bem.

Foi uma agradável surpresa saber que a série tem o mesmo clima galhofeiro dos filmes antigos, porque há poucos anos tivemos uma refilmagem que deixava a galhofa de lado para criar um clima sério. Gente, Evil Dead não pode ser sério!

Evil Dead é um dos meus filmes favoritos, e a sua série mantém o mesmo clima. E, pra melhorar, a trilha sonora usa Deep Purple e Emerson Lake & Palmer, duas das minhas bandas favoritas! Melhor-seriado-ever!!! 🙂

Como Sobreviver a um Ataque Zumbi

Como-Sobreviver-a-Um-Ataque-Zumbi-posterCrítica – Como Sobreviver a um Ataque Zumbi

Três escoteiros, amigos de infância, vão descobrir o verdadeiro significado da amizade quando tentam salvar a cidade de uma epidemia de zumbis.

Escrito e dirigido por Christopher Landon, Como Sobreviver a um Ataque Zumbi (Scouts Guide to the Zombie Apocalypse, no original) é uma divertida bobagem – como já se prevê pelo título. Apesar de ser um cara intimamente ligado à franquia Atividade Paranormal (ele roteirizou o 2, o 3, o 4 e o spin off Marcados Pelo Mal, e também dirigiu este último), Landon fez uma comédia escrachada com nada do estilo “câmera encontrada”.

Claro que temos muitos clichês, claro que o filme é previsível. O trio de amigos que protagoniza o filme é o de sempre: um cara bonzinho com uma paixão platônica, um gordinho com problemas para se socializar e um metido a esperto com os hormônios a mil. O roteiro também traz algumas coisas que fogem à lógica, como a solução criada para salvar o trio. Tudo é uma grande bobagem, mas preciso admitir que gostei do humor do filme.

Sabe aquela perigosa linha entre o humor nonsense e a baixaria, onde vários filmes transitam, mas poucos conseguem ser bem sucedidos? (Tipo confundir esperma com gel de cabelo em Quem Vai Ficar Com Mary?) Tem uma cena aqui, na cama elástica, que está neste limite da baixaria – e que é muito engraçada! Aliás, mesmo tendo um humor “bobo”, Como Sobreviver a um Ataque Zumbi tem alguns momentos antológicos. Adorei os gatos zumbis! E as cenas da zumbi “policial gostosa” e do zumbi cantando Britney Spears são algumas das cenas mais engraçadas que já vi em filmes do estilo.

No elenco, jovens pouco conhecidos, que funcionam para o que o filme pede: Tye Sheridan, Logan Miller, Joey Morgan, Sarah Dumont e Halston Sage. E um presente para os fãs de comédias mais antigas: uma participação especial, engraçadíssima, da veterana Cloris Leachman (a Frau Blücher de O Jovem Frankenstein). E também podemos falar da maquiagem e dos efeitos especiais, neste aspecto a produção é de primeira.

Como Sobreviver a um Ataque Zumbi não é tão bom quanto o genial Todo Mundo Quase Morto ou o subestimado Fido O Mascote. Mas é melhor que outras comédias de zumbi mais recentes como Meu Namorado é um Zumbi.