7 Nights of Darkness

Crítica – 7 Nights of Darkness

Outro dia falei de Grave Encounters aqui, lembram? Um suposto programa de tv em um antigo asilo abandonado – e assombrado. Pois bem, 7 Nights of Darkness é quase a mesma coisa.

A sinopse aqui é quase igual. Acho que a única diferença é que é um reality show no lugar do programa estilo Caçadores de Mitos. Grupo de pessoas se fecha dentro de um asilo abandonado e algo dá errado. E, como acontece no outro filme, alguém pegou as filmagens feitas dentro da casa e as editou.

Mais uma vez, temos o uso da câmera subjetiva, são os próprios atores que filmam tudo. E, mais uma vez, isso não traz nada de novo. Esse lance de “encontraram gravações reais perdidas” já não engana ninguém há tempos. Para um filme que usa este recurso ser atraente, precisa trazer algo de novidade – o que não acontece aqui.

Em defesa do filme, podemos dizer que os efeitos especiais são simples e eficientes, e às vezes o filme tem um clima interessante. Também rola um susto aqui, outro ali. Mas é pouco. Se Grave Encounters era apenas interessante, 7 Nights of Darkness nem isso.

p.s.: A cena depois dos créditos é legal!

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O Caçador de Trolls
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Anjos da Noite 4 – O Despertar

Crítica – Anjos da Noite 4 – O Despertar

Não sei se alguém ainda tem paciência para esta franquia, mas, olha lá, o quarto Anjos da Noite já vai estrear nos cinemas semana que vem…

Quando humanos descobrem a existência de vampiros e lycans (lobisomens), começa uma guerra para erradicar as duas espécies. A vampira Selene (Kate Beckinsale) é capturada e, quando consegue fugir, doze anos depois, descobre um complô em andamento.

Anjos da Noite 4 – O Despertar (Underworld: Awakening, no original) tem uma grande virtude: é um filme honesto. Quem se propõe a vê-lo sabe exatamente o que vai encontrar: tiros e explosões com visual estilizado, um fiapo de história com vampiros e lobisomens, e Kate Backinsale em uma roupa apertada de couro. Trama elaborada? Personagens bem construídos? Filme que vai entrar em listas de melhores? Nada disso, não aqui…

A parte técnica funciona bem nas cenas de ação, o filme traz algumas sequências eletrizantes. Mas por outro lado deixa a desejar no cgi dos lycans. É inaceitável uma produção hollywoodiana atual ter cgis tão capengas.

E tem outro problema, ainda pior: o filme não tem uma história. A trama parece uma sequência de justificativas para as cenas de ação. Não me lembro direito dos outros Anjos da Noite, pra mim são “filmes fast food” – vejo, me divirto na hora, e esqueço logo depois. Sei que a franquia é meio “lado B”, mas não me recordo de serem tão vazios em conteúdo.

Dirigido pelos desconhecidos suecos Måns Mårlind e Björn Stein, Anjos da Noite 4 – O Despertar tem o roteiro escrito por Len Wiseman, diretor dos dois primeiros filmes e roteirista de todos os quatro filmes da franquia. Wiseman também é casado com Kate Beckinsale, deve ser por isso que ela voltou para a série.

No elenco o grande nome é Kate Beckinsale. Quase quarentona, ela está linda e com um corpaço. E manda bem nas cenas de ação, tanto na p%$#rrada quanto no uso de armas de fogo – parece que a sua Selene quer disputar o trono de “kick-ass queen” com a Alice (Resident Evil) de Milla Jovovich, já que a Angelina Jolie aparentemente aposentou a sua Lara Croft…

Curiosamente, Kate não esteve na parte 3. A protagonista feminina foi Rhona Mitra, que parece uma Kate genérica (Rhona também é bonita e dona de belas curvas, mas tem um currículo bem mais fraco). Achei que Kate ia tentar mudar o rumo da carreira, mas aí ela fez um filme policial na neve (Terror na Antértida), e uma das melhores coisas do filme eram as suas curvas. Parece que ela desistiu e voltou a investir no lado “coroa gostosa”.

Um último comentário sobre o elenco: Stephen Rea deve estar precisando de dinheiro, para ter aceitado um papel num filme desses! Ainda no elenco, Sandrine Holt, Michael Ealy, Charles Dance e Theo James.

Enfim, como falei lá no começo, Anjos da Noite 4 – O Despertar tem o seu público alvo, que não vai esperar nada muito diferente. Então não vai decepcionar muita gente. Mas se você não é fã da franquia, acho que nem vale a pena. Tem coisa melhor por aí…

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Terror na Antértida

A Mulher de Preto

Crítica – A Mulher de Preto

Alvíssaras! A Hammer está de volta!

No início do século passado, o jovem advogado Arthur Kipps viaja até um vilarejo, onde descobre um vingativo fantasma que assombra os habitantes locais.

Duas coisas chamam a atenção neste A Mulher de Preto: Daniel Radcliffe fazendo algo diferente de Harry Potter; e a volta da Hammer. Pra mim, a segunda coisa chama mais atenção. Afinal, a Hammer foi uma produtora inglesa que lançou inúmeros filmes entre as décadas de 50 e 70, quase todos de terror – incluindo aí vários filmes com Drácula, Frankenstein e múmias, e estrelas como Christopher Lee e Peter Cushing.

O cinema de terror está banalizado hoje em dia. Efeitos especiais muitas vezes parecem mais importantes que a história em si. Claro que os resultados têm sido bem fracos por causa disso… E é aí que os fãs do verdadeiro cinema de horror podem ficar felizes. A Mulher de Preto segue o estilo dos filmes antigos de terror e quase não tem efeitos especiais aparentes, os sustos são quase sempre resultado de truques de câmera e maquiagem. E rolam alguns bons sustos!

A ambientação também é muito boa. Ajudado por cenários que dão medo, o diretor James Watkins (que já tinha feito um bom trabalho em seu filme de estreia, Sem Saída) conseguiu criar um clima que remete aos tempos áureos da Hammer. Curiosamente, o roteiro foi baseado em um livro escrito em 1983 pela escritora Susan Hill…

Sobre o elenco, Daniel Radcliffe continua sendo a cara do Harry Potter, mesmo com penteado diferente, costeletas e barba por fazer – vai demorar um tempo para as pessoas desassociarem o ator do personagem (isso se ele conseguir, até hoje Mark Hamill é o Luke Skywalker). Mas posso afirmar que funciona, Radcliffe está bem no papel. Além dele, o unico nome conhecido é Ciarán Hinds.

A Mulher de Preto não entrará na história como um clássico do terror. Mas é uma excelente opção atual para os fãs do gênero.

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Filha do Mal

Crítica – Filha do Mal

Filme novo de terror estilo “documentário fake”. Fui ver qualé.

Quando Isabella Rossi era criança, sua mãe matou três pessoas em um ritual de exorcismo, e foi transferida para um hospital psiquiátrico em Roma. Agora, vinte anos depois, Isabella quer saber a verdade sobre o que aconteceu com sua mãe, e vai visitá-la com a companhia de um documentarista.

Sabe quando um filme tem boas ideias mas sai quase tudo errado? Filha do Mal (The Devil Inside, no original) é um caso desses. São tantos os erros que fica difícil de listar tudo.

Nem tudo é ruim. A cena do exorcismo no porão é boa, e também gostei da mãe, Maria Rossi (Suzan Crowley). O filme também traz alguns sustos, mas acho que o melhor deles é o do cachorro, que nada tem a ver com a trama.

Mas o roteiro é tão forçado que fica difícil de “comprar” o filme. Tipo assim: a mulher vai pra Roma pra fazer um documentário sobre o que aconteceu com a mãe. Até aí, ok. Chegando em Roma, ela aparece em uma aula de exorcismo e nesta única aula conhece dois padres que de repente viram os especialistas máximos no assunto. Pior: mesmo sabendo que estão contra as normas da Igreja Católica, os padres topam contar todos os segredos para a câmera, sem nenhuma hesitação.

E por aí vai, o filme inteiro. E olha que é um filme curto, de menos de uma hora e meia. E o terço final ainda é extremamente previsível – tudo o que acontece foi antes avisado no curto trecho da aula de exorcismo…

Tem outro problema, semelhante a Apollo 18. Se era pra ser “encontramos filmagens reais” não era pra ter tantas câmeras com tantos ângulos diferentes – a cena da aula de exorcismo tem câmeras espalhadas em vários lugares. Quem editou esse material? Era melhor assumirem que é ficção – além do mais, hoje em dia esse papo de “filmagem real” não engana mais ninguém.

No elenco, a única coisa digna de nota (pra nós) é a presença de uma protagonista brasileira, Fernanda Andrade. Como o filme foi bem nas bilheterias, Fernanda deve ter mais chances em Hollywood. Tomara que em filmes melhores…

O fim do filme ainda gerou uma grande vaia no cinema. Mas, sei lá, nem achei o final em si tão ruim. A vaia podia ter começado bem antes…

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Jesus Christ Vampire Hunter

Crítica – Jesus Christ Vampire Hunter

Um musical de kung fu onde Jesus Cristo luta contra vampiros que matam lésbicas para extrair suas peles para se proteger do sol, ajudado por Santo, ex lutador de telecatch mexicano – pára tudo, PRECISO ver isso!

A sinopse é isso aí. Vampiros matam lésbicas e usam a pele delas pra se proteger do sol (?). Jesus Cristo corta o cabelo e tira a barba para enfrentar os vampiros lutando kung fu (???). E o lendário (e gordo) Santo vem para ajudá-lo (?????). Poucas vezes li uma sinopse tão WTF!

Jesus Christ Vampire Hunter é um trash típico. Produção paupérrima, atores amadores, efeitos especiais ridículos e trama absurda. Mas – com este título, alguém achava que ia ser diferente?

Claro que o filme é ruim. Mas tem alguns momentos bem divertidos – não é qualquer filme que pode ter o protagonista falando “se eu não voltar em 5 minutos, chame o Papa!” Isso sem contar a tosquérrima luta entre Jesus e algumas dezenas de ateístas.

O problema é que a ideia é divertida, mas não sustenta a quase hora e meia do filme, principalmente porque a produção é precária demais. O filme cansa lá pelo meio. Aliás, falando em produção precária, a data do filme é 2001, mas a imagem é tão ruim que parece um filme dos anos 70…

Mais uma coisa: a divulgação fala em musical de kung fu. O filme traz várias lutas (todas toscas), mas só rola um número musical. O povo fã de Broadway precisa procurar outro trash…

Resumindo: Jesus Christ Vampire Hunter é ruim. Mas divertido se visto dentro do espírito certo.

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A Hora da Escuridão

Crítica – A Hora da Escuridão

Dois americanos estão em Moscou para uma frustrada tentativa de negócio, quando alienígenas invadem a Terra e matam quase todos ao redor.

Não li muita coisa sobre este A Hora da Escuridão, mas o que me parece é que trata-se de uma produção russa com alguns atores americanos contratados, com o nome de Timur Bekmambetov (O Procurado) por trás.

A Hora da Escuridão é um típico filme B. Efeitos especiais baratos, elenco sem muita gente conhecida e trama cheia de clichês. Claro que não é um filmaço. Mas pode servir como diversão pros menos exigentes.

O diretor Chris Gorak encontrou um bom método pra baratear seus efeitos: os alienígenas usam camuflagem e ficam invisíveis. Tá, admito que às vezes o efeito fica risível. Mas gostei do resultado.

No elenco, apenas um nome conhecido: Emile Hirsch, protagonista de Na Natureza Selvagem e Speed Racer. Bom ator, mas acho que precisa escolher melhor os futuros projetos. No resto do elenco, ninguém se destaca positivamente. Por outro lado, alguns personagens são caricatos demais, como o sueco rival dos americanos ou o eletricista russo.

A Hora da Escuridão foi lançado em cópias 3D. Vi num cinema 2D, não senti falta do 3D…

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Zwart Water

Crítica – Zwart Water

Um filme de terror holandês!

Uma menina de nove anos de idade se muda com os pais para um velho casarão que era de sua recém falecida avó, e começa a conviver com o fantasma da irmã gêmea da sua mãe, que morreu ainda criança.

Zwart Water (Two Eyes Staring, em inglês; Água Negra, em português) esteve na programação do último Rio Fan. Me chamou a atenção por ser um filme de terror feito na Holanda. Não consegui ver na época, mas consegui baixar. Não existiam legendas em português, baixei em inglês mesmo e comecei a ver – até descobrir que as legendas estavam incompletas. Esperei, alguns meses depois apareceram as legendas em português e finalmente consegui ver o filme!

Acho que a expectativa foi ruim. Heu esperava mais – Zwart Water é apenas mediano.

Zwart Water segue a cartilha hollywoodiana de filmes de terror. Talvez fosse mais interessante o filme ser mais “europeu” (se o idioma falado fosse inglês, o filme passava por americano tranquilamente). Pelo menos, Zwart Water é bem feito, tecnicamente falando. Boa ambientação, bons cenários, bons personagens.

Rola um susto aqui, outro ali, mas nisso o filme não é muito forte. A trama não traz muitos sustos, mas Zwart Water tem uma reviravolta de roteiro interessante perto do final.

Zwart Water não é ruim, mas a gente fica com a sensação que falta alguma coisa. A Holanda já deu ao mundo do cinema pelo menos um grande diretor, Paul Verhoeven. Vamos acompanhar a carreira do diretor e roteirista Elbert van Strien, ver se sua carreira terá boa continuidade.

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Tucker And Dale Vs Evil

Crítica – Tucker And Dale Vs Evil

Um filme slasher pode existir sem um assassino? Tucker And Dale Vs Evil mostra que sim!

Dois amigos caipiras estão indo passar as férias em uma velha cabana. Antes de chegar, cruzam com um grupo de jovens, que acham que a dupla e “do mal”. Isso é apenas o começo de uma série de mal-entendidos…

Filme de estreia do diretor Eli Craig, Tucker And Dale Vs Evil é uma boa comédia de humor negro. As mortes são todas acidentais, mas são violentas e compatíveis com os bons slashers – apesar de, às vezes, termos a sensação de estar vendo um desenho animado da época dos clássicos (e violentíssimos) Looney Toones ou Tom & Jerry.

O elenco todo é semi-desconhecido. Os dois protagonistas têm carreira na tv: Alan Tudyk (Serenity, V) e Tyler Labine (Dead Last, Reaper), e estão bem juntos, rola uma boa química e uma boa caracterização. Katrina Bowden, o principal papel feminino, também está na tv, como coadjuvante da série 30 Rock.

Não gostei da tentativa de deixar um gancho para uma possível continuação. Nada contra, o problema é que a trama precisou inventar um antagonista. E o filme é divertido justamente porque é todo feito de mal-entendidos.

Tucker And Dale Vs Evil não é essencial, claramente estamos diante de um filme “menor”. Mas que é divertido, não há dúvidas!

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A Hora do Espanto (2011)

Crítica – A Hora do Espanto (2011)

Refilmagem do clássico oitentista, um dos meus preferidos filmes de vampiro!

A trama é a mesma: jovem desconfia que seu novo vizinho é um vampiro. E claro que ninguém leva isso a sério.

Este novo A Hora do Espanto não é ruim. Mas sofre de um grave problema: por ser refilmagem, a comparação com o original é inevitável. E, na comparação, o filme novo perde em quase todos os aspectos.

Acho que a pior coisa do novo filme é o novo Peter Vincent. O original era um veterano apresentador de tv e entusiasta de filmes de terror antigos, tudo a ver com a trama. O atual é um mágico ilusionista de Las Vegas com cara de David Blaine ou Criss Angel – ou seja, o que diabos o cara tem a ver com vampiros? Pra piorar, nada contra o ator David Tennant, o Peter Vincent atual – mas Roddy McDowall tinha muito mais carisma!

Outra coisa que não funcionou foi terem mudado a personalidade do protagonista Charley Brewster (Anton Yelchin, dos novos Exterminador do Futuro e Star Trek). O original era um fã de filmes de terror; o atual é um “ex-nerd”, agora popular na escola. O antigo tinha mais a ver com o contexto, aliás, o antigo era quem desconfiava do vizinho, o atual parece levado pelo amigo Ed.

O vampiro Jerry de Colin Farrell não é ruim. Prefiro o estilo do original, de Chris Sarandon (que faz uma ponta como o motorista que é atacado depois do acidente), mas Farrell, eficiente como sempre, não faz feio e cria um bom vampiro, sanguinário e sedutor ao mesmo tempo. O mesmo digo do Evil Ed, amigo do protagonista, aqui interpretado pelo ótimo Christopher Mintz-Plasse (Kick-Ass, Superbad) – o novo Ed é diferente, mas não é pior. Ainda no elenco, Toni Collette, Imogen Poots e Dave Franco (que é igualzinho ao irmão mais velho James Franco).

Apesar de perder na comparação, o novo A Hora do Espanto não chega a ser ruim. Além do bom elenco, de uma boa trilha sonora e de eficientes efeitos especiais, o filme tem seus bons momentos, como o plano-sequência onde a família foge de carro. Outra coisa positiva é mostrar vampiros à moda antiga, que queimam no sol – rola até uma piada com a série Crepúsculo!

O filme original tinha um bom equilíbrio entre terror e comédia – nos anos 80, tivemos uma onda de filmes assim, como Os Caça-Fantasmas e Uma Noite Alucinante. A refilmagem tem menos ênfase na comédia, mas mesmo assim é um filme bem humorado. Acho que quem não viu o filme original e não tem um parâmetro de comparação vai curtir esta nova versão.

A Hora do Espanto tem uma versão em 3D, mas não vi, então não posso julgar. Algumas cenas têm objetos jogados na direção da câmera, mas são poucas. E boa parte do filme é escura, então desconfio que o 3D não deve ter sido muito bom.

Por fim, preciso falar que heu queria ter visto A Hora do Espanto nos cinemas, mas o circuito não permitiu. A estreia foi no mesmo dia que começou o Festival do Rio 2011, e só ficou em cartaz por duas semanas, exatamente a duração do Festival – a partir da terceira semana, só estava em cartaz em cinemas na periferia. Pena, tive que baixar um filme que heu pretendia pagar o ingresso!

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Chromeskull – Laid To Rest 2

Crítica – Chromeskull – Laid To Rest 2

Como prometido no post de Laid To Rest, agora vamos aos comentários sobre a continuação, Chromeskull – Laid To Rest 2.

O filme começa exatamente onde o outro terminou. Inacreditavelmente, o misterioso vilão Chromeskull sobreviveu aos acontecimentos do primeiro filme, e agora mostra que é o líder de uma grande organização maligna.

Chromeskull – Laid To Rest 2 tem uma coisa muito boa, e outra coisa muito fraca. Comecemos pelo lado bom.

O diretor Robert Hall, o mesmo do primeiro filme, tem um extenso currículo como maquiador. Sua grande experiência o credencia para um realismo poucas vezes visto em mortes no cinema. São várias mortes bem filmadas, com detalhes impressionantes. Pra quem gosta, realmente vale a pena – o filme até merecia ter sido citado no Top 10 Melhores Mortes (mas nem sabia da existência do Chromeskull quando fiz o Top 10…).

Mas, por outro lado, o roteiro, também escrito por Hall, dá raiva. Acho que nunca vi policiais tão incompetentes na minha vida. Saca nos filmes da saga Star Wars, onde os Stormtroopers não conseguem acertar um único tiro? Aqui chega a ser pior. O vilão, sozinho, desarmado, consegue derrotar três policiais, treinados, preparados e com as armas apontadas para ele. É um pouco demais, não? E não é a única cena assim, rolam algumas incompetências policiais, incluindo uma inacreditável invasão à delegacia sem ninguém ver.

E o pior é que estas não são as únicas inconsistências do roteiro. A própria volta do Chromeskull já foi forçada, depois do que acontece com ele no fim do primeiro filme, mas, ok, isso já acontecia desde os velhos tempos de Michael Myers e Jason Vorhees. Mas, me diz, quem é que banca aquele staff que trabalha pro Chromeskull?

Como falei no outro post, rola uma curiosidade no elenco. Como aconteceu no primeiro filme, dois dos atores principais trabalharam juntos na série Terminator – Sarah Connor Chronicles: Brian Austin Green e Thomas Dekker, que repete o papel do outro filme. Jonathon Schaech também está de volta, mas num papel diferente. E podemos também citar a presença de Danielle Harris, que aparentemente está construindo uma carreira de “scream queen” contemporânea – ela esteve em Stake Land e nos dois novos Halloween.

Enfim, se você curte ver mortes bem feitas, não perca Chromeskull – Laid To Rest 2. Mas não se esqueça de deixar de lado “detalhes” como coerência no roteiro.

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