The Crypt

The Crypt

E vamos a mais um filme ruim, muito ruim…

Um grupo de jovens delinquentes invade um labirinto de catacumbas para roubar jóias que estão enterradas com os cadáveres. Só que fantasminhas aparecem para proteger as jóias.

O filme é tão ruim que nem sei por onde começar a falar mal. Começarei pelos tais fantasminhas, tosquérrimos, que aparecem de vez em quando, e que não assustam ninguém.

As atuações são todas péssimas, sem excessão. Os personagens não ajudam – de vez em quando há um questionamento, uma tentativa de conflito partindo de um deles, mas este logo deixa o conflito pra lá.

E os cenários? Corredores de criptas subterrâneas deveriam ser escuras, não? E ainda piora, quando as meninas vão para a água, uma água límpida e cristalina…

O roteiro é coerente com tudo de ruim que já rolou por enquanto. Furos no roteiro, cenas desnecessárias, outras sem sentido… Enfim, ruim como o resto do filme.

Nem perca tempo…

Eles Vivem

Eles Vivem

Um dos melhores filmes de John Carpenter!

Um trabalhador, recém chegado numa cidade, acidentalmente descobre uma caixa de óculos escuros. Ao colocar os óculos, descobre que todos os anúncios contém mensagens de ordem, como “obedeça” ou “continue dormindo”. Mais: descobre que alienígenas estão entre nós, disfarçados! Fomos invadidos por outro planeta, que está discretamente corrompendo e dominando o nosso mundo!

A gente pode ver Eles Vivem de duas maneiras diferentes. Pode ser um divertido filme sobre alienígenas invadindo e tomando conta da Terra. Ou pode ser uma metáfora para a invasão comunista, medo que assombrava os EUA décadas atrás. Na verdade, vários filmes de ficção científica desta época são assim, falando de um misterioso invasor que muda a cabeça do americano típico. Um bom exemplo é Invasores de Corpos (que já foi refilmado três vezes), onde as pessoas são trocadas por cópias sem sentimento.

E John Carpenter é o melhor cara em Hollywood para fazer um filme destes. Ele consegue criar esse clima de filme “B” como poucos!

Roddy Piper, Keith David e Meg Foster encabeçam um elenco sem nomes famosos. Bem, mais ou menos, Piper era lutador de luta livre. Inclusive, a longa luta de mais de cinco minutos entre ele e David era para durar apenas 20 segundos, mas os atores resolveram lutar de verdade (apenas evitando golpes no rosto e nas “partes baixas”), e ensaiaram esta luta por três semanas. A luta ficou tão boa que Carpenter a deixou inteira

(A melhor frase do filme, “I have come here to chew bubble gum and kick ass, and I’m all out of bubble gum” (“Eu vim aqui para mascar chicletes e meter p%$#rrada, e acabaram os meus chicletes”), foi improvisada por Roddy Piper. Ele usava frases assim nas entrevistas que dava na época das lutas.)

Uma curiosidade sobre o protagonista: assim como acontece em Clube da Luta, em nenhum momento seu nome é dito durante o filme. Pelos créditos, vemos que o nome do personagem é “Nada”. Tudo a ver com o filme, não?

Infelizmente Eles Vivem nunca foi lançado aqui no Brasil em dvd… Sorte que consegui comprar um dvd original gringo!

Legião / Legion

Legião

Sabe quando um filme promete ser legal, e até começa bem, mas de repente se perde, e a gente fica com aquela sensação de que poderia ter sido bem melhor? Isso acontece com Legion, que deve se chamar Legião quando estrear por aqui.

A trama começa bem, usando aquele clichê de pessoas desconhecidas tendo que se unir contra forças misteriosas depois da chegada de um estranho, num restaurante no meio do nada. Lembrei de Banquete do Inferno, que usa esse clichê muito bem!

O início do filme é muito bom. A cena da velhinha é sensacional – toda a seqüência, desde o momento que ela chega no restaurante. A parte do sorveteiro também é legal. Mas depois disso, parece que acabaram as boas ideias. Nada mais interessante acontece, nem mesmo a entrada de mais um anjo na briga serve para trazer o filme de volta ao ritmo inicial.

O elenco é até bom para um filme de terror de orçamento modesto. Paul Bettany está bem como o anjo Miguel. Dennis Quaid está um pouco careteiro demais, ele é um bom ator, heu esperava mais dele. Gostei da escolha do grandalhão Kevin Durand, o Keamy de Lost, para viver o anjo Gabriel. O resto do elenco, Lucas Black, Adrianne Palicki, Charles S. Dutton, Tyrese Gibson, Kate Walsh e Willa Holland, funciona dentro do esperado.

Não achei o filme tão ruim quanto alguns caras no imdb estão falando. Mas, que foi uma decepção para quem viu o trailer, ah, isso foi!

Demons

Demons

Um grupo de pessoas se vê preso dentro de um cinema em Berlim, onde está passando um filme de terror com demônios que se espalham como um vírus. No cinema, assim como no filme, demônios começam a tomar conta das pessoas – quem é ferido, vira outro demônio.

A ideia é genial, não? Este é um perfeito exemplo de “giallo” italiano dos anos 80. Muito sangue, muito gore, e… Precisa de mais?

Vou contar uma história que aconteceu comigo. Tive uma boa adolescência cinéfila nos anos 80, vi muita coisa na tela grande. Nem sempre em bons cinemas, como foi o caso deste Demons. Vi este filme no finado Studio Copacabana, um cinema bem poeira que tinha na Raul Pompéia, perto de onde hoje tem a Le Boy. É legal ver num cinema vagabundo um filme onde pessoas são atacadas por demônios num cinema vagabundo!

Demons foi dirigido por Lamberto Bava, filho do mestre do terror Mario Bava. E outro mestre, Dario Argento, produziu e escreveu o roteiro. O filme tem pedigree!

As atuações são exageradas, como sempre foi comum em filmes italianos do gênero. E, aparentemente, os atores foram dublados em inglês, o que só piora. Por outro lado, os efeitos especiais e de maquiagem, a cargo de Sergio Stivaletti, são ótimos (dentro da proposta trash, claro!).

Enfim, ótima opção para aqueles que sabem apreciar uma bela tosqueira, como este que vos escreve!

O Lobisomem

O Lobisomem

Uêba! Filme de terror novo nos cinemas cariocas! Refilmagem do filme homônimo de 1941, este novo O Lobisomem entrou em cartaz na sexta de carnaval.

A trama não traz muitas novidades. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), afastado da família há anos, volta por causa da morte de seu irmão, atacado por uma criatura misteriosa. Não demora muito, ele mesmo também é atacado, e se transforma num lobisomem.

O clima do filme dirigido por Joe Johnston (Jumanji, Parque dos Dinossauros III) é muito legal. A reconstituição de época está ótima, emoldurada pela inspirada trilha sonora de Danny Elfman.

Os efeitos de maquiagem, ah, estes merecem um parágrafo à parte. Rick Baker, seis vezes ganhador do Oscar de melhor maquiagem, estava trabalhando em Norbit quando soube que estavam refilmando O Lobisomem. Procurou então o estúdio Universal e se ofereceu para trabalhar nele. Ele se inspirou para esta profissão com o Lobisomem original, de 41, e o seu primeiro Oscar foi justamente por Um Lobisomem Americano em Londres – que traz, até hoje, a melhor transformação em lobisomem da história do cinema! (Os outros Oscars de Baker foram por Um Hóspede do Barulho, Ed Wood, O Professor Aloprado, MiB e O Grinch, e ele foi indicado outras cinco vezes).

Não sei se as transformações aqui são tão boas quanto Um Lobisomem Americano em Londres. Mas, se não são, chegam perto. São, sem dúvida, uma das melhores coisas do filme.

(Pequeno parênteses para falar mal de filme ruim. Os caras responsáveis pelos lobisomens de Lua Nova devem ter ficado com vergonha ao ver o lobisomem daqui. Tanto no visual – este dá medo, o outro parece um efeitozinho vagabundo de cgi; quanto na transformação – aquele “lobinho” se transformando no meio de um pulo!)

A princípio, achei esquisito a escolha de Benicio Del Toro para ser um inglês filho do Anthony Hopkins, acho ele muito latino para isso. Mas depois de ver o filme, a gente vê que Del Toro é “o cara”. Não só ele é um excelente ator, como ele tem cara de lobisomem…

Além de Del Toro e Hopkins, o elenco conta com Emily Blunt, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin e ainda rola uma ponta do próprio maquiador Rick Baker, como o primeiro cigano a ser atacado.

Alguns críticos estão falando que falta originalidade no roteiro. Ora, trata-se da refilmagem de um filme feito há quase sete décadas! Claro que não é original! Mas que funciona muito bem, ah, não há dúvidas quanto a isso.

Boa opção para os fãs de terror!

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

Confesso que já fazia um tempo que heu estava pilhado para ver este filme, desde que li que o protagonista Ethan Hawke declarou que “Daybreakers é o antídoto para Crepúsculo“! (Aliás, a primeira cena, quando um vampiro queima no sol, parece ser uma resposta a Crepúsculo!)

A ideia é muito boa. No futuro, vampiros tomaram conta e viraram a raça dominante. Os poucos humanos que sobraram são caçados e usados como gado, para ter o seu sangue extraído e comercializado. Só que a raça humana está entrando em extinção, e levando os vampiros à fome!

O filme foi escrito e dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, os mesmos australianos responsáveis pelo esquisito filme de zumbis Canibais (Undead). Desta vez, os Spierig tinham um orçamento melhor. O visual do filme, com a fotografia azulada, é muito legal – como são vampiros, a maior parte das cenas é à noite. E os efeitos são muito bem feitos.

O elenco conta com nomes famosos como Sam Neill, Willem Dafoe e Isabel Lucas, além do já citado Hawke. Além deles, completam o elenco a australiana Claudia Karvan e o neo-zelandês Michael Dorman, meio desconhecidos por aqui.

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers não vai mudar a vida de ninguém, mas pelo menos é divertido!

Edges Of Darkness

Edges Of Darkness

Vou citar um trecho do meu post sobre o filme The Blackout:

“Um dia hei de aprender a não ver filmes ruins! No imdb, TODOS  os comentários sobre este filme são negativos!”

E por que heu insisti com mais este filme ruim, ruim, muito ruim? Bem, trata-se de filme de zumbi. E admito que gosto do estilo, mesmo sabendo que o filme não presta!

Bem, Edges of Darkness é MUITO ruim. O filme é amador, câmera na mão, qualidade de imagem que parece vhs velho. Os atores são péssimos, e a edição é tão mal feita que várias vezes a câmera não sabe para onde ir. Isso sem contar com vários diálogos sem sentido, num roteiro ainda pior que os atores.

Me lembrei de Zombies Gone Wild, outro filme muito tosco. Aliás, Zombies Gone Wild consegue ser ainda pior, se isso for possível! Edges of Darkness tem efeitos e atores menos ruins. Se isso for possível!

Mas o pior de Edges of Darkness, escrito e dirigido pela dupla Blaine Cade e Jason Horton, não é a cara de filme amador feito por amiguinhos da escola. É o roteiro!

Acompanhamos três histórias que se passam num período posterior a um apocalipse de zumbis. A princípio, as histórias são bestas. Mas não, começam a se desenvolver! Uma fala de seres semelhantes a vampiros; outra traz um componente de computador que cria vida; e a outra traz ninguém menos do que o Anti Cristo!

Legal! Apesar da produção tosca, será que o roteiro vai compensar?

Que nada. Nenhuma das histórias tem uma boa resolução…

Fujam! Corram para as montanhas!

p.s.: não confundam com The Edges of Darkness, filme novo do Mel Gibson, em cartaz nos cinemas!

A Noite do Cometa

A Noite do Cometa

Outro dia um amigo me passou o link desta pérola. Um filme que mistura um cometa com zumbis??? Preciso ver isso, foi o que pensei na hora!

A trama é sensacional: um cometa, ao passar perto da Terra, mata quase toda a população. E ainda deixa uns zumbis espalhados por aí…

Sim, parece uma versão pobre de Força Sinistra, só que com zumbis no lugar de vampiros. A diferença é que aquele é um bom filme; porque este A Noite do Cometa é muito ruim!

Olha, admito que até gosto de filmes ruins. Mas aqui é tudo tão tosco que fica difícil! Nenhum dos personagens convence, e várias cenas são forçadas demais.

Nem os fãs de filmes de zumbi vão gostar. São pouquíssimos zumbis. Mais: como assim, um zumbi que fala???

No elenco, só um nome me chamou a atenção: Mary Woronov, que esteve em vários filmes B na época, como Eating Raoul e TerrorVision. Em outras palavras: ninguém conhecido…

Acredito que esse filme só funcionaria se visto por uma galera galhofeira. Fazendo muita bagunça e rindo de cada tosqueira na tela!

Pacto Secreto

Pacto Secreto

Mais um remake de slasher dos anos 80…

Um trote universitário dá errado e uma menina morre. Todos os envolvidos resolvem então guardar segredo sobre o que aconteceu. E, meses depois, algo volta para ameaçá-los…

Ok, sempre digo aqui no blog que a gente tem que saber do que se trata o filme. Então seria incoerência minha reclamar que este é um filme óbvio e cheio de clichês. É CLARO que é um filme óbvio e cheio de clichês! Essa é a graça do filme!

Então, seguindo esta lógica, Pacto Secreto (Sorority Row no original) traz aquilo que promete: algumas mortes criativas (gostei da garrafa na garganta!) e alguma (leve) nudez feminina. Não, ninguém prometeu um roteiro criativo!

O elenco traz alguns rostos bonitinhos. Nenhuma atriz se destaca, tampouco nenhuma compromete. Briana Evigan, Leah Pipes, Margo Harshman, Jamie Chung, Audrina Patridge e Caroline D’Amore para mim são apenas meninas bonitinhas, o dia que alguma delas fizer um filme onde atue de verdade heu posso julgar se são ou não boas atrizes. Ah, também tem a Rumer Willis, filha do papai Bruce, que, diferente das outras, não tem o rostinho bonitinho pra compensar a falta de talento dramático. E, last but not least, Carrie Fischer, a eterna Leia Organa de Guerra nas Estrelas, num papel menor.

O roteiro tem um problema: as meninas são patricinhas arrogantes de uma irmandade universitária, e fica difícil se identificar e torcer para alguma delas. Quando elas começam a morrer, a gente começa a torcer pro assassino…

Bem, se você gosta do estilo, pode se divertir com Pacto Secreto. Ou reveja Pânico ou Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado, dá no mesmo.

Premonição 4

Premonição 4

Os releases de Premonição 4 em dvd rip e bd rip já estão circulando pela internet há meses. Desisti e assisti – e logo depois o filme estreou! Mesmo assim, acho que foi uma boa escolha, pois o filme é fraquinho…

Premonição 4 segue a mesma fórmula dos outros três: um espetacular acidente abre o filme, então descobrimos que tudo isso ainda não aconteceu, foi uma premonição de um dos envolvidos no acidente. Por causa desta premonição, algumas pessoas escapam da morte. E a morte vem buscá-las, uma por uma.

No primeiro filme, rola um acidente de avião. O segundo traz uma estrada com a pista molhada e um acidente envolvendo vários carros. O acidente do terceiro é numa montanha russa. E, finalmente, o quarto filme traz um acidente numa corrida de carros.

O quarto filme também mantém uma coisa que acontece em todos os outros: a sequência inicial, a da premonição do acidente, é a melhor coisa do filme…

Premonição 4 é previsível. Mas acredito que não vai decepcionar ninguém, o filme é aquilo que se espera, a história é apenas uma desculpa para mostrar mortes absurdas, mas graficamente bem feitas.

Mesmo assim, achei algumas das mortes exageradas demais. Um ralo de piscina tem força para arrancar as entranhas de homem adulto? Ou uma banheira transbordando pode alagar um quarto de hospital, a ponto de afundar o chão?

Ah, tem outra coisa que preciso falar. Sabe o cara que sobreviveu ao acidente, mas não fugiu? Por que a morte veio atrás dele? Ele não “escapou” da morte! Não me lembro disso nos outros filmes. Aquela seqüência foi desnecessária…

Também precisamos falar dos efeitos. O filme é em 3D, então temos várias coisas atiradas na direção da tela. Isso é sempre legal. Mas, por outro lado, há tempos que não vejo um cgi tão tosco. Alguns efeitos são muito mal feitos!

Mais uma crítica! Heu assisti o release bd rip. O som dos diálogos está muito mais baixo que os efeitos sonoros e as músicas! Não sei se isso é um defeito da versão que vi. So sei que ficou até difícil de ver o filme…

Anyway, Premonição 4 é só para aqueles que querem ver as mortes. Algumas são boas, outras são engraçadas. Mas não espere mais do que isso!