Prova Final

Prova Final

Alunos de uma escola reparam que alguns de seus professores estão com comportamentos estranhos. Até que descobrem uma possível invasão alienígena, que está rapidamente tomando conta de toda a escola. Seis alunos, diferentes entre si (o atleta, a patricinha, o bad boy, a esquisitona, o nerd e a novata), tentam combater a invasão.

Prova Final é uma mistura de Invasores de Corpos com O Enigma de Outro Mundo, ambientado num clima Clube dos Cinco – a referência a Invasores de Corpos é tão grande que este é citado algumas vezes no roteiro!

Se não traz muitas novidades, pelo menos o roteiro é bem escrito e o filme é leve e divertido. Ok, algumas coisas são meio forçadas – como eles sabiam que ao matar o monstro original os outros voltariam ao normal? Mesmo assim, o filme é muito bom, uma das melhores misturas de terror com ficção científica da década passada!

Lançado em 1998, Prova Final trazia uma inédita e interessante parceria entre o diretor Robert Rodriguez e o roteirista Kevin Williamson. Williamson na época estava badalado por ser um dos responsáveis pelo sucesso dos filmes da série Pânico (Scream), dirigida por Wes Craven. Já Rodriguez era ainda quase um novato, apesar de já ter o genial Um Drink no Inferno na bagagem.

E, realmente, olhando hoje em dia, o filme tem muito mais a cara de Williamson do que de Rodriguez. Prova Final está muito mais para Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado do que para Sin City e Planeta Terror

Falando em olhar hoje em dia, é legal vermos o elenco. Vários nomes se valorizaram, como Elijah Wood (que pouco depois interpretou Frodo Bolseiro, personagem principal da saga O Senhor dos Anéis), e Josh Hartnett, hoje com uma extensa lista de sucessos no currículo (Dália Negra, 30 Dias de Noite, Divisão de Homicídios, Falcão Negro em Perigo, etc.) . A brasileira Jordana Brewster (Velozes e Furiosos, Texas Chainsaw Massacre) era uma quase estreante, e Clea DuVall (Garota Interrompida, Identidade) já tinha um currículo grandinho mas nenhum filme de expressão. Laura Harris tem feito muita coisa para a tv ultimamente (24 Horas, Defying Gravity, Dead Like Me); e Shawn Hatosy é o único dos seis principais jovens que sumiu…

E isso porque ainda não falei do elenco “adulto”: Robert Patrick, Piper Laurie, Bebe Neuwirth, Daniel Von Bargen, Christopher McDonald, Jon Stewart… E ainda sobra espaço para Famke Janssen de professora e Salma Hayek de enfermeira!

Enfim, pode até não dar sustos, mas a diversão é garantida!

A Hora do Pesadelo (2010)

A Hora do Pesadelo

Freddy Kruger, um dos melhores vilões do cinema dos anos 80, está de volta, e agora “sob nova direção”!

Trata-se da refilmagem do primeiro filme da famosa franquia. Só que, desta vez, Wes Craven, criador de Kruger e diretor de dois dos filmes da franquia, não teve nada a ver com isso. Aliás, ele declarou que nem queria saber da refilmagem…

Também temos uma ausência ainda mais marcante: Robert Englund, o próprio Freddy Kruger. Englund interpretou o vilão em todos os filmes da série, no “crossover” Freddy vs Jason e ainda na série de tv que rolou em 1998.

A história todos conhecem, né? Jovens começam a ter o mesmo pesadelo, onde são perseguidos e ameaçados por um cara queimado que usa uma luva com uma faca em cada dedo. Mas o detalhe é que, se a pessoa morre no sonho, o mesmo acontece na vida real.

Preciso confessar que sempre fui um grande fã do Freddy Kruger. Diferente de vilões-estrelas de slashers como Michael Myers (Halloween) ou Jason Vorhees (Sexta Feira 13), que simplesmente são mortos-vivos que saem matando os outros e nunca morrem, Freddy Kruger me parece mais legal. Ele é meio um fantasma, ele está dentro dos sonhos. E, dentro dos sonhos, ele faz o que quiser. Mas se a pessoa estiver acordada, ele não pode agir.

Dirigido pelo especialista em videoclipes Samuel Bayer, o novo A Hora do Pesadelo tem virtudes e defeitos. Um dos acertos deste novo filme é o uso comedido de cgi. O fato da trama falar de sonhos e ambientes oníricos poderia resultar num uso excessivo de efeitos de computador. Mas não, felizmente eles se atrelaram à história original, que funcionava perfeitamente com efeitos especiais “analógicos”.

A trama não traz novidades, afinal, trata-se de uma refilmagem de uma história que todo mundo conhece, e todos nós sabemos que se a bilheteria for boa, teremos continuações. Mesmo assim, o roteiro é bem escrito e traz alguns sustos interessantes em momentos pouco óbvios.

No elenco, só um nome chama atenção, justamente o novo Freddy E faz-se necessária uma comparação entre os dois Freddys. Admiro muito Jackie Earle Haley, mas acho que foi uma escolha ruim. O cara é bom ator, foi indicado ao Oscar por Pecados Íntimos, fez um excelente trabalho como o Roschach em Watchmen, esteve num papel chave no último Scorsese, Ilha do Medo… Mas não precisa de tudo isso pra ser Freddy Kruger. Robert Englund é o oposto disso, um ator fraco e caricato. Mas é “o” Freddy Kruger… Faltou ao novo Freddy um pouco mais de ironia e sarcasmo nas piadinhas constantes.

No fim, fica a pergunta: vale a pena? Olha, achei este filme mais fraco que o original. Mas preciso admitir que é melhor que a maior parte das continuações!

p.s.: Tive show ontem, e fui dormir muito tarde. E tive que acordar muito cedo hoje pra ir trabalhar. Dormi umas três horas só. Aí, a vida imitou a arte: heu estava cheio de sono, vendo um filme onde os personagens estavam cheios de sono! 😛

A Colheita do Mal

A Colheita do Mal

Katherine Winter (Hillary Swank) é uma famosa pesquisadora especializada em desmascarar supostos milagres. Ela é contratada para investigar um estranho fenômeno que está ocorrendo numa cidadezinha no interior da Louisiana, onde as águas de um rio estão vermelhas como sangue. A cidade acha que esta pode ser a primeira de dez pragas repetindo as pragas bíblicas que castigaram o Antigo Egito.

Dirigido em 2006 por Stephen Hopkins, A Colheita do Mal (The Reaping no original) tem uma boa premissa: uma reedição das pragas bíblicas nos dias de hoje, acompanhadas por uma pessoa que balança entre a fé e a ciência. Pena que ficou só na boa ideia – o filme em si não é lá grandes coisas…

O filme não é de todo ruim. O problema é que às vezes parece que perderam a mão. Um bom exemplo são os efeitos especiais. Uma das cenas, a da praga dos gafanhotos, é impressionantemente bem feita. Mas, por outro lado, os efeitos na cena final são exagerados e desnecessários.

Uma coisa curiosa em A Colheita do Mal é a escolha de sua protagonista, Hilary Swank, dona de dois Oscars de melhor atriz (por Meninos não Choram e Menina de Ouro). Este projeto veio pouco depois da segunda premiação, e não me parece um estilo de filme coerente com um ator tão laureado (se bem que Swank esteve no elenco de O Núcleo – Missão ao Centro da Terra entre os dois prêmios…). Além de Swank, o elenco conta com AnnaSophia Robb, Stephen Rea, David Morrissey e Idris Elba. E, para os fãs de filmes de terror dos anos 80, o xerife é interpretado por William Ragsdale, o ator principal de A Hora do Espanto.

O roteiro poderia ter usado as locações na Louisiana como um trunfo, como fizeram em filmes como Coração Satânico e A Chave Mestra. Mas, não, nem isso foi aproveitado. Esta história poderia ter sido contada em qualquer lugar…

No fim, temos um filme médio, com efeitos especiais atrapalhando uma grande atriz, num roteiro um pouco confuso, mas que traz algumas reviravoltas interessantes.

Possuída

Possuída

As irmãs Ginger (Katharine Isabelle) e Brigitte Fitzgerald (Emily Perkins), obcecadas pela morte, são as “esquisitas” da escola. Até que Ginger é atacada por um misterioso animal, e começa a sofrer uma série de transformações.

Apesar o título brasileiro sugerir algo diferente, Possuída (Ginger Snaps, no original) é um filme de lobisomem. E até que é bom! Diferente de vampiros ou zumbis, não temos muitas opções por aí de bons filmes de lobisomem. (Fiquei com vontade de montar um top 10 quando vi O Lobisomem, mas são tão poucos os filmes…)

Dirigido em 2000 por John Fawcett, Possuída teve duas continuações lançadas em 2004. Quer dizer, na verdade era uma continuação e uma “prequel” – o filme que conta a história do que aconteceu antes.

No elenco, que ainda conta com Kris Lemche, apenas um nome famoso: Mimi Rogers, que faz a mamãe Fitzgerald. Mas o filme é das irmãs. Tanto Katharine Isabelle quanto Emily Perkins estão bem em seus papeis, e estão presentes nos outros filmes da série. E ainda rola uma curiosidade: ambas fizeram parte da série Supernatural – mas em episódios diferentes.

Os efeitos especiais são poucos e eficientes. Não espere uma transformação do nível de Um Lobisomem Americano em Londres, mas pelo menos não é um cgi mal feito como acontece na saga Crepúsculo.

Possuída é uma pequena produção canadense. Modesto e honesto, não é um filme perfeito, mas é melhor que muitos filmes de lobisomem por aí, como foi “Amaldiçoados” de Wes Craven…

Humains

Humains

Recentemente, a França tem nos dado alguns bons filmes de terror, como por exemplo Haute Tension, A l’Interieur e Martyrs. Claro que heu tinha vontade de ver este Humains, né?

Atravessando os Alpes Suíços, um grupo de pessoas sofre um acidente, e seu carro acaba caindo por uma grande ribanceira. Sem ter como voltar à estrada, se perdem numa floresta, até que descobrem que não estão sozinhos…

O filme, que passou aqui no Brasil no festival SP Terror do ano passado, mas não tem previsão de lançamento, foi dirigido pela dupla Jacques-Olivier Molon e Pierre-Olivier Thevenin, que trabalharam na maquiagem de A l’Interieur. Ou seja, mais um motivo para vermos Humains. Pena que nem tudo funciona…

É difícil falar mais sem spoilers. Então, lá vai o aviso!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Você conhece o termo “suspensão da descrença”? É quando, numa obra de ficção, a gente acredita que algo impossível pode acontecer. Por exemplo, é quando aceitamos que o Super-Homem pode voar por ter nascido em Krypton, ou então que humanos podem se juntar a elfos, anões e hobbits para proteger um anel mágico.

Aqui em Humains, temos que aceitar que ainda existem Neandertais. Hoje, em pleno sec. XXI, no meio dos Alpes, uma região com intenso tráfego de pessoas nos últimos milênios. E mesmo assim, esses Neandertais nunca foram descobertos.

Ok, Neandertais ainda existem, “comprei” a ideia. Mas aí a gente descobre que eles são ajudados há décadas por pessoas locais. Aí não, né? Como assim, Neandertais estão lá, há milênios, tendo contato com a civilização, e não evoluíram nada???

Não entendo de Neandertais, mas achei isso forçado demais…

FIM DOS SPOILERS!

Se você conseguir não se incomodar com isso, o filme nem é ruim. Temos alguma tensão e interessantes reviravoltas no roteiro. Não rola muito gore, mas os efeitos e a maquiagem são bons. O filme demora um pouco pra engrenar, mas a parte final tem um ritmo muito bom.

Enfim, não é “um novo clássico do terror francês”, mas vai distrair os menos exigentes.

http://depositfiles.com/pt/files/q0onaazg

O Pássaro das Plumas de Cristal

O Pássaro das Plumas de Cristal

Há tempos que heu queria ver este filme, um dos maiores clássicos do terror italiano, justamente o filme de estreia do hoje consagrado Dario Argento.

De passagem pela Itália, o escritor americano Sam Dalmas (Tony Musante) presencia uma tentativa de assassinato. Logo se vê envolvido com um cruel assassino serial. Antes de voltar para os EUA, resolve ajudar a polícia a achar o assassino.

Já falei aqui no blog sobre giallo, lembram? Giallo é aquele estilo italiano de filme policial onde temos um misterioso assassino, crueis mortes e muito sangue cenográfico. Bem, lançado em 1970, O Pássaro das Plumas de Cristal (L’ Uccello dalle piume di cristallo no original) não foi o primeiro giallo, mas provavelmente é o mais famoso.

Aliás, o título é curioso. O tal pássaro com plumas de cristal realmente existe e é importante para a trama, mas sua participação no filme é tão pequena… Preciso ver agora os dois filmes seguintes de Argento, que também usam animais no título, O Gato de Nove Caudas e Quatro Moscas no Veludo Cinza!

O elenco não traz nenhum nome muito famoso. Além de Musante, temos Suzy Kendall, Enrico Maria Salerno, Eva Renzi e Umberto Raho. Claro que rola um certo “exagero” nas atuações – inclusive achei algumas cenas meio desnecessárias. Mas sei que Argento sempre usou atores desta maneira, então não há nada de estranho aqui.

Na equipe técnica, temos pelo menos dois nomes incomuns quando se fala de cinema de terror. Quem assina a trilha sonora é Ennio Morricone, indicado cinco vezes ao Oscar e ganhador de um prêmio especial da Academia, famoso por trilhas como A Missão, Era Uma Vez na América e Os Intocáveis. Dois anos antes, Morricone fizera a trilha de Era Uma Vez no Oeste, escrito por Argento. E a fotografia está a cargo de Vittorio Storaro, que depois ganhou três Oscars, por Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.

Enfim, hoje, 40 anos depois de seu lançamento, O Pássaro das Plumas de Cristal ainda vale a locação / dowload!

Renascido das Trevas

Renascido das Trevas

Morto no fim do ano passado, Dan O’Bannon, roteirista de Alien e Força Sinistra, só dirigiu dois longas: o genial A Volta dos Mortos Vivos, e este quase desconhecido Renascido das Trevas.

Uma mulher procura um detetive particular para tentar descobrir o paradeiro de seu marido. A princípio, o detetive desconfia que se trata de um simples caso de “pulada de cerca”, mas logo descobre que está entrando num universo muito mais sinistro.

O filme foi baseado em The Case of Charles Dexter Ward, o único romance escrito por H.P. Lovecraft, um dos maiores nomes da literatura de horror. Os textos de Lovecraft são sérios. Aqui, não cabia um tom engraçado, como O’Bannon tão bem soube fazer em A Volta dos Mortos Vivos. E ele mostra que também sabe fazer filme de terror sério. Mesmo na parte final, quando entramos no mundo subterrâneo onde vivem as estranhas criaturas, tão comuns em histórias “lovecraftianas”, o filme não cai na galhofa.

Ok, os efeitos especiais já “perderam a validade”, e não dão mais medo em ninguém. Mas não são toscos, o filme não tem cara de trash!

O elenco traz um nome famoso entre os fãs de filmes de terror dos anos 80: Chris Sarandon, de A Hora do Espanto, um dos mais divertidos filmes de vampiro da década. Além de Sarandon, John Terry, Jane Sibbet e Robert Romanus.

Vou contar um “causo” curioso que envolve este filme. Ele nunca foi lançado em dvd – nem aqui, nem lá fora. Mas existe na internet para baixar. Ok, baixei e assisti. Depois disso, revirando os meus vhs velhos e mofados – aqueles que separei “pra ver um dia” – não é que achei este filme? Tá lá, no armário…

Seventh Moon

Seventh Moon

Um casal de americanos (ele, descendente de chineses) passa a lua de mel na China. Ao visitar um lugar ermo, o motorista que os acompanha some e estranhos eventos começam a acontecer, devido ao misterioso sétimos mês lunar.

Seventh Moon é interessante, o clima de tensão é bom, mas tem uma coisa realmente incômoda: a câmera na mão, tremendo o tempo todo, ao longo de todo o filme. Aí a gente lê os créditos e vê que o diretor é Eduardo Sanchez, o mesmo de Bruxa de Blair. Ora, num filme do estilo “reality cinema” com câmera subjetiva como Bruxa de Blair (filmado pelos próprios atores), isso funciona. Mas aqui a gente se pergunta: a câmera trêmula é algo realmente necessário? Na minha humilde opinião, não, isso atrapalha o desenvolvimento do filme.

Além disso, achei que o filme se perde na parte final. Aquele trecho dentro da caverna com água foi completamente desnecessário…

No elenco, apenas um nome conhecido, Amy Smart, de Adrenalina, Espelhos do Medo e Efeito Borboleta. O resto do elenco não chama a atenção.

Mesmo assim, a trama é simples e direta, e as criaturas causam alguns sustos legais, o que pode agradar aos fãs de filmes de terror. Seventh Moon pode ser uma boa opção para aqueles de expectativa baixa passarem uma hora e meia.

Abismo do Medo 2 – The Descent Part 2

Abismo do Medo 2 – The Descent Part 2

Dirigido por Neil Marshall (Cães de Caça, Juízo Final), o primeiro Abismo do Medo foi um dos melhores filmes de terror de 2005. Claro que ia ter uma continuação, né?

Esta segunda parte começa logo depois que acaba o primeiro filme. Sarah, a única sobrevivente, é resgatada e levada ao hospital, ainda em choque. Mas o xerife quer levá-la de volta às cavernas para tentar achar alguma outra sobrevivente. E, uma vez lá embaixo, tudo começa de novo…

Acredito que todos que vão ver este filme também assistiram o primeiro, certo? Então, ninguém vai ficar decepcionado. Esta segunda parte traz o mesmo clima claustrofóbico do primeiro filme. Temos também alguns bons sustos e algum gore. Novidades? Nenhuma, claro! Simplesmente uma continuação, sem nada de novo.

A direção coube ao esteante Jon Harris, que antes era editor, e trabalhou em diversos filmes, como o primeiro Abismo do Medo e Snatch. E o elenco repete dois nomes do primeiro filme, Shauna Macdonald e Natalie Jackson Mendoza. De resto, ninguém conhecido.

De um modo geral, achei o filme claro demais. Caramba, eles estão nas profundezas das cavernas, sem nenhuma fonte de luz! Mas acho que isso também acontece no primeiro filme. E outra coisa que achei estranha é que acredito que aquelas criaturas cegas deveriam ter uma audição melhor, não?

Mas, na verdade, o que mais me incomodou não foi isso. Porém, antes de falar, preciso de um aviso de spoiler do primeiro filme!

SPOILER!

SPOILER!

SPOILER!

Vocês se lembram do fim do primeiro filme? Sarah consegue fugir da caverna, entra num carro e vai embora. Até que, de repente, acorda! Ela nunca tinha saído da caverna! E assim acaba o filme.

Como assim, o segundo filme começa com ela já fora da caverna??? Como é que ela saiu???

FIM DO SPOILER!

Enfim, um filme interessante para os fãs do primeiro Abismo do Medo, mas nada essencial.

E que venha a parte 3!

[Rec] 2

[Rec] 2

[Rec] foi um dos melhores filmes de 2007. Lançado na mesma época que o hollywoodiano Cloverfield, o espanhol [Rec] trouxe um sopro de criatividade ao cinema de horror. Um filme simples, usando a câmera subjetiva com maestria, com poucos (e eficientes) efeitos especiais e sem ninguém conhecido no elenco. Foi um dos filmes mais assustadores dos últimos anos!

Aí anunciaram esta continuação. Vou confessar que fico “bolado” sempre que leio sobre continuações de filmes que gosto. Por um lado, é legal voltar ao universo e aos personagens do filme original. Mas, por outro lado, a chance de dar errado é grande – quase sempre a continuação é muito inferior ao original.

Felizmente, não é o caso aqui. [Rec] 2 pode não ser tão bom quanto o primeiro, mas não decepcionará ninguém!

[Rec] 2 começa exatamente onde o primeiro filme acaba. Policiais equipados com câmeras vão entrar no prédio isolado, escoltando uma autoridade do Ministério da Saúde. Lá dentro, surpresas os aguardam…

É difícil falar muito sem spoilers. Mas posso dizer que há uma grande reviravolta na história, logo no começo do filme. Aquilo que vimos no primeiro filme não é exatamente o que pensávamos!

Ah, sim, como o primeiro filme, [Rec] 2 continua usando somente a câmera subjetiva. Tudo o que passa na tela é filmado pelos atores. E, como acontece no primeiro filme, o roteiro sabe muito bem utilizar este artifício.

Por uma opção narrativa, a segunda parte do filme é um pouco mais lenta que a primeira (é difícil falar mais sem soltar spoilers!). Mesmo assim, o filme nunca fica chato. E reserva uma boa surpresa para o fim!

Os diretores são os mesmos do primeiro filme, Jaume Balagueró e Paco Plaza. Espero que mantenham a equipe para a terceira parte!