Repo! The Genetic Opera

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Repo! The Genetic Opera

Tem filmes que já “nascem” cults. Um musical de terror com a diva da Broadway Sarah Brightman atuando ao lado da celebridade patricinha Paris Hilton não tem como não ser cult…

Estamos num “futuro não tão distante”. Houve uma epidemia de falências de órgãos. Uma grande coropração, a Geneco, oferece financiamento para o transplante de órgãos. Ao mesmo tempo, a Geneco lidera uma moda de transplantes não essenciais. E, quando o transplantado atrasa o pagamento, manda um “Repo Man” para “recuperar” órgãos!

A idéia é interessante. O diretor Darren Lynn Bousman é o mesmo de Jogos Mortais 2, 3 e 4, ou seja, é “do ramo”. Ele viu a peça “musical de terror”, fez um trailer de 10 minutos e conseguiu vender a idéia para os produtores.

Mas o filme tem um problema básico: se a parte “terror” está bem representada, a parte “musical” não é muito boa. Um musical precisa ter músicas boas. Sempre que pensamos em musicais ligados ao rock, como Jesus Cristo Superstar ou Tommy, lembramos de várias músicas memoráveis, várias cenas musicais marcantes. Aqui, algumas músicas até são legais, mas nada que empolgue a ponto de, ao fim do filme, procurarmos o cd com a trilha sonora…

Existe outro problema: esta é uma versão de 98 minutos. Segundo o imdb, o diretor pretende lançar em dvd uma outra versão, com 150 minutos. E essa redução não ficou muito boa: alguns temas são lançados e mal explorados, como a nova droga Zydrate.

Mesmo assim, o filme vale ser visto. Afinal, quando temos a oportunidade de ver por aí um musical de terror? Ok, temos Sweeney Todd. Mas a diferença é que Sweeney Todd é essencialmente um musical que conta uma história de terror; Repo! é essencialmente um filme de terror, e que também é um musical. Outros filmes que também se aproximam da idéia são Rocky Horror Picture Show e A Pequena Loja dos Horrores, que puxam pra comédia, ou O Fantasma da Ópera, que na verdade é um drama…

Tem uma coisa que me deixou intrigado no filme: qual é a da Sarah Brightman? Ela é uma diva da Broadway, é atualmente um dos maiores nomes  ligados ao teatro musical. E não fez praticamente nada em Hollywood. Por que ela escolheu logo este filme para a sua “estréia” hollywoodiana? Sei lá, não me parece combinar muito com o estilo dos fãs dela… Normalmente, a galera que curte musicais não é chegada num gore… Que está presente aqui, em cenas com ela própria…

E tem outra coisa que pesquisei mas não obtive resposta: será que este Repo Man” tem algo a ver com o Repo Man, filme de 84, dirigido pelo Alex Cox e estrelado pelo Emilio Estevez? Afinal, qual o verdadeiro significado da expressão “Repo Man”?

http://www.imdb.com/title/tt0087995/

De qualquer maneira, como disse lá em cima, vale ser visto! E como não vi previsão de lançamento por aqui, então, corra para o torrent mais próximo!

The Zombie Diaries

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The Zombie Diaries

A Bélgica nos deu Aconteceu Perto de sua Casa, Hollywood copiou a idéia com A Bruxa de Blair, e o “reality cinema” foi inventado. Câmera na mão, ação acontecendo enquanto está sendo filmado, o espectador é colocado como parte da trama.

Alguns ano se passaram, e parece que reencontraram a idéia do reality cinema. Cloverfield foi lançado no circuitão, o espanhol REC apareceu pela internet, foi lançado tardiamente (e Hollywood já refilmou, com o título Quarantine), e depois apareceu o novo filme do mestre George Romero, The Diary of the Dead (seu quinto filme de zumbis). Tudo com a mesma idéia de câmera na mão. Mas nem todos bons, infelizmente…

Esse aqui parte de uma idéia interessante: videos caseiros feitos depois de uma epidemia de zumbis. Mas, sabe qual é o problema? É uma idéia semelhante ao The Diarie of the Dead, do Romero. E, com todo respeito aos criadores de The Zombie Diaries, não dá pra comparar…

The Zombie Diaries nos mostra três vídeos, feitos por pessoas diferentes, depois de um anúncio de um vírus – que depois se descobre que traz os mortos à vida. O primeiro é uma equipe de tv que vai fazer um documentário, ainda no início da epidemia; o segundo mostra três pessoas tentando conseguir comida; o terceiro mostra uma fazenda com sobreviventes.

Temos dois problemas. Um deles é que os zumbis são leeentos, e quase não aparecem, e quando aparecem, são poucos. Ou seja, não assustam ninguém! E o segundo problema é que o ritmo do filme é tão leeento quanto o dos zumbis! Ficamos presos em intermináveis e desinteressantes diálogos…

Existe uma reviravolta na trama, no fim do filme. Ou seja, não durma antes do fim! Mas, mesmo assim, essa reviravolta é confusa… Bem que poderiam ter concluído melhor…

Bem, fica a dica aqui: na dúvida, fique com o do Romero…

O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

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O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

Um jovem casal é atacado numa estrada pouco movimentada por uma gangue. Uma família os salva, mas mal eles sabem que essa família é ainda pior que a gangue…

Com a produção do veterano Sergio Stivaletti (que trabalhou com Dario Argento, Lamberto Bava e outros), o jovem diretor Gabriele Albanesi nos traz um filme cheio de gore e humor negro, repleto de elementos que agradarão aos fãs dos filmes trash, como famílias de freaks sádicos e desmembramentos por serras elétricas. Isso, claro, aliado a muito, muito sangue cenográfico.

Despretensioso, pode render uma boa diversão!

Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

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Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

Um filme paquistanês sobre zumbis mutantes e que ainda inclui no roteiro uma família de assassinos sádicos? Não podia ser ruim!!!

Esse filme é vendido como “o primeiro filme gore paquistanês”!

A história é básica: um grupo de jovens mata aula pra ir para um concerto de uma banda de rock, mas se perdem no caminho. E a partir daí todos os clichês possíveis entram no roteiro! Temos zumbis, uma doença contagiosa, personagens sinistros, até um assassino de burca!

Infelizmente, o filme se perde ao colocar idéias demais. Seria melhor se focasse nos zumbis OU na família de sádicos. Um elemento acaba diminuindo o outro…

Mesmo assim, é diversão garantida!

Morram, Zumbis FDP!

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Morram, Zumbis FDP!

Um filme que o nome original é “Die, you zombie bastards!” já é motivo suficiente para uma ida ao cinema. Além do mais se no poster está escrito “The World’s First EVER Serial Killer Superhero Rock’n’Roll Road Movie Romance”. Promete, não?

Mas, é uma pena, foi um dos filmes trash mais fracos que já vi…

Ok, algumas cenas são sensacionais. A cena do piquenique onde um crânio humano é devorado de maneira romântica ao lado de uma família cheia de criancinhas é maravilhosa, assim como um momento aqui e outro ali. Mas, no geral, é um filme bobo, e longo…

Depois li no imdb que o filme foi resultado de uma aposta entre o diretor e o montador – um não gosta do outro. É, deu pra notar.

Esse aí ficou devendo…

A l’Interieur / Inside

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A l’Interieur / Inside

Sarah (Alysson Paradis) está grávida quando sofre um acidente de carro onde seu marido morre. Pulamos então para a véspera do parto. Sarah passará a noite sozinha em casa – é véspera de natal. E uma misteriosa estranha quer entrar em casa…

Atenção: esse é dos filmes mais gore da história do cinema! Poucas vezes rolou tanto sangue pelas telas!!!

É curioso, porque normalmente o gore está associado a filmes de terror sobrenatural. E aqui o terror não tem nada de sobrenatural: a violência – física e psicológica – é “real”: uma mulher louca e violentíssima simplesmente invade uma casa e começa a cometer barbaridades contra a moradora e todo e qualquer visitante.

Me lembrei de outro filme francês recente: Irreversível, com suas cenas ultra-violentas (duas, uma delas com o estupro mais real e incômodo da história). É, os franceses estão mandando ver na violência gráfica off-Hollywood… Aqui, o menu de cenas violentas é vasto! E muito bem filmadas, por sinal… Tanto que os diretores estreantes Alexandre Bustillo e Julien Maury estão cotados para refilmar o clássico Hellraiser

Outra coisa curiosa: essa “mulher louca” é interpretada pela Beatrice Dale, que esteve no imaginário popular masculino na segunda metade dos anos 80, quando protagonizou Betty Blue, e suas cenas de sexo quase explícito…

Bom filme, mas não recomendado para qualquer um, por motivos óbvios. Mas, para aqueles que apreciam um sangue cenográfico, vale o download – não foi lançado aqui… 🙁

O Diário dos Mortos

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O Diário dos Mortos

Mais um “reality movie”? Sim. Mas ao mesmo tempo estamos falando de mais um filme de zumbis do mestre George Romero. E aí o buraco é mais embaixo…

Pra quem não ligou o nome à pessoa, George Romero foi o primeiro cara a fazer filmes de zumbis como os conhecemos. No distante ano de 1968 ele nos deu o clássico dos clássicos A Noite dos Mortos Vivos, filme que estabelece certos padrões respeitados até hoje: zumbis são mortos-vivos, normalmente lentos e sem raciocínio, e que só “morrem” se algo acontece com seu cérebro.

Ele não parou aí: em 78 veio A Madrugada dos Mortos (recentemente refilmado) e em 85 a trilogia foi fechada com O Dia dos Mortos. E voltou ao tema em 2005 com A Ilha dos Mortos.

E agora, em 2007, lançou o seu quinto filme de zumbis… Usando o estilo “amadores com câmeras na mão”…

A premissa do filme: uma turma de faculdade de cinema tenta sobreviver a um novo “vírus” que traz os mortos à vida. Resolvem filmar tudo o que acontece, e aos poucos descobrem o que está acontecendo.

O ritmo do filme é lento, como aliás todos os filmes do Romero. Mas lento não significa chato – Romero sabe como poucos criar tensão na tela.

Destaque para os efeitos especiais: as cenas violentas são abundantes, mas nunca cai pro escatológico – afinal, são os próprios personagens filmando! Mesmo assim, pros fãs de terror, temos várias “mortes legais”!

Romero continua em forma!

Coisa Ruim

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Coisa Ruim

De vez em quando aparece por aqui uns filmes de terror espanhóis. Agora tive uma agradável surpresa: descobri que tem mais terror na Península Ibérica! Vi um filme de terror português!

Uma família se muda de Lisboa para um casarão num vilarejo, herança de um tataravô. E coisas cada vez mais estranhas começam a acontecer com essa família.

Ok, não é nada muito original. Mas o que é legal de se ver aqui é um filme totalmente “old school” – não há nenhum efeito especial aparente! O clima de medo que o filme causa é feito apenas com movimentos de câmera e trilha sonora!

Em vez do óbvio “gore” que assola o cinema de terror atualmente, vemos aqui um terror psicológico, mostrando o choque entre céticas pessoas de habituadas a cidades grandes e a mentalidade retrógrada do povo que mora na cidadezinha – onde o diabo é ainda a causa de vários problemas.

Não há nenhum ator conhecido por aqui (será que lá eles conhecem atores brasileiros?), mas as interpretações são ok. O sotaque atrapalha um pouco a compreensão, preferia ter visto com legendas. Mas mesmo assim, dá pra entender toda a história.

Queremos mais filmes lusos!

O Orfanato

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O Orfanato

Não é de hoje que a Espanha nos traz bons filmes fantásticos. Aliás, Hollywood descobriu isso em 2007, premiando com 3 Oscars o ótimo Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, diretor que transita livremente entre Hollywood – onde fez Hellboy – e os países latinos (ele nasceu no México).

Del Toro nos apresenta esse O Orfanato (El Orfanato no original). Diferente da fantasia presente em Labirinto do Fauno, o diretor Juan Antonio Bayona nos apresenta um dos melhores filmes de suspense dos últimos tempos.

Laura (Belen Rueda), seu marido e seu filho adotivo (que depois descobrimos que tem HIV), se muda para um casarão, que era um orfanato onde ela mesma morou quando criança. A sua idéia é abrir um novo orfanato, para crianças especiais.

Seu filho, Simon, brinca frequentemente com amigos imaginários. O que ela não sabe é que, ao seu mudar para a nova casa, ele fará contato com os fantasmas que moram ali, que se tornarão os seus novos “amigos imaginários”. E, quando Simon desaparece, Laura resolve buscar todos os meios pra encontrá-lo de volta.

Como um bom filme de casa mal-assombrada, somos apresentados a personagens sinistros com passado ligado à casa, além dos clássicos ruídos assustadores. E, usando a velha máxima do “mais é menos”, o espectador leva sustos e fica num constante clima de tensão sem precisar de muitos recusrsos gráficos na tela.

Não é bom se falar muito, pra não estragar. Mas o final, com suas citações a Peter Pan, é fantástico.

Curiosidades sobre o elenco: na equipe de “caça-fantasmas” que vai até a casa, além de Geraldine Chaplin, filha do próprio Charles Chaplin, como Aurora, a vidente que vê os fantasmas; está Edgar Vivar, conhecido aqui como o Sr. Barriga do Chaves.

Filmão. Recomendo a todos que gostam do estilo.

O Albergue 2

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O Albergue 2

Em 2005, apareceu nos cinemas O Albergue, um filme interessante pela franqueza que mostrava os seus objetivos. “Quer ver sangue e tripas? Então venha ao cinema!” Essa poderia ser a chamada do filme…

Claro que teria continuação, né? Filmes de terror quase sempre têm… Pelo menos aqui o diretor Eli Roth foi mantido, diferente da série Jogos Mortais (que teve um excelente primeiro filme e cada continuação pior do que a outra).

Esse aqui repete o mote do primeiro: jovens mochileiros em viagem pela Europa são convidados a conhecerem um albergue em Bratislava, na Eslováquia, onde são presos e levados para serem torturados e assassinados por um “clube” de gente muito, muito rica.

Não dá pra se esperar muito de um filme assim, né? Principalmente lembrando que esta é a parte 2!

Ou seja, vendo o filme apenas na farra, sem levá-lo à serio, pode ser uma boa diversão. Uma morte bem filmada aqui, um clima de tensão ali…

Claro que algumas coisas ficam meio forçadas, como o garotinho assassinado pelo chefão, ou o cara local que tenta salvar a mocinha (se eles vão até os EUA pra matar um americano, como deixariam vivo um simples habitante da vila?).

Mas, se você deixar o cérebro de lado, pode se divertir…

Curiosidade pros fãs de seriados de tv: os dois amigos que vão pra Bratislava para matar são (ou foram) personagens secundários em Desperate Housewifes!