Martyrs

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Martyrs

Vingança. Violência. Tortura. Sangue, muito sangue. E não se trata de mais um filme na onda de Jogos Mortais ou O Albergue!

Uma jovem procura vingança contra pessoas que a sequestraram e torturaram quando ela era criança. E, ao longo do filme, descobre-se que “o buraco é mais embaixo”…

Filme francês violentíssimo, lembra o recente A l’Interieur. Muito gore, mas num contexto diferente do que Hollywood sempre fez. Aqui o gore dá muito mais nervoso, porque as situações parecem muito mais reais!

Ou seja: recomendado pra quem gosta de “sangue e tripas”, e está atrás de algo diferente da mesmice hollywoodiana…

O filme é muito bom. Mas, na minha opinião, Martyrs tem um problema básico: a primeira parte é muito mais interessante que a segunda. A primeira parte é violenta e misteriosa, depois, na segunda parte, o ritmo cai e no fim tudo é explicado. Bem, pelo menos temos uma explicação do que está acontecendo…

Top 10: Filmes de zumbi!

Top 10: Os melhores filmes de zumbi!

Meu amigo Bernardo Araujo deu uma boa sugestão. Eventualmente vou fazer listas de top 10!

Claro, qualquer lista tem mais opinião do que razão. É algo muuuito subjetivo. Ou seja, a lista abaixo é a MINHA lista. Se está certa ou errada? Pouco me importo com isso. Mas se você quiser concordar ou discordar de algum filme, pode palpitar lá embaixo!

A lista está em ordem cronológica. Não faço questão de definir o melhor deles…

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– A Noite dos Mortos Vivos (George Romero – 1968)

Simplesmente o início de tudo. Clássico dos clássicos quando se fala de filme de zumbi, filme obrigatório quando se fala de história do cinema. O próprio diretor George Romero já fez quatro continuações: O Despertar dos Mortos, O Dia dos Mortos, Terra dos Mortos e O Diário dos Mortos. Pode-se dizer que se alguém um dia criar um “top 5 de filmes de zumbi e citar só filmes do Romero, a lista não estará errada… Teve uma boa refilmagem em 1990 dirigida pelo mestre da maquiagem, Tom Savini.

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– Zombi 2 (Lucio Fulci – 1979)

Nas décadas de 70 e 80, a Itália produziu muitos filmes de terror. Quase sempre com produções baratas e quase sempre na cola de filmes americanos. Mas produções baratas não significam falta de talento! Vários nomes hoje consagrados vieram desta onda, como Dario Argento, Lamberto Bava e Lucio Fulci. Claro que a onda de filmes de zumbi criada por George Romero teve seu reflexo por lá. E Fulci fez um dos melhores filmes de zumbi, digno de estar por aqui no top 10.

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– A Volta dos Mortos Vivos (Dan O’Bannon – 1984)

Divertidíssimo filme dirigido pelo roteirista de Alien, A Volta dos Mortos Vivos às vezes parece fazer parte da franquia de Romero. Só que os zumbis aqui são engraçados, e têm que comer cérebros vivos… Dois funcionários de um crematório descobrem um monte de barris lacrados de metal pertencentes ao exército com mortos-vivos dentro. Acidentalmente um desses barris vaza e libera o morto-vivo, o que começa uma cadeia de incidentes que culmina com o cemitério inteiro saindo das tumbas… Pérola de humor negro!

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– A Maldição dos Mortos Vivos (Wes Craven – 1988)

Um filme “sério” sobre zumbis. Afinal, é o único que fala de “zumbis de verdade”: o filme fala de vodu haitiano. Em vez de mortos que simplesmente voltam à vida, aqui os zumbis são pessoas enterradas vivas – e que voltam como zumbis. Um dos melhores filmes de Craven, o criador do Freddy Kruger.

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– Fome Animal (Peter Jackson – 1992)

Antes da fama e dos Oscars pela trilogia Senhor dos Anéis, Peter Jackson era um diretor meio tosco na distante Nova Zelândia. Seus dois primeiros filmes foram o trash Bad Taste – Náusea Total e o esquisito Meet The Feebles, duas tosqueiras sem tamanho. Logo depois fez este Fome Animal (Braindead), que não só está no top 10 de filmes de zumbi, como também entraria num top 10 de filmes trash. Situado nos anos 50, um macaco-rato da Sumatra inicia uma legião de zumbis. A cena final, aquela do cortador de grama, é antológica.

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– Resident Evil (Paul W.S. Anderson – 2002)

Baseado num videogame, Resident Evil trouxe de volta a alegria de vermos no cinema zumbis devoradores de gente sendo aniquilados. Um vírus é libertado dentro de um grande escritório subterrâneo de uma grande corporação. Milla Jovovich, estilosa e linda como sempre, está deliciosa “kicking ass” de zumbis!

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– Extermínio (Danny Boyle – 2002)

Tecnicamente, não se trata de um filme de zumbis. Afinal, em vez de mortos voltarem à vida, aqui existe um vírus que transforma as pessoas em algo que se assemelha muito a zumbis (com a exceção de que aqui eles são rápidos). Mas, apesar deste detalhe, resolvi citar o filme, já que ele se insere no “contexto de zumbis”. Um cara acorda num hospital de Londres, e não tem absolutamente NINGUÉM nas ruas. Praticamente toda a população morreu ou virou “quase zumbi”. Ah, sim,  é o mesmo Danny Boyle que ganhou o Oscar de melhor diretor este ano por Quem Quer Ser um Milionário?!

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– Fido (Andrew Currie – 2007)

Uma poeira cósmica cai na Terra e transforma os mortos em vivos. E aparece uma grande corporação craiando uma coleira controladora de  zumbis, que viram escravos a serviço da população. Uma mistura de Todo Mundo Quase Morto, Mamãe é de Morte e Mulheres Perfeitas, Fido ainda consegue falar de temas sérios como o racismo. E isso tudo numa comédia! Humor negro de primeira!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/09/fido-–-o-mascote/

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– Diário dos Mortos (George Romero – 2007)

Por que resolvi incluir mais este Romero e não os outros três? Bem, heu gosto de todos os cinco, mas este tem um detalhe diferente: a câmera subjetiva! Sim, como já fora feito em títulos como Aconteceu Perto de Sua Casa, A Bruxa de Blair, Cloverfield e REC, agora Romero nos coloca “dentro” da ação. Destaque para os efeitos especiais: as cenas violentas são abundantes, mas nunca cai pro escatológico – afinal, são os próprios personagens filmando!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/12/o-diario-dos-mortos/

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– Planeta Terror (Robert Rodriguez – 2007)

Primeira parte do projeto Grindhouse, quando Quentin Tarantino e Robert Rodriguez resolveram fazer uma homenagem às sessões duplas que rolavam em cinemas poeiras nos anos 70, sempre com filmes vagabundos com roteiros que privilegiavam sexo e violência gratuitos. O filme fala de um gás venenoso que transforma pessoas em zumbis comedores de carne, e é trash até a medula: Rodriguez propositalmente deixou o filme cheio de falhas grotescas, tornando-o ainda mais divertido!

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/09/planeta-terror/

Sim, faltou coisa. Mas a idéia era um top 10, né? Ficam com “menção honrosa”: os três Romero citados lá em cima; Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead); Re-Animator; Pelo Amor e Pela Morte (Delamore Delamorte); as duas refilmagens “romerianas”, Tom Savini em 1990 e Zac Snyder em 2004; e ainda a minissérie da tv britânica Dead Set, que coloca zumbis dentro do programa Big Brother…

Então, qual será o próximo top 10?

p.s.: Até agora já tivemos filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias e filmes de natal. Visitem!

A Hora do Espanto

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A Hora do Espanto

Inspirado por um post no fotolog de um amigo, resolvi rever o clássico dos anos 80 A Hora do Espanto.

Às vezes um filme não resiste a uma revisão. Muitas vezes guardamos com carinho na memória alguns filmes que não são tão bons assim, e quando revemos, rola uma grande decepção. Felizmente isso não aconteceu com este A Hora do Espanto, que vi no cinema Art Copacabana (onde hoje existe uma sapataria), na época do lançamento.

Este filme ainda é um bom programa, apesar da trilha sonora e das roupas e penteados datados. Por que? Simples: é um filme de vampiros “honesto”. Não tenta inventar nada, como filmes mais recentes (em Crepúsculo, por exemplo, vampiros não podem pegar sol porque sua pele brilha!). Todos os clichês que conhecemos sobre vampiros estão lá, e todos eles estão bem inseridos no roteiro. Assim, A Hora do Espanto virou um clássico!

Charley Brewster é um jovem que descobre que um vampiro se mudou para a casa ao lado da sua. Como ninguém acredita nele, ele resolve procurar Peter Vincent, um ator que apresenta o programa “Fright Night”, sobre filmes de terror clássicos.

O nome Peter Vincent é uma homenagem aos atores Peter Cushing e Vincent Price, ambos famosos por terem feito muitos filmes de terror. E é interpretado pelo grande Roddy McDowall, que ficou famoso como o Cornelius de Planeta dos Macacos, além de ter feito, ele mesmo, uma penca de filmes de terror.

Além dele, no elenco, temos um nome curioso: Chris Sarandon foi casado com ninguém menos que a grande atriz Susan Sarandon. Aliás, ela não deve a ele só o sobrenome: ela era uma “ilustre desconhecida” quando se casou com Chris, em 1967, quando este já era um ator conhecido. (Na época, heu ouvi um papo de que o casamento dos dois era de fachada, porque ele seria gay. Bem, hoje, pelo imdb, já vi que ele casou 3 vezes e tem 4 filhos. Acho que o boato era infundado…)

Alguns dos efeitos especiais ficaram “velhos”. Mas não perderam o charme! E é sempre interessante ver como as pessoas criavam soluções para os efeitos especiais numa época pré-cgi…

Ah, sim, e agora vou fazer um control c control v do fotolog que citei lá em cima:

“Teve uma epoca na decada de 80 que as produtoras brasileiras resolveram investir no filão de filmes que começavam com ” A Hora da…” por causa do sucesso de A Hora do Pesadelo. Tivemos A Hora do Lobisomen (ou Bala de Prata, como depois foi rebatizado no SBT, adaptaçao de Stephen King), Karate Kid – A hora da Verdade (irc… é subtitulo mas ta valendo), A Hora da Zona Morta, e tivemos A Hora do Espanto”. Assim como recentemente resolveram chamar vários filmes de “Todo Mundo Alguma Coisa”…

Bom filme, e bons sustos!

Dead Snow

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Dead Snow

Uau! Um filme norueguês de zumbis nazistas!!!

Um grupo de amigos vai passsar um feriado numa cabana no meio da neve. Um sinistro visitante noturno aparece lá para contar uma história igualmente sinistra, e o resto da história todo mundo já sabe qual é…

Quem me acompanha por aqui sabe que heu gosto de fugir do óbvio. E ver um filme de terror europeu é sempre bom pra quem tá acostumado com a mesmice de Hollywood. Principalmente porque é de um estilo diferente dos filmes europeus que normalmente chegam por aqui! Ou seja, “encontrar” este filme foi um prazer tão grande quanto Deixe Ela Entrar, o filme sueco de vampiros!

Mas tenho que confessar que não gostei muito destes zumbis noruegueses… Já vimos em outros filmes zumbis que correm. Mas zumbis que não só correm como também sangram? Sei lá, prefiro o “estilo clássico”…

Mesmo assim, isso não tira o brilho do filme. Bons efeitos especiais e um excelente clima de tensão fazem de Dead Snow uma boa pedida. E aquela neve toda faz um belíssimo cenário!

Queremos mais filmes nórdicos de terror!

O Último Trem / The Midnight Meat Train

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O Último Trem /The Midnight Meat Train

Um fotógrafo, atrás de fotos mais realistas, sai pela noite de Nova York, e acaba encontrando um serial killer que busca suas vítimas no metrô de madrugada.

Baseado no conto homônimo de Clive Barker (Hellraiser), O Último Trem / The Midnight Meat Train é um bom filme de terror despretensioso. Digo isso porque foi mal lançado, enquanto porcarias como Os Estranhos passam nos cinemas…

O filme tem muito gore. Muitas cenas graficamente explícitas, muito sangue. Bom para os fãs do gênero!

Um dos melhores achados do filme foi colocar Vinnie Jones no papel de Mahogany, o sinistro e quieto assassino. Todo mundo conhece o tipo de papel que ele costuma fazer, aquele “cara grandalhão e mal-encarado que quando encara você é melhor atravessar a rua e ir para a outra calçada” (como em Snatch ou em 60 Segundos). Pois bem, aqui ele empresta a sua cara mal-humorada para um perfeito serial killer.

Outra curiosidade: uma das mortes mais “legais” (graficamente falando, vendo pelo lado do gore), quando um cara leva uma marretada na nuca e seus olhos saltam para fora das órbitas, é protagonizada por um tal de Ted Raimi, irmão do Sam Raimi, diretor das trilogias Evil Dead e Homem Aranha, entre outros bons filmes.

A parte final do filme é meio estranha, o filme toma um rumo diferente que talvez desagrade algumas pessoas. Mas nada grave, na minha opinião.

Deixe Ela Entrar / Let The Right One In

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Deixe Ela Entrar / Let The Right One In / Låt den rätte komma in

Em uma cidade fria da Suécia, Oskar, um garoto de 12 anos, é maltratado pelos valentões da escola. Eli, uma estranha menina da mesma idade, se muda para o apartamento ao lado, ao mesmo tempo que uma série de crimes violentos começa a acontecer pela cidade. Oskar e Eli viram amigos, mesmo ele descobrindo que ela na verdade é um vampiro.

É um filme de “vampiro teen”, onde um humano e um vampiro se aproximam. Mas não tem absolutamente nada a ver com o recente e famoso Crepúsculo. Aqui o ritmo é lento, temos muito silêncio e poucos efeitos especiais. É quase um drama em vez de um filme de terror. O foco do filme é no lado humano, nas relações entre as pessoas, na amizade e no amor que surge entre os jovens protagonistas – aliás, os atores, desconhecidos por aqui, mandam bem!

Mesmo assim, o filme não nega que estamos falando de vampiros. Inclusive o nome do filme se refere à parte da mitologia dos vampiros que diz que um vampiro só pode entrar na casa se for convidado!

O clima gelado dos cenários com muita, muita neve combina com a solidão dos personagens, e temos um filme de vampiros como há muito tempo não aparece por aí…

Filme sueco independente, Deixe Ela Entrar passou por aqui ano passado na 32º Mostra Internacional de São Paulo. Nada aqui no Rio…

Rolam boatos que Hollywood já comprou os direitos para uma refilmagem. Provavelmente farão que nem nos recentes REC e sua refilmagem Quarentena. Heu espero que não. Recomendo ver o filme original mesmo!

Dia dos Namorados Macabro 3D

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Dia dos Namorados Macabro 3D

Ano passado vi um filme de terror em 3D, o decepcionante Scar 3D. Mas agora estreou um novo filme de terror que realmente vale a pena ver em 3D!

Dia dos Namorados Macabro é a refilmagem de mais um entre tantos filmes de “assassinatos em série em datas comemorativas” lançados nos anos 80, na onda de Sexta Feira 13 e Halloween.

E essa refilmagem? Será que vale a pena? Afinal, o original já não era lá grandes coisas, né?

Bem, aviso logo: pra quem vai ver no cinema, em 3D, é uma ótima diversão! Agora, se visto nas salas sem 3D ou em dvd, não garanto…

A história: um ano depois de um acidente numa mina, o único sobrevivente sai pela cidade matando pessoas com uma picareta. Dez anos depois, na mesma data, assassinatos voltam a acontecer.

Sim, é clichê. Mas cumpre com o prometido: sustos, sangue e muita coisa voando na direção da tela! Pra quem gosta do estilo, é diversão garantida! Afinal, como diz um slogan por aí, “cinema é a maior diversão”! E aqui, o “efeito parque de diversões” está ligado!

Uma coisa legal nesse filme é que o ator principal é o Jensen Ackles, um dos irmãos protagonistas da série Supernatural. Digo isso porque o outro irmão, Jared Padalecki, estrelou a refilmagem de Sexta Feira 13 que estreou mês passado… Já sabemos o que astros de séries fantásticas televisivas fazem nas férias: refilmagens de filmes de terror dos anos 80! 🙂

Outro destaque é a presença de Tom Atkins, veterano ator, presente em alguns dos títulos de terror oitentistas, como Halloween 3 e A Noite dos Arrepios! Ainda no elenco, os “quase conhecidos” Kerr Smith e Jaime King.

Outra coisa importante: cenas de nudez gratuita estavam constantemente associadas a filmes B de terror nos anos 80. Então aqui a nudez gratuita tem espaço! E, talvez pra compensar o fato de ser uma única cena, a atriz Betsy Rue compensa com generosidade…

Coloque seus óculos 3D e abaixe-se pra desviar do que vem da tela!

Crepúsculo

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Crepúsculo

Existem climas diferentes pra se assistir filmes diferentes. Não adianta você ver um filme trash achando que vai encontrar um novo clássico do cinema, por exemplo. Ou seja, deve-se ver Crepúsculo como o que ele é: um filme teen de vampiros.

Dito isso, o filme até que não é tão ruim como foi vendido por aqui. Sim, foi mal vendido sim. Afinal, um filme de vampiros que ganha uma edição especial da revista “Capricho” não é pra ser levado a sério, né?

O filme é baseado numa bem sucedida série de livros – acho que querem o trono do Harry Potter, já que a autora deste disse que não ia mais escrever sobre o bruxinho. Ou seja: este é um filme para nos apresentar a personagens que com certeza veremos em breve e mais filmes…

Assim a história clichê se desenvolve: uma menina se muda para uma cidade pequena, e na escola conhece um cara meio diferente, que anda no meio de pessoas meio diferentes. Há uma atração mútua, e ela descobre que ele é um “vampiro do bem”.

O início do filme é bem chatinho. Acho que é porque todos os personagens e situações têm que ser explicados, aconteceu o mesmo com o primeiro filme do Harry Potter. Depois da metade, o filme melhora, apesar de continuar água com açúcar. Afinal, não podemos esquecer de que se trata de um filme teen…

(O curioso é que quando heu ouço “filme de vampiro teen”, me lembro de Os Garotos Perdidos – The Lost Boys, filme da época que heu era novo! E, na boa, Crepúsculo perde feio numa comparação com o vampirão do Kiefer Sutherland pré Jack Bauer do Lost Boys…)

Pra piorar, o filme não respeita alguns conceitos clássicos. Como assim “vampiros fogem do sol porque suas peles brilham e assim eles seriam descobertos”??? Nada disso! O sol queima a pele dos vampiros, isso é algo tão certo quanto vampiros bebem sangue!

E pra piorar ainda mais, o roteiro esquece de alguns detalhes importantes. Vampiros não envelhecem, certo? Bem, o nosso personagem principal tem 17 anos, e por isso está no segundo grau de uma escola, de uma cidadezinha onde eles têm uma base fixa. Mas, e o que acontecerá nos próximos anos? Com essas pessoas que não envelhecem e precisarão voltar pra escola???

Bem, apesar de tudo, os menos exigentes podem curtir. Mas, sobre vampiros novos, prefiro o seriado True Blood, com a Anna Paquin…

Resident Evil: Degeneration

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Resident Evil: Degeneration

Meio na encolha, apareceu nas locadoras um novo Resident Evil. Mas não é uma continuação da série legal de “filmes de zumbi”, desta vez é uma animação, e sem a Mila Jovovich, estrela dos três filmes.

A história fala de um incidente envolvendo um grande laboratório que pesquisa o vírus T, que transformou as pessoas em zumbis nos outros filmes. Um pouco confusa, mas dá pra acompanhar.

Pesquisando pelo imdb, descobri que esse é um filme para fãs do game. Pelo que li, acredito que esse filme tenha sido bastante fiel ao game. Talvez por isso heu tenha achado tão inferior aos outros três filmes, que são bons filmes de zumbi, bem na linha criada pelo George Romero. Como cinema, a série com atores de verdade é muito melhor! E ficou chato um filme desses agora, já que o terceiro filme tem um final aberto prum quarto…

Mesmo assim, o filme não decepciona. Algumas das cenas de ação são de tirar o fôlego de tão bem feitas. E a animação em computador às vezes parece filme!

Boa diversão para os despretensiosos. E, pelo que li no imdb, melhor ainda pra quem gosta do videogame.

Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

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Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

Anos 80. O adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price) é sacaneado na escola por gostar de heavy metal. Quando seu ídolo Sammi Curr (Tony Fields) morre num incêndio, ele ganha de um dj um acetato de um disco não lançado. E quando toca o disco ao contrário, coisas malignas acontecem…

Este filme foi lançado em 86 como filme de terror. Mas hoje em dia não consegue dar medo em ninguém… No máximo, algumas risadas! (Aliás, passava no SBT com o título O Rock do Dia das Bruxas.)

Hoje em dia, olhando friamente, com a distância que estamos dos anos 80, o filme é fraquinho. Situações e personagens clichê se espalham pelo roteiro. Principalmente na parte final, depois que Sammi Curr volta e começa a assombrar Eddie – através de ondas elétricas e de rádio.

Mas até que é interessante ver um filme tão datado assim. Será que a garotada, ao ver o filme, vai entender o que é um acetato? Ou como funciona uma fita cassete? Ou qualé a de tocar um disco ao contrário? Bem, a garotada pelo menos vai achar graça nos penteados e roupas…

Mas aí você deve estar se perguntando: “por que diabos vou perder meu tempo vendo um filme desses só porque é datado?” Bem, o filme tem seus momentos que valem a pena… Inclusive a trilha sonora, do grupo de “hair metal” Fastway.

Mas a melhor coisa do filme é um certo reverendo careta que aparece na tv falando mal de rock. Esse reverendo é interpretado por um tal de Ozzy Osbourne… A ironia é sensacional! E ainda tem o Gene Simmons como o dj!

Outra coisa beeem interessante é uma cena no carro, quando a namorada do valentão da escola vai ouvir a “fita cassete demoníaca”. Temos um “estupro demoníaco”!

Curiosidade: este foi o primeiro filme dirigido pelo ator Charles Martin Smith, mais conhecido como o “contador que vira agente” em “Os Intocáveis”.