Padre

Crítica – Padre

Num mundo pós-apocalíptico, devastado por uma guerra entre homens e vampiros, um padre guerreiro se rebela contra a Igreja e vai sozinho tentar resgatar sua sobrinha, sequestrada por um misterioso vampiro diferente.

Padre (Priest, no original) é mais um terror de visual estilizado baseado em quadrinhos. Isso não agrada a todos. Mas pra quem curte o estilo, é uma boa opção.

O diretor Scott Charles Stewart (Legião) se baseou na graphic novel coreana de Min-Woo Hyung para filmar um universo com padres que parecem guerreiros ninjas e uma Igreja dominadora como na Idade Média. Até os vampiros são diferentes aqui, são bicharocos gosmentos e sem olhos, nada se assemelham com os vampiros clássicos do cinema.

O visual do filme é muito legal, tem até espaço para uma abertura em animação feita por Genndy Tartakovsky, lembrando história em quadrinhos. O filme parece um faroeste futurista misturado com filme de terror e com uma pitada de ficção científica, cheio de cenas de ação com efeitos em câmera lenta. Rolam cenários grandiosos e maneiríssimos – tudo bem, deve ser tudo digital, mas o resultado ficou muito bom. O mesmo podemos dizer sobre os eficientes efeitos especiais – gostei da explosão no fim. O 3D é bem utilizado, diferente de outras produções recentes.

O roteiro tem coisas boas e ruins. A cidade com prédios à la Blade Runner e sua sociedade totalitaria comandada pela Igreja é um dos acertos. Por outro lado, achei os personagens rasos demais, senti falta de algo mais sólido na sua construção. E um detalhe me incomodou – comento depois dos avisos de spoilers leves.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Se a única fraqueza dos vampiros era ter que fugir do sol, por que só tinha um “humano-vampiro”?

FIM DOS SPOILERS!

O elenco está ok, afinal, este é o tipo de filme onde os atores têm pouco espaço se destacar. Talvez o vilão de Karl Urban (Viagem do Medo) esteja caricato demais,  mas o resto funciona: Paul Bettany (O Turista), Cam Gigandet (Pandorum), Maggie Q (Operation Endgame), Christopher Plummer (Dr. Parnassus), Brad Dourif e Lily Collins, com Stephen Moyer (True Blood) e Mädchen Amick fazendo uma participação especial.

No fim, Padre é legal, mas ficamos com a sensação de que poderia ser melhor.

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Se você gostou de Padre, o Blog do Heu recomenda:
Equilibrium
Daybreakers
The Warriors Way
Legião

Top 10: Filmes de Vampiro

Top 10: Filmes de Vampiro

Há tempos que penso em montar um Top 10 de filmes de vampiro. Afinal, o primeiro Top 10 daqui do blog foi de zumbis, e, até hoje, é um dos posts mais visitados. E, recentemente, fiz um Top 10 de lobisomens. Faltava o de vampiros…

Mas rolava uma preguiça… Se não temos tantas boas opções de filmes de zumbi e de lobisomem, isso não acontece com vampiros. São muitos! O tema “vampiro” sempre foi muito popular no cinema, e as opções são tantas que montar o top 10 ideal é um trabalho difícil. A vantagem é que, se tem muitas opções, também são muitos os títulos fracos…

Bem, não tenho medo de trabalhos difíceis. Vamos aos filmes então?

Lembrando, sempre, dos outros vários Top 10 já feitos aqui no blog: filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins, casais que não convencem, musicais para quem não curte musicais, melhores frases de filmes, melhores momentos de Lost, maiores mistérios de Lost, piores sequencias, melhores filmes de rock, melhores filmes de sonhos, melhores filmes com baratas, filmes com elencos legais, melhores ruivas, melhores filmes baseados em HP Lovecraft, filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar, Atores Parecidos, Atrizes Parecidas, filmes de lobisomem, melhores trilogias, filmes de natal, melhores filmes de 2010, coisas que detesto nos dvds e melhores filmes da década de 00 Visitem!

Vamos aos caninos pontudos!

10- Deixe Ela Entrar (2008)

Filme sueco de “vampiro teen”, onde um humano e um vampiro se aproximam. Ritmo lento, muito silêncio, poucos efeitos especiais. É quase um drama em vez de um filme de terror. Foi refilmado por Hollywood, mas a versão original é melhor, como quase sempre.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/03/22/deixe-ela-entrar-let-the-right-one-in/

9- Nosferatu – O Vampiro da Noite (1979)

Respeito a versão clássica de 1922, mas gosto mais da versão de 1979, dirigida por Werner Herzog. Klaus Kinski faz um dos mais assustadores vampiros da história do cinema, e, de quebra, sua vítima é uma Isabelle Adjani no auge da beleza, com 24 anos!

8- Vampiros de John Carpenter (1998)

Ninguém melhor que John Carpenter pra dirigir este meio terror, meio faroeste, num argumento com cara de trash: James Woods lidera um grupo de caçadores de vampiros contratados pelo Vaticano para encontrar um crucifixo que permitiria os vampiros andarem na luz do dia.

7- Blade II – O Caçador de Vampiros (2002)

O primeiro Blade, sobre um híbrido, meio humano meio vampiro, é um filme legal, mas nada de extraordinário. Aí o genial Guillermo Del Toro assumiu a direção da continuação, e nos presenteou com um filme de vampiros acima da média!

6- Os Garotos Perdidos (1987)

Houve uma época em que Joel Schumacher fazia filmes bons! Este Os Garotos Perdidos tem tudo no lugar certinho: um elenco afiado liderado por Kiefer Sutherland e Jason Patric, um roteiro redondinho, o alívio cômico perfeito nos irmãos Frog e um irresistível visual oitentista.

5- A Hora do Espanto (1985)

Uma perfeita fusão entre terror e comédia, um dos mais divertidos filmes da década de 80. Um garoto descobre que seu vizinho é um vampiro, e tenta ajuda de um apresentador de tv para desmascará-lo. Existe uma refilmagem prevista para estrear este ano, com Colin Farrell e Anton Yelchin.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/04/13/a-hora-do-espanto/

4- Quando Chega a Escuridão (1987)

Antes de virar diretora “séria” e ganhar o Oscar (por Guerra Ao Terror), Kathryn Bigelow fazia filmes “divertidos”. Nunca lançado em dvd aqui no Brasil, Quando Chega a Escuridão inova ao não mencionar a palavra “vampiro” nenhuma vez ao longo do filme.

3- Um Drink no Inferno (1996)

Roteiro de Quentin Tarantino e direção de Robert Rodriguez em um dos melhores filmes dos anos 90, e uma das mais sensacionais viradas de roteiro da história do cinema. Diálogos inteligentes, situações imprevisíveis e muito humor negro.

2- Entrevista com o Vampiro (1994)

Muitos duvidavam que Tom Cruise fosse capaz de interpretar o vampiro Lestat da escritora Anne Rice. Cruise convenceu, fazendo aqui a melhor interpretação de sua carreira, ao lado de um elenco que trazia Brad Pitt, Antonio Banderas, Christian Slater e uma jovem Kirsten Dunst com apenas 12 anos.

1- Drácula de Bram Stoker (1992)

Francis Ford Coppola é sempre lembrado por clássicos como Apocalypse Now e a trilogia O Poderoso Chefão. Mas ele teve pelo menos um grande filme nos anos 90, esta adaptação da obra de Bram Stoker. Gary Oldman está perfeito como o conde Vlad Dracula.

P.s.: O filme Crepúsculo é fraco, não tem vaga numa lista de melhores filmes de vampiro. Mas o “fenômeno Crepúsculo” é algo que merece ser citado. Afinal, várias menininhas adolescentes passaram a curtir filmes de vampiro por causa dos livros e filmes Crepúsculo. Pelo menos algo de positivo esse filme trouxe!

Em breve: Top 10 de melhores diabos!

Deixe-me Entrar

Deixe-me Entrar

Ninguém pediu, mas em breve entra em cartaz a refilmagem americana do ótimo filme de terror adolescente sueco Deixe Ela Entrar.

A história é a mesma: Owen é um menino de 12 anos, com problemas com os valentões da escola, e que começa a se envolver com a menina que se mudou para o apartamento ao lado, sem saber que ela é uma vampira.

Confesso que heu tinha sentimentos opostos sobre este filme antes de vê-lo. Por um lado, heu queria muito rever a atriz mirim Chloe Moretz, que fez a Hit Girl em Kick-Ass. Mas, por outro lado, sempre me pergunto: pra que refilmar? Além do mais sabendo que a direção coube ao quase novato Matt Reeves, que até agora só tinha feito um filme para o cinema, o maomeno Cloverfield.

Como é uma refilmagem, e de um filme recente, a comparação é inevitável. Além do mais porque a ambientação fria foi mantida. Ambientação fria nos cenários – é neve pra tudo quanto é canto – e também nas relações entre as pessoas. E, na comparação, o filme americano perde. Não por ser ruim, mas por ser quase uma xerox.

A nova versão tem seus méritos. Por exemplo, gostei da cena do acidente de carro, com a câmera dentro do carro. Os ataques da menina também são interessantes. Mas o próprio filme mostra que isso era desnecessário, já que o melhor ataque é a recriação da cena da piscina, onde não vemos nada, provando que o que não é mostrado às vezes funciona melhor…

E o resto é igualzinho. Tirando um detalhe aqui, outro ali, é o mesmo filme, só que com atores americanos.

No elenco, Chloe Moretz está bem, mas sua atuação não “vale o ingresso” como acontece em Kick-Ass. O garoto esquisito Kodi Smit-McPhee funciona ok, mas me parece que funciona porque ele tem cara de esquisito mesmo, não necessariamente por ser bom ator ou não. Completam o elenco Richard Jenkins e Elias Koteas.

Resumindo, não é ruim. Mas, na comparação, perde. Por isso, prefira o original!

Lost Boys 3 – The Thirst

Lost Boys 3 – The Thirst

Mais uma continuação do clássico oitentista Garotos Perdidos (de 1987). A segunda parte, Lost Boys 2 – The Tribe, já veio tardiamente, em 2008. Agora, parece que abriu o filão para continuações.

Em uma cidade de praia na California, o caçador de vampiros Edgar Frog passa por problemas financeiros. A escritora best seller Gwen Lieber o contrata para resgatar seu irmão, capturado pelo vampiro alfa que tem planos de criar um exército de vampiros

Este terceiro filme teve um problema: Corey Haim, protagonista do primeiro filme (e que aparece numa cena extra do segundo) morreu em março deste ano, antes do filme ser feito. Assim, o personagem principal voltou a ser Edgar Frog, coadjuvante no primeiro mas protagonista no segundo. Pelo menos o ator Corey Feldman foi mantido. (Em uma espécie de homenagem, Haim aparece algumas vezes, em cenas tiradas do primeiro filme)

Lost Boys 3 – The Thirst não é de todo ruim. Mas tem uma falha grave: falta um bom vilão. Caramba, o primeiro filme trazia Kiefer Sutherland em grande forma, um dos melhores vampiros dos anos 80 (ao lado de Chris Sarandon de A Hora do Espanto). O vilão aqui é fraco e tem carisma zero.

Por outro lado, a bola dentro é que o filme aproveita pra cutucar o fenômeno Crepúsculo – os livros de Gwen Lieber são bem neste estilo de romancezinho vampirinho água-com-açúcar.

O elenco está ok para o que o filme pede. Corey Feldman (que nos anos 80, teve uma grande carreira, fazendo, entre outros, Goonies, Gremlins e Conta Comigo), o tempo todo com cara de mau e voz gutural, só funciona porque o filme é meio piada. Jamison Newlander volta para um pequeno papel como o outro irmão, Alan Frog. E, se tem um nome digno de nota, é a belíssima Tanit Phoenix, a Gwen Lieber, que parece uma Elizabeth Hurley mais nova.

O fim do filme traz um gancho explícito. Lost Boys 4 não deve tardar a aparecer…

True Blood – Terceira Temporada

True Blood – Terceira Temporada

Nunca falei de True Blood aqui no blog, né? Que falha triste! A série, que acabou de encerrar sua terceira temporada, é muito boa!

A premissa é interessante: depois da invenção de um sangue artificial vendido em garrafas (o True Blood do título), vampiros “saem do armário” e passam a viver harmonicamente entre os humanos. Mas, claro, tem humanos e vampiros que não gostam disso.

True Blood é da HBO, o que costuma ser sinônimo de alta qualidade – a HBO não costuma economizar nas suas produções. Além disso, as séries da HBO costumam ter bastante violência, nudez e sexo, o que acontece de monte aqui. Mais: normalmente, são séries curtas – True Blood tem apenas 12 episódios por temporada.

Na segunda temporada, novos seres mitológicos foram introduzidos na história – descobrimos que um dos personagens principais é um metamorfo! E agora, na terceira temporada, tivemos ainda mais seres – lobisomens passaram a ter grandes papéis na trama.

Se por um lado a maior parte do elenco era de ilustres desconhecidos antes do início da série, por outro lado, Sookie Stackhouse, a personagem principal, é interpretada por Anna Paquin, ex-atriz mirim ganhadora de Oscar (ela era a menininha chatinha do premiado O Piano).

Na minha humilde opinião, um dos pontos baixos da série é o vampiro Bill, justamente o principal vampiro, interpretado por Stephen Moyer (que recentemente se casou com Anna Paquin). O seu personagem é facilmente “engolido” por outros vampiros – Eric, o vampiro interpretado por Alexander Skarsgard, é muito melhor que Bill, por exemplo.

Mas Moyer não chega a atrapalhar. O elenco é bom, e é muito bem construída a galeria de personagens que habitam a cidadezinha de Bon Temps, no sul dos EUA.

Nesta terceira temporada, além dos lobisomens, conhecemos um rei vampiro, que nos mostrou que ainda existem vampiros que pensam que humanos são “gado”. E também descobrimos outros seres estranhos que habitam Bon Temps – descobrimos inclusive qual é o segredo de Sookie!

O fim das outras temporadas sempre deixou mais perguntas do que respostas, e este foi pelo mesmo caminho. Mas desta vez o fim foi mais fraco – a segunda temporada terminou melhor. Aliás, a terceira temporada, como um todo, foi mais fraca. Mas ainda foi melhor que muita coisa que rola na tv atualmente.

Agora aguardamos ansiosamente pela quarta temporada!

Amor Entre Vampiros – Bitten

Amor Entre Vampiros – Bitten

Um filme de vampiros estrelado por Jason Mewes, o Jay da dupla Jay e Silent Bob, dos filmes do Kevin Smith? Taí, pode ser legal!

Jack (Jason Mewes) é um paramédico que encontra uma bela jovem ensanguentada no meio do lixo. Ele a leva para casa, sem saber que ela é uma vampira.

Não sei o motivo, mas alguns filmes são difíceis de encontrar. É o caso deste Bitten. Ouvi falar dele e procurei para baixar. Não existem muitas opções, mas hoje em dia nada é impossível de a achar. Aí procurei legendas. Só achei legendas em holandês!!! Tentei comprar o dvd, não achei nos sites estrangeiros que costumo frequentar. Dei um tempo, meses depois achei legendas em espanhol num site gringo. E isso para um filme de 2008! Difícil, não?

(Ontem li no imdb sobre uma previsão de lançamento do dvd para este mês, lá nos EUA…)

Mas o filme não é lá grandes coisas. Produção de baixo orçamento, a trama é bobinha e previsível, os atores são fracos e os efeitos especiais são simples demais – produções para a tv como True Blood tem efeitos muito melhores!

Mas o filme tem uma coisa boa: Erica Cox, que faz a vampira Danika. Muito bonita, ela passa boa parte do filme sem roupa. Nisso, Bitten é generoso!

Enfim, tirando bela a vampirinha, filme dispensável…

Martin

Martin

Esqueça o que você conhece sobre filmes de vampiro!

Martin é um filme de vampiros diferente de quase tudo o que o cinema já mostrou. Martin é um vampiro. Mas não é um vampiro como estamos acostumados a ver no cinema. Ele anda por aí de dia, não tem problema com alho e não tem caninos pontudos – na verdade, ele usa navalhas e seringas para extrair o sangue de suas vítimas.

Dirigido por George Romero em 1977, Martin é um interessante exercício sobre vampirismo versus realidade. Uma das coisas legais do filme é a dúvida: Martin é um vampiro de verdade, ou a doença é invenção da cabeça dele?

Aliás, esta dúvida sobre o real versus imaginação também acontece em outro aspecto. A narrativa traz algumas sequências em preto e branco, mostrando trechos do passado de Martin. Mas não sabemos se aquilo aconteceu ou não…

A gente está acostumado a ligar George Romero a filmes de zumbi. Claro, né? Em 1968, ele fez o primeiro filme de zumbi da história, A Noite dos Mortos Vivos, e depois fez outros cinco filmes com o tema. Mas ele não fez só filmes de zumbi, ele também lidou com outros estilos de terror, como Comando Assassino, Creepshow, A Metade Negra – ele fez até filme “não terror”, Cavaleiros de Aço! De mais a mais, em 77 Romero só tinha feito um filme de zumbis…

E Martin, apesar de não ser zumbi, tem a cara do diretor. O ritmo é lento e sério, como habitual nos filmes de Romero, assim como temos personagens bem construídos em uma sociedade bem retratada.

Este é o primeiro filme de John Amplas, que faz um convincente Martin. O elenco ainda traz dois nomes interessantes para os fãs. O próprio Romero faz um papel, como o padre Howard. E Tom Savini, famoso pela maquiagem de boa parte dos filmes de Romero, faz um papel, Arthur, e ainda faz, além da maquiagem, algumas cenas como dublê.

Martin não vai agradar a todos, pelo seu ritmo lento e sua cara de produção de baixo orçamento. Mas, por outro lado, é considerado por muitos como o melhor Romero. Inclusive pelo próprio!

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers

Confesso que já fazia um tempo que heu estava pilhado para ver este filme, desde que li que o protagonista Ethan Hawke declarou que “Daybreakers é o antídoto para Crepúsculo“! (Aliás, a primeira cena, quando um vampiro queima no sol, parece ser uma resposta a Crepúsculo!)

A ideia é muito boa. No futuro, vampiros tomaram conta e viraram a raça dominante. Os poucos humanos que sobraram são caçados e usados como gado, para ter o seu sangue extraído e comercializado. Só que a raça humana está entrando em extinção, e levando os vampiros à fome!

O filme foi escrito e dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, os mesmos australianos responsáveis pelo esquisito filme de zumbis Canibais (Undead). Desta vez, os Spierig tinham um orçamento melhor. O visual do filme, com a fotografia azulada, é muito legal – como são vampiros, a maior parte das cenas é à noite. E os efeitos são muito bem feitos.

O elenco conta com nomes famosos como Sam Neill, Willem Dafoe e Isabel Lucas, além do já citado Hawke. Além deles, completam o elenco a australiana Claudia Karvan e o neo-zelandês Michael Dorman, meio desconhecidos por aqui.

2019 – O Ano Da Extinção – Daybreakers não vai mudar a vida de ninguém, mas pelo menos é divertido!

Lua Nova / New Moon

Lua Nova

Caros leitores, acredito que vocês não sabem, mas o post mais lido deste blog é, de longe, Crepúsculo, com quase cinco mil visitas em menos de nove meses. Em homenagem a esses(as) leitores(as), resolvi ver a continuação, Lua Nova, apesar de não ter gostado muito do primeiro filme.

Em Lua Nova, baseado no segundo livro de Stephenie Meyer, continuamos acompanhando a jovem e depressiva Bella (Kristen Stewart), apaixonada pelo vampiro gatinho Edward (Robert Pattinson). Por ser um amor impossível, Edward a abandona e se muda de cidade. Bella então se aproxima de Jacob (Taylor Lautner), que – ora, que surpresa! – também traz consigo um mistério.

Quem me lê por aqui sabe que heu sempre defendo que a gente deve ver um filme sabendo o que esperar. Numa comédia romântica, o mocinho vai conseguir ficar junto com a mocinha no fim; num filme de ação descerebrada, acontecerão explosões exageradas e sem sentido; num filme de terror slasher, a atriz que tirar a roupa será assassinada.

Dito isso, precisamos saber que se trata de uma saga teen onde elementos básicos da mitologia vampiresca foram deixados de lado, como o simples fato que vampiros morrem ao serem expostos ao sol. Resumindo: precisamos aceitar que existe um clã de vampiros que não bebe sangue humano, e que no sol a pele de um vampiro brilha como um diamante (ui!). Pelo menos não vemos lobisomens emos com mechas pintadas…

Em Lua Nova é tudo tão previsível… A gente consegue adivinhar quase todo o filme! Mas, antes de falar sobre isso, o aviso de spoiler!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

No primeiro filme, Jacob já deixa claro que é ligado a lobisomens. Qualquer um que prestou atenção no diálogo dele com Bella na praia sacou isso logo de cara. Então, em Lua Nova, já sabemos de cara que, sem Edward por perto, Bella vai se aproximar de Taylor, que, no momento certo, vai revelar que é um lobisomem, e o triângulo amoroso humana-vampiro-lobisomem estará formado. E isso inclui uma shakespeariana tentativa de suicídio.

Acho que a única parte não óbvia do roteiro foi a entrada do clã dos Vulturi, introduzindo novos elementos na parte final do filme. Claro, isso será desenvolvido no próximo filme, Eclipse, já em pós produção…

Um dos problemas da franquia é a sua atriz principal. Kristen Stewart é bonitinha, mas é tão sem graça… Ela consegue ter sempre a mesma expressão no rosto, independente do que está acontecendo com a sua personagem. O tempo todo com o olhar para baixo, com cara de quem não sabe exatamente o que está fazendo num set de filmagens. Pattinson também é fraco como ator, mas pelo menos seu papel é menor. Lautner é o menos ruim dos três. Mas, afinal, para que precisamos de bons atores? Eles não são lindos? E não é isso que as adolescentes (maior público da franquia) querem?

(Com papéis menores, Dakota Fanning (Herois, Guerra dos Mundos) e Michael Sheen (o Lucien de Anjos da Noite) estão bem como parte do clã Vulturi. Seus personagens devem ter mais destaque no próximo filme.)

Outro problema do filme é que é tudo muito lento. Uma hora e meia dava tempo tranquilo de mostrar tudo. O filme não precisava ter mais de duas horas!

Mais uma coisa: não gostei dos lobisomens e seus pelos esvoaçantes, tudo em CGI. Este é um bom exemplo de como os computadores podem atrapalhar um filme. A transformação do Michael Jackson no videoclipe Thriller é melhor do que as daqui! E isso porque não estou citando filmes como Um Lobisomem Americano em Londres ou Um Grito de Horor!

Por fim, heu me questiono se meninas adolescentes deveriam ver este filme. O filme é machista ao extremo! Bella, com 18 anos, saindo da escola, não pensa em faculdade nem em trabalho, ela quer uma figura masculina forte para protegê-la. Se um foi embora, ela trata de procurar outro do mesmo estilo. Porque assim, continuará sendo a mocinha indefesa, dependente do namorado/marido. Meninas, existem exemplos melhores na vida! Já estamos no século XXI!

Enfim, este filme está “bombando” nos cinemas do mundo inteiro. Continuações virão… E o sucesso da saga continuará…

Sede de Sangue

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Sede de Sangue

Já tinha ouvido falar deste filme há algum tempo. O enredo dele prometia, e ainda por cima tinha o mesmo diretor do ótimo Oldboy. Fiquei feliz quando vi que ele estava na lista dos filmes do Festival.

A ideia é boa: um padre se torna voluntário para testar uma vacina de vírus. Ele sobrevive ao vírus, mas vira um vampiro – precisa de sangue para sobreviver.

O filme é dirigido por Chan-wook Park, famoso mundialmente por causa da “trilogia da vingança”. O melhor dos três filmes é sem dúvida Oldboy, o segundo da trilogia, e também o mais famoso por aqui. Mr. Vingança, o primeiro, é um pouco lento demais, enquanto o último, Lady Vingança, tem o defeito de tentar se parecer demais com Kill Bill. Aliás, parte da crítica carioca considerou Oldboy o melhor filme de 2004. Acho “o melhor” um pouco de exagero, mas ele pode tranqüilamente configurar num top 10 do ano.

Esta era a minha expectativa: como se portaria o diretor de bons filmes de vingança ao entrar no universo do terror?

Bem, esse foi o meu erro. Porque Sede de Sangue não é um filme de terror. É um drama, com toques de humor negro, com vampiros como pano de fundo…

Mas, não me entenda mal, Sede de Sangue não é um filme ruim. Personagens bem construídos, fotografia belíssima, reviravoltas interessantes no roteiro, trata-se de um bom exemplo do novo cinema coreano.

O filme peca por ser um pouco longo, são pouco mais de duas horas de projeção. O início é um pouco arrastado, mas o fim é muito bom.