Tokyo Gore Police

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Tokyo Gore Police

Em agosto do ano passado, falei de um filme trash japonês onde o gore era visto de uma maneira exageradamente exagerada, o Machine Girl. A mesma produtora, a Tokyo Schock, agora nos traz mais um filme no estilo: Tokyo Gore Police!

Se, naquele, tínhamos uma história de vingança com o uso de apetrechos bizarros (como uma guilhotina voadora ou um sutiã-furadeira), aqui os apetrechos bizarros são parte dos personagens! Numa Tokyo do futuro, onde a polícia foi privatizada, aparece um novo tipo de criminoso: os “engenheiros”, pessoas que alteram seus corpos para, quando feridos, seus ferimentos virarem armas perigosas e mortais.

É assim mesmo, cortam a mão do cara e “nasce” uma motosserra no lugar…

Quem curte o estilo vai dar boas gargalhadas. O sangue é exagerado, jorra como hum chuveiro aberto no máximo. Lógica? Não existe. Mas quem vê um filme desses não espera lógica…

Talvez o filme pudesse ser um pouco mais curto, temos uma hora e cinquenta minutos. Mesmo assim, não chega a cansar. E temos gancho pra continuação! Será que a Tokyo Schock quer virar a nova Troma?

Última recomendação: não veja durante as refeições!

Zombies Gone Wild

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Zombies Gone Wild

Poucas vezes na minha vida desisti de ver um filme no meio dele. Mesmo quando é muito ruim, vejo até o fim. Nem que seja pra falar mal.

Mas não consegui terminar este filme Zombies Gone Wild. Isso se é que podemos chamar essa coisa de filme…

A princípio, a idéia parecia boa: uma mistura de American Pie com filme de zumbi! Legal! Isso deve ser tão trash que o filme dificilmente vai ser ruim…

Mas… Engano meu: é REALMENTE ruim.

Por que digo isso? Aparentemente um grupo de amigos comprou ou ganhou uma filmadora e resolveu filmar qualquer coisa. Até acredito que eles devem ter se divertido filmando isso e depois assistindo ao que saiu. Mas… Por que fingir que é um filme de verdade e lançar no mercado?

A imagem é tosca, video mesmo, câmera na mão. As atuações são caricatas no mau sentido – os personagens são clichês exagerados e mal interpretados pelos pretensos “atores”. O humor (?) é sem graça, não dá nem pra tirar um leve sorriso.

Até aí, ainda aguento. Mas as cenas são looongas, arrastadas, nada acontece no filme… Aí não deu mais. Avancei. Será que melhora quando aparecerem os zumbis?

Nada… Vi zumbis melhores no calçadão de Copacabana na Zombie Walk. Os daqui do Rio são melhores em dois sentidos: em fantasia e interpretação. Como assim, um zumbi pode ser mal interpretado? Acredite, pode.

Gosto de filmes ruins. Mas gosto de filmes, não disso aí.

p.s.: até esse cartaz é fake. Nada disso acontece…

Black Sheep

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Black Sheep

Um filme trash neo zelandês sobre ovelhas assassinas. E precisa dizer algo mais? Esse é um daqueles casos onde “o filme já ‘nasceu’ bom”!

O argumento deste filme deixaria feliz o mestre Roger Corman: uma fazenda tem um laboratório para criar um novo tipo de 0velha, geneticamente modificada. Mas algo acontece de errado, e as ovelhas viram carnívoras e assassinas…

O diretor Jonathan King  nos traz tudo o que é necessário em um filme desse tipo: personagens caricatos, idéias absurdas e muito, muito gore!

Não sei se tem algum dedo do Peter Jackson aí (afinal, o cara é neo-zelandês e gosta de filmes trash), mas sei que os efeitos estão a cargo da WETA, companhia do próprio…

Infelizmente, acho que não tem por aqui. Mas vale o download!

2001 Maníacos

2001 Maníacos

Alguém aí conhece o “clássico trash” 2000 Maníacos, dirigido por Herschell Gordon Lewis em 1964?

Bem, como isso é um blog, acho que posso contar uma história pessoal… Alguns anos atrás, acho que 1994, numa Mostra Banco Nacional de Cinema (atualmente chamada de Festival do Rio), havia uma mostra trash. Num sábado à tarde, heu estava num Estação Botafogo 3 lotado numa sessão histórica de Papai Noel Conquista os Marcianos – filme ruim, ruim, mas a platéia estava tão inspirada que parecia que estávamos vendo uma sessão de The Rocky Horror Picture Show, com todos os apetrechos e coreografias combinadas.

O cara que trouxe esse filme ficou tão empolgado com a reação da platéia que resolveu oferecer uma sessão dupla extra, depois da última sessão, com dois filmes que não estavam na programação: o lançamento mundial do hilário A Gangue das Garotas (filme que tinha sido feito nos anos 60, para alertar as pessoas sobre o perigo das drogas, mas que tinha sido engavetado e esquecido), e 2000 Maníacos (sobre uma cidade onde todos os habitantes eram assassinos).

A sessão dupla foi histórica. O projetor apresentou um defeito que ficava travando a imagen e o som. Ninguém conseguia entender nada, porque o som ficava indo e voltando, “uóm uóm uóm”… Em qualquer platéia do mundo isso seria motivo para o cancelamento da sessão. Mas naquele particular momento, foi muito divertido!

Bem, assim vi, no cinema, 2000 Maníacos. Anos depois consegui uma versão em dvd e revi, agora com o som direito…

Bem, tudo isso foi pra introduzir a divertida refilmagem 2001 Maníacos, de 2005, dirigida por Tim Sullivan e estrelada por Robert Englund, o nosso querido Freddie Kruger.

A história é a mesma: alguns turistas vêem um falso desvio e vão parar numa cidade onde está acontecendo um festival, e aos poucos descobrem que o grande objetivo do festival é justamente matá-los.

O filme todo é exagerado, puxando para a comédia em vez do terror, o que torna um programa realmente divertido. Todas as atuações são caricatas, mas neste caso específico, é uma boa notícia! Recentemente vi Robert Englund no fraco Zombie Strippers. Lá a caricatura não combinava…

Senti falta de algumas mortes que estão no original – não usaram o barril com pregos! – , mas por outro lado, nesta refilmagem existem outras mortes bem criativas… Na dúvida, veja os dois então!

Último comentário: o badalado Juno, sobre a adolescente grávida, tem um personagem que cita Herschell Gordon Lewis, diretor do original, como o “mestre do horror”!

The Boy from Hell

The Boy from Hell

Um garoto morre num acidente de carro. Sua mãe, ajudada por uma velha esquisita, faz uma feitiçaria pra ele voltar à vida, mas ele volta como um monstro.

Parece pouco, e é.

Tosco, tosco e tosco. Já vi muito filme tosco na vida, mas se bobear, coloco esse em primeiro lugar!

Os atores são tristes de tão caricatos. A história além de clichê não faz nenhum sentido. Os cenários e efeitos são mal feitos ao extremo – só pra dar um exemplo, o garoto é substituído por um anão quando vira monstro!

Agora, se você conseguir relevar esses “detalhes”, até que o filme pode ser divertido… Sabe quando algo é tão ruim que fica engraçado? Pois é o caso aqui.

Outra coisa que ajuda é a duração. Na verdade é um média metragem, são 45 minutos apenas. Segundo o que pesquisei na internet, faz parte de uma hexalogia, todos baseados nos mangás Hideshi Hino’s Theater of Horror.

Devo ser um cara estranho. Quero ver os outros 5…

The Machine Girl

The Machine Girl

Um filme pode ser ruim e bom ao mesmo tempo? Claro que sim!

The Machine Girl parece uma resposta japonesa ao Kill Bill do Tarantino. Um filme onde uma mulher busca vingança pela morte do irmão, assassinado pela Yakusa. Só que em vez de usar elementos orientais, o filme e seus personagens são japoneses.

Logo de cara o filme mostra ao que veio. Com dois minutos de filme a mocinha Ami Hyuga diz que só tem um braço, mostrando o cotoco do outro braço. Logo depois ela pula, com OS DOIS BRAÇOS ABERTOS! Sensacional, não?

As atuações são péssimas e caricatas – o que é aquele irmão da Ami? O roteiro traz situações dignas de Didi Mocó. E, mesmo assim, o filme é divertidíssimo!

Em momento nenhum o filme se propõe a ser sério. A cada membro cortado, muito sangue jorra como se fosse num esguicho de mangueira. E temos um desfile de situações gore-bizarras na tela: um braço-metralhadora, um sutiã-furadeira, uma guilhotina voadora, e por aí vai…

Importante: semanas atrás falei de A L’Interieur, um filme onde o excesso de gore nos traz mal-estar. Bem, aqui em Machine Girl, o excesso de gore nos traz gargalhadas…

Infelizmente, é mais um filme sem previsão de ser lançado no Brasil.

Zombie Strippers

Zombie Strippers

Ok, um filme chamado “Zombie Strippers” não pode ser bom, concordo.

Dançarinas de um clube de strip-tease viram zumbis e atacam seus clientes. E ainda tem no elenco a atriz pornô Jenna Jameson e Robert Englund, o Freddy Kruger? A idéia, de tão tosca, poderia render um filme trash divertido. Mas não, é fraaaco…

Existem os filmes trash com algum talento por trás. Peter Jakcson, antes da fama e dos Oscars da trilogia O Senhor dos Anéis, fez dois trash maravilhosos! Sim, é tudo tosco, mas é um tosco “cool” e engraçado. E existem filmes como Zombie Strippers, que são simplesmente toscos. Não se vê nada além da nudez e do gore…

O elenco, claro, é péssimo. Todos são caricatos ao extremo. Sim, é o tom que se pede num filme desses, mas talvez esteja caricato demais. Mr Englund, volte para debaixo da maquiagem do Freddy! Por sua vez, o roteiro tenta colocar piadas políticas no meio da trama, mas é um roteiro tão fraquinho que dá até pena…

Concordo numa coisa: pelo menos temos muita nudez gratuita, violência desnecessária, cabeças explodindo, muito gore, tudo o que se espera num filme desses. A cena do pompoarismo é genial! Mas, pergunto, isso é suficiente?

Anyway. serve pra ser visto com galera, no meio da farra…