Crítica – Insaciável
Sinopse (imdb): Hana, uma estudante de medicina com o coração partido, passa a ser aterrorizada por uma força sinistra após aderir a uma moda obscura para perder peso: ingerir cinzas humanas.
O sucesso de A Substância abriu caminho pra outras produções de body horror. Poucos meses atrás tivemos Segredo Obscuro, agora é a vez de Insaciável (Saccharine, no original).
Desta vez o foco não é o etarismo, e sim a obsessão sobre a perda de peso. Hana está acima do peso, e uma amiga lhe oferece uma pílula milagrosa que faz perder peso rapidamente. Só que Hana descobre que a pílula é feita de cinzas humanas, e resolve fazer as próprias pílulas com partes de um cadáver da escola de medicina. Tudo corre bem até que começam a aparecer efeitos colaterais sobrenaturais.
O grande lance do body horror é chocar com imagens nojentas. Insaciável tem cenas grotescas tanto do cadáver usado na escola, quanto cenas mostrando comida sendo mastigada – provavelmente a diretora Natalie Erika James se inspirou na Coralie Fargeat, que mostra cenas repugnantes de homens comendo, seja chocolate em Vingança, seja camarão em A Substância.
Gostaria de fazer um elogio à maquiagem. A atriz Midori Francis realmente parece mais gordinha no início do filme. Agora, não posso fazer o mesmo elogio ao pai da personagem, que só aparece em uma cena, e está muito artificial.
Insaciável tem quase duas horas de duração, achei excessivo. E a parte final não é muito boa, tem algumas coisas que soam um pouco forçadas demais – não achei plausível a ideia da “auto cirurgia”.
No fim, é apenas mais um body horror, que será esquecido em breve.