O Convite

Crítica – O Convite

Sinopse (imdb): O casamento de Joe e Angela está por um fio. Quando eles convidam seus enigmáticos vizinhos do andar de cima para um jantar, a noite toma rumos inesperados.

O Convite (The Invite, no original) é a refilmagem do espanhol Sentimental, de 2020, escrita e dirigida por Cesc Gay. Segundo a wikipedia, já houve versões produzidas na Itália, Suíça, França e Coreia do Sul. Heu nunca tinha ouvido falar, mas deu até vontade de ver o original espanhol (um conhecido meu viu e disse que esta versão americana é melhor).

O Convite se assemelha ao formato de teatro filmado. Tem uma introduçãozinha que nem é muito importante e logo depois todo filme se passa dentro de um apartamento, com apenas quatro atores, durante uma única noite – ou seja, dava para fazer isso num palco. Felizmente, a diretora Olivia Wilde teve boas sacadas de posicionamentos de câmera e o filme não fica com cara de peça de teatro.

O roteiro é escrito por Rashida Jones e Will McCormack (Cesc Gay está creditado também, pelo roteiro original). Heu não saberia dizer se o roteiro original tem todas as sacadas que acontecem aqui nesse, mas reconheço que esse roteiro é muito bem estruturado e muito bem escrito, com ótimos diálogos – além de trazer momentos muito engraçados. Detalhe que li no imdb: o monólogo do Hawk contando a história do seu nome foi escrito pelo ator Edward Norton; e a reação esculachada do personagem do Seth Rogen foi um improviso.

O roteiro é bom, mas heu diria que o melhor de O Convite são as as atuações dos quatro atores principais. Todos os quatro – Olivia Wilde, Penélope Cruz, Seth Rogen e Edward Norton – estão muito bem. Até o Seth Rogen, que costuma fazer sempre o mesmo personagem, está bem aqui.

A direção é da atriz Olivia Wilde, este é seu terceiro longa, depois de Booksmart (que não vi) e Não Se Preocupe Querida, que é um filme que heu gostei, mas muita gente não gosta. Mas com esse O Convite até agora não ouvi nenhuma crítica. Até quem não gostou de Não Se Preocupe Querida está elogiando o trabalho da diretora.

Tem um detalhe técnico que me incomodou um pouco: a trilha sonora às vezes está tão alta que atrapalha os diálogos, principalmente no início do filme. Entendo a proposta, sublinhar o desconforto, mas achei que ficou um pouco acima do que deveria.

O Convite estreou no circuito sem muito alarde, mas quando um filme “pequeno” agrada, continua em cartaz. Fui ver num cinema com quatro salas, as outras três estavam exibindo A Odisseia. Não sei se ainda está em cartaz, se estiver, recomendo!