Crítica – Five Nights At Freddy’s 2
Sinopse (imdb): Um ano após o pesadelo sobrenatural na Freddy Fazbear’s Pizza, Abby foge para se reconectar com seus amigos animatrônicos, revelando segredos obscuros sobre a verdadeira origem da Freddy’s e libertando um horror escondido há décadas.
Lançado em 2023, o primeiro Five Nights At Freddy’s não foi bom. Mas teve uma boa bilheteria – custou 20 milhões e rendeu 291 milhões. Além disso, é um filme baseado na franquia de jogos Five Nights At Freddy’s (ou FNAF). Então uma continuação não é surpresa. Pena que o segundo filme é tão fraco quanto o primeiro.
Mais uma vez dirigido por Emma Tammi (mesma diretora do primeiro filme), Five Nights At Freddy’s 2 traz os personagens do filme anterior lidando com os robôs animatrônicos, além de um novo fantasma. Mas o problema é que o roteiro é muito ruim. Ruim do nível de aparecer um novo personagem com o mesmo nome do protagonista – sim, tem dois Mikes no filme.
Dava tranquilamente pra fazer um vídeo “10 furos de roteiro em Five Nights At Freddy’s 2“, mas pra isso heu teria que rever o filme, e não pretendo fazer isso tão cedo. Mas vou trazer dois grandes erros aqui pra dar um exemplo. Um deles é que os robôs fazem muito barulho quando estão andando. Mas quando o personagem não está vendo, os passos são completamente silenciosos! Galera, ou o bicho faz barulho quando anda, ou não. Não dá pra ser os dois.
Outro erro é num momento onde robôs são acionados remotamente, e, do nada, aparece um robô em cima do carro. Em cima do carro, em movimento! E o pior é que esse erro dava pra ser consertado numa revisão de roteiro. O carro não é da personagem, ela pegou o carro que estava lá. Era só ter um enfeite em cima do carro…
Five Nights At Freddy’s 2 é cheio de jumpscares ruins. Todos são baseados em som alto, nenhum tem uma construção de roteiro. Jumpscare de barulho só assusta quem não está prestando atenção no filme. Agora, assustar o filme não assusta. E como é direcionado ao público adolescente, não tem nenhuma cena violenta. Todas as mortes acontecem fora da tela.
Sobre os animatrônicos, trago o mesmo elogio e a mesma crítica do filme anterior. O elogio é que são bonecos reais, em vez de cgi – mais uma vez chamaram a empresa do Jim Henson, criador dos Muppets. Muito melhor ter bonecos reais do que algo feito por computador. Agora, o problema é que são bonecos que não assustam ninguém. Repito o que escrevi dois anos atrás: “O filme parte do princípio de que as pessoas têm medo dos robôs, mas, você precisa fazer alguma coisa com esse robô pra ele virar assustador. É que nem um palhaço. Um palhaço não é assustador, mas pode virar assustador dependendo de como você apresentá-lo.”
No elenco, os três principais, Josh Hutcherson, Piper Rubio e Elizabeth Lail repetem os personagens sem carisma e sem graça do primeiro filme. Matthew Lillard aparece em algumas cenas de sonho (lembrei de outro furo de roteiro, a personagem diz “não tenho medo de você” – e logo depois foge, com medo). Wayne Knight faz um alívio cômico sem graça (como sempre faz), e que destoa completamente do resto do filme. Além disso, tem duas participações que heu queria destacar. Skeet Ulrich (que estava em Pânico com Matthew Lillard), aparece em uma única cena, mas está tão diferente que nem reconheci. E Mckenna Grace, jovem com grande currículo no terror, é desperdiçada em apenas duas sequências.
Como falei, FNAF tem seu público. E Five Nights At Freddy’s 2 termina com gancho pro terceiro, além de uma cena pós créditos só pra fãs. Ou seja, teremos mais FNAFs…

