Crítica – Bridget Jones: Louca pelo Garoto
Sinopse (imdb): Bridget Jones agora viúva e solteira, vive com a ajuda de sua família, amigos e o ex-amante, Daniel. De volta ao trabalho e aos aplicativos, ela é perseguida por um homem mais jovem e talvez – pelo professor de ciências de seu filho.
Antes de tudo, preciso falar que não sou o público alvo ideal de Bridget Jones. Não me lembro de nada do primeiro filme, não sei se vi o segundo, nem sabia que existia um terceiro filme (como este terceiro é de 2016, provavelmente não vi, heu já escrevia críticas nessa época). Também sei que existe um livro que serviu de base, e não li. Meus comentários serão com isso em mente.
Vamulá. Bridget Jones: Louca pelo Garoto (Bridget Jones: Mad About the Boy, no original) é mais uma comédia romântica bobinha e previsível. Algumas cenas boas aqui e ali, alguns momentos constrangedores de vergonha alheia e um final tão óbvio que qualquer um que viu o trailer vai saber exatamente o que vai acontecer.
Achei algumas cenas péssimas! Tem uma cena que é o “dia da profissão”, onde os pais vão à escola falar sobre o seu trabalho. Bridget Jones é produtora de um programa de TV, no primeiro dia de trabalho ela estava organizando uma edição com a Fergie de convidada. Mas na hora de falar com as crianças na turma ela resolveu inventar uma entrevista com o professor pra discutir temas nada a ver.
Aliás, falando do professor, é um personagem muito mal construído. O cara é professor, mas também é inspetor, porque fica na rua organizando a entrada dos alunos. E está em TODOS os lugares da escola. E ainda por cima é músico! Acho que se o roteiro pedisse, ele também seria capaz de fazer uma cirurgia…
Felizmente nem tudo é ruim. Confesso que gostei de algumas cenas, como aquela onde o garotão salva o cachorro na piscina – apesar de ter um grande furo no roteiro, afinal ele não teria como saber quem é o dono do cachorro. Também achei bonita a cena onde a família manda mensagens para o falecido pai, através de balões coloridos.
No elenco, Renée Zellweger às vezes soa caricata, mas acho que o papel pede isso (como falei, não lembro dos outros filmes); Colin Firth, que era o principal papel masculino nos outros filmes, aqui faz aparições pontuais. Chiwetel Ejiofor faz o super professor, personagem ruim, mas ele não está exatamente mal; Leo Woodall faz o garotão novinho, papel sem muita profundidade. Hugh Grant, irônico e sarcástico, está ótimo – fiquei me questionando se ele sempre foi bom assim ou se agora que está mais velho melhorou (elogiei ele em Herege, Wonka, Magnatas do Crime…). Também tem uma divertida ponta da Emma Thompson.
Enfim, achei o filme meio besta. Mas talvez o problema seja heu, e não o filme. Duas fileiras atrás de mim no cinema, um cara dava gargalhadas altas a cada 30 segundos! Queria estar me divertindo como ele…