Kill Bill: The Whole Bloody Affair

Crítica – Kill Bill: The Whole Bloody Affair

Sinopse (imdb): A noiva deve matar seu ex-patrão e amante Bill, que a traiu no ensaio de casamento, atirou na cabeça e levou sua filha por nascer. Mas primeiro, ela deve fazer sofrer os outros quatro membros do Esquadrão da Morte.

Vai estrear no cinema uma “nova versão” de Kill Bill. Mas, é nova de verdade?

Tive sentimentos opostos depois que acabou a sessão. Por um lado, é sempre bom ver Tarantino no cinema, e como seu último filme foi só em 2019, estava rolando uma certa “abstinência”… Mas por outro lado, tem muito pouca novidade. Basicamente, vemos o primeiro filme, aí tem um intervalo de 15 minutos, depois o segundo filme, aí são créditos estendidos, pra só lá no fim de tudo, uma sequência inédita em animação.

Um breve comentário sobre Kill Bill. É uma saga de uma mulher que quer se vingar de cinco ex companheiros que a deixaram para morrer. E é um filme para fãs de Tarantino. O filme é cheio de exageros estilísticos – além de várias lutas com muito sangue jorrando, rolam cenas em preto e branco, coreografia em contra luz, planos-sequência com a câmera passeando pelo cenário sem cortes à la Brian de Palma – tem espaço até uma sequência em desenho animado! Tarantino aqui confirma a sua vocação de liquidificador de cultura pop e faz inúmeras citações. Faroeste italiano, filme de artes marciais, anime, trash, blaxploitation, seriados antigos, tudo isso fica consonante com as suas características habituais: diálogos afiados, edição fora da ordem cronológica e trilha sonora “cool”.

Agora, vou entrar num assunto polêmico. A divulgação deste novo lançamento diz que esta é a versão que o próprio Tarantino queria fazer na época, mas o estúdio o forçou a dividir em dois filmes. Mas, pra mim, isso é marketing. Porque sempre interpretei Kill Bill como dois filmes diferentes. Calma que vou explicar meu ponto de vista. Tarantino, ao longo de sua carreira, de vez em quando aponta seus filmes para uma direção para logo depois mudar, surpreendendo o espectador. Ele cria uma expectativa, para depois frustrá-la. Esse é um dos motivos que me fazem gostar dos filmes dele: são filmes fora do óbvio. Um exemplo: em Pulp Fiction, a gente acha que o protagonista é o John Travolta, mas seu personagem morre de repente no meio do filme. Outro exemplo ainda mais explícito: em Oito Odiados, de repente o espectador descobre que tem um personagem escondido no subsolo da casa. É um ator famoso, não é um figurante sem importância. A gente vê aquilo e pensa que o filme tomará outro rumo com a entrada do novo personagem – mas este morre logo, e o filme não muda de rumo. Isso sem contar com Bastardos Inglórios, que altera fatos históricos, matando Hitler num incêndio. Analisando sob este ponto de vista, Tarantino encerrou Kill Bill vol 1 com uma longa e sangrenta batalha entre a Noiva e os Crazy 88. Um final bastante catártico. Aí quando vemos o vol 2, e sabemos que a Noiva vai finalmente enfrentar o Bill, vemos uma luta muito mais contida, usando um elemento citado despretensiosamente no meio do filme. Cadê a luta catártica? Não tem. Mais uma vez, Tarantino frustrou a expectativa criada por ele mesmo. Ou seja, pra mim, sempre foram dois filmes separados.

Agora, falemos sobre esta “nova versão”. A animação inédita traz Aki, uma nova personagem que quer matar a Noiva. Se entendi direito a irmã da Gogo Yubari. Tiro porrada e bomba num desenho curtinho de 8 minutos. Divertido, mas não justifica uma ida ao cinema só por isso.

De resto, tem bem pouca coisa de novidade. O anime mostrando a infância da O-Ren Ishii é um pouco maior, tem uma sequência a mais. Durante a luta contra os Crazy 88, antes tinha uma sequência em P&B, agora é tudo colorido (decisão que achei ruim, era legal de repente tudo ficar P&B, era mais uma surpresa no filme). E acho que trocaram algumas músicas na trilha sonora. Se teve mais alterações além dessas, não reparei – e olha que revi os dois Kill Bill não faz muito tempo. Ou seja, pelas alterações, não vale ver essa nova versão.

(Lembro de quando a trilogia clássica de Star Wars foi relançada nos cinemas em 1997. Eram filmes que heu já tinha visto diversas vezes. E realmente teve novidades – algumas ruins, como o Greedo atirando antes; outras boas, como janelas com paisagens na cidade das nuvens em Bespin. Aliás, a maioria das alterações foi boa. Naquela ocasião, nenhum fã saiu frustrado do cinema por ter visto um filme igual ao anterior!)

Gostei de ter visto Kill Bill: The Whole Bloody Affair. Mas gostei porque Tarantino no cinema é sempre legal. Mas queria ter visto mais material diferente, a divulgação engana o espectador.

Fique até o fim dos créditos!

Operação Natal

Crítica – Operação Natal

Sinopse (imdb): Após um sequestro chocante no Polo Norte, o Comandante da Força-Tarefa E.L.F. faz uma parceria com o caçador de recompensas mais infame do mundo para salvar o Natal.

Às vezes penso em fazer uma seção de “críticas curtas”. Este Operação Natal funcionaria neste formato: “Filme genérico de Natal estrelado por Dwayne Johnson e Chris Evans. Era melhor ter ido direto pro streaming”.

Só isso. Porque não tem muito mais o que falar sobre Operação Natal (Red One, no original). Mas, vamos tentar nos aprofundar.

Dirigido por Jake Kasdan, filho de Lawrence Kasdan (roteirista de O Império Contra Ataca e Caçadores da Arca Perdida) e diretor dos dois Jumanji recentes, Operação Natal traz uma história natalina genérica, bobinha e cheia de clichês. Não se transformará num novo “clássico natalino”, tampouco ganhará haters. Apenas mais um filme descartável.

Operação Natal se baseia no carisma das suas estrelas. O problema é que nenhum parece inspirado. Assim como em outros filmes recentes, igualmente esquecíveis, como Alerta Vermelho (Johnson) e Agente Oculto (Evans) – coincidência ou não filmes para o streaming – a dupla de astros aqui só cumpre tabela. J.K. Simmons está bem como um Papai Noel fortão, mas aparece pouco. Completam o elenco principal Lucy Liu e Kiernan Shipka.

O roteiro não é ruim, mas tem umas forçadas. Por exemplo, depois de Aruba, não existe nenhuma justificativa pra manter Chris Evans no rolê. E alguns efeitos especiais têm cara de que vão perder a validade logo logo.

Em defesa do filme, gostei do universo criado, misturando mágica com tecnologia, e abrindo espaço pra uma franquia usando seres mitológicos. Mas é pouco. Não sei se quero ver outro filme se for tão genérico quanto este.

Por fim, uma coisa que achei curiosa e não entendi o motivo. Por duas vezes, em cenas na oficina do Papai Noel, a gente ouve vozes ao fundo em português. Uma frase é nítida, o resto tem que prestar atenção. E isso na versão original, não vi a versão dublada. (Na sequência em Aruba também parece outra língua nas vozes ao fundo, mas não consegui identificar.) O que acho que aconteceu? De repente alguém da equipe técnica pegou alguns diálogos em uma “língua exótica”, algo que a maior parte do mundo não conseguiria identificar. Será que foi isso?

Shazam! Fúria dos Deuses

Crítica – Shazam! Fúria dos Deuses

Sinopse (filmeB): Agraciado com os poderes dos deuses, Billy Batson e seus irmãos adotivos ainda estão aprendendo a conciliar a vida adolescente com alter egos de super-heróis adultos. Mas quando as Filhas de Atlas, um trio vingativo de deusas antigas, chegam à Terra em busca da magia roubada deles há muito tempo, Billy – também conhecido como Shazam – e sua família são lançados em uma batalha por seus superpoderes, suas vidas e o destino de seu mundo.

O primeiro Shazam!, lançado em 2019, foi uma divertida bobagem, com um herói adolescente num corpo de um adulto. Não era um grande filme, mas o resultado ficou divertido. Claro que iam fazer uma continuação. Shazam! Fúria dos Deuses (Shazam! Fury of the Gods no original) segue a mesma proposta do primeiro filme: um super herói bobinho e inseguro, num clima mais colorido e divertido que o “padrão DC”.

Shazam! Fúria dos Deuses (por que não “Shazam 2”?) repete o diretor David F. Sandberg do filme anterior. Sandberg tem passado no cinema de terror – procurem uma boneca Annabelle no consultório do pediatra! A primeira sequência do filme, no museu, é bem violenta (mesmo sem sangue). Se o filme fosse nessa pegada até o fim, ia ser bem legal, pena que larga esse caminho logo depois.

Como falei, é DC, mas tem um pé muito forte na comédia. Algumas piadas são meio sem graça, mas admito que ri alto em algumas cenas (a piada que encerra a primeira cena pós créditos é muito boa!). Além disso, Shazam! Fúria dos Deuses tem várias referências à cultura pop, são citados inúmeros filmes, como Star Wars, Senhor dos Anéis e Game of Thrones – e fazer uma citação a Velozes e Furiosos com a Helen Mirren presente foi genial!

Agora, precisamos reconhecer que o roteiro é cheio de “roteirices”, tipo um dragão que solta raios mortais pela boca, mas que tem um raio inofensivo quando está diante de um dos personagens principais. E aquela redoma segue as regras que o roteiro pede no momento.

Achei as vilãs bem ruins. Hellen Mirren é a menos pior, ela nem está tão mal como as outras duas, mas, caramba, é a Hellen Mirren, está bem aquém do esperado, trazer alguém do porte da Hellen Mirren só pra isso é um enorme desperdício. As outras duas estão realmente ruins: Rachel Zegler só faz a mesma cara de espanto ao longo de todo o filme; e Lucy Liu, caricata ao extremo, está ainda pior. (Aliás, a personagem da Rachel Zegler não faz o menor sentido, ela tem seis mil anos e se envolve romanticamente com um adolescente. Isso é errado em tantos níveis…)

Ainda sobre o elenco, tem uma coisa que ficou esquisita. São seis irmãos, crianças e adolescentes. No filme anterior, eram seis atores adultos diferentes quando eles viravam super. Mas agora uma atriz, Grace Caroline Currey, faz as duas versões, “adolescente” e super (ela já tem 26 anos, já não mais adolescente há algum tempo). Nada contra a mesma atriz ficar nas duas versões da personagem, mas destoa do resto. Todos os outros cinco ficam completamente diferentes, mas ela tem a mesma cara.

Já que estou falando dos irmãos… São seis, e o filme só foca em três: Billy, Freddy e Mary. A Darla tem alguma relevância só no “momento unicórnio”, e o Pedro só serve pra fazer uma piada (que pareceu inspirada em Quase Famosos). O sexto irmão é tão inútil que a gente nem sabe o nome dele (catei no imdb, é Eugene). Enfim, roteiro mal escrito, não sabe equilibrar os personagens.

Um último comentários sobre o elenco. Heu sei que é uma referência muito específica, que poucos vão pegar, mas… Achei que o Djimon Hounsou está igual ao Daminhão Experiença.

A parte final do filme é meio confusa, mas, quem gostou do primeiro e se deixar levar, vai curtir o segundo. Só recomendo não parar pra pensar muito.

Ah, importante: são duas cenas pós créditos, tem uma lá no finzinho.

The Man With The Iron Fists

Crítica – The Man With The Iron Fists

Nova produção de Quentin Tarantino. Motivo de euforia ou de pé atrás?

Atrás de um tesouro em ouro, guerreiros, assassinos e um oficial inglês se enfrentam em uma vila da China feudal. No meio disso tudo, um humilde ferreiro negro tenta se defender.

Explico a dúvida do primeiro parágrafo. Tarantino costuma ser garantia de qualidade quando está no roteiro ou direção. Mas ele já emprestou seu nome para os créditos de produções de qualidade duvidosa, como Hell Ride ou Meu Nome É Modesty Blaise – quer dizer, no caso de Hell Ride, não chega a ser duvidoso, o filme é ruim mesmo.

Pelo menos The Man With The Iron Fists tinha uma vantagem: Eli Roth como co-roteirista. Tá, Roth não é conhecido por ser um grande roteirista, mas pelo menos Cabana do Inferno e O Albergue são filmes divertidos.

The Man With The Iron Fists é a estreia na direção de RZA, rapper e ator bissexto. É o “seu” filme, RZA também co escreveu o roteiro, é um dos autores da trilha sonora e ficou com o papel principal.

O filme prometia. Apadrinhamento de Tarantino, roteiro de Eli Roth é um ar de Grindhouse. Mas… RZA não tem o talento de um Tarantino ou de um Robert Rodriguez. Apesar da boa intenção, o resultado final ficou devendo.

Lembrei da série Californication, do personagem Samurai Apocalipse, interpretado pelo próprio RZA. Na série, Samurai era um músico marrento e de hábitos truculentos que resolveu entrar no mundo do cinema impondo suas regras, independente de isso ser bom para o filme ou não. Sei lá, em algumas cenas, heu conseguia visualizar o Samurai discutindo com o roteirista Hank Moody / Eli Roth…

Outra coisa que não funcionou foi a trilha sonora. Tarantino consegue colocar músicas “diferentes” em suas trilhas, e o resultado fica quase sempre ótimo. Mas aqui existe um excesso de rap e hip hop – que não têm nada a ver com o clima de “faroeste oriental” do filme.

Mais uma coisa que ficou estranha são os “super poderes”. A explicação para os punhos de aço ficou forçada, mas, vá lá, explicaram. Mas, e o cara que vira bronze? Qual é a dele? Será que os roteiristas não se tocaram que os espectadores ia querer saber a história dele? Mais: um cara com aqueles poderes é quase invencível. Colocá-lo contra os outros é mais ou menos como se o Dr. Manhatan resolvesse lutar contra os outros Watchmen – ia ser covardia. Digo mais: me questiono por que alguém com tais poderes seria subordinado de outra pessoa…

E as lutas? Bem, as lutas nem são ruins. Acredito que a falta de gravidade seja proposital, então um lutador que flutua no ar é estilo, e não tosqueira (já vimos isso em filmes bons, né?). Apesar disso, as lutas não são lá grandes coisas.

No elenco, acho que o único que está bem é Russell Crowe. Lucy Liu não está mal, mas seu personagem não ajuda. O destaque negativo é o próprio RZA, inexpressivo em todas as cenas que aparece. Ainda no elenco, Jamie Chung, Rick Yune, Dave Bautista, Cung Le, Byron Mann, Daniel Wu e uma ponta de Pam Grier.

No fim, fica uma sensação de boa ideia desperdiçada. The Man With The Iron Fists parece uma versão pobre e mal feita de Kill Bill. O conceito “grindhouse”, que Robert Rodriguez explorou tão bem em Machete, não foi bem utilizado aqui…

Kill Bill Vol 1

Crítica – Kill Bill Vol 1

Continuando a filmografia de Quentin Tarantino… Pulei Jackie Brown e fui direto para Kill Bill.

Trata-se da saga de vingança da Noiva (Uma Thurman). Deixada para morrer numa sangrenta chacina no dia do seu próprio casamento, ela ficou quatro anos em coma. Quando acordou, fez uma lista das pessoas que precisa matar. E é hora de verificar cada item da lista.

Vi Kill Bill no cinema, na época do lançamento, e, desde então, ainda não tinha visto de novo. Hoje posso dizer que gostei ainda mais do que quando vi da primeira vez!

Kill Bill não é um filme pra qualquer um – é um filme pra fãs de Tarantino. O filme é cheio de exageros estilíscos – além de várias lutas com muito sangue jorrando, rolam cenas em preto e branco, coreografia em contra luz, planos-sequência com a câmera passeando pelo cenário sem cortes à la Brian de Palma – tem espaço até uma sequência em desenho animado! Tarantino aqui confirma a sua vocação de liquidificador de cultura pop e faz inúmeras citações. Faroeste italiano, filme de artes marciais, anime, trash, blaxploitation, seriados antigos, tudo isso fica consonante com as suas características habituais: diálogos afiados, edição fora da ordem cronológica e trilha sonora “cool”.

Parágrafo novo para falar da trilha sonora. Eclética, a trilha vai de Bernard Herrman até punk rock japonês, passando pela trilha sonora do seriado Besouro Verde (O Vôo do Besouro) e por músicas que lembram os temas de faroeste de Ennio Morricone. Mais uma vez, Tarantino fez uma trilha antológica, apenas usando material composto por outras pessoas.

Ah, sim, o elenco é outra coisa importante em Kill Bill. Diz a lenda que Tarantino começou a escrever o personagem da noiva junto com Uma Thurman, durante as filmagens de Pulp Fiction, quase dez anos antes. Uma está sensacional! Michael Madsen, Daryl Hannah e David Carradine têm participações pequenas, eles aparecem mais no segundo volume. Vivica A. Fox faz um papel menor, a grande coadjuvante aqui é Lucy Liu. O filme também conta com o lendário ator japonês Sonny Chiba, famoso nos anos 70 por vários filmes de artes marciais, além dos menos conhecidos Julie Dreyfuss e Chiaki Kuriama.

Por fim, vou terminar com algo que também falarei no texto de Kill Bill vol. 2. De vez em quando dividem um filme em duas partes, por razões de mercado – afinal, se eles podem ganhar dinheiro duas vezes com o mesmo filme, por que não? Um bom exemplo recente disso é o sétimo Harry Potter, que foi dividido desnecessariamente – a primeira parte é arrastada demais. Achei que Kill Bill sofreria do mesmo problema, mas, ao ver a segunda parte, vi que aqui a divisão faz sentido.

Em breve, Kill Bill Vol. 2!

p.s.: O poster fala “o 4º filme de Tarantino” – mas entre Pulp Fiction e Jackie Brown, ele dirigiu um dos segmentos do filme Grande Hotel

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Se você gostou de Kill Bill, o Blog do Heu recomenda:
Pulp Fiction
Bastardos Inglórios
Cães de Aluguel
Um Drink no Inferno

Xeque Mate

Xeque Mate

Normalmente, um filme com um elenco desses é para ser visto no cinema e na época do lançamento. Mas comi mosca, nem sabia que esse filme existia!

Slevin (Josh Hartnet) é o cara errado no lugar errado. Ele é confundido com um amigo que deve dinheiro a dois mafiosos rivais e por causa disso, se mete em vários problemas.

Xeque Mate (Lucky Number Slevin no original) é daquele tipo de filme que você tem que prestar atenção nos detalhes. Várias coisas só são revelados no fim do filme. Isso é muito legal, você pega pistas, e no fim, tudo é amarrado. O problema é que você tem que curtir o filme sem pensar muito, aí você não repara numa ponta solta aqui ou num furo no roteiro acolá…

Gostei muito da edição ágil do filme. Algumas das seqüências são muito boas, como a parte inicial, que mostra todo o quebra cabeça em volta da aposta nos cavalos. Me lembrou uma leva de filmes nos anos 90 que queriam seguir a onda aberta com Tarantino e seu Pulp Fiction. Quero mais filmes assim!

O elenco é muito bom. Além de Hartnet, temos Bruce Willis, Morgan Freeman, Ben Kingsley e Lucy Liu, e coadjuvantes de luxo como Stanley Tucci, Danny Aiello e Robert Forster. E o diretor Paul McGuigan foi o mesmo que fez Herois este ano.

Resumindo: não é um filme essencial, mas é um bom programa.