Pagando Bem, que Mal Tem

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Pagando Bem, Que Mal Tem?

Oba! Filme novo do Kevin Smith!

Se você não sabe quem é Kevin Smith, corra para sua locadora / site de torrents e alugue / baixe O Balconista (Clerks, no original). Depois pode ver também Barrados no Shopping (Mallrats), Procura-se Amy (Chasing Amy), Dogma (mesmo nome), O Império do Besteirol Contra-Ataca (Jay and Silent Bob Strike Back) e O Balconista 2 (Clerks 2).

Smith é um excelente roteirista. Um dos melhores roteiristas de humor que existem hoje em Hollywood. Seus diálogos são muitas vezes perfeitos. O Balconista é um bom exemplo disso: é um filme quase amador, em preto e branco, usando atores não profissionais, todo construído a partir de situações vividas numa loja de conveniência e numa locadora de vídeo. E todas as cenas e diálogos são geniais…

(Menina dos Olhos / Jersey Girl, com Ben Affleck e Liv Tyler, também é de Smith. Mas ele passava por um momento pessoal ruim, então o filme destoa de tudo o que ele fez. Não recomendo esse filme.).

E, finalmente, chegamos ao Zack e Miri fazem um pornô!

Zack e Miri são amigos desde a época do colégio. Apesar de morarem juntos, nunca rolou nada entre eles, eles só moram juntos pra se ajudarem na hora de pagar as contas. E, num momento finaceiramente difícil, eles resolvem apelar ao sexo pra levantar dinheiro: resolvem fazer um filme pornô. E, no filme, vão transar pela primeira vez!

Sim, é uma comédia romântica. Temos todos os dramas do envolvimento entre Zack e Miri, que gostam um do outro mas não conseguem admitir isso, muito menos verbalizam. Mas, como se trata de Kevin Smith, é uma comédia romântica “torta”. Temos várias situações bizarras, como o tema “bastidores de filme pornô” sugere.

Aliás, não vá procurando muito sexo e mulheres peladas. Para um filme que aborda o tema, temos pouca nudez, apesar do elenco contar com duas estrelas pornô, uma aposentada (Traci Lords) e uma na ativa (Katie Morgan).

Seth Rogens e Elizabeth Banks são Zack e Miri do título. Apesar de Rogen ser um pouco limitado como ator e interpretar sempre o mesmo papel, até que funciona aqui. Outra presença curiosa no elenco é Jason Mewes – o Jay! – como um dos atores pornôs. E também Tom Savini, o maquiador dos primeiros filmes do George Romero, como o dono do imóvel onde eles vão filmar. Ainda tem Brandon Routh, o “novo Superman”, num pequeno e importante papel. E, pra quem é ligado em tv: Kevin Smith participou da série Reaper. Tyler Labine, um dos atores principais, faz uma ponta aqui, como o bêbado que entra na cafeteria à noite.

Jason Mewes está lá, mas cadê a dupla Jay e Silent Bob? Essa é a bola fora do filme. A dupla de desocupados está em TODOS os outros filmes de Smith, que inclusive interpreta o Silent Bob. Eles bem que poderiam fazer uma ponta… Pelo menos temos referências a Star Wars, outra constante nos filmes de Smith.

Não é uma obra prima, mas vale o ingresso!

O Curioso Caso de Benjamin Button

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O Curioso Caso de Benjamin Button

O filme conta a história de Benjamin Button, que teve uma vida diferente: nasceu velho, e ao longo dos anos foi rejuvenescendo, até a velhice como uma criança.

Bizarro, não? Mas muito interessante. E muito bem filmado, tecnicamente falando.

Estou frisando o lado técnico, porque não imagino como um filme desses funcionaria anos atrás. O mesmo ator tem que interpretar várias épocas da vida. E isso precisa ser convincente, senão o filme perde a credibilidade! E para se fazer isso, é necessário horas de maquiagem, aliado a efeitos especiais daqueles que “não aparecem” – efeitos que só existem pra parecer que não existem efeitos…

E parece que funcionou. Este filme é o recordista de indicações ao Oscar 2009, que acontecerá mês que vem.  São 13 indicações, incluindo melhor filme e melhor diretor.

O diretor é David Fincher, o mesmo dos geniais Seven e Clube da Luta, ambos com Brad Pitt no papel principal. Seu último filme foi o irregular Zodíaco. Acho que a parceria com Pitt lhe faz bem… E agora, recebe o reconhecimento da Academia!

Algumas curiosidades: o projeto já esteve em outras mãos. Nos anos 90 foi pensado em Tom Cruise no papel principal e Steven Spielberg na direção; em 98, John Travolta e Ron Howard.

O Dia em que a Terra Parou

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O Dia que a Terra Parou

Apesar da crítica, de um modo geral, ter detonado o filme,  sabe que gostei? Não vi o original – se vi, não me lembro. Então não posso comparar. Mas, pensando como um filme novo, funciona.

Um alienígena acompanhado de um imenso robô chegam à Terra. Sua missão? Avisar que ele está aqui para salvar o planeta. Mesmo que, para isso, seja necessário o extermínio da raça humana.

Jennifer Connelly é a cientista que ajuda o alienígena. Keanu Reeves interpretando Klaatu, um alienígena sem emoções, foi uma boa sacada. A ponta do John Cleese foi bem legal. Achei a Kathy Bates sub-aproveitada, acho que seria melhor um homem naquele papel, mas não chega a incomodar. A bola fora no elenco é Jaden Smith, o filho de Will Smith, como o enteado da Jennifer Connelly. O garoto é muito chato. E não gostei do excesso de merchandising – o que foi aquele close no copo de café do MacDonald’s???

Mesmo assim, a tensão inicial é interessante e os efeitos são eficientes. Quem não for muito exigente pode curtir o filme na boa. Pelo menos atá a parte final…

SPOILERS ABAIXO!
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SPOILERS ABAIXO!
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SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!

O fim é totalmente incoerente. A Jennifer Connelly passa o filme inteiro tentando convencer o Keanu Reeves a dar uma segunda chance pros humanos. E quando ele concorda em fazer alguma coisa, eles são bombardeados pelo exército!

Se o filme tivesse um pouquinho de coerência, isso seria o argumento final pra acabar com a raça humana.

Mas… não! Ele vai embora e deixa todos vivos! Ora bolas, qual seria a interpretação militar pra isso? “O bombardeio deu certo!”

O fim correto seria morrer todo mundo. Nem todo bom fim precisa ser feliz…

Babylon A.D.

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Babylon A.D.

No futuro, um mercenário é contratado pra levar uma menina misteriosa de um convento na Rússia até a América. Dirigido por Mathieu Kassovitz e com Vin Diesel e Michelle Yeoh nos papéis principais e ainda contando com a presença de Gerard Depardieu e Charlotte Rampling em “pontas de luxo”, esse filme realmente prometia.

Prometia, com o verbo conjugado no passado. Kassovitz brigou com o estúdio e se desligou do projeto antes do lançamento do filme. O estúdio cortou 70 minutos (!), pra chegar a uma versão comercial de pouco mais de uma hora e meia.

É uma pena, porque o filme começa muito bem.  Mas acaba de maneira abrupta, e vemos como uma briga entre diretor e produtor pode atrapalhar um projeto…

Vin Diesel encontrou um prsonagem que é a sua cara com o mercenário Toorop. E Michelle Yeoh também está bem como a freira Rebeka, que toma conta de Aurora, a jovem a ser protegida. Melanie Thierry, que faz Aurora, é que às vezes parece um pouco exagerada. Mas nada que atrapalhe muito.

Ao longo do filme descobrimos que existe um grande plano religioso por trás do mistério de Aurora. Sim, lembra um pouco O Quinto Elemento, de Luc Besson, mas aqui existem mentes manipuladoras por trás da história. A trama é interessante. Infelizmente, mal resolvida…

Kassovitz recomendou a todos: “não vejam o filme!”. Mas acho que pode ser visto sim. É só não esperarmos uma obra prima.

E tomara que apareça em breve um “director’s cut”!

A Cidade dos Amaldiçoados

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A Cidade dos Amaldiçoados

De repente, todas as pessoas de uma cidadezinha dos EUA desmaiam. Ficam desmaiadas por seis horas. Dias depois, descobrem que várias mulheres na cidade engravidaram nesse dia.

Na verdade, este pequeno clássico de John Carpenter, lançado em 1995,  é uma refilmagem de um filme homônimo dos anos 60. Não vi o original, então não posso comparar. Mas esse é muito legal!

A idéia básica é aquela “paranóia de medo do comunismo”, que assolava os filmes de ficção científica dos pós guerra. Pessoas “diferentes”, que vieram pra “tomar conta da sociedade e acabar com o american way of life”. Perfeito prum bom filme B, o que aliás é a cara do John Carpenter. O tema é bom,  já rendeu ótimos filmes, inclusive outro do John Carpenter, “Eles Vivem”.

O elenco é recheado de atores que andam sumidos: Kirstie Alley, Linda Kozlowski, Mark Hamill… E o ator principal é o eterno Superman Christopher Reeve , em seu último filme antes do acidente que o deixou paralítico (na verdade, esse morreu, não sumiu).

Tem uma boa curiosidade no elenco: David, o garotinho que “não tem par”, cresceu, e hoje é o John Connor da série Terminator – Sarah Connor Chronicles!

Jovens, Loucos e Rebeldes

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Jovens, Loucos e Rebeldes

Fiquei curioso quando vi esse filme na promoção das Lojas Americanas. O nome original é Dazed and Confused, sim, a música do Led Zeppelin. O diretor é o Richard Linklater, o mesmo de Escola do Rock. E, de quebra, ainda conseguimos reconhecer uma Mila Jovovich novinha na capa…

Fui ver qualé. O filme é simpático. Mostra o último dia de aulas de uma escola, numa cidade americana, em 1976, e a noite que se segue. Alunos mais velhos preparando trotes pros mais novos, alguns ligados ao futebol americano, alguns usando drogas, carros, cerveja e rock’n’roll.

O problema é que essa realidade não tem nada a ver com a gente. De repente alguém que viveu isso – lá e naquela época – pode achar “um interessante retrato de uma época”. Mas, pra quem é brasileiro, alguns rituais parecem estranhos…

Tirando esse fato, o filme é bem interessante e envolvente. Não temos um personagem principal, a história gira em torno de vários: o atleta que quer largar o time, o “calouro” que se enturma com os mais velhos, o fornecedor de maconha, o nerd politizado…

Mas… Sabe o que parece? Parece um piloto de série. Queremos ver mais desses personagens interessantes, ora!

Como bola fora da edição nacional está a completa falta de informações sobre o elenco do filme. Afinal, um elenco que conta com Ben Affleck, Mathew McConaughey, Mila Jovovich, Joey Lauren Adams, Adam Goldberg, Parker Posey e Jason London, entre outros, não merece ser ignorado…

E, claro, a trilha também é fantástica. Vários clássicos do rock. Só não tem – ironicamente – Led Zeppelin! Robert Plant não deixou…

Queime depois de ler

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Queime depois de ler

Deve ser legal ser um “irmão Coen”. No início deste ano eles ganharam 3 Oscars cada um – melhor filme, melhor direção e melhor roteiro – pelo excelente e denso filme Onde os Fracos não têm vez, pra fazer companhia ao Oscar de roteiro por Fargo, que eles levaram em 96.

E o que os caras fazem logo depois? Este divertidíssimo Queime depois de ler!

A trama é rocambolesca. Um agente da CIA é demitido, e começa a escrever suas memórias. Ao mesmo tempo, sua mulher pede o divórcio e o expulsa de casa. Um casal de funcionários de uma academia encontram um cd com informações do ex-agente e acham que é coisa séria. A funcionária da academia começa a ter um caso com o amante da ex-mulher do ex-agente. E por aí vai…

Mas, apesar de aparentar complicada, a trama “desce” fácil, num curto filme de pouco mais de hora e meia de projeção. Ponto para o roteiro, enxuto, muito bem escrito.

Todos os que acompanham a carreira dos Coen sabe que na verdade este filme tem muito mais a ver com os filmes deles do que o laureado Onde os Fracos não têm Vez. Trama rocambolesca e cheia de humor é algo que não falta!

(Até alguns ano atrás, os irmãos Joel e Ethan Coen se dividiam nos créditos, um ficava como “diretor” enquanto o outro como “roteirista”. Mas diziam que eram sempre os dois juntos… Bem, aqui os dois estão creditados como diretores e roteiristas!)

Outro dos pontos altos é o elenco. George Clooney, Brad Pitt, John Malkovich, Frances McDormand, Tilda Swinton, Richard Jenkins, todos estão ótimos em seus papéis. É até difícil saber se alguém se destaca. Talvez Pitt mereça uma “menção honrosa” pelo seu inocente e ingênuo funcionário de academia…

Esse vale o ingresso! Nem que seja pra queimar depois…

Os Estranhos

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Os Estranhos

Um jovem casal é cercado numa casa por estranhos e violentos vizinhos mascarados. É, a idéia pode parecer interessante. Além do mais porque a atriz principal é a Liv Tyler, ou seja, o filme não deve ser totalmente vagabundo.

Queria heu que todos os atores fossem desconhecidos… Aí a gente desconfiaria mais do filme…

O desenvolvimento da trama não é ruim. O diretor sabe criar um interessante clima de tensão ao longo da pequena duração do filme (pouco menos de uma hora e meia). Depois de um episódio frustrante, um casal de namorados vai passar a noite numa casa isolada. E, no meio da madrugada, os tais estranhos mascarados começam a cercar a casa e aterrorizar o casal.

SPOILERS ABAIXO!!!

SPOILERS ABAIXO!!!

O grande problema do filme é que ficamos o tempo todo construindo uma expectativa de que algo interessante acontecerá. Quem são esses mascarados? Por que eles estão com as máscaras? Qual o motivo que os leva a fazer isso? Qual é o grande “por que” do filme?

Acaba o filme e  isso não é explicado. Perdemos uma hora e meia acreditando que a história terá um fim decente, uma explicação pra tudo isso… e nada.

E aí a gente começa a pensar na quantidade de furos do roteiro. Os mascarados que se movem na velocidade da luz. Pessoas que abrem a porta às 4 da madrugada num lugar deserto. Amigos que chegam em casa e, ao encontrar tudo revirado, não gritam os nomes das pessoas. E por aí vai.

Dispensável…

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Tideland

Sabe aquele tipo de filme que quando acaba você fica se perguntando “o que foi isso que acabei de ver?” Já vi muitos filmes estranhos na minha vida, mas confesso que há tempos não via nada tão esquisito.

Conhecemos o mundo mágico de Jeliza Rose, uma menina de uns dez anos de idade, filha de pais viciados, que conversa com animais e tem como amigas e companheiras quatro cabeças de bonecas.

O filme é até bom. Mas é uma fábula bizarra, um conto de fadas distorcido. E, convenhamos, isso não agrada a qualquer um… Principalmente porque mostra cenas realmente incômodas, como a pequena Jeliza Rose preparando a heroína pro seu pai…

Nada tão surpreendente quando vemos quem é o diretor: Terry Gilliam! Ex-Monty Python, ele já fez muita coisa estranha em sua carreira de diretor, como Medo e Delírio em Las Vegas ou o sensacional Brazil, o Filme

Vemos uma referência bem clara à Alice no País das Maravilhas, Jeliza Rose inclusive cai no mesmo buraco da árvore que a personagem da história. E, assim como Alice, Jeliza Rose tem o seu próprio mundo diferente, onde está a salvo do perigoso mundo adulto.

Provavelmente pela esquisitice este filme não foi bem lançado por aqui, apesar do diretor conhecido e de ter Jeff Bridges como o pai de Jeliza Rose (Jeniffer Tilly faz a mãe, mas o seu papel é bem pequeno). Até onde sei, não passou nos cinemas, e só vi o dvd pra vender uma única vez.

Mas a procura vale a pena!

Halloween – O Início

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Halloween – O Início (2007)

Semana passada falei da origem do Leatherface, o assassino serial da série Texas Chainsaw Massacre. E hoje é dia da origem de Michael Myers, da série Halloween!

Na verdade, esse não é um filme inteiramente novo, como o da semana passada. Esse é uma refilmagem do original de 78, dirigido pelo mestre John Carpenter, e estrelado por Jamie Lee Curtis e Donald Pleasance.

Aliás, cabe aqui um comentário: durante os anos 80, Jason Vorhees, de Sexta Feira 13, ficou mais famoso; pouco depois surgiu Freddy Krueger, de A Hora do Pesadelo, que também ficou muito famoso. Mas o primeiro assassino deste estilo é o Michael Myers! Halloween foi o primeiro filme neste estilo assassino-morto-vivo-que-sempre-volta-na-cena-final-pra-justificar-a-continuação!

Confesso que não vejo o filme de John Carpenter já faz um tempo, então não posso comparar esta refilmagem com o original. Mas posso dizer que a refilmagem funcionou.

Rob Zombie tem se mostrado um cara legal com sua carreira cinematográfica. Sim, é aquele mesmo cara, da banda White Zombie. Não sei ele continua sendo músico, mas acertou a mão na sua “nova profissão”. Particularmente, heu prefiro o Zombie diretor… Em 2003, Zombie fez The House of 1000 Corpses, e dois anos depois pegou mais pesado com Rejeitados pelo Diabo. E agora anuncia Tyranossaurus Rex pro ano que vem. A carreira desse cara promete…

Este novo Halloween pega uma onda muito usada atualmente em Hollywood, de recriar as histórias dos filmes, incluindo as origens dos personagens, em vez de simplesmente refilmá-los. Tivemos isso com Batman, com 007 (Cassino Royale)… E aqui funciona bem: Zombie cria um histórico familiar interessante pro pequeno Michael quando tinha 6 anos.

Depois de assassinar brutalmente meia dúzia de pessoas, o garoto é internado, e tratado pelo Dr. Loomis. Se no original era o Donald Pleasance, agora temos Michael McDowell! E McDowell sabe como se portar num filme desses – felizmente!

O resto da história é o previsível. A “maturidade” do assassino Michael Myers. E aqui, mais uma vez, a forma vale mais que o conteúdo. Zombie realmente tem talento pra isso.

Uma cena achei particularmente arrepiante: já adulto, Michael volta para a casa onde morou e acha a faca e a máscara que usou quando criança. E quando coloca a máscara – “a” máscara! – toca aquele teminha clássico. Me lembrei do Star Wars ep. III, quando Darth Vader coloca a máscara e respira artificialmente pela primeira vez!

Bom filme. Recomendo!